LIAMES: Línguas Indígenas Americanas https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames <p><strong>Escopo: </strong>A revista<em>&nbsp;<strong>LIAMES</strong>: Ling. Indig. Am.&nbsp;</em>é uma editada pela área de Linguística Antropológica (Línguas Indígenas) / Centro de Estudos de Línguas e Culturas Ameríndias (CELCAM) do Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem / UNICAMP. Seu principal objetivo é propiciar aos pesquisadores da área a publicação de artigos de pesquisa e reflexão acadêmicas, estudos analíticos e resenhas que, por sua temática, versem sobre a investigação e documentação de línguas indígenas americanas, elaborados segundo distintas abordagens teóricas. Espera-se, com isso, tornar disponíveis trabalhos sobre as línguas indígenas americanas, proporcionar o diálogo entre diferentes abordagens e estimular o intercâmbio entre pesquisadores da área. De acordo com a política editorial da Revista, são aceitas contribuições de artigos redigidos não só em português, mas também em espanhol e inglês, eventualmente em francês e italiano.&nbsp;<br><strong>Qualis</strong>: A2&nbsp;<br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>:2001<br><strong>E-ISSN</strong>:2177-7160<br><strong>Título abreviado</strong>:LIAMES: Ling. Indig. Am.<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:angel@unicamp.br">angel@unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR LIAMES: Línguas Indígenas Americanas 1678-0531 <p dir="ltr"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"><br>A <strong>LIAMES: Línguas Indígenas Americanas</strong> utiliza a licença do&nbsp;<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> <p dir="ltr">Os artigos e demais trabalhos publicados na <strong>LIAMES: Línguas Indígenas Americanas</strong>, publicação de acesso aberto, passa a seguir os princípios da licença do Creative Commons. Uma nova publicação do mesmo texto, de iniciativa de seu autor ou de terceiros, fica sujeita à expressa menção da precedência de sua publicação neste periódico, citando-se a edição e a data desta publicação.</p> <p dir="ltr"><img src="/ojs/public/site/images/administrator/Licenca_LIAMES.PNG"></p> A predicação nominal possessiva na expressão das relações interpessoais nas línguas da família Mataguayo (Gran Chaco), com ênfase especial em Nivaĉle e Maká https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8660913 <p>O objetivo deste artigo é apresentar e analisar os esquemas de predicação nominal possessiva em Nivaĉle e Maká, duas línguas chaquenhas da família Mataguaia, com foco no tipo sintético, que permite expressar, em uma mesma palavra, relações interpessoais do tipo ‘<em>Eu sou seu filho’</em>, ainda &nbsp;muito pouco documentado nas línguas do mundo. Para fins comparativos incluem-se também algumas observações sobre fenômenos semelhantes nas outras línguas desta família, Wichí/ 'Weenhayek e Chorote.</p> Alain Fabre Copyright (c) 2020 Alain Fabre https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-16 2020-11-16 20 e020014 e020014 10.20396/liames.v20i0.8660913 Incorporação nominal e aspecto lexical em Tenetehára (Tupí-Guaraní) https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8659153 <p>Este trabalho tem por objetivo investigar o mecanismo de Incorporação Nominal na língua Tenetehára e sua relação com as classes aspectuais propostas por Vendler (1967). Nessa língua, o mecanismo de Incorporação Nominal se realiza por meio de dois diferentes contextos morfossintáticos: (i) incorporação total do objeto ao v<sup>o</sup> e (ii) incorporação do núcleo do sintagma genitivo ao v<sup>o</sup>. Na incorporação total, quando o objeto direto se incorpora ao predicado verbal, é gerado um predicado que se comporta como um verbo intransitivo. Todavia, nas construções de alçamento do possuidor, apenas parte do sintagma genitivo, a saber seu núcleo, pode se incorporar ao núcleo do vP. O resultado desse processo não altera a estrutura transitiva inicial. Assim, nas construções de alçamento do possuidor não ocorre diminuição de valência, apesar de haver Incorporação Nominal. Ademais, em relação ao plano semântico das construções de alçamento de objeto, o que tenho observado é que os falantes dessa língua costumam apontar duas interpretações