Transformando menores orphãos ou abandonados em feitores do campo, pomicultores, horticultores, jardinocultores, abegões e profissionais práticos nos diversos offícios agrícolas: a criação do patronato agrícola no Pará republicano

Autores

  • Gleice Izaura da Costa Oliveira IFPA
  • Genylton Odilon Rêgo da Rocha Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v11i43e.8639956

Palavras-chave:

Ensino Profissional Agrícola. Patronato Agrícola. Primeira República. Pará

Resumo

Versa-se neste artigo sobre a criação, no Estado do Pará, do Patronato Agrícola Manoel Barata, fundado no período denominado de República Velha e/ou Primeira República (1889-1930). No cenário educacional, a fundação desta instituição não aconteceu gratuitamente, mas foi resultado de uma série de fatores de ordem econômica, político e social que estavam ocorrendo no Brasil e no Pará. Para coleta de dados sobre a criação desta instituição realizou-se pesquisa documental nos arquivos da extinta Escola Agrotécnica Federal do Pará, no Arquivo Público do Estado do Pará e no Setor de Obras Raras da Biblioteca Pública. Dentre os principais documentos analisados destacamos o Decreto Federal Nº 12.893, de 28 de fevereiro de 1918, o Decreto Lei Nº 1.957, de 17 de novembro de 1920, o Decreto Federal Nº 15.149, de 1º de Dezembro de 192, Mensagem apresentada ao Congresso do Estado do Pará pelo Governador Lauro Nina Sodré em 1893 e Mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Estado do Pará, em sessão solene de abertura da 2ª reunião de sua 40º legislatura a 7 de setembro de 1919, pelo Governador Lauro Nina Sodré, em seu segundo mandato. Promoveu-se, também, pesquisa bibliográfica que subsidiou a caracterização e os eventos que ocorreram na sociedade brasileira e paraense do período pesquisado. As análises realizadas permite-nos afirmar que a fundação do Patronato Agrícola Manoel Barata, no período Republicano, foi parte de uma política nacional que objetivou retirar do convívio social a “infância e juventude pobre”, que com seus hábitos e atitudes incomodava e comprometia o projeto da elite do período.

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Biografia do Autor

Gleice Izaura da Costa Oliveira, IFPA

Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino técnico agropecuário, história do currículo, história das instituições primeira república, educação profissional e currículo.

Genylton Odilon Rêgo da Rocha, Universidade Federal do Pará

Professor Associado II da Universidade Federal do Pará, exercendo atividade de ensino, pesquisa e extensão nos cursos de graduação em Geografia e Pedagogia, e nos Programas de Pós-Graduação em Educação ( Mestrado e Doutorado) e Enfermagem (Mestrado).

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Como Citar

OLIVEIRA, G. I. da C.; ROCHA, G. O. R. da. Transformando menores orphãos ou abandonados em feitores do campo, pomicultores, horticultores, jardinocultores, abegões e profissionais práticos nos diversos offícios agrícolas: a criação do patronato agrícola no Pará republicano. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 11, n. 43e, p. 103–123, 2012. DOI: 10.20396/rho.v11i43e.8639956. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639956. Acesso em: 27 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos