https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/issue/feed Conexões 2022-09-05T12:17:00+00:00 Alcides José Scaglia alcides.scaglia@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A revista <em><strong>Conexões</strong></em> é um periódico científico de publicação contínua de volumes anuais, editado pela Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, Brasil. A missão da revista Conexões é divulgar a produção científica em Educação Física e áreas correlatas, objetivando contribuir com a discussão e o desenvolvimento do conhecimento na área. A revista aceita submissão de textos produzidos por profissionais e pesquisadores de todas as áreas envolvidas com as temáticas da atividade física, das práticas corporais e do esporte.<br /><strong>Qualis</strong>: B3<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências da Saúde.<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 1998<br /><strong>ISSN</strong>: 1983-9030<br /><strong>Título abreviado</strong>: Conexões<em><br /></em><strong>E-mail</strong>: <a title="E-mail" href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/management/settings/context#masthead/mailto:conexoes@fef.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">conexoes@fef.unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a title="FEF" href="http://www.fef.unicamp.br/fef/" target="_blank" rel="noopener">FEF</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20390<br /><a title="CC-BY-NC" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8670253 40 anos do livro Universo do Futebol 2022-06-24T13:20:40+00:00 Alejo Levoratti levoratti@gmail.com Antônio Jorge Gonçalves Soares ajgsoares@gmail.com <p>Trata-se de um dossiê cujo objetivo é homenagear os 40 anos do libro “Universo do futebol: Esporte e Sociedade Brasileira” e seu papel na formação do campo dos estudos esporte e sociedade na América Latina. O número em tela reúne artigos que discutem diretamente ou indiretamente a pioneira obra organizada por Roberto DaMatta e seus colaboradores em 1982.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8667716 O Universo do futebol, a seleção brasileira e a nação 2022-02-23T22:41:19+00:00 Leda Maria da Costa ledamonte@hotmail.com Ronaldo Helal rhelalfla13@gmail.com <p><strong>Introdução</strong>: As reflexões de Arno Vogel no livro <em>Universo do futebol</em>, são primordiais para entendermos os significados das derrotas e conquistas da seleção brasileira em copas do mundo. A derrota em 1950 e o tricampeonato em 1970 foram sentidas como derrota e vitória de projetos de nação. A seleção gerava sentimentos antagônicos de tragédia e carnaval, de pessimismo e ufanismo. <strong>Objetivos</strong>: Neste artigo dissertaremos sobre o esmaecimento da equação futebol-nação a partir dos anos 1990. O período das Copas de 1994 a 2002 é primordial, já que a seleção conseguiu um feito inédito de participar de três finais consecutivas, tendo vencido duas e se consagrado pentacampeã do mundo. Outro momento relevante é o mundial de 2014, realizado no brasil, ocasião em que a seleção perdeu de 7 a 1 para a equipe da Alemanha nas semifinais, bem como a Copa de 2018. <strong>Metodologia</strong>: O corpus da análise é composto por material coletado nos jornais de circulação nacional <em>O Globo</em> e <em>Folha de São Paulo</em> sobre a participação da seleção brasileira masculina de futebol em Copas do Mundo dos jornais. <strong>Considerações provisórias</strong>: As narrativas jornalísticas já não tratam o futebol como metonímia da nação. As conquistas de 1994 e de 2002 e a derrota na final de 1998, não transcenderam o universo esportivo. A derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014 gerou memes, que evidenciavam que a identidade nacional não tinha sido afetada. Em 2018, a eliminação para a Bélgica gerou narrativas de ordem técnica.