distintas, uma para a versão sem Incorporação Nominal outra para a versão com Incorporação Nominal. Assim, no presente artigo, pretendo responder qual organização constante se pode depreender do paradigma de interpretação apresentado. A hipótese que defenderei é que as nuances de sentido entre estes dados têm a ver com a noção de aspecto verbal e as definições de <em>accomplishment</em> e <em>achievement</em> delineadas por Vendler (1967). Neste sentido, minha hipótese é de que as construções sem Incorporação Nominal podem se conformar à classe semântica de predicados verbais de <em>accomplishment</em>, ao passo que as versões com Incorporação Nominal em contextos de alçamento de objeto abrangem obrigatoriamente os predicados de achievement.</p> Ricardo Campos Castro Copyright (c) 2020 Ricardo Campos Castro https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-16 2020-11-16 20 e020012 e020012 10.20396/liames.v20i0.8659153 Alinhamento morfossintático em Matis (Pano) https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8661192 <p>Este artigo descreve o alinhamento morfossintático em matis, língua da família Pano, falada na terra indígena Vale do Javari, região oeste do estado do Amazonas, Brasil. Estudos sobre essa língua têm sido realizados desde o início do século XXI, com análises do alinhamento morfossintático restritas a aspectos morfológicos da oração. Baseado nos resultados desses estudos e na descrição de dados primários da língua matis, o presente trabalho propõe a descrição sistematizada do alinhamento morfossintático, por meio da análise funcional e textual da marcação de caso. A abordagem teórico-metodológica tem como base os princípios da Linguística Tipológica Funcional, com a análise realizada por meio da descrição de dados obtidos em sessões de elicitação e extraídos de narrativas coletadas em trabalho de campo. Os resultados da análise morfológica indicam a relação de categorias nominais entre o alinhamento morfossintático e a ergatividade no sincretismo de casos. Na análise sintática, o sistema funcional do alinhamento morfossintático define a interação gramatical da ergatividade sintática e a concordância de participante. Espera-se que os resultados e conclusões apresentados neste artigo contribuam na compreensão dos sistemas de transitividade da língua matis, como a concordância de participante e o alinhamento morfossintático.</p> Raphael Augusto Oliveira Barbosa Copyright (c) 2020 Raphael Augusto Oliveira Barbosa https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-01 2020-12-01 20 e020017 e020017 10.20396/liames.v20i0.8661192 Elementos da morfofonologia do Chiquitano Migueleño https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8660822 <p>Este artigo descreve alguns processos morfofonológicos e uma restrição morfofonológica atestados na variedade da língua Chiquitano (tronco Macro-Jê) falada em San Miguel de Velasco (Santa Cruz, Bolívia), com base em dados coletados em campo junto a cinco falantes nativos. Descrevo detalhadamente a nasalização à distancia das consoantes contínuas e das vogais altas; a africação de |t k| em determinados ambientes; a palatalização progressiva de |p β̞ m t k x|; as restrições de minimalidade que se aplicam aos temas nominais; cinco tipos de harmonia vocálica que afetam afixos ou clíticos específicos; o processo de alçamento de |o| a /u/ diante de uma sílaba que contém /a/; o processo de abaixamento de |i| a /ɛ/ diante de /s ts/; a elisão morfofonológica de vogais orais altas. Alguns dos processos documentados são compartilhados por outras variedades do Chiquitano, ao passo que outros não possuem equivalentes conhecidos nos demais dialetos.