Ideias https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias <p><strong>Escopo</strong>:<strong> </strong>A<strong> Idéias</strong> é uma publicação do <em>Instituto de Filosofia e Ciências Humanas </em>da UNICAMP. É um periódico anual, composto por artigos inéditos, de reconhecido mérito científico, no âmbito das disciplinas Antropologia, Sociologia, Ciência Política, Demografia, Filosofia e História.<br /><strong>Qualis</strong>: B1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2010 <br /><strong>ISSN</strong>: 2179-5525 <br /><strong>Título abreviado</strong>: Ideias <br /><strong>E-mail</strong>: <a title="E-mail" href="mailto:ideias@unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">ideias@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a title="IFCH" href="https://www.ifch.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IFCH</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC-SA" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Ideias 2179-5525 <p>A <strong>Idéias</strong> utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> Não apenas técnico, nem só humano https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668425 <p>Como analisar a comunicação e a mobilização política online, especialmente quando conjugam elementos humanos e técnicos e modos de funcionamento tão diversos como estrutura algorítmica e significação? Este artigo comenta algumas contribuições que a filosofia simondoniana pode trazer à questão, propondo olhar para os processos que ocorrem em ambientes digitais a partir de noções como individuação e informação. Assim, busca-se questionar como a comunicação digital produz realidades e defende-se que ela não pode ser completamente condicionada, pois é fruto de relações entre humanos, máquinas e meio.</p> Maria Cortez Salviano Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-08 2022-07-08 13 e022010 e022010 10.20396/ideias.v13i00.8668425 Automatismo ontem e hoje https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668218 <p>Com a crescente popularidade das técnicas de inteligência artificial, questões relativas às capacidades e limitações dessas tecnologias ganham notoriedade. Este trabalho propõe que, como formas contemporâneas de automatismo, tais tecnologias compartilham semelhanças com as analisadas pela filosofia da técnica de Gilbert Simondon e que, por isso, seu pensamento seria de grande valor para refletir sobre elas. Partindo principalmente da “Nota complementar sobre as consequências da noção de individuação”, e tomando o algoritmo rede neural artificial como exemplo, o artigo apresenta três momentos em que a inteligência artificial apresentaria limitações em relação a sua estrutura fixada pelo humano inventor: nos dados de entrada, no treinamento do modelo e na representação final do conhecimento supostamente aprendido. O artigo conclui com uma breve análise das consequências do uso extensivo de tecnologias inteligentes à luz das limitações apresentadas.</p> Rafael Gonçalves Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-21 2022-06-21 13 e022008 e022008 10.20396/ideias.v13i00.8668218 O império do funcionamento https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668323 <p>Este artigo procura explicitar o conceito de funcionamento que subjaz às análises do objeto técnico apresentadas por Gilbert Simondon. Em seguida, é proposta uma extensão desse conceito aos sistemas sociotécnicos, articulando humanos e não humanos. São também sugeridos alguns possíveis ganhos teóricos de uma abordagem centrada no funcionamento, em particular para o estudo de formas contemporâneas de dominação.</p> Christian Pierre Kasper Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-22 2022-06-22 13 e022006 e022006 10.20396/ideias.v13i00.8668323 Auto-atividade e atividade técnica https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668400 <p>Gilbert Simondon, em sua filosofia não autocrática da técnica, criticou o hilemorfismo, teoria aristotélica para a origem, que concebe a formação do indivíduo através da imposição de uma forma tida como ideal sobre uma matéria passiva. Para Simondon, é primeiro porque o homem, como portador da forma, domina a natureza, que ele pode dominar outros homens. Ao refletir sobre o modo de existência dos objetos técnicos, o filósofo percebe que a própria concepção de trabalho ocidental reproduz situações de dominação decorrentes dessa cisão e dominação inicial sobre a natureza, da divisão entre trabalho manual e intelectual, saber sensível e científico, conflito entre cultura e técnica. Neste movimento, o autor defenderá que o próprio trabalho é fonte de alienação, sendo insuficiente a crítica que localiza a alienação na relação da propriedade privada e no jogo da mais-valia. Em seu entendimento, o marxismo localiza a alienação fora do trabalho. O presente texto, de forma introdutória, apresenta momentos dessa reflexão. Por fim, são visitados alguns textos menos explorados de Marx, inclusive estudos relativos à tecnologia, em que encontramos uma rica reflexão sobre a relação do trabalhador com a máquina, a ciência aplicada ao capital, e outras questões, as quais, apesar de neste texto não serem aprofundadas, dão indicações de uma aproximação maior entre os dois autores.