https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/issue/feed Labor e Engenho 2022-09-16T12:38:21+00:00 André Munhoz de Argollo Ferrão labore@unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo: </strong>Difundir a engenharia e a ciência aplicadas ao desenvolvimento regional sustentável, valorizando o trabalho (labor) e a inovação (engenho) resultantes da pesquisa acadêmica ou da experiência profissional, destacando processos produtivos ou culturais que integram sistemas hídricos e territoriais, promovendo a sustentabilidade desses processos e sistemas a partir da conservação do patrimônio e da paisagem visando o desenvolvimento local, disponibilizando conhecimentos específicos sobre o planejamento urbano e rural, ordenamento do território e gestão das águas (sistema cidade-campo), a gestão integrada de uma bacia hidrográfica, dos seus recursos hídricos e territoriais através da publicação de artigos técnico-científicos que procuram reconhecer numa determinada região os seus valores locais como recursos para o desenvolvimento sustentável.<br><strong>Estrato Qualis</strong>: B3 <br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Sociais Aplicadas / Interdisciplinar<br><strong>Ano de fundação</strong>: 2007<br><strong>E-ISSN</strong>: 2176-8846<br><strong>Título abreviado</strong>: Labor &amp; Eng.<br><strong>E-mail</strong>: <a href="mailto:labore@unicamp.br">labore@unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="https://www.cpa.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">CEPAGRI</a><br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8669331 Mat-building e a Memphis S.A. Industrial 2022-09-16T12:38:21+00:00 Cristina Gondim gondim.cristina@gmail.com Sergio Moacir Marques sergio.marques@ufrgs.br <p>O projeto de arquitetura para a Memphis S.A. industrial (1976) é uma obra exemplar do patrimônio industrial e da Arquitetura Moderna Brasileira no Sul que, por diferentes aspectos, merece renovada atenção e valorização. A empresa segue em atividade há 45 anos nas instalações projetadas pelos arquitetos Cláudio Luiz Araújo e Cláudia Obino Corrêa com a participação dos engenheiros uruguaios Eladio Dieste e Eugenio Montañez, cujas inovações tecnológicas à época podem ser verificadas tanto do ponto de vista do desempenho ambiental e flexibilidade espacial, como do efeito plástico da solução de cobertura. Não apenas um olhar fundamentado sobre a sua construção, a partir de material inédito, pode contribuir para reafirmar a relevância da obra, mas uma compreensão abrangente de sua inserção histórica lança luz a este projeto ainda pouco divulgado. Neste sentido, a contextualização do mesmo tanto em relação a conexões locais com a Região do Prata e a técnica da cerâmica armada, como com noções teóricas e projetuais emergentes no contexto europeu, sintetizadas na expressão <em>mat-building</em> na década de 1970, fornecem novos elementos para a análise de seus sistemas formal, espacial e construtivo.</p> 2022-09-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8668602 O fenômeno das zungueiras, a segregação urbana e a consolidação dos musseques em Luanda, Angola 2022-09-14T12:13:55+00:00 Aurea Bianca Vasconcelos André aureaandre16@gmail.com Vera Santana Luz veraluz100@gmail.com <p>Este artigo tem como escopo o fenômeno das vendedoras do comércio informal, conhecidas como <em>zungueiras</em>, e a consolidação de bairros informais no espaço urbano da cidade Luanda, Angola, como dois aspectos da segregação socioespacial. Busca-se entender as dinâmicas urbanas que resultaram no processo de constituição dos <em>musseques</em> e suas transformações territoriais ao longo do tempo e da segregação das <em>zungueiras</em>, ambos como supressão do direito à cidade, mediante aspectos da trajetória que o país percorreu desde o período colonial até a atualidade. Entendendo que a cidade é um campo de constantes disputas e conflitos socioterritoriais, recorre-se a referências sobre os conceitos de circuito inferior e das epistemologias do sul, no sentido de encontrar brechas para o entendimento de possibilidades de autonomia e emancipação.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8668207 Entre permanências e mudanças 2022-09-06T13:17:18+00:00 Caroline Soares Machado carolinemachado.arq@gmail.com Adriana Mara Vaz de Oliveira amvoliveira@ufg.br <p>Ao longo do tempo, o mercado público adquiriu um importante papel dentro da dinâmica da cidade, atuando não apenas como espaço físico de comércio, mas também como lugar de sociabilidade e vitalidade urbana. Nessa perspectiva, o presente artigo tece reflexões acerca do Mercado Central de Goiânia, identificando as mudanças desde sua construção até os dias atuais. Investiga-se qual a relação que os goianienses têm com o espaço e como seus atrativos contribuem para a manutenção do espaço como lugar de sociabilidade e identidade, conformando-o como local de tradição no Setor Central.</p> 2022-09-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8667613 Sertão dos Xavantes... Sertão de Amaro Leite... Sertão Goiano 2022-09-05T12:47:56+00:00 Gercinair Silvério Gandara gercinair@msn.com <p>Minhas pesquisas sobre cidades e rios no Brasil, mais especificamente as do norte goiano, recaiu sobre o território onde se edificou a cidade de Amaro Leite. Foi aí no, então, denominado “Sertão dos Xavantes”, posteriormente, “Sertão de Amaro Leite” que se formou o primeiro eixo de povoamento e comunicação da região, a cidade aurífera Amaro Leite. Há um elo importante do rio do Ouro na configuração histórico-geográfico do seu surgimento e do seu respectivo espaço citadino. Este artigo trata desta questão.