</p> Andrey Nikulin Copyright (c) 2020 Andrey Nikulin https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-17 2020-11-17 20 e020015 e020015 10.20396/liames.v20i0.8660822 Cláusulas adverbiais in Náhuatl da huasteca veracruzana desde uma perspetiva tipológica funcional https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8657281 <p>Este artigo analisa as cláusulas adverbiais em Nahuatl da Huasteca Veracruz (NHV), a língua Yuto-Asteca falada no México. Argumentamos que as propriedades formais das cláusulas adverbiais no NHV são motivadas por princípios funcionais gerais, particularmente seus valores semânticos. Nos concentramos em sete relações semânticas: precedência temporal, subsequência temporal, simultaneidade temporal, causa / razão, propósito, resultado e relações espaciais. A nossa análise apoia-se não apenas com evidências de NHV, mas também de outras línguas do mundo em que duas propriedades morfossintáticas são importantes: conjunções adverbiais e morfologia de TAM. Nossa proposta principal é que as diferentes relações semânticas codificadas nas cláusulas adverbiais dependam de certos mecanismos formais para expressar situações comunicativas específicas.</p> Jesus Francisco Olguín-Martínez Zarina Estrada-Fernandez Copyright (c) 2020-03-06 2020-03-06 20 e020001 e020001 10.20396/liames.v20i0.8657281 Como comentar uma partida de futebol en Shipibo-Konibo (Pano)? https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8656748 <p>Este artigo lista e ilustra onze estratégias que os falantes shipibo-konibo usam sistematicamente para comentar partidas de futebol ao vivo no contexto de uma xícara de futebol indígena chamada informalmente "Mundialito Shipibo". Argumentamos que essas estratégias lexicais, morfossintáticas e pragmáticas podem ser classificadas em três tipos, de acordo com sua função: Estratégias icônicas, que tentam apresentar eventos de forma mais vívida (formas onomatopeicas e ideofônicas, reduplicações, estruturas paralelas e construções de fala relatadas); estratégias emocionais, usadas pelos comentaristas de futebol para expressar suas emoções e sentimentos (interjeições, discurso direcionado ao jogador e diminutivos); e estratégias de proximidade, que aproximam o discurso do público shipibo-konibo (inovações lexicais shipibo-konibo, vocações, configurações de evidência e alternância de código). Essas várias estratégias são cruciais para entender a nova dinâmica social na qual a linguagem Shipibo-Konibo está sendo introduzida como consequência de se tornar uma linguagem urbana e está claramente criando um novo gênero discursivo. Os novos usos sociais que os Shipibo-Konibo estão dando à sua língua e as características que a linguagem está desenvolvendo neste novo contexto social são cruciais para entender o futuro do Shipibo-Konibo e de outras línguas minoritárias no Peru.</p> Roberto Zariquiey Guillaume Oisel Amelia Torres Zambrano Jorge Eduardo Sato Ruiz Carlos Gonzalo González Pinedo Víctor Raúl Paredes Estela Nazario Aguirre Baique Edwin Julio Palomino Cadenas Copyright (c) 2020-02-12 2020-02-12 20 e020002 e020002 10.20396/liames.v20i0.8656748 O fenômeno de nasalização em línguas Tupí-Guaraní https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8658655 <p>Tupí-Guaraní, tronco Tupí. Para averiguação do processo de nasalidade em línguas Tupí-Guaraní utiliza-se como pressuposto teórico principal a abordagem tipológica de Walker (1998), para verificar e compreender, a partir de uma hierarquia tipológica de harmonia nasal, segmentos que podem ser gatilhos ou alvos do espalhamento nasal. O estudo também utiliza as considerações de Ohala (1993)&nbsp; e Cohn (1990, 1993) para examinar o processo de nasalização como efeito fonético ou fonológico. A abordagem tipológica permitiu observar o comportamento de consoantes e vogais em relação à nasalidade, possibilitando sua classificação em termos de papéis que desempenham, sejam como gatilhos, alvos, bloqueadores ou transparentes. Além disso, verifica-se também a direcionalidade da nasalização que é predominantemente à esquerda (regressiva). Os resultados mostram que, na família Tupí-Guaraní, há o predomínio de vogais nasais como engatilhadoras, seguidas de consoantes nasais, ou ambas. Os alvos são predominantemente vogais, glides e líquidas; já as obstruintes surdas, em geral, comportam-se como bloqueadoras, mas há línguas em que elas são transparentes ao processo. O domínio da nasalidade nessas línguas é preeminentemente de dois tipos: Local, quando é consoante nasal (N) e a longa distância quando é vogal nasal (Ṽ).