Conceição/Conception https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce <p><strong>Escopo</strong>: A <strong>Conceição|<em>Conception</em></strong>, do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena do Instituto de Artes da UNICAMP, é um periódico semestral, online, que abrange os campos do teatro, da dança e da performance. Publica artigos em português, espanhol e inglês que proponham interfaces, fusões, justaposições e tensões entre esses três campos, partindo-se da afirmação e fortalecimento de suas especificidades.<br /><strong>Quali</strong><strong>s/CAPES</strong>: B1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Linguística, Letras e Artes<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2012<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2317-5737<br /><strong>Título abreviado</strong>: Conceição|Concept. <br /><strong>E-mail</strong>: <a title="E-mail" href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/management/settings/context/mailto:rconceicao@iar.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">rconceicao@iar.unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a title="IA" href="http://www.iar.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Conceição/Conception 2317-5737 <p><a title="CC-BY-NC-SA" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br>A <strong>Conceição/Conception</strong> utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto. A revista permite que o autor retenha os direitos de publicação sem restrições.</p> Conversas com os invisíveis https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671826 <p>Vivemos um momento em que a necropolítica apoiada pela máquina pública coloca em risco nossa sobrevivência. No Brasil, percebemos com preocupação o crescimento das doenças mentais e suicídio, especialmente entre os mais jovens e aqueles pertencentes a grupos minoritários; a Amazônia sofreu, nestes quatro anos passados, o maior índice de devastação das últimas décadas e os governos ainda estão longe de promover políticas que recuperem o meio-ambiente; conflitos têm se intensificado entre diferentes grupos que formam nossa sociedade. A insegurança de uma parcela significativa da sociedade, que se vê alienada das discussões progressistas, alimenta aquela que pode ser considerada como a maior crise da democracia desde a redemocratização em 1985. A aderência de uma parcela da população a um discurso sustentado por informações distorcidas em prol da construção de um líder mitológico deslocou a discussão a respeito de políticas públicas para o campo da moral e da religião, tornando o pensamento uma das principais arenas de disputa dos diferentes discursos.</p> Daniel Reis Pla Copyright (c) 2022 Daniel Reis Pla https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-24 2022-12-24 11 e022019 e022019 10.20396/conce.v11i00.8671826 O retorno da Cobra Grande https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671235 <p>Esse texto segue o serpentear da Cobra Grande, da Mãe D’água, ser que habita e encanta as águas profundas das terras <em>brasilis </em>antes do colonizador aqui pisar. Nesse movimento, relata as experiências vividas na <em>Teko Haw Maraka’nà</em>, aldeia em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro, com as experimentações Corpo-Terra. Lançamos flechas de re-encanto, plantando sementes no território da dança e das práticas somáticas para sanar as feridas coloniais de nosso chão.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Ruth Silva Torralba Ribeiro Copyright (c) 2022 Ruth Silva Torralba Ribeiro https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-11-09 2022-11-09 11 e022008 e022008 10.20396/conce.v11i00.8671235 Neutralidade luminosa na arte de caminhar para trás https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671242 <p>Este ensaio desenvolve-se performativamente por meio de pesquisas somáticas relacionadas à escuta consciente na comunicação verbal e corporificada. A poiesis decorre da fenomenologia, do butô e do Zen, explicando o butô como uma forma de protesto de dança e terapia com origens no Japão de meados do século XX até os dias atuais. Ao caminhar para trás, o texto desliza para dentro – despertando questões de precariedade ambiental e uma ética somática de cuidado planetário.