https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/issue/feed LIAMES: Línguas Indígenas Americanas 2022-04-29T14:15:17+00:00 Angel Corbera Mori corbera@uol.com.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo: </strong>A revista<em> <strong>LIAMES</strong>: Ling. Indig. Am. </em>é uma editada pela área de Linguística Antropológica (Línguas Indígenas) / Centro de Estudos de Línguas e Culturas Ameríndias (CELCAM) do Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem / UNICAMP. Seu principal objetivo é propiciar aos pesquisadores da área a publicação de artigos de pesquisa e reflexão acadêmicas, estudos analíticos e resenhas que, por sua temática, versem sobre a investigação e documentação de línguas indígenas americanas, elaborados segundo distintas abordagens teóricas. Espera-se, com isso, tornar disponíveis trabalhos sobre as línguas indígenas americanas, proporcionar o diálogo entre diferentes abordagens e estimular o intercâmbio entre pesquisadores da área. De acordo com a política editorial da Revista, são aceitas contribuições de artigos redigidos não só em português, mas também em espanhol e inglês, eventualmente em francês e italiano. <br /><strong>Qualis</strong>: A2 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br /><strong>Ano de fundação</strong>:2001<br /><strong>E-ISSN</strong>:2177-7160<br /><strong>Título abreviado</strong>:LIAMES: Ling. Indig. Am.<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/management/settings/context/mailto:angel@unicamp.br">angel@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br /><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/8666489 Uma reconstrução comparativa da terminologia de parentesco do Proto-Tupi-Guarani 2021-12-21T00:15:31+00:00 Fernando O. de Carvalho fernaoorphao@gmail.com Joshua Birchall jtbirchall@gmail.com <p>Este trabalho apresenta uma reconstrução da terminologia de parentesco do Proto-Tupi-Guarani (PTG). O foco da contribuição consiste na apresentação de um conjunto sólido de cognatos, e da argumentação necessária para a reconstrução de aspectos formais e semânticos de cada étimo. A apresentação das etimologias é precedida de uma revisão do estado da arte sobre o sistema terminológico de parentesco do PTG, além de uma discussão de aspectos pontuais da estrutura do PTG que terão relevância para a avaliação das etimologias propostas. Por fim, consideraremos alguns problemas em aberto a respeito da reconstrução desse campo terminológico específico, muitos dos quais levantados e identificados aqui pela primeira vez, e discutiremos as características do sistema terminológico de parentesco do PTG em termos das tipologias tradicionais destes sistemas terminológicos.</p> 2022-03-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fernando O. de Carvalho, Joshua Birchall https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/8667997 O sufixo *-lli na toponímia andina sul do Peru 2022-04-29T14:15:17+00:00 Erik Cajavilca erik.cajavilca@unmsm.edu.pe <p>Um achado interessante é a presença de topônimos recorrentes nos Andes do sul do Peru, que terminam em &lt;lli&gt;/&lt;lle&gt;, muitos deles concentrados no sul de Cuzco e no norte de Arequipa, berço ancestral dos Chumbivilcas e Collagas. Em vista de seu caráter de fechamento de elemento lexical, é sem dúvida um sufixo nominalizador com a forma *-lli /-ʎi/. A análise aqui apresentada revelou uma grande produtividade morfológica do *-lli, que foi aplicado tanto a substantivos quanto a verbos, produzindo topônimos com os sentidos de 'lugar', 'abundância' e 'qualidade'. Além disso, sua homologia formal e parcialmente semântica com a agentiva deverbativa aimará -ri aponta para uma origem comum. No entanto, a multifuncionalidade e não seletividade de *-lli está muito acima do comportamento dos nominalizadores aimará modernos que são regularmente seletivos. Em relação à língua que a utilizou, estabeleceu-se um vínculo genético com o (proto) aimará de Vilcas, baseado na presença de *-lli sufixando principalmente as raízes aimará e quíchua. Da mesma forma, o padrão da pegada densa dos topônimos com epicentro na bacia superior e média do rio Velille reflete a presença de um grupo idiomático homogêneo, que provavelmente coexistiu com um dialeto Puquina. Essa consideração exige mais estudos sobre o papel e a presença de Puquina na região para comprovar não apenas a influência fonética de Puquina /ɾ/ &gt; [ʎ], mas também um efeito de superstrato.</p> 2022-04-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Erik Cajavilca