Cadernos de Estudos Linguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel <p><strong>Escopo</strong>: A Cadernos de Estudos Lingüísticos publica dois números anualmente e tem como objetivo a publicação de textos científicos nas diversas áreas da Lingüística.Pretende propiciar aos pesquisadores a publicação de artigos que apresentem resultados de pesquisa, reflexões acadêmicas e estudos analíticos dentro de distintas abordagens teóricas. Espera-se, com isso, tornar disponíveis trabalhos relevantes que proporcionem o diálogo entre diferentes abordagens, o debate de questões pertinentes às áreas e o estímulo para o intercâmbio entre pesquisadores.<br /><strong>Qualis</strong>: A1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 1978<br /><strong>e-ISSN</strong>: 2447-0686<br /><strong>Título abreviado</strong>: Cad. Estud. Lingüíst. <br /><strong>E-mail</strong>: <a href="mailt:revistacel@iel.unicamp.br">revistacel@iel.unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Cadernos de Estudos Linguísticos 2447-0686 <p>O periódico <strong>Cadernos de Estudos Linguísticos</strong> utiliza a licença do <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> A ortografía de la lengua española dentro da política pan-hispânica da real academia española https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8664924 <p>Este artículo tiene como objetivo analizar la actual política lingüística que la Real Academia Española y el consorcio de academias hispanoamericanas llevan a cabo, con una concepción de lengua estándar y unificada, cuya base subraya la noción ideológica de una nación (panhispánica) y una lengua (la del antiguo imperio). Para ello, se cotejarán la <em>Ortografía de la lengua española</em>, publicada en 1999, cuyo lema “unifica, limpia y fija” resume la política lingüística practicada por la RAE, y textos que tratan de políticas lingüísticas y glotopolítica.</p> Wagner Monteiro Pereira Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-07 2022-03-07 64 e022003 e022003 10.20396/cel.v64i00.8664924 O projeto de linguística integral em Ferdinand de Saussure e Eugenio Coseriu https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8664559 <p>Neste trabalho, propomo-nos a realizar uma discussão epistemológica do trabalho de Ferdinand de Saussure e Eugenio Coseriu com o objetivo de discutir a noção de linguística integral. Para atingir esse objetivo, estudamos algumas obras. Do lado de Coseriu, buscamos obras em que o tema é explicitamente tratado. Do lado de Saussure, recorremos aos cadernos de Constantin do terceiro curso, alguns trabalhos interpretativos desse manuscrito, e alguns trabalhos interpretativos dos manuscritos sobre os anagramas e as lendas. Defendemos que as reflexões de Saussure e de Coseriu apontam para uma linguística integral, ou seja, uma linguística que deve dar conta dos diferentes aspectos envolvidos no complexo funcionamento da linguagem, ordenando esses aspectos em um marco homogêneo e unitário. Esse raciocínio nos conduz a pensar, portanto, que, para bem compreender a linguagem, é necessário estabelecer planos e disciplinas diferentes.</p> Clemilton Lopes Pinheiro Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-07 2022-03-07 64 e022004 e022004 10.20396/cel.v64i00.8664559 O princípio da complementaridade entre linguagem verbal e visual em imagens midiáticas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8663896 <p>Vários estudos têm buscado entender como e em qual nível se dá a complementaridade entre texto escrito e imagens, principalmente, em anúncios midiáticos. O objetivo principal é entender como as mensagens escritas e as imagens interagem e se complementam na formação de um todo coerente na busca de persuadir os leitores à adesão de certos produtos ou serviços anunciados. Neste sentido as análises irão partir dos microelementos até atingir os macroaspectos, onde as formas linguísticas e os atos de imagem agem em conjunto para transmissão de aspectos ideológicos e hegemônicos. Além disso, as análises contam com as teorias de Halliday (1978; 1994), Kress e van Leeuwen (1996; 2002; 2006), Royce (2007). Pelo fato de as análises recaírem sobre anúncios publicitários, os estudos de Fairclough (1995) sobre as tendências da mídia atual também se mostram relevantes para este artigo. Os resultados apontam que os aspectos ideacionais, interpessoais e composicionais de anúncios midiáticos se complementam na formação de um todo coerente capaz de persuadir o leitor a adquirir um determinado produto ou influenciar comportamentos.