</p> Sondra Fraleigh Copyright (c) 2022 Sondra Fraleigh https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-14 2022-12-14 11 e022011 e022011 10.20396/conce.v11i00.8671242 A Céu Aberto https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671126 <p>O artigo apresenta o processo de criação em teatro comunitário do espetáculo <em>A Céu Aberto</em>, pelo grupo de Teatro do Campo, da Associação Cultural Rural Vivo, realizado em Terras de Bouro, Portugal, entre fevereiro e junho de 2022. A montagem reflete sobre o ataque à ancestralidade do mundo rural, na iminência do avanço capitalista, pela almejada exploração do lítio. Assinalamos que a resistência vem sendo empreendida pelas populações locais e por diversos coletivos de ativistas. O Teatro do Oprimido de Augusto Boal e alguns princípios do Teatro Comunitário orientaram a criação dramática, a partir da análise de alguns jogos de força e poder que se colocam no panorama atual da exploração mineira, num contexto de crise ambiental. Experimentações cênicas foram realizadas, em torno de situações e conflitos pesquisados nos meios de comunicação e também com populações afetadas pela mineração, num passado recente. Para a trilha sonora selecionamos músicas já existentes, e também criamos algumas letras e melodias novas e paródias, cantadas pelos atores. Uma visão cosmopolítica ampara nosso olhar na análise do fenônemo da exploração mineira em ambientes rurais. O conceito de a(r)tivismo não fez parte dos pressupostos que nutriram o processo criativo. Entretanto, parece-nos apropriado, para situar o espetáculo teatral produzido, o ponto de vista que defende, e a dimensão crítica que imagina que o público possa desenvolver, a partir da fruição.</p> Renata Zanete Copyright (c) 2022 Renata Zanete https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-16 2022-12-16 11 e022013 e022013 10.20396/conce.v11i00.8671126 “Nos are armei meu balanço, nos are eu me abalançava” https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671323 <p>O texto é uma ressignificação às culturas tradicionais brasileiras e seus saberes incorporados, a partir de relatos, reflexão e reverência à figura do Caboclo de Arubá, do Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Pernambuco, performado por Mestre Biu Alexandre, falecido em julho de 2022. Com uma abordagem decolonial, temas como presença cênica, encantaria, espiritualidade e cultura oral são discutidos a partir de palavras do mestre Biu Alexandre e do diálogo com pensadores como Luiz Rufino, Luiz Antonio Simas e Ailton Krenak.</p> Ana Caldas Lewinsohn Copyright (c) 2022 Ana Caldas Lewinsohn https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-21 2022-12-21 11 e022014 e022014 10.20396/conce.v11i00.8671323 Dança e biopolítica https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671128 <p>Este artigo busca colocar em diálogo alguns conceitos trabalhados pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e o espetáculo de teatrodança <em>Zoé - restos de uma vida nua</em> (2018), do coletivo Anticorpos - Investigações em Dança (UFOP). Neste sentido, evidencia-se que as noções de <em>Vida Nua</em> e de <em>Resto</em> figuram como elementos centrais no processo de criação coreodramatúrgica da obra, propondo um potente encontro entre princípios do pensamento político agambeniano e matrizes poéticas da dança butô.</p> Gabriely Lemos Éden Peretta Copyright (c) 2022 Gabriely Lemos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-21 2022-12-21 11 e022015 e022015 10.20396/conce.v11i00.8671128 Performance https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671800 <p>A ideia de que há, ao lado do automatismo da máquina humana, uma “natureza não automática” é central e permeia todo o texto. Iniciamos com uma abordagem da performance em que ser testemunha do funcionamento automático das funções de mover, pensar e sentir e de suas conexões, poderia abrir um contato com uma natureza não automática no indivíduo. O texto trabalha com o conceito de “comportamentos restaurados” (Schechner, 2003), abordando a repetição, treinamento e erro, e sua relação com a natureza não automática. Discute o conceito de “formatividade” (PAREYSON, 1993), tocando as questões de espiritualidade e de estilo. Por fim desenvolve o conceito de “groove” em diálogo com a ideia de “tempo próprio” e “bolha temporal” (ROVELLI, 2018), em que a relação entre os eventos, a fricção de seus tempos, é que possibilita a emergência do groove.