</p> Rafael Alves Scarazzati Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-11-25 2022-11-25 13 e022023 e022023 10.20396/ideias.v13i00.8668400 Convergência e bifurcação https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668186 <p>Neste artigo tenta-se explicar o que é a “fase mágica" dentro da teoria trifásica da cultura de Gilbert Simondon, e defender que esta seria uma condição genética da criatividade e da reticulação coletiva, e neste sentido um ponto focal ainda subdimensionado do aspecto político da filosofia da técnica de Simondon. A estranha noção de que a magia poderia voltar a existir nas redes técnicas modernas é brevemente discutida a partir de algumas obras de arte.</p> Vinicius Portella Castro Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-09-30 2022-09-30 13 e022021 e022021 10.20396/ideias.v13i00.8668186 Interação de bebês com objetos técnicos e processos de individuação https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668612 <p>O artigo explora como os bebês interagem com objetos técnicos de complexidade crescente. O referencial teórico trata do toque e da convergência prospectiva entre objetos e sujeitos. Neste artigo, a questão de pesquisa é: como os bebês interagem com objetos de crescente complexidade tecnológica, ativando uma dimensão material a serviço de sua individuação? Observações foram realizadas na França e no Brasil em creches e em residências de famílias com bebês. É proposta uma metodologia não antropocêntrica - ligando o sistema corpo-ambiente. Alguns episódios serão apresentados para evidenciar como os bebês ativam a dimensão material a serviço de sua individuação, destacando a impossibilidade de separar indivíduo-ambiente.</p> Sabrina de Oliveira Caetano Maria Antonietta Impedovo Gabriela Guarnieri de Campos Tebet Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-25 2022-05-25 13 e022002 e022002 10.20396/ideias.v13i00.8668612 Máquinas técnicas e informação no pensamento de Simondon https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668455 <p><strong> </strong>O presente artigo discute a teoria filosófica das máquinas de G. Simondon, enfatizando seu aspecto metodológico, o qual consiste em tomar como base o estudo das máquinas entendidas como produtos históricos da indústria humana, embora não se limite a essa caracterização; esta análise é desenvolvida com base no MEOT e no curso de 1968 “L'invention et le développement des techniques”. Por outro lado, o artigo ressalta o aspecto ontológico segundo o qual uma máquina é um modo de existência em que informação e energia são diferenciadas e, às vezes, articuladas. O artigo afirma que Simondon não aborda a energia e a informação nas máquinas como duas entidades abstratas e idealizadas, apenas passíveis de serem estudadas a partir das ciências formais, mas, sim como resultado da montagem de órgãos e canais técnicos. Por fim, reconstrói a taxonomia e a hierarquia das máquinas elaboradas por Simondon, fornecendo, desse modo, um excelente exemplo da convergência entre os estudos históricos das máquinas e a análise da relação informação-energia.</p> Darío Rubén Sandrone Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-04 2022-10-04 13 e022019 e022019 10.20396/ideias.v13i00.8668455 Notas epistemológicas sobre a filosofia de Gilbert Simondon https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668178 <p>Neste artigo, propomos que na filosofia de Gilbert Simondon existem alguns esboços de uma epistemologia, que se caracteriza por se afastar do substancialismo, do positivismo e também do relativismo para se colocar em um lugar diferente. O autor propõe uma redefinição das ciências humanas a partir do conceito alagmática, que ele define como uma teoria das operações, pois considera que a ciência se concentrou no estudo de estruturas e não de operações, caindo na substância. A alagmática não é então uma ciência nova igual às outras, é uma abordagem metodológica do conhecimento baseada em operações aplicáveis em diferentes domínios como o físico-químico, o psicofisiológico e o psicossocial. É apresentada uma abordagem inicial da epistemologia e da crítica ao positivismo, para posteriormente desenvolver a definição da alagmática e suas raízes na cibernética, Para concluir, são destacados os aspectos encontrados sobre epistemologia neste autor.