</p> Camille Cardoso Miranda Gessiane Lobato Picanço Copyright (c) 2020-04-16 2020-04-16 20 e020003 e020003 10.20396/liames.v20i0.8658655 Negação padrão em chibcha https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8658401 <p>Este artigo apresenta uma visão geral da forma e posição dos negadores das principais sentenças declarativas nas línguas Chibcha. Ele tenta descrever as semelhanças e as diferenças, e propõe hipóteses sobre a diacronia, principalmente em relação ao Ciclo de Jespersen e ao Ciclo Existencial Negativo. Aponta como os negadores se encaixam em mecanismos mais amplos de organização regional, particularmente na região centro-americana Colombiana.</p> Johan van der Auwera Olga Krasnoukhova Copyright (c) 2020-04-22 2020-04-22 20 e020005 e020005 10.20396/liames.v20i0.8658401 Predicados afetivos no Bribri https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8658714 <p>Este trabalho apresenta os diferentes predicados afetivos existentes na língua Bribri (Chibcha), considerando: (i) os mecanismos morfológicos de criação desses predicados (lexicogênese), (ii) as mudanças semânticas que experimentam, (iii) como se codificam os quatro participantes em uma situação afetiva, a saber, o experimentador (o participante que experimenta o afeto), o afeto (o que o experimentador experimenta), o estímulo (o que causa o afeto) e o local do afeto (geralmente uma parte do corpo).</p> Saïd Barguigue Albert Alvarez Gonzalez Copyright (c) 2020-04-24 2020-04-24 20 e020004 e020004 10.20396/liames.v20i0.8658714 Avaliação do status de deslocamento do Zapoteco em Juchitán de Zaragoza, México https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8656822 <p>O objetivo deste estudo é avaliar o grado de deslocamento linguístico que o Zapoteco apresenta na cidade de Juchitán de Zaragoza, Oaxaca, México. Esta pesquisa está enquadrada na teoria ecol´ógica das pressões, que indica que, em uma situação de contacto lingüístico, existem relações de poder assimétricos que geram pressões negativas em relação aos falantes da língua nativa, levando-os a agir contra a vitalidade da sua própria língua. Neste artigo, é realizado uma análise descritiva do bilinguismo social da comunidade Juchitán, com o objetivo de identificar as habilidade linguísticas dos habitantes em Zapoteco e Espanhol, bem como as mudanças de ambas as línguas através das gerações. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário aplicado a uma amostra da população de 182 pessoas de um total de 74.825 habitantes. Durante esse procedimento, os entrevistados foram convidados a avaliar seu nível de competência comunicativa em Zapoteco e Espanhol. Os resultados mostram que o Zapoteco apresenta uma redução considerável na transmissão&nbsp; intergeracional, o que é observado no fato de que a maioria das crianças é monolíngue e fala apenas espanhol, e somente um pequeno número delas entende o Zapoteco. Por outro lado, o Espanhol foi consolidado em todos os grupos geracionais, mesmo entre adultos mais velhos. Por isso, conclui-se que o Zapoteco apresenta um estado avançado de deslocamento linguístico na comunidade de Juchitán.</p> Roberto Guerra-Mejía Copyright (c) 2020-06-25 2020-06-25 20 e020006 e020006 10.20396/liames.v20i0.8656822 Razões contidas nas narrativas orais tradicionais dos Kariña, Pemon e Ye'kwana https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8659186 <p>Este estudo aborda três povos da família Caribe do Norte, especificamente Kari'ña, Pemon e Ye'kwana, todos localizados dentro dos limites territoriais da Venezuela. Sobre esses povos, englobados como um todo - sob um âmbito etnolinguístico - tem-se realizado a indexação dos elementos lexicais identificadores dos 'motivos' (<em>Motif-Index of Folk-Literature</em>, Stith Thompson, 1950-1958) contidos nas narrativas orais utilizadas por esses povos originários para processar suas tradições de uma geração para outra. Thompson (1946, p. 415; 1950-1955, p. 1137) define 'motivo' como "o menor elemento de uma narrativa que tem o poder de persistir na tradição". O índice de motivos resultante, ou IM, é derivado de 8 narrativas, rotulados arquivos-texto 1 a 8: 2 deles correspondentes aos Kari'ña, 2 aos pemon e 4 aos ye'kwana. Nos 8 arquivos-texto, 31 motivos foram indexados com referência a entidades humanas e não humanas, com traços físicos e comportamentos fantásticos, principalmente imaginários. Tam´bém foram incluídos motivos que aludem a atividade realizadas por esses seres, para os quais são necessárias