</p> Mauro Rodrigues Copyright (c) 2022 Mauro Rodrigues https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-22 2022-12-22 11 e022018 e022018 10.20396/conce.v11i00.8671800 Indiscerníveis https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8665846 <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio propõe um deslocamento entre as ciências ambientais e humanas na palavra micrografia, tendo em vista gerar um deslocamento metodológico, pautado na cartografia como referência conceitual, porém com ênfase nos imperceptíveis. Esse deslocamento é aqui uma dupla transversalidade, uma vez que é, simultaneamente, atravessamento e travessia. Pensamos em um avesso cartográfico, a partir de um objeto fronteiriço que é a análise da vida em microescala. O relevo que se produz neste desdobramento conceitual chamamos de micrografia, enquanto o devir de um conceito, o movimento de uma concepção utilizada originalmente em análises laboratoriais de microorganismos. Porém, aqui, em montagens que dispõem micro e macro escalas de imagens de partículas que interagem por intensidades, movimentos e afetos sem representá-los, mas entrelaçando reflexões em um meio heterogêneo. O foco está nas ligações entre matérias temporais, ancestralidade e contemporaneidade, virtualidades que se atualizam em singulares. O percurso não é totalizante ou generalizável, mas entrevê densidades que compõem corpos em heteronomia. Assim, rabiscamos montagens fotográficas sobre o pó e sob o pólen, partículas imperceptíveis que constituem os vivos e os mortos sem apaziguar seus ritmos e conflitos.</span></p> Vatsi Danilevicz Marcelo de Almeida Ferreri Luis Antônio dos Santos Baptista Copyright (c) 2022 Vatsi Danilevicz https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ 2022-06-17 2022-06-17 11 e022001 e022001 10.20396/conce.v11i00.8665846 Construção paródica por pessoas afásicas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8661037 <p>Este artigo apresenta um processo de criação teatral performativa com pessoas afásicas participantes do Programa de Expressão Teatral do Centro de Convivência de Afásicos do IEL/UNICAMP. O objetivo foi verificar como se dão os processos interssemióticos interacionais durante o percurso criativo e observar a emergência de semioses coocorrentes multimodais decorrentes da própria via performativa. A emergência de tais semioses manifesta-se nas práticas expressivas, teatrais e performativas das atuadoras afásicas durante a ação teatral. </p> Juliana Calligaris Copyright (c) 2022 Juliana Calligaris https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ 2022-06-29 2022-06-29 11 e022002 e022002 10.20396/conce.v11i00.8661037 O trágico na pós-modernidade https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8669116 <p>Neste artigo são apresentadas algumas potencialidades subversivas da arte-educação na pós-modernidade, sobretudo no que tange ao borramento das fronteiras instituídas pelo racionalismo etnocêntrico da modernidade. Fazemos uso do dionisíaco como metáfora para entender como a profusão da estética no contexto recente ocorre em simultaneidade com o ressurgimento do corpo em sua força política e emancipatória.</p> Roney Gusmão Copyright (c) 2022 Roney Gusmão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ 2022-09-12 2022-09-12 11 e022003 e022003 10.20396/conce.v11i00.8669116 Repetição e espontaneidade https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8668827 <p class="tm6"><span class="tm7">O presente artigo possui como tema o diálogo entre as pedagogias dos professores Sanford Meisner e Keith Johnstone. Pretende-se demonstrar como o conceito e a aplicação prática da repetição, tal como trabalhada pelo primeiro, pode ser um meio de promover a espontaneidade, na acepção do segundo. Essa proposta é baseada nas obras </span><em><span class="tm8">On Acting</span></em><span class="tm7">, de Meisner, e </span><em><span class="tm8">Impro - Improvisation and the Theatre</span></em><span class="tm7">, de Johnstone, bem como em outras fontes bibliográficas que servirão como suporte.</span></p> Tomaz Barroso Copyright (c) 2022 Tomaz Barroso https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-09-21 2022-09-21 11 e022004 e022004 10.20396/conce.v11i00.8668827 Poéticas cerratenses em processos de criação em dança https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8667489 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo</span> <span style="font-weight: 400;">reflete sobre</span> <span style="font-weight: 400;">como a relação corpo-Cerrado vem sendo abordada em trabalhos acadêmicos no campo da criação em dança, e cujas poéticas corporais são construídas a partir do universo cerratense. Para tanto, apresenta uma discussão fruto da análise de três trabalhos acadêmicos. O interesse do artigo é pôr em debate elementos para pensar a criação considerando percepções que buscam romper ou criar brechas no pensamento colonial, valorizando o diálogo e a compreensão pluriepistêmica.</span></p> Renata de Sousa Bastos Renata de Lima Silva Copyright (c) 2022 Renata de Sousa Bastos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-16 2022-10-16 11 e022005 e022005 10.20396/conce.v11i00.8667489 Montagem, narrativa, discurso https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8668045 <p>Neste artigo, analiso a encenação de <em>Cabras: cabeças que rolam, cabeças que voam...