</p> Leonardo Antonio Soares Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-07 2022-03-07 64 e022002 e022002 10.20396/cel.v64i00.8663896 Marcas de oralidade e temporalidade linguística https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665735 <p>A posição sintática das formas clíticas em línguas latinas é objeto amplamente descrito nos estudos linguísticos (BERTA, 2003; CYRINO, 1993; NIEUWENHUIJSEN, 2006, PETROLINI JR., 2014), haja vista as expressivas mudanças por que passa esse sistema ao longo dos séculos, bem como os contrastes que apresenta quando em tela normas inter e intralinguísticas. Situado em um núcleo de pesquisa que coaduna interesses da Linguística e dos Estudos da Tradução – <em>estudos em corpus do espanhol escrito com marcas de oralidade</em> (CEEMO) –, este debate analisa as estratégias tradutórias vislumbradas no conjunto de três versões da obra <em>Don Quijote de la Mancha</em> em português, objetivando debater sobre o conflito de normas nesse também concreto uso da linguagem. Entram em discussão a <em>temporalidade</em> linguística, debatido como um problema sociolinguístico a ser considerado na tradução (HURTADO ALBIR, 2001), e o campo teórico das <em>marcas de oralidade nos textos escritos</em> (KOCH; OESTERREICHER, 2007; MARCUSCHI, 2001). À luz desses debates e recortando o fenômeno da posição das formas clíticas, o estudo aponta estratégias tradutórias distintas, no que diz respeito à preservação ou distanciamento da estilística cervantina.</p> Leandra Cristina de Oliveira Beatrice Távora Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-26 2022-04-26 64 e022012 e022012 10.20396/cel.v64i00.8665735 Sentenças panquecas não têm artigos definidos em português brasileiro https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665010 <p>Neste texto, discutimos um aspecto da caracterização dos nominais em posição de sujeito de sentenças panquecas em português brasileiro. Descritivamente, sentenças panquecas têm duas características centrais nessa língua: (i) um nome na posição de sujeito, com uma estrutura menor do que um DP, recebe uma interpretação de situação; (ii) o predicado não concorda morfologicamente com esse sujeito. Um exemplo disso é a sentença <em>Panqueca é bom</em>. Estudos recentes (SIQUEIRA, 2017, SIQUEIRA; SIBALDO e SEDRINS, 2020) defendem que sentenças panquecas podem ter artigos definidos, como em <em>A panqueca é bom</em>. Mostramos que sentenças como <em>A panqueca é bom</em> são, na verdade, casos de elipse de parte do VP. Elas só são gramaticais caso tenham identidade com o antecedente e não são possíveis caso o antecedente seja só pragmático, isto é, caso o antecedente não tenha material linguístico. Em contraposição, sentenças panquecas, tais como tradicionalmente descritas, são possíveis em casos de antecedente pragmático e possuem, portanto, anáforas profundas em sua constituição. Quando os dois tipos sentenciais são examinados à luz da classificação em termos de anáfora superficial e anáfora profunda, evidencia-se que sentenças panquecas exemplificadas por <em>Panqueca é bom</em> têm uma constituição diferente de sentenças com elipses verbais, como <em>A panqueca é bom</em>. Dessa forma, mostramos que só a primeira se configura como uma verdadeira sentença panqueca.</p> Luana De Conto Janayna Maria da Rocha Carvalho Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-25 2022-04-25 64 e022013 e022013 10.20396/cel.v64i00.8665010 Socionomástica comercial https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665736 <p>Neste artigo apresentamos uma investigação na área de Onomastics Comparativos cujo objetivo é contrastar dois repertórios onomasticos de línguas e culturas próximas. Realizamos uma análise comparativa que compara os crematórios que designam lojas de vestuário e acessórios e os locais de restauração de duas sintoxicações: a cidade espanhola de Castro e a cidade brasileira de Marechal Cândido Rondon. A análise dos dados considerou os seguintes parâmetros: escopo de origem e linguagens utilizadas, critérios da denominação e estrutura dos crematórios. Os resultados convergentes confirmam a influência da globalização, o prestígio da língua inglesa e a descrição e sugestão como os critérios de palavra mais destacados. Os resultados divergentes indicam que há maior propensão ao primeiro procedimento pela localidade brasileira e ao segundo pela localidade espanhola. Isso leva a uma maior preferência por sitagmas nominais nos usos brasileiros, o que contrasta com o uso de outros tipos de estruturas nos crematórios da cidade espanhola.