habilidades e instrumentos que não estão disponíveis para pessoas comuns. Os motivos indexados foram apresentados tanto contextualizados quanto em matrizes separadas e cujos descritores se encaixam em tipos e subtipos definidos por Thompson (op.cit); Valory (1967) e Wilbert (1979,1975). As narrativas utilizadas foram coletadas pelo autor em Kari'ña, Pemon e Ye'kwana, e transcritas por ele mesmo como parte de sua pesquisa sobre a morfossintaxe dessas línguas. Contudo, para este estudo em particular, o autor baseou-se em segmentos das traduções em espanhol dessas narrações publicadas anteriormente por Civrieux (1970, 1976); Armellada e Bentivenga (1980); Guevara (2011); Armellada (1973) e Arreaza Adam (2005). O IM constituído forneceu dados para uma primeira tentativa&nbsp; adicional à caracterização etnocultural desses povos Caribe do Norte.</p> Andrés Romero-Figueroa Copyright (c) 2020-07-14 2020-07-14 20 e020008 e020008 10.20396/liames.v20i0.8659186 Repensando os sufixos direcionais do aimará e outras línguas nativas da América do Sul https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8659983 <p>Com base na teoria de Talmy, sobre categorias semânticas em eventos de movimento, o conceito de sufixos direcionais foi delimitado em vinte e seis línguas andinas e amazônicas. Portanto, verificou-se que os sufixos direcionais são morfemas que codificam a categoria semântica de “trajetória” em verbos de movimento. A partir do Aimará, que registra uma grande variedade de sufixos direcionais, verificou-se que várias línguas da região também usam esses sufixos incorporados nas caixas pré-flexionadas da estrutura verbal. A presença deles em uma língua não depende de fatores geográficos, pois são encontrados até nas planícies de Vaupés (Wanano) e Purús (Jarawara); enquanto no moderno Quíchua e Chipaya, apesar de serem línguas das terras altas, como o Aimará, os sufixos direcionais não são mantidos e tendem a expirar. Por outro lado, o exame comparativo da presença de sufixos direcionais, entre as vinte e seis línguas estudadas, indica como eles evoluíram ao longo do tempo; em um caso, como eles se tornam sufixos e, em outro, como eles se extinguem e deixam vestígios em sufixos de aspecto ou como um segmento fossilizado em uma raiz.</p> Erik Cajavilca Veramendi Roslyn Cajas Ascanoa Copyright (c) 2020 Erik Cajavilca Veramendi, Roslyn Cajas Ascanoa 2020-09-01 2020-09-01 20 e020009 e020009 10.20396/liames.v20i0.8659983 Arte verbal como heurística para análises semânticas https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8660368 <p>O Aimará é uma língua que é falada principalmente no Peru e na Bolívia. Até o momento, relativamente pouco foi documentado sobre a arte verbal aimará. Nesse sentido, analisamos uma canção tradicional gravada no altiplano peruano. Oferecemos uma análise musical e linguística da estrutura poética não prosódica da canção. Fornecemos detalhes sobre as figuras retóricas / literárias utilizadas para a produção / formação dos versos: a) o verso octossilábico, b) o homeoteleuton (este último é uma figura retórica que consiste na semelhança no final das palavras finais dos versos) e c) as características melódicas e rítmicas. Também delineamos as estratégias sintáticas, morfológicas e semânticas utilizadas/usadas/presentes na formação dos pares semânticos. Isto revela categorias semânticas que não seriam evidentes / não se manifestariam em uma análise linguística tradicional. Além disso, a análise musical confirma as observações de trabalhos anteriores sobre a percepção equivocada de uma anacruse musical. Concluímos que análises rigorosas e científicas da arte verbal requerem considerar a construção de significados por meio da prática e do diálogo.</p> Matt Coler Patrice Guyot Edwin Banegas-Flores Copyright (c) 2020 Matt Coler, Patrice Guyot, Edwin Banegas-Flores https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-02 2020-10-02 20 e020011 e020011 10.20396/liames.v20i0.8660368 Experiências brasileiras em revitalização de línguas indígenas https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8661583 <p>Organizada por Wilmar D'´Angelis e Domingos Nobre, a obra é um&nbsp; relato&nbsp; do que se tem aprendido com as experiências em ações de revitalização de línguas indígenas no Brasil e apresenta quais são os grandes problemas enfrentados na prática, por todos os que participam dessa realidade: primeiramente as comunidades indígenas, e junto com elas, as ONG´s, as Instituições governamentais e as universidades.