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668353 Universo em seu tempo e em seu futebol 2022-03-24T15:18:20+00:00 Harian Pires Braga harian.braga@gmail.com <p><strong>Objetivo</strong>: Vislumbrar como esse trabalho clássico ainda dialoga com a produção sobre identidade nacional e futebol. <strong>Metodologia: </strong>Pesquisa bibliografia e uma leitura crítica da coletânea de artigos “Universo do Futebol”, organizada Roberto DaMatta, com maior enfoque no trabalho do próprio organizador e de Arno Vogel. <strong>Resultados e</strong> <strong>Discussão:</strong> A análise da coletânea buscou pensar as potencialidades e as limitações do trabalho dentro do recorte metodológico e do momento histórico em que foi escrito, 1982. A partir do recorte, alguns dos conceitos e dos argumentos centrais dos dois artigos foram comparados com a literatura pertinente ao tema e a uma análise da dimensão teórico metodológica. <strong>Conclusão</strong>: Percebeu-se pontos ainda relevantes para o atual debate acadêmico, bem como questões não contempladas pela obra, à luz da atual produção acadêmica.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8667761 DaMatta e a transformação do futebol em objeto de estudo 2022-03-24T15:44:27+00:00 Bruno Mora bmora80@gmail.com Rafael Bruno Mogni r.bruno.mogni@gmail.com Evelise Amgarten Quitzau eveliseaq@yahoo.com.br <p><strong>Objetivo:</strong> O artigo tem como objetivo refletir sobre as possíveis contribuições da obra de DaMatta para os estudos sociais e culturais sobre o esporte no Uruguai. <strong>Método:</strong> Para isso, partimos de uma revisão da obra Universo do futebol e, em seguida, analisamos os aspectos teórico-metodológicos da obra de DaMatta de forma mais ampla. A partir realizados pelo autor em relação às noções de estranhamento e familiarização, expõe-se sua influência no campo da extensão universitária no ISEF. <strong>Considerações finais:</strong> Por fim, analisa-se dois dramas do esporte tomando sua obra como referência.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668260 Cenários e rituais 2022-06-03T00:40:24+00:00 Diego Roldán diegrol@hotmail.com <p><strong>Objetivo:</strong> Este trabalho desenvolve uma leitura do Campeonato do Mundo de 78. O Universo do futebol de Roberto DaMatta serve como um guia para retraçar um conjunto de problemas. <strong>Método:</strong> A partir de uma releitura de testemunhos preservados em diferentes formatos (imprensa periódica, documentos oficiais, registos audiovisuais e imagens) reconstrói a organização e os rituais que delimitaram o Campeonato do Mundo de 78. <strong>Resultados e discussão:</strong> O artigo mostra como a preparação do governo militar tentou apagar a herança popular da Taça do Mundo posta em jogo pelos governos peronistas e como empregou a sua imaginação política e o seu projeto de governo para a sociedade argentina através da cerimónia de abertura. <strong>Conclusão:</strong> Ao tratarmos das celebrações da vitória da Argentina na final, analisamos os desajustes revelados por este projeto através de celebrações capazes de suspender, pelo menos momentaneamente, o significado e as hierarquias imaginadas pelas autoridades militares. A abordagem de Roberto DaMatta à relação entre desporto e sociedade e o seu foco em rituais e liminaridades continua a ser uma poderosa inspiração para a leitura de um evento extraordinário como o Campeonato do Mundo Argentina 78.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8667760 “A várzea não morreu” 2022-04-21T17:43:06+00:00 Bruno Otávio de Lacerda Abrahão bruno.abrahao@ufba.br Antonio Jorge Gonçalves Soares ajgsoares@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> Este texto, em homenagem à profa. Simoni Guedes (<em>in memoriam</em>), tematiza o futebol de várzea. Mais precisamente, a experiência cultural do “Preto X Branco”, jogo de futebol que ocorre na periferia de São João Clímaco, São Paulo capital, há cerca de 50 anos. As questões, as quais orientam este artigo são: qual a função simbólica do “Preto X Branco”? O que ele representa e inclui/exclui como distintivo de sua identidade? Quais laços sociais são criados? Quais seus ideais, reprodutores ou reinterpretativos da ordem dominante? <strong>Objetivo:</strong> Desse modo, os autores objetivaram interpretar que representação esse jogo do futebol da várzea paulistana traz para a comunidade que o promove. <strong>Método:</strong> Para tanto, foram tomadas como fontes 13 entrevistas de atores protagonistas do jogo, o documentário “Preto X Branco”, reportagens jornalísticas sobre o evento, além das percepções captadas pela observação participante do fenômeno “de perto e de