</p> Carmen Fernández Juncal Márcia Sipavicius Seide Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-25 2022-04-25 64 e022010 e022010 10.20396/cel.v64i00.8665736 Para argumentar, basta começar https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665885 <p>Neste trabalho, com o objetivo de responder à pergunta: quais indícios de natureza linguístico-discursiva podem ser observados entre o funcionamento dos mecanismos de junção e a aquisição da tradição discursiva argumentativa no modo escrito de enunciação?, observo a tradição discursiva argumentativa no contexto de aquisição do modo escrito de enunciar, a partir de uma descrição analítica do funcionamento dos mecanismos de junção, em um espaço teórico construído a partir do diálogo entre os conceitos de tradição discursiva (TD) (KABATEK, 2005); heterogeneidade da escrita (CORRÊA, 2004); aquisição da escrita (LEMOS, 1998); e mecanismos de junção (MJs) (RAIBLE, 2001). Foram analisados 60 textos produzidos por alunos do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental, numa abordagem quantitativo-qualitativa, e alcançados resultados relativos: (i) à descrição da funcionalidade dos MJs, no contexto investigado; (ii) à análise do caráter sintomático dos MJs enquanto marcas da relação oral/falado e letrado/escrito; e (iii) à discussão sobre as relações entre MJs e a aquisição da TD argumentativa na escrita. Tais resultados mostraram que <em>transformação</em> e <em>mudança</em> operam-se no funcionamento simbólico da língua por meio da movimentação, no processo de subjetivação, que, concomitantemente, atinge as formas táticas dessa língua e os sentidos que nela se constituem.</p> Lúcia Regiane Lopes-Damasio Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-08 2022-03-08 64 e022005 e022005 10.20396/cel.v64i00.8665885 Ler o arquivo em análise de discurso https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8664658 <p>Este artigo busca investigar de que maneira o alienismo brasileiro se constitui em estreita relação com as teorias raciais, com a memória antiafricana e com novas formas de organização do direito e do espaço urbano no século XIX. Ancorado teoricamente na Análise de Discurso materialista, o texto busca dar visibilidade aos processos históricos da produção do sentido, montando um arquivo que permita escutar a conjuntura discursiva do Brasil oitocentista. O presente estudo permite, pois, uma compreensão semântica das contradições e das relações de sentido a partir da montagem e da leitura de um arquivo singular, que abre espaço para a formulação de um dispositivo distinto do historiográfico, pondo em primeiro plano o funcionamento material, ou seja, histórico, da língua. &nbsp;</p> Fábio Ramos Barbosa Filho Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-21 2022-03-21 64 e022007 e022007 10.20396/cel.v64i00.8664658 As formas da língua na "análise automática do discurso" (1969-1983) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8664079 <p>A Análise de Discurso proposta por Michel Pêcheux se exerce sobre a dupla materialidade da língua (base) e do discurso (processo). No entanto, há uma insatisfação, tanto dos linguistas quanto dos analistas do discurso, relativa ao suposto esquecimento do aspecto linguístico na AD. Assim, pretendo estabelecer um percurso de leitura sobre o conceito de “língua” no projeto teórico da<em> Análise Automática do Discurso (1969-1983) </em>de Michel Pêcheux como uma maneira de expor e defender sua importância nas análises e no arcabouço teórico da Análise do Discurso contemporânea. O percurso deste trabalho, portanto, inicia-se pela apropriação discursiva dos primados da metáfora sobre o sentido e do valor sobre a significação, estendendo-se até suas reelaborações finais, em que se formula a assunção de que a língua é capaz de revolta.</p> Filipo Figueira Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-04 2022-04-04 64 e022008 e022008 10.20396/cel.v64i00.8664079 Transcrição e enunciação https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8661294 <p>Este trabalho desenvolve uma proposta enunciativa, com base em Émile Benveniste, de abordagem da transcrição de dados. Utiliza-se, como recurso heurístico, a distinção entre <em>dizer </em>e <em>mostrar </em>feita por Wittgenstein. A transcrição é vista como um processo que acumula um duplo funcionamento: em primeiro lugar, ela é do campo do <em>mostrado </em>porque comporta uma instância de <em>ciframento </em>e uma instância de <em>deciframento</em>; em segundo lugar, é do campo do <em>dizer </em>porque comporta uma instância de <em>escuta</em> do locutor. A transcrição é, nesse caso, um <em>dizer</em> de uma dada escuta. Assim, conclui-se que, do ponto de vista enunciativo, transcrever é simultaneamente da ordem do <em>dizer </em>e do <em>mostrar</em>.