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Relações de gênero e acesso à educação
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Palavras-chave

Migrantes nordestinas
Pontal Mineiro
Escolarização.

Como Citar

SILVEIRA, Daiane de Lima Soares; SOUZA, Sauloéber Tarsio de. Relações de gênero e acesso à educação: migrantes nordestinas no Pontal Mineiro (1950-1960). Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 56, p. 1–36, 2019. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8657101. Acesso em: 16 jul. 2024.

Resumo

Este artigo apresenta estudo sobre mulheres nordestinas que migraram com suas famílias para o Pontal Mineiro nas décadas de 1950 e 1960 e aquelas que nasceram nas referidas
décadas. Pretende abordar a diferença de escolarização observada entre meninas e meninos, filhas e filhos de migrantes, que nasceram em Minas Gerais, repetindo a situação verificada no espaço de origem – Rio Grande do Norte e Paraíba, estados de onde principalmente partiu o
fluxo migratório –, em que as mulheres tinham superiores índices de alfabetização em comparação aos homens. Além disso, busca compreender as relações de poder entre homens
e mulheres, analisando a formação cultural da figura do homem nordestino com o tipo conhecido de “cabra-macho”, homem forte e violento que tem o domínio da casa e da
família, e como, nesse quadro, a mulher soube aproveitar “brechas” e conquistar um espaço de emancipação por meio da educação escolar.

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Referências

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Entrevistas:
GOUVEIA, C. [abril, 2013].
PEREIRA, M. A. [junho, 2013].
PACHECO, L. B. [abril, 2013].
LEAL, M. A. [abril, 2013].
RIBEIRO, L. N. [abril, 2010].
GONÇALVES, F. G. [julho, 2013].
BORGES, M. F. [abril, 2013].
CINTRA, P. F. [fevereiro, 2011].
ARAÚJO, L. S. [julho, 2013].
FRANCO, A. O. [março, 2010 e abril, 2013].

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