dentro”. <strong>Resultados:</strong> Ao proceder à aproximação e adentramento no jogo, foi descoberto que se trata de um ritual de futebol realizado anualmente com o objetivo de afirmar os valores antirracistas, almejando-se sua promoção e preservação pelos guardiões da memória do “Preto X Branco”. Esse jogo que celebra a amizade de amigos pretos e brancos tem a mensagem simbólica de mostrar-se um coletivo cuja marca distintiva de sua identidade é o combate ao racismo. <strong>Conclusão:</strong> Para a comunidade que o realiza, o “Preto X Branco” revela as relações sobre as raças na cultura brasileira através da experiência cultural de um tradicional jogo de futebol radicado na várzea paulistana.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668173 O Universo do futebol no Brasil 2022-04-21T17:16:36+00:00 Francisco Demetrius Luciano Caldas demetriuscaldas@hotmail.com Bruno Otávio de Lacerda Abrahão bruno.abrahao@ufba.br <p><strong>Objetivo:</strong> O artigo tematiza o universo do futebol amador do Sertão do Rio São Francisco através de um torneio denominado BAPE, cujo diferencial era opor times das cidades de Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco). Nosso objetivo é tomar esses jogos como veículos para a interpretação da cultura local. <strong>Método:</strong> A metodologia primou pela análise de reportagens jornalísticas realizadas pelo Jornal de Juazeiro durante a existência do torneio por três décadas, de 1970 a 1990. <strong>Conclusão:</strong> A análise documental evidenciou que o universo futebolístico do Bape trazia nas suas dinâmicas nuances e características significativas do contexto sociocultural do Vale do São Francisco, que se expressavam sobretudo pelas relações de rivalidade e vizinhança na construção social das identidades das cidades de Juazeiro e Petrolina.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668348 O androcentrismo do torcer 2022-03-24T15:25:56+00:00 Gustavo Andrada Bandeira gustavoabandeira@yahoo.com.br Fernando Seffner fernandoseffner@gmail.com <p><strong>Objetivos:</strong> problematizamos como os sujeitos torcedores dialogam com o quadro normativo que naturaliza o ambiente dos estádios de futebol como masculino e heteronormativo, a partir de como esses mesmos sujeitos identificam suas alteridades. <strong>Metodologia:</strong> realizamos diálogos com grupos de torcedores nos quais discutíamos a mudança de um antigo estádio para uma nova arena e a possível presença de violência verbal durante as partidas. <strong>Resultados e discussão:</strong> os torcedores acabavam naturalizando o gosto pelo esporte para justificar uma maior presença masculina nos estádios; outros pareciam um tanto mais sensibilizados com pautas feministas e condenavam suas próprias atitudes; à participação das mulheres é atribuída uma diferença natural; a maior presença das mulheres acaba sendo associada de forma direta a diminuição do machismo no futebol; homens não heterossexuais também são incluídos como a alteridade do “homem” torcedor; outra alteridade foi nomeada como família; incentivando a equipe, colaborando com o clube e performando “adequadamente”, os torcedores homossexuais estariam autorizados a torcer com os demais. <strong>Considerações Finais:</strong> Podemos visualizar a existência de um quadro normativo que destaca a relação entre futebol e masculinidade no Brasil. Ele já aparecia com destaque quando do lançamento do <em>Universo do futebol</em>, em 1982, e parece ainda atual. Se o androcentrismo era dado como natural no <em>Universo do futebol</em> aqui ele é um elemento no centro das lutas por significados em um contexto social mais amplo e, também, em tudo o que envolva a prática e a apreciação do futebol.