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v. 9 n. 1 (2020): Artes, Performatividade, Crise Generalizada e Necropolítica
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A expansão de maneiras de dominar a vida baseadas na necropolítica (Mbembe, Necropolitique, 2006), a extrema precariedade, a desigualdade e pobreza, no poder de matar e na exploração predatória dos recursos naturais e das fontes de energia, conduziu-nos a um grau de destruição que hoje ameaça a continuidade de uma vida digna e a própria capacidade de regeneração do ambiente, podendo nos levar a um ponto sem retorno. Tal realidade impõe enormes desafios tanto ao pensamento como à imaginação, demandando novas formas de percepção, compreensão e estratégias de ação. As artes performativas e a própria performatividade social como aqueles atos com os quais o ser humano aparece diante de outros procurando comunicar um sentido (Turner, The anthropology of performance, 1988), têm produzido saberes e modos de atuação que articulam as expressões da “digna raiva” social (Manifesto Zapatista, 2014) e diferentes campos de conhecimento, abrindo perspectivas para a reinvenção das formas de vida e para a elaboração crítica das crises atuais.

Publicado: 2020-11-09

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