</p> Isabella Builes Roldán Jorge William Montoya Santamaría Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-04 2022-10-04 13 e022018 e022018 10.20396/ideias.v13i00.8668178 Informação como relacionalidade e a supressão do relacional no capitalismo digital https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668254 <p>Neste artigo apresentamos e analisamos três dimensões que são articuladas pelo conceito de informação proposto pela filosofia simondoniana, como devir do ser, amplificação e relacionalidade. Estas dimensões conformam uma nova metafísica que capta o ser enquanto relações que se relacionam. Tal metafísica da informação, que propomos constituir o cerne da filosofia de Simondon, é uma ferramenta chave para a compreensão e crítica dos modos como o capitalismo digital tem capturado o devir e as amplificações através da supressão do relacional.</p> Lucas Paolo Vilalta Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-25 2022-08-25 13 e022014 e022014 10.20396/ideias.v13i00.8668254 Como pensar o design aberto e os fab labs politicamente a partir de uma perspectiva simondoniana https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668121 <p>O presente texto tem como objetivo colocar em debate as potencialidades do arcabouço conceitual produzido sobre a relação entre técnica e cultura por Simondon, com o intuito de abordar os movimentos contemporâneos que tem nas práticas de deisgn aberto e fabricação local assentada no uso de máquinas de controle numérico computadorizado suas principais características. Inicio apresentando um breve histórico e as principais características e diferenças entre os distintos espaços de fabricação local. Em seguida abordo a noção de design aberto de uma perspectiva enciclopédica segundo a perspectiva que Simondon dá a este fenômeno histórico. Por fim, a partir d’”O modo de existência dos objetos técnicos” e “Sobre a técnica” busco discutir a politização da ação técnica no contexto destes espaços emergentes de ação técnica computadorizada.</p> Rafael Malhão Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-21 2022-06-21 13 e022009 e022009 10.20396/ideias.v13i00.8668121 Do caso ao cosmos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668429 <p style="margin: 0cm; text-align: justify; background: white;"><span style="color: #202124;">A partir da descrição de um breve trecho de “Self Unfinished” (1999), trabalho em dança de Xavier Le Roy, e à luz da filosofia de Simondon, este artigo mobiliza algumas possibilidades relacionais entre a noção de individuação e o fazer/viver nas artes performativas contemporâneas. Uma visão menos substancialista de corpo e as noções de forma e informação acompanham a escrita que se articula por uma perspectiva inventiva da arte/vida e pelo aspecto transindividual, alçando a teoria da individuação como contributo no desenvolvimento das práticas artísticas performativas que se dão como um fazer da vida.</span></p> Milene Lopes Duenha Francisco de Assis Gaspar Neto Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-22 2022-06-22 13 e022007 e022007 10.20396/ideias.v13i00.8668429 Ontogênese da percepção na filosofia de Gilbert Simondon https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8667960 <p>O presente artigo busca compreender os processos de gênese e transformação das faculdades de perceber a partir dos principais conceitos do projeto ontogenético de Gilbert Simondon: metaestabilidade, transdução, afetividade e domínio transindividual. Nesta perspectiva, propõe estudar os processos perceptivos situados sempre na relação do sujeito com o meio físico, biológico e coletivo, considerando nessa relação as condições problemáticas que indicam os estados metaestáveis do sistema sujeito-mundo que apontam para individuações futuras, seguindo uma ética da ontogênese.</p> Danilo Augusto Santos Melo Israel Carvalho Tebet Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-25 2022-05-25 13 e022003 e022003 10.20396/ideias.v13i00.8667960 Cidade e hipertelia https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668211 <p>Este artigo caracteriza a noção de <em>hipertelia </em>como<em> uma extensão autônoma</em> dos <em>télos</em>, das possibilidades de significado; ou, como uma estrutura rígida que opera como base da heteronomia, da determinação (<em>teleologia e teleonomia</em>). Na seção I, ele apresenta 10 teses sobre a relação entre a hipertelia e a cidade como um <em>ambiente de individuação</em> que funciona como um <em>dispositivo técnico</em>. II. Aborda o escopo do título <em>mentalidade técnica</em>. III. Ela vincula a mentalidade técnica (da <em>fenomenologia realista</em> de G. Simondon, da <em>fenomenologia </em><em>asubjetiva</em> de J. Patočka) com a <em>mentalidade democrática</em> (fenomenologia transcendental de Daniel Herrera). Finalmente, trata das relações mútuas entre <em>formação</em> e <em>individuação</em>.