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8667753 As mulheres no Universo do Futebol brasileiro 2022-04-21T17:53:04+00:00 Mariane da Silva Pisani marianepisani@gmai.com Claudia Samuel Kessler jornalista24h@gmail.com <p><strong>Objetivo:</strong> O presente artigo analisa questões relativas ao conceito de Gênero (e suas relações) na intersecção com a prática futebolística. <strong>Método:</strong> Para realizar a discussão utilizaremos duas importantes obras da Antropologia dos Esportes. A primeira obra é a clássica coletânea organizada pelo antropólogo Roberto Damatta e publicada no começo da década de 1980: “O universo do futebol: esporte e sociedade brasileira”. Já a segunda obra, “As mulheres no universo do futebol brasileiro”, lançada no de 2020, traz em seu título uma alusão à primeira coletânea, mas trazendo a presença e participação das mulheres no futebol. <strong>Considerações finais:</strong> Apresentaremos a discussão sobre o conceito de gênero e suas relações com o futebol a partir de uma perspectiva pós-estruturalista na qual as noções de gênero, feminino e mulher, são postas em debate a fim de evidenciar os fazeres que se contrapõem à lógica androcêntrica tão presente no universo do futebol.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668527 A Construção do campo da antropologia e os estudos sociais sobre o esporte na América Latina 2022-02-22T20:42:24+00:00 Antônio Jorge Gonçalves Soares ajgsoares@gmail.com Alejo Levoratti levoratti@gmail.com <p>Esta entrevista com o antropólogo e historiador Roberto DaMatta, um dos grandes precursores de uma antropologia dedicada ao estudo dos esportes e, particularmente, do futebol na América Latina, evidencia a construção de um campo interdisciplinar que ganhou relevância nos últimos 40 anos, a partir da publicação do livro <em>O Universo do futebol: esporte e sociedade brasileira</em>. O entrevistado é doutor em Antropologia pelo Peabody Museum da Universidade de Harvard, e graduado em História pela Universidade Federal Fluminense. Foi chefe do Departamento de Antropologia do Museu Nacional e é Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi pioneiro nos estudos de rituais e festivais em sociedades industriais, tendo investigado o Brasil como sociedade e sistema cultural por meio de diversas práticas, inclusive a partir do esporte.</p> 2022-07-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666344 Abordagens tradicionais e centradas no jogo para o ensino dos esportes coletivos de invasão 2022-04-27T14:31:36+00:00 Rodrigo Leal de Queiroz Thomaz de Aquino aquino.rlq@gmail.com Rafael Pombo Menezes rafaelpombo@usp.br <p>Este ensaio teve como objetivo identificar, comparar e discutir os princípios pedagógicos tradicionais e modelos contemporâneos de ensino dos jogos coletivos esportivizados (JCE). Os JCE podem ser representados como sistemas complexos e dinâmicos, nos quais as equipes são entendidas como um microssistema social. Tradicionalmente, o ensino dos JCE foi sustentado por uma visão de mundo racionalista, com propostas centradas no professor/treinador e pautadas em abordagens e princípios pedagógicos tecnicistas e comportamentalistas. Nessa perspectiva, a reprodução (receita) sobrepõe-se à criatividade (adaptação funcional). Com a mudança de paradigma de ensino dos JCE, surgiram abordagens e modelos centrados nos jogadores/alunos e pautadas no jogo. Neste ensaio, foram discutidas as fundamentações teóricas e as implicações práticas de quatro propostas: i) Ensino de Jogos para Compreensão (Teaching Games for Understanding - TGfU); ii) Modelo de Educação Esportiva (Sport Education - SE); iii) Pedagogia Não-Linear (PNL) e; iv) Pedagogia do Jogo (entendida enquanto abordagem e modelo). Por meio dos princípios pedagógicos do TGfU (seleção do tipo de jogo, modificação-representação, modificação-exagero, ajuste da complexidade tática), da PNL (representação, manipulação de restrições, acoplamento informação-movimento, aprendizagem exploratória, redução do controle consciente do movimento), do SE e/ou da Pedagogia do jogo (pedagogia da rua, ambiente de aprendizagem e ambiente de jogo, incluindo características de desafio, desequilíbrio, imprevisibilidade, representação), é possível que os jogadores/alunos aprendam jogando, podendo inclusive interferir e criar sua aula/treino. O professor/treinador, portanto, é um mediador ativo e passivo que gerencia e medeia as situações-problema e as trocas de conhecimento.