</p> 2022-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8667944 Chuvas intensas e ocorrência de alagamentos 2022-09-05T12:47:53+00:00 Bruno Kabke Bainy bkbainy@cpa.unicamp.br Ana Maria Heuminski Avila avila@cpa.unicamp.br Pedro Henrique da Silva p223327@dac.unicamp.br <p>Este trabalho teve como objetivo realizar um estudo de caso para chuvas intensas e seus impactos nas ocorrências de alagamentos na cidade de Campinas, São Paulo, no ano de 2019. Dados de chuva acumulada diária foram obtidos de 8 pluviômetros distribuídos na cidade e dados de alagamento foram obtidos junto à Defesa Civil municipal, referentes aos chamados atendidos. Na análise espacial, foi constatada uma relativa concordância com a ocorrência ou não de chuva entre os pluviômetros. No entanto, ficou evidente a variabilidade espacial da quantidade de chuva, o que demonstra a ocorrência de chuva localmente forte. A análise dos dados de alagamento permitiu determinar áreas mais propensas a esse tipo de evento. Aspectos como volume acumulado de chuva e configuração do relevo certamente proporcionam condições ideais para alagamentos. No entanto, a área mais afetada por alagamentos é relativamente mais elevada, o que sugere, por ser parte da região central e amplamente urbanizada, que a urbanização também contribui significativamente para a ocorrência de alagamentos.</p> 2022-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8669868 Preservando ausências 2022-09-05T11:48:51+00:00 Tiago Castaño Moraes tiago.moraes@joinville.sc.gov.br <p><span style="font-weight: 400;">O artigo investiga os discursos empregados contra a salvaguarda de componentes industriais, a partir da análise de dois processos de tombamento efetivados pelo órgão municipal de preservação de Joinville (um complexo fabril e uma chaminé). Com base em uma bibliografia específica e tendo os processos de tombamento como fonte fundamental, investigamos os mecanismos de salvaguarda do patrimônio industrial, sua influência sobre o tecido urbano e as dificuldades para sua preservação a partir das impugnações defendidas pelos proprietários. Se por um lado os enredos preservacionistas revelam os processos históricos e sociais que se manifestam na construção do que entendemos ser o patrimônio cultural; por outro lado as impugnações demonstram os diferentes agentes que também participam deste processo capazes de atribuir valores e acionar múltiplos passados, tornando nítido a tensão entre história, memória e o esquecimento no reconhecimento de elementos industriais como bens culturais</span></p> 2022-08-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8668937 Do texto ao traço 2022-09-05T11:48:55+00:00 Ana Beatris Fernandes Menegaldo anabeatrisfmenegaldo@hotmail.com Renata Baesso Pereira renata.baesso44@gmail.com <p>Este artigo trata do uso de documentos primários de naturezas diversas em investigações no campo da História Urbana. A pesquisa partiu de três arquivos da cidade de Campinas, SP: o Centro de Memória – Unicamp (CMU), o Arquivo Municipal e o Arquivo Documental da Câmara Municipal. Foram analisados processos de ocupação e de transformação do espaço urbano de Campinas ao longo da segunda metade do século XIX, a partir da trajetória individual de um agente da elite senhorial local, o Barão de Itapura. O método consiste em esquadrinhar fontes primárias distintas, extraindo informações espaciais de documentos que tradicionalmente eram encarados como meramente textuais. Por meio da análise da trajetória individual do Barão de Itapura, a pesquisa propõe a reconstituição conjectural de partes do espaço urbano de Campinas em diferentes escalas: da arquitetura, apresentando a hipótese da implantação e do programa de necessidades original da principal residência do Barão; da cidade, mediante a delimitação da Chácara Itapura e da identificação de outros imóveis urbanos, que compunham parte do patrimônio deste agente; e da interface do espaço urbano com o espaço rural, por meio da reconstituição dos limites urbanos, então denominados quadros do município de Campinas.</p> 2022-08-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/8667943 Habitar (en) la pandemia 2022-06-28T17:53:52+00:00 Eduardo Álvarez Pedrosian eduardo.alvarez@fic.edu.uy María Amado Mannise mariaamado@fadu.edu.uy Natalia Bolaña Caballero natalia.bolana@fic.edu.uy Fermina Garrido López fermina.garrido@urjc.es Siboney Moreira Selva siboney.moreira@fic.edu.uy Mara Sánchez Llorens marasanchezllorens@gmail.com Alma Varela Martínez arq.almavarela@gmail.com <p>Este artículo es resultado de un proceso de diálogo interdisciplinario entre perspectivas de la antropología, la arquitectura y la comunicación, centrado en el habitar durante la pandemia de Covid-19. En primer lugar presentamos las claves teórico-metodológicas de este diálogo experimental. Luego, reflexionamos acerca de las mutaciones de la dimensión de lo doméstico, para después focalizarnos a partir de otros casos etnográficos en una de las tensiones principales de esta crisis en principio sanitaria, entre el cuidado y la soledad. Esto nos lleva a situaciones en las que se revaloriza el cuerpo y se buscan nuevas formas de ejercer los derechos en los espacios públicos. Por último, exploramos desde un ejercicio poético las potencialidades proyectuales en los peores momentos del confinamiento, para concluir sobre los aprendizajes etnográficos y los desafíos para la imaginación proyectual.</p> 2022-06-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Labor e Engenho