</p> Germán Vargas Guillén Lina Marcela Gil Congote Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-04 2022-10-04 13 e022020 e022020 10.20396/ideias.v13i00.8668211 O que pode uma modulação https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668261 <p>Modulação é um conceito fundamental no pensamento de Simondon, relacionado diretamente à individuação, à sensação, à percepção e que permite compreender outras perspectivas do processo inventivo. A modulação aparece enquanto potência de encontros em várias atividades técnicas e/ou estéticas, o que requer estudos específicos para entender cada caso. O objetivo deste pequeno ensaio é observar como esse conceito aparece na invenção estética, particularmente no cinema do casal Straub, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, em seu encontro com Cézanne, principalmente no filme <em>Uma visita ao Louvre, </em>de 2003.</p> Emerson Freire Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-09-05 2022-09-05 13 e022017 e022017 10.20396/ideias.v13i00.8668261 O intuitivo e o formal https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668275 <p>Através da leitura da distinção de Simondon entre modos maior e menor de relação do humano à técnica, o artigo explora a articulação entre o intuitivo e o formal como modos de conhecimento, no contexto da relação técnica do humano à natureza. Isto é feito por meio da confrontação com a teoria espinosana dos gêneros de cognição. Ambos os autores introduzem uma síntese entre intuitivo e racional por meio da questão da natureza. Spinoza apresenta um terceiro gênero de conhecimento, a ciência intuitiva; Simondon aponta para um modo sintético de relação com a técnica, nascente na teoria da informação. O artigo discute as implicações dessa síntese.</p> Diego Viana Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-30 2022-08-30 13 e022015 e022015 10.20396/ideias.v13i00.8668275 Esboço para o aprofundamento da inteligência artificial https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668430 <p><span style="font-weight: 400;">Como aprofundar as tecnologias de inteligência artificial (IA) no sentido de lhe conferir mais maturidade? Como produzir um conhecimento mais completo, robusto e rigoroso que nos ajude a encontrar seu sentido ético? Este artigo é um esforço inicial de enfrentar tais questões por meio da noção de “tecnologia aprofundada” de Gilbert Simondon (2014) </span><span style="font-weight: 400;">em diálogo com análises recentes feitas no campo dos estudos críticos sobre IA que caminham na direção de investigar os fundamentos epistêmicos e de funcionamento da tecnologia e de propor formas não autocráticas de conceber e fazer funcionar sistemas de IA.&nbsp;</span></p> Diego Vicentin Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-08 2022-08-08 13 e022013 e022013 10.20396/ideias.v13i00.8668430 A integração de refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado no relatório “Refúgio em Números” de 2016 a 2021 https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668374 <p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste artigo é verificar como a integração de refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado no Brasil é abordada nas seis edições do relatório </span><strong>Refúgio em Números</strong><span style="font-weight: 400;">, publicado anualmente pelo Comitê Nacional para os Refugiados. Por meio de uma análise documental, verificamos que não há definições sobre o que é integração no relatório, mas que o tema é abordado em sentido funcional, ao apresentar fatores ligados a este processo, como o acesso ao trabalho, a oferta de cursos de português, o atendimento multilíngue e a formação de agentes públicos para o atendimento desta população.&nbsp;&nbsp;</span></p> Mariana Eunice Alves de Almeida José Blanes Sala Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-09 2022-06-09 13 e022004 e022004 10.20396/ideias.v13i00.8668374 A seletividade penal brasileira, seu momento de maior incidência e o ciclo da injustiça histórica https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8670370 <p class="Resumo">O presente trabalho se instaura a partir de uma visão dos Direitos Humanos, observando que a justiça criminal brasileira funciona, muitas das vezes, ainda sob premissas coloniais. Nota-se que, o grupo dos encarcerados em nosso país é majoritariamente formado por membros de grupos oprimidos, desde os primórdios coloniais, como os indígenas e os negros, mas sobretudo os pobres. É contra eles que a balança da justiça pesa de maneira muito mais contundente. Sob a ótica do professor Boaventura de Souza Santos, é aferível que a constatação de maior inflição de sofrimento a certos cidadãos, ainda aqueles marginalizados e excluídos social e economicamente na época da colonização, é produto da turbulência entre raízes e opções o que acaba por gerar tanto a injustiça cognitiva quanto a injustiça histórica, esta segunda, será objeto de análise mais profunda neste artigo. Ademais, outro conceito muito valioso para a análise deste fenômeno histórico social e calcado também pelo professor Boaventura de Souza Santos é o conceito de democracia elitista que será, também, abordado neste trabalho, realizando um paralelo entre estes conceitos teóricos e a prática punitiva atual no Estado brasileiro. O artigo se utilizará do método de abordagem dedutivo e do método de procedimento bibliográfico, apoiando-se nas teorias de autores da chamada teoria crítica que terão algumas de suas ideias e conceitos, sinteticamente, utilizados como ferramentas de compreensão do problema que é a seletividade penal em solo brasileiro.