</p> 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8670231 Sobre a filosofia do esporte 2022-09-05T12:16:54+00:00 Marcus Campos camposmvs@gmail.com Ana Cristina Zimmermann ana.zimmermann@usp.br Odilon José Roble roble@unicamp.br <p>A filosofia do esporte se caracteriza como um campo de reflexão relativamente novo, sob essa nomenclatura e escopo, no qual criaram-se associações, jornais especializados e eventos internacionais, nos últimos anos. No intuito de melhor compreender suas características, entrevistamos o Prof. Dr. Cesar R. Torres, do The College at Brockport, State University of New York, ex-presidente da The International Association for the Philosophy of Sport (IAPS) e primeiro presidente da Asociación Latina de Filosofía del Deporte (ALFiD). Espera-se com essa entrevista, um estímulo à compreensão da filosofia do esporte entre nós.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666285 Métodos de ensino utilizados por professores de natação infantil 2022-04-12T12:25:08+00:00 Leonardo Ristow leonardoristow@live.com Ana Flávia Backes anafbackes@hotmail.com Vinicius Zeilmann Brasil vzbrasil@hotmail.com Rodolfo Silva da Rosa rodolfodarosa@yahoo.com.br Valmor Ramos valmor.ramos@udesc.br <p><strong>I</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>O ensino da natação infantil tem priorizado a aprendizagem dos quatro nados competitivos. Embora tenham surgido nos últimos anos diversos métodos de ensino, a prática docente dos professores ainda está voltada ao ensino da técnica esportiva por meio de métodos tradicionais. O baixo número de publicações sobre essa temática dificulta o avanço da linha da “pedagogia da natação”. <strong>Objetivo</strong>: Caracterizar os métodos utilizados por professores no ensino da natação infantil. <strong>Metodologia</strong>: Foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa e de caráter descritivo, utilizando a técnica de observação não participante. As observações foram registradas com o auxílio de diários de campo. O contexto de investigação foi um estabelecimento no município de Brusque-SC. A seleção dos participantes foi de forma intencional não-probabilista e participaram três professores de natação infantil. Ao todo, foram observadas trinta aulas de quarenta e cinco minutos de duração. Os dados foram analisados através da técnica de análise de conteúdo, com as categorias determinadas a priori: atividades, instrução inicial e feedbacks. <strong>Resultados e discussão</strong>: Os resultados revelaram que os professores utilizaram a instrução por explicação, o baixo uso de feedback durantes as tarefas e predominaram as atividades técnicas/analíticas. <strong>Considerações Finais</strong>: Conclui-se que os professores observados priorizam o método de ensino analítico/tecnicista.</p> 2022-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8660089 Frequência e eficácia dos arremessos por classe funcional e zonas de ataque na elite do basquetebol em cadeira de rodas 2021-10-21T15:39:04+00:00 Mateus Rosatti Giacomini Ribeiro mrgribeiro@usp.br Isabella dos Santos Alves isabella.santos.alves@usp.br Weslley Matheus Malachias weslley.malachias@usp.br Márcio Pereira Morato mpmorato@usp.br <p><strong>Objetivo:</strong> O objetivo do estudo foi comparar as tentativas e eficácia dos arremessos entre as classes funcionais e zonas de ataque do basquetebol masculino em cadeira de rodas. <strong>Métodos:</strong> Os relatórios técnicos oficiais de todas as 42 partidas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foram analisados e a quantidade de tentativas e eficácia por classe e quatro zonas de ataques foram anotadas. Para a comparação das distribuições de tentativas de arremessos por classes funcionais e zonas de ataque foi utilizado o teste qui-quadrado. Já o ANOVA one-way foi utilizado para verificar os efeitos principais das porcentagens do total de acertos e tentativas dos arremessos para cada zona da quadra e entre classes funcionais. <strong>Resultados e conclusão:</strong> Os principais resultados demonstraram que as classes mais elevadas (<em>i.e.</em>, 3.0, 3.5, 4.0 e 4.5) representam 76% de todos os arremessos do jogo. Jogadores da classe 3.0 obtiveram significativamente maior frequência de arremessos nas zonas 1, 2 e 4 (áreas mais próximas da cesta). Enquanto os atletas da classe 4.0, apresentaram mais tentativas na zona 3 (área mais distante da cesta). Os jogadores das classes 3.5 e 4.0, comparados à classe 1.0, apresentaram maior eficácia na zona 1 (dentro do garrafão).