</p> Valdir Nascimento Flores Jefferson Lopes Cardoso Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-07 2022-03-07 64 e022006 e022006 10.20396/cel.v64i00.8661294 De cabeça para baixo https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8666524 <p>Neste artigo, apresentamos uma descrição das características e propriedades linguísticas de orientacionais de inversão (OIs), responsáveis por expressar que objetos estão em uma posição não canônica. Nosso objetivo é analisar e descrever o comportamento semântico do OI “de cabeça para baixo”, em contextos espaciais e não espaciais, usando as ferramentas da semântica formal. Com base em algumas noções da semântica de vetores espaciais (VSS, do inglês “Vector Space Semantics”) (ZWARTS, 1997), analisamos o OI em questão com base em dados coletados dos <em>corpora</em> WebCorp (MORLEY, 2006) e Google. O resultado é uma análise e uma descrição de “de cabeça para baixo” baseadas nas noções de quadro referencial do contexto (QR), vetores extrínsecos (VEs) e vetores intrínsecos (VIs), cujos resultados indicam que o OI “de cabeça para baixo” em contextos espaciais mobiliza apenas o eixo vertical e, portanto, combina apenas com referentes que possuem orientação em tal eixo, enquanto nos usos não espaciais, por conta da impossibilidade de inversão de eixos, envolve não a orientação do objeto, mas sim estados canônicos.</p> Yasmin Vizeu Camargo Renato Miguel Basso Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-25 2022-04-25 64 e022014 e022014 10.20396/cel.v64i00.8666524 Causas denominativas na categoria dos cronotopônimos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665027 <p>Em estudos da toponímia brasileira, um dos procedimentos mais utilizados pelos pesquisadores quanto à análise dos nomes geográficos é a aplicação de um modelo taxionômico. O modelo de Dick (1990b), que tem como objetivo a classificação dos elementos motivadores de forma objetiva e de uma perspectiva sincrônica, inclui, por exemplo, a categoria dos <em>crononotopônimos</em> – topônimos com indicadores cronológicos representados pelos adjetivos novo(a) e velho(a). Quando se deseja evidenciar as causas específicas – que envolvem as razões do denominador – é necessário o levantamento de pelos menos alguns aspectos da história do acidente geográfico nomeado, isto é, a perspectiva passa a ser diacrônica. O objetivo do estudo apresentado neste texto é demonstrar que em uma mesma categoria, as causas denominativas, apesar de específicas para cada designativo, podem ser sistematizadas e divididas em grupos conforme seu conteúdo semântico. Para isso, toma-se a lista de nomes de municípios brasileiros disponibilizada pelo IBGE e separam-se os 137 considerados <em>cronotopônimos</em>; na sequência, investigam-se aspectos da história de cada município (especialmente a partir do Portal Cidades@ do IBGE e dos sites oficiais de cada município). No que se refere às reflexões teóricas, parte-se dos estudos de Lognon (1920), Dauzat (1947) e Dick (1990a, 1990b, 1999). A pesquisa evidenciou como principais causas denominativas dos <em>cronotopônimos</em> as seguintes: a) um aglomerado humano já nomeado, após atos administrativos, passa à categoria de município e inclui o adjetivo novo(a) para marcar um outro momento da história do seu desenvolvimento; b) o município recebe o nome em referência a outra cidade, estado, país etc. e, para evitar a homonímia de topônimos, inclui-se o adjetivo novo(a). Além dessas, outras causas denominativas estão descritas no artigo.</p> Anna Carolina Chierotti dos Santos Ananias Marilze Tavares Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-25 2022-04-25 64 e022011 e022011 10.20396/cel.v64i00.8665027 Aspectos fonológicos dos lapsos de fala https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8666588 <p>Este estudo teve como objetivo examinar a estrutura sonora de blends lexicais de lapsos de fala (BL), isto é, de palavras formadas por blending e resultantes de uma falha de processamento linguístico, como em <em>mosquilongo</em> (pernilongo+mosquito). Para tanto, a composição de BL foi analisada tendo em vista os traços segmentais, o acento lexical e a estrutura silábica de 40 BL coletados de modo naturalístico. A análise do <em>corpus</em> indica que enquanto a produção de BL respeita as restrições sonoras do PB, assim como identificado, na literatura, para blends neológicos, a manutenção e a coincidência das estruturas dos itens originais suscitam a hipótese de que a similaridade estrutural dos elementos acessados é um aspecto que favorece a produção de BL.</p> Amanda Macedo Balduino Shirley Freitas Mayara Espadaro Copyright (c) 2022 Cadernos de Estudos Linguísticos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-23 2022-03-23 64 e022009 e022009 10.20396/cel.v64i00.8666588