</p> Paulo Adaias Carvalho Afonso Fábio Ricardo Trad Filho Andrea Flores Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-09-01 2022-09-01 13 e022016 e022016 10.20396/ideias.v13i00.8670370 Heróis da travessia https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668579 <p>O presente artigo tem por objeto o monumento dedicado aos aviadores De Pinedo e Ribeiro de Barros que cruzaram o Atlântico em 1927. Analisamos a composição do projeto fascista do <em>Heróis da Travessia</em>, buscando compreender o papel do mito de Roma na construção de laços entre a comunidade ítalo-paulista e a Itália durante o <em>Ventennio</em>. Por meio do exame da política externa italiana, que promoveu as <em>crociere aeree</em> como propaganda, e da análise iconográfica de sua materialidade, que mobiliza signos associados ao culto da romanidade, demonstramos que o monumento é estruturado antes de tudo como um elogio à Itália de Mussolini.</p> Giovanni Pando Bueno Julia Nogueira Zon Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-04 2022-08-04 13 e022012 e022012 10.20396/ideias.v13i00.8668579 Entre o fideísmo cético de Montaigne e a sociedade aberta de Popper https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8669035 <p class="Normal tm5"><span class="tm6">Neste artigo, buscaremos aproximar dois autores distanciados por quatro séculos: Michel de Montaigne (1533-1592) e Karl Popper (1902-1994). O primeiro procede em consonância com a adaptação pirrônica às tradições e costumes sociais aliada a uma defesa adogmática do catolicismo tradicional. O segundo procede pela defesa adogmática dos ideais do cristianismo primitivo enquanto molas propulsoras da tradição liberal-democrática. Para tanto, iniciaremos com uma exposição do fideísmo de Montaigne e da referida adaptação pirrônica. Em seguida, exporemos o modo de Popper lidar com a tradição, colocando-a como principal vetor da ordem social. Ademais, mostraremos como a tradição cristã influenciou o seu pensamento a ponto de o filósofo concebê-la como um dos principais ingredientes da sociedade aberta. Concluímos ressaltando que, apesar das diferenças entre os dois autores, ambos estão unidos tanto na crítica das pretensões cognitivas humanas quanto na consideração das tradições como um fator de estabilidade social.</span></p> Daniel Mota Vieira Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-10-06 2022-10-06 13 e022022 e022022 10.20396/ideias.v13i00.8669035 Epistemología e certeza na segunda parte da Ética de Spinoza https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8668903 <p>O presente trabalho analisa a doutrina da ‘ideia da ideia’ e a crítica à concepção das ideias como imagens silenciosas na segunda parte da Ética para mostrar como a concepção da certeza de Spinoza está ligada à elaboração de uma epistemologia que não serve como um <em>órganon</em> para o aumento do conhecimento, senão que proporciona o reconhecimento de uma certeza já possuída, assim como o consequente abandono de um equívoco sobre a natureza das ideias.</p> Manuel Agustín Keri Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-18 2022-07-18 13 e022011 e022011 10.20396/ideias.v13i00.8668903 Entre heranças e construções coletivas, um dicionário biográfico das esquerdas latino-americanas, movimentos sociais e correntes políticas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8669112 <p>Escritores, ensaístas e historiadores latino-americanos demonstraram uma prolongada inclinação ao cultivo do gênero biográfico, aquele que visa reconstruir a unidade de uma vida. Ainda que a onda estruturalista também tenha tido sua versão na região nas décadas de 1960 e 1970, a biografia nunca perdeu completamente seu atrativo. As mais distintas perspectivas negaram seu caráter científico por considerá-la muito apegada à subjetividade e à individualidade.</p> Sandra Jaramillo Restrepo Copyright (c) 2022 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-13 2022-06-13 13 e022005 e022005 10.20396/ideias.v13i00.8669112 A ideologia alemã em seu lugar cronológico https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8664443 <p>Resenha do livro: MARX, K.; ENGELS, F. <em>Deutsche Ideologie</em>: Zur Kritik der Philosophie. Manuskripte in Chronologischer Anordnung. Eds. Gerald Hubmann e Ulrich Pagel. 1a. Ed. Berlin/Boston: De Gruyter, 2018, 149 pp.</p> Olavo Antunes de Aguiar Ximenes Copyright (c) 2021 Ideias https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-02-08 2022-02-08 13 e022001 e022001 10.20396/ideias.v13i00.8664443