</p> 2022-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666222 Educação física escolar na gestão Jair Bolsonaro 2022-04-12T12:25:12+00:00 Fernando Garcez de Melo garcez@unemat.br Evando Carlos Moreira ecmmoreira@uol.com.br <p><strong>Objetivo: </strong>Compreender a conjuntura política-educacional da educação física escolar com a assunção à presidência de Jair Bolsonaro. <strong>Método</strong>: Foi realizada uma análise de conjuntura, à qual se dedica a compreensão do atual cenário político e implicações na educação física escolar. <strong>Resultados e discussão</strong>: Foram identificadas quatro forças primordiais para entender sua gestão e que atuam sobre a sociedade e a educação física: as forças econômica, moral, securitária e societal. Em conjunto, fomentam o desmonte de políticas sociais, a transferência do poder de atuação do público para a iniciativa privada e relações interpessoais marcadas por intolerância. <strong>Considerações Finais</strong>: Detidamente, na educação física escolar, tais forças implicam na sua secundarização, a possível diminuição de investimentos, seu uso não para o desenvolvimento da autonomia, mas para o disciplinamento. Em suma, cerceamento das práticas pedagógicas e dificuldades para o alcance de justiça social e liberdade.</p> 2022-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666327 Determinantes do desempenho no atletismo 2022-04-27T14:31:40+00:00 Caio Márcio Aguiar caiomarcioaguiar@yahoo.com.br Emerson Filipino Coelho emersoncoelho@hotmail.com Heber Eustáquio de Paula hpaula@ufop.edu.br Renato Melo Ferreira renato.mf@hotmail.com Jorge Roberto Perrout de Lima jorge.perout@gmail.com Francisco Zacaron Werneck f.zacaron@ufop.edu.br <p><strong>Introdução</strong>: a avaliação do potencial esportivo é uma etapa importante na descoberta de novos talentos e deve utilizar preditores relevantes do desempenho. <strong>O</strong><strong>bjetivo:</strong> investigar a importância atribuída por treinadores aos determinantes do desempenho no atletismo, analisando diferenças entre os tipos de prova. <strong>Metodologia</strong>: participaram 12 treinadores brasileiros de atletismo (11 homens; 83% de Minas Gerais; 75% com experiência no alto rendimento e 42% com títulos internacionais). Aplicou-se um questionário contendo seis fatores e 51 indicadores do desempenho no atletismo. Os treinadores responderam em relação a importância atribuída aos fatores antropométrico, físico-motor, técnico, tático, psicológico e socioambiental, numa escala Likert (1-nada importante e 5-extremamente importante) e a ordem de importância, considerando do 1º ao 6º mais importante. Avaliaram ainda a importância para o desempenho de velocistas, fundistas, saltadores, lançadores e provas combinadas. <strong>Resultados e discussão:</strong> a ordem de importância dos fatores de desempenho foi: 1º) Físico-motor, 2º) Técnico, 3º) Psicológico, 4º) Antropométrico, 5º) Tático e 6º) Socioambiental. O fator tático, entretanto, foi o mais importante para os fundistas e atletas de provas combinadas. <strong>Conclusão</strong>: a opinião dos treinadores revelou que as características físico-motoras, técnicas e psicológicas são, nesta ordem, os principais fatores determinantes do desempenho no atletismo. Porém, é preciso considerar as diferenças observadas em relação aos grupos de provas, pois cada um apresenta particularidades que caracterizam um perfil específico.</p> 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666856 Função cognitiva após exercícios aeróbicos com e sem restrição do fluxo sanguíneo em adultos mais velhos 2022-04-27T14:31:33+00:00 Wellington Martins dos Santos well.martins.santos@gmail.com Amanda Veiga Sardeli amandavsardeli@gmail.com Daisa Fabiele Godoi Moraes daffabi26@gmail.com Marina Lívia Ferreira Venturini marina.lvferreira@gmail.com Lucas do Carmo Santos lucasc902@gmail.com Cláudia Regina Cavaglieri cavaglieri@fef.unicamp.br Laura E Middleton laura.middleton@uwaterloo.ca Mara Patrícia Traina Chacon-Mikahil marapatricia@fef.unicamp.br <p>As perdas cognitivas tipicamente experimentadas com o envelhecimento podem ser atenuadas por exercícios aeróbicos (EA) regulares. EA também induz melhora aguda da função cognitiva em idosos; no entanto, não está claro qual protocolo de EA é mais eficaz. A prática de EA