</em> da Cia Teatro Balagan, com direção de Maria Thais, em busca de procedimentos metodológicos operados pela diretora, na construção da narrativa espetacular, através dos quais seja possível fazer uma relação com as estratégias utilizadas na teoria da montagem cinematográfica, na formulação da narrativa fílmica, no que diz respeito concretização de uma história ou de um tema e nos recursos de composição da cena. Como campus de análise, utilizo gravações da peça realizadas durante o ano de 2016, e como conceito operativo utilizo a divisão das formas de montar no cinema organizadas por Vincent Amiel. Este artigo é parte da pesquisa de Mestrado intitulada “Montagem Expandida”, que teve a dissertação defendida no ano de 2018, no âmbito do Programa de Pós-Graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina, sob orientação do Prof. Dr. Edélcio Mostaço, com financiamento da CAPES.</p> Dionatan Daniel da Rosa Copyright (c) 2022 Dionatan Daniel da Rosa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-19 2022-10-19 11 e022006 e022006 10.20396/conce.v11i00.8668045 O ato de inventariar práticas artístico-pedagógicas através de três companhias de teatro de Maringá-PR https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8668144 <p>A reflexão que fizemos se centrou em aspectos sociais, políticos, culturais e existenciais do ato de arquivar práticas artístico-pedagógicas. Com uma análise interseccional, focamos em algumas produções artísticas contemporâneas de três companhias de teatro da cidade de Maringá-PR, sendo elas: <em>Grupo Pau de Fita </em>(1975)<em>, Circo Teatro Sem Lona</em> (1996) e<em> Cia Tipos&amp;Caras </em>(1982). Por conta da pandemia e de uma metodologia analítica-discursiva-performativa, decidimos por entrevistas com integrantes das companhias pela plataforma<em> Google Meet, </em>acessando, também, outros relatos e materiais coletados no espaço digital. Ao assumirmos a posição de arquivistas performáticas, acabamos por inventariar rastros da permanência ou desaparecimento das companhias e suas produções no campo da arte e educação.</p> André Rosa Sidmar Gomes Samara Lupion Copyright (c) 2022 André Rosa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-11-07 2022-11-07 11 e022007 e022007 10.20396/conce.v11i00.8668144 A mudez da escuta e o encanto das palavras https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671106 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo examina o espetáculo </span><em><span style="font-weight: 400;">Virgin Suicides</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2017), concebido pela encenadora alemã Susanne Kennedy para o Münchner Kammerspiele. Partindo do livro homônimo de Jeffrey Eugenides, do </span><em><span style="font-weight: 400;">Livro tibetano dos mortos</span></em><span style="font-weight: 400;"> e do áudio </span><em><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Experience</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1964), de Timothy Leary, a encenadora explora ao limite três de seus estilemas mais recorrentes: o playback, as vozes acusmáticas e as máscaras. É também nesse trabalho que Kennedy evidencia o anseio de aproximar a prática do encenador de algo semelhante a um xamanismo e, assim, de pôr em prática o seu “Teatro Cósmico”. A proposta do artigo é mergulhar na experiência fenomenológica de assistir a </span><em><span style="font-weight: 400;">Virgin Suicides</span></em><span style="font-weight: 400;"> para, a partir da eleição de fragmentos significativos, examinar o xamanismo perseguido por Kennedy, dando especial atenção às funções desempenhadas pelas vozes gravadas que ressoam em toda a encenação. A investigação tem por base a hipótese de que Kennedy elabora um sistema encantatório de vozes acusmáticas, gerador de espaços-tempo intensivos, que seduzem/conduzem a atenção do espectador, fazendo-o, desse modo, reconhecer-se como portador do princípio ativo que ativa o poder encantatório das palavras que ouve.</span></p> <p> </p> Maurício Augusto Perussi de Souza Copyright (c) 2022 Perussi de Souza https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-08 2022-12-08 11 e022009 e022009 10.20396/conce.v11i00.8671106 As potencialidades da arte como ferramenta ontológica para adiar o fim do mundo https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8670806 <p>O presente trabalho trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter explicativo, que, partindo das considerações de Krenak (2019) quanto às condições de insustentabilidade, estruturadas pelo modelo de racionalidade predominante, tem por objetivo investigar as contribuições da educação estética do ser humano, proposta por Schiller (2017), à teoria do desenho ontológico de Escobar (2016), demonstrando a importância da arte como ferramenta para a transição às ontologias harmoniosamente integradas à natureza.