com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) agrega outros benefícios à saúde do idoso, como melhorias na aptidão aeróbia, aumento da massa e força muscular. Assim, objetivamos comparar protocolos de EA com e sem RFS na função cognitiva de idosos. Vinte e um idosos realizaram o teste de Stroop antes e após três sessões de EA em medida repetida, desenho cruzado: EA com alta carga (70% VO<sub>2</sub>máx), EA com baixa carga (40% VO<sub>2</sub>máx) e EA com RFS (40% VO<sub>2</sub>máx e 50% do RFS). Não houve efeito significativo das sessões experimentais na função cognitiva. Talvez, as cargas aplicadas não tenham sido adequadas para estimular melhorias na função cognitiva, visto que as cargas moderadas têm sido mais eficientes para aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, entre outros mecanismos fisiológicos englobados. Além disso, observamos respostas bastante heterogêneas entre indivíduos e sessões, sugerindo que pesquisas futuras são necessárias para melhor compreensão desse fenômeno.</p> 2022-04-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8666520 Práticas corporais e população LGBTI+ na Educação Física 2021-11-29T13:18:10+00:00 Maria Clara Elias Polo mcepolo@gmail.com Jose Miguel Nieto Olivar escreve.ze@gmail.com Giselle Helena Tavares ghtavares@ufu.br <p><strong>Objetivo:</strong> Este estudo objetivou mapear as produções científicas sobre práticas corporais e população LGBTI+ no Brasil, bem como, compreender especificamente se a área da Educação Física produz referenciais que versam sobre essa temática. Buscou-se também, compreender na área de conhecimento Educação Física. <strong>Método:</strong> As bases de dados utilizadas foram: SciELO, LILACS, SPORTDiscus e Scopus (via EBSCO). Foram utilizadas as palavras-chave Homossexualidade; LGBT; lésbica; gay; transexual; transgênero; travesti; bissexuais; diversidade sexual; diversidade de gênero; identidade de gênero; orientação sexual; homo/trans/lesbo/fobia; sexualidade; orientação sexual em combinação com o termo “práticas corporais”. Quatorze estudos foram incluídos. <strong>Resultados:</strong> Todas as pesquisas selecionadas possuem caráter qualitativo. A maioria das revistas em que os manuscritos foram publicados atuam na produção de conhecimento na Educação Física (EF). O campo do conhecimento com maior aporte teórico voltado ao tema é o campo da EF Escolar, seguido pelo campo do Esporte. Nota-se, a importância da interface dos estudos de gênero e sexualidade oriundos das Ciências Sociais/Humanas com a Educação Física. <strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que mesmo sem um filtro cronológico, apenas 14 estudos foram encontrados, entre os anos 2010 e 2020, corroborando com a timidez já enunciada sobre pesquisas que versam sobre sexualidade e gênero na EF.</p> 2022-06-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8667452 O Esporte na comunidade da violencia, uma análise do caso uruguaio 2021-11-29T13:40:53+00:00 Ismael Cardozo ismaelcardozo1985@gmail.com <p><strong>Objetivo:</strong> Neste documento propomos problematizar a relação entre educação, esporte, segurança e violência no caso das políticas públicas no Uruguai. <strong>Método:</strong> Para este fim, analisamos um programa do Ministério do Interior do Uruguai, chamado Pelota al Medio a la esperanza. Ele usa o esporte como uma ferramenta para superar a violência e melhorar a convivência cidadã. Nesta ocasião, examinamos certos documentos relativos ao programa, bem como entrevistas com os principais informantes envolvidos no planejamento, coordenação e implementação das atividades do Pelota al medio a la esperanza. Também estudamos dois documentos importantes dos anos 90, pois constituem antecedentes relevantes na relação acima mencionada. Estes são o Projeto de Lei sobre Segurança Cidadã e a Lei do mesmo nome. <strong>Resultados:</strong> Esta primeira análise desde a perspectiva da governabilidade nos permite avançar que esta prática realizada pelo Estado se inscreva em um exercício que não atua na esfera social como um território de governo, mas sim destaca e atua na comunidade, identificando-a através da atribuição de certas características<strong>. Considerações finais:</strong> Com base no que foi abordado neste trabalho, consideramos que é possível elaborar um diagnóstico da relação entre educação, esporte, segurança e violência que nos permita maximizar o potencial dos coletivos, enfatizando a questão social e o universal na compreensão das emergências sociais.