</p> <p>&nbsp;</p> Jéssica Righi de Oliveira Rayan Scariot Vargas José Geraldo Wizniewsky Copyright (c) 2022 Jéssica Righi de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-08 2022-12-08 11 e022010 e022010 10.20396/conce.v11i00.8670806 Entrevista de Julia Monteiro Viana com a Professora Maria Lucia Lee (Inverno, 2022) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671099 <div>Maria Lucia Lee é formada em Física na Faculdade de Ciências da USP (1972)</div> <div>trabalhou como analista de sistemas até o ano de 1980 quando decidiu se dedicar às artes corporais terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Desde então transmite, pesquisa e estuda estas artes.</div> <div>A presente entrevista trata de questões desenvolvidas a partir da convocatória da Revista Conceição para criação de um dossiê sobre ancestralidade e cosmopercepções. Através de uma conversa fluida, a entrevistada conta sobre seus processos de vida, a história de sua família e sua trajetória de pesquisa e prática dentro do campo da Medicina Tradicional Chinesa.</div> Julia Monteiro Viana Copyright (c) 2022 Julia Monteiro Viana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-14 2022-12-14 11 e022012 e022012 10.20396/conce.v11i00.8671099 Conversas de Warung https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8670311 <p>I Nyoman Terima (50 anos) é ator de dança-dramas balineses tradicionais. Nascido no vilarejo de Batuan, na regência de Gianyar, Terima é sobrinho do Mestre I Made Djimat (74 anos), um dos maiores mestres vivo de dança-dramas em Bali. Terima já se apresentou em diversos países, inclusive Brasil, acompanhando o mestre Djimat em 2010 no Rio de Janeiro e São Paulo. Lecionou os dramas de Bali no <em>Lasalle College of Arts</em> em Singapura e, atualmente, no <em>Tri Pusaka Sakti Arts Foundation</em> em Batuan. É ator e dançarino integrante do grupo <em>Tri Pusaka Sakti Ensemble</em>. </p> Igor de Almeida Amanajás Marilia Vieira Soares Copyright (c) 2022 Igor de Almeida Amanajás https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-21 2022-12-21 11 e022016 e022016 10.20396/conce.v11i00.8670311 A subversão das palhaças https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671116 <p>A palhaçaria criada por mulheres é um fenômeno recente no Brasil, completando, aproximadamente, algo em torno de três décadas. Se tornou um movimento crescente. A palhaça Karla Concá foi uma das precursoras no país, com seu As Marias da Graça, primeiro grupo de mulheres palhaças do Brasil, fundado nos anos 90. Ela discorre sobre o início na palhaçaria, sobre os desafios de ser uma mulher cômica, assim como sobre pesquisas, vivências de sua palhaça e sobre subversão.</p> Fernanda Pimenta Karla Abranches Cordeiro Larissa Sttéfany de Paula Guedes Ana Cristina Valente Borges Copyright (c) 2022 Fernanda Pimenta https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-24 2022-12-24 11 e022018 e022018 10.20396/conce.v11i00.8671116 Artes performativas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8671805 <p>A revista Conceição/Conception tem proposto abordagens que ampliam as reflexões sobre as artes performativas, conectando-as com temas emergentes da cultura contemporânea que demandam novas formas de pensamento e investigação. Neste número, convidamos o professor Daniel Plá, da Universidade Federal de Santa Maria, para organizar o Dossiê sobre “ancestralidades, cosmopolíticas e espiritualidades”, conceitos que circulam em discursos e propostas de diversas/os artistas e pesquisadoras/es, articulando dimensões éticas e estéticas, políticas e antropológicas. A riqueza de tais temáticas revela-se também na mobilização de uma pluralidade de abordagens do fazer artístico, em diferentes contextos e situações, afirmando uma multiplicidade de matrizes culturais e sociais. Teatro, dança e performance aparecem como um campo de elaboração de saberes teóricos e práticos da maior relevância no mundo atual, incluindo e extrapolando sua dimensão espetacular, reinventando os aspectos ritualísticos e a importância cotidiana da arte.</p> Eduardo Okamoto Cassiano Quilici Silvia Maria Geraldi Copyright (c) 2022 Eduardo Okamoto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-12-21 2022-12-21 11 e022017 e022017 10.20396/conce.v11i00.8671805