</p> 2022-06-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8664632 Percepção de barreiras para prática de atividade física em estudantes do curso de educação física 2022-09-05T12:17:00+00:00 Antônio Kennedy de Sousa Braga kennedysousa.edfisica@hotmail.com Felipe Rocha Alves proffelipe91@hotmail.com Evanice Avelino de Souza evaniceavelino@yahoo.com.br <p><strong>Objetivo:</strong> identificar a percepção dos estudantes do curso de educação física, sobre as principais barreiras para prática de atividade física e sua relação com variáveis sociodemográficas. <strong>Metodologia:</strong> estudo transversal realizado com 1.369 estudantes (876 do sexo masculino; média de idade 24,7±6,5) do curso de educação física de dois centros urbanos do Ceará, Brasil. Foram coletadas informações sociodemográficas, prática de atividade física (sim ou não) e barreiras percebidas. O teste do Qui-quadrado foi utilizado para associação das variáveis sociodemográficas com as principais barreiras percebidas entre os estudantes que reportaram não praticar atividade física, adotando-se p≤0,05. <strong>Resultados:</strong> do total, 13,4%, (182 estudantes) não praticavam atividade física. As principais barreiras percebidas para a prática de atividade física foram, tempo dedicado aos estudos (53,5%), jornada de trabalho extensa (49,2%), tarefas domésticas (38,1%), falta de recursos financeiros (36,0%) e compromissos familiares (33,9%). As principais barreiras percebidas estiveram associadas ao trabalho, sendo o tempo dedicado aos estudos (p=0,034) e a jornada de estudos extensa (p=0,001) mais prevalentes entre os estudantes trabalhadores, enquanto que a falta de recursos financeiros (p=0,032) e os compromissos familiares (p=0,014) nos desempregados. <strong>Conclusão: </strong>o tempo dedicado aos estudos foi a principal barreira percebida. Entre as principais barreiras apenas a tarefa doméstica não esteve associada ao trabalho. Observou-se ainda que as principais barreiras percebidas são de cunho social.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8668629 Situações e contextos de aprendizagem 2022-09-05T12:16:57+00:00 Caio Corrêa Cortela caio.tenis@yahoo.com.br Michel Milistetd michel.milistetd@ufsc.br Jorge Both both@unioeste.br Beatriz Salemme Corrêa Cortela beatriz.cortela@unesp.br Carlos Adelar Abaide Balbiontti carlos.balbinotti@ufrgs.br <p><strong>Objetivo</strong>: O presente estudo descreve e compara a valorização atribuída por diferentes perfis de treinadores, no que se refere às situações e contextos de aprendizagem. <strong>Metodologia</strong>: Por meio da análise de Clusters, 104 treinadores de tênis que atuavam em clubes/academias filiados à Federação Paranaense de Tênis, sediada no Brasil, foram subdivididos em três grupos. Todos responderam a uma ficha contendo as variáveis sociodemográficas e as Escalas de Situações e Contextos de Aprendizagem de Treinadores. Para a análise dos resultados recorreu-se a estatística descritiva e inferencial, com as comparações intergrupos ocorrendo pelos testes de Kruskal-Wallis e o post-hoc de Dunn, ambos com nível de significância pré-estabelecido em 95% (p≤0.05). <strong>Resultados e discussão</strong>: Os resultados encontrados indicaram diferenças significativas quanto a valorização atribuída às diferentes oportunidades de aprendizagem. De modo geral, observa-se uma maior valorização por parte dos treinadores mais jovens e menos experientes (C3) às diferentes situações e contextos de aprendizagem (Avaliação Global – C1, p&lt;0,001; C2, p&lt;0,001), enquanto os profissionais mais velhos e experientes (C2) apresentaram os menores índices de importância atribuída (Situações – C1, p=0,001; C3, p&lt;0,001; Contextos – C1, p&lt;0,001; C3, p&lt;0,001). <strong>Conclusão</strong>: Os achados reforçam o caráter individual do processo de aprendizagem e a necessidade de conhecimento da biografia dos participantes para ações de desenvolvimento mais assertivas.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Conexões