</p> Odair Vedovato Júnior Copyright (c) 2020 Odair Vedovato Júnior https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-10 2020-11-10 20 e020013 e020013 10.20396/liames.v20i0.8661583 Manual de etnobotânica https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8660052 <p>Trata-se de uma resenha de um Manual de etnobotânica recém-lançado, em português, baniwa e tukano. É discutida a abordagem proposta, à luz da Terminologia etnográfica, portanto, focada nos Estudos do Léxico de línguas ameríndias.</p> Juliana Nazatto Mondini Cristina Martins Fargetti Copyright (c) 2020-06-30 2020-06-30 20 e020007 e020007 10.20396/liames.v20i0.8660052 O contato warao-espanhol https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8661196 <p>Em uma recente publicação, “<em>El contacto warao-español. Consideraciones sobre el proceso de aculturación léxica de la lengua nativa del delta del Orinoco</em>”, Andrés Romero-Figueroa apresenta um estudo no âmbito sociolinguístico dos processos do contato linguístico e da aculturação lexical entre o Warao e o espanhol. O Warao e uma língua falada por uma população originária que ocupa uma vasta extensão da região delta do rio Orenoco, Nordeste da República Bolivariana de Venezuela e norte das guianas ocidentais, enquanto o espanhol é o idioma oficial da nação venezuelana. O estudo do autor mostra o impacto assimétrico de mudanças lexicais exercidas na respectiva língua indígena e as principais estratégias linguísticas implementadas pelos falantes warao na adaptação de conceitos alheios à cultura autóctone que foram introduzidos desde o período da chegada espanhola a esta parte do continente americano.</p> <p>&nbsp;</p> Angel Corbera Mori Camille Cardoso Miranda Copyright (c) 2020 Angel Corbera Mori; Camille Cardoso Miranda (Resenhista) https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-09-15 2020-09-15 20 e020010 e020010 10.20396/liames.v20i0.8661196 Panorama dos estudos linguísticos no Tumucumaque https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8660797 <p>Tumucumaque é nome que refere duas áreas geográficas ao norte do Brasil, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e o Parque Indígena do Tumucumaque. O Parque Indígena do Tumucumaque, segundo o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPÉ), “...é constituído pelas Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Paru D’Este, situadas, em sua maior parte, no Estado do Pará, e em uma pequena faixa no Estado do Amapá”. Juntas, as Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Paru D’Este, segundo o IEPÉ, formam o Complexo do Tumucumaque; lar das populações indígenas falantes das línguas Karíb: Apalai, Kaxuyana, Tiriyó, Wayana e Xikiyana. Nesse contexto, a língua Xikiyana possui um pequeno grupo de falantes; adicione-se a língua Akurió lembrada por pequeno grupo que vive atualmente entre populações Tiriyó. Essas populações e línguas geram contextos multilíngues ricos de possibilidades de estudos linguísticos. Assim, o objetivo do presente texto consiste em apresentar um panorama dos estudos linguísticos realizados acerca das línguas do Tumucumaque; com isso, chamar a atenção para sua natureza multilíngue, bem como sistematizar informações (linguísticas) disponíveis sobre as mesmas línguas. Com o conjunto de objetivos, interessa-nos, ao final projetar distintas direções relacionadas a possibilidades de estudos linguísticos dessa área.</p> <p> </p> Antonio Almir Silva Gomes Iohana Victoria Barbosa Ferreira Copyright (c) 2020 Antonio Almir Silva Gomes, Iohana Victoria Barbosa Ferreira https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-01 2020-12-01 20 e020016 e020016 10.20396/liames.v20i0.8660797 Reconhecimento aos pareceristas pares -LIAMES vol. 20, 2020 https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/liames/article/view/8663679 <p>Apresentamos a lista alfabética dos nomes e instituições dos avaliadores pares cegos que colaboraram com a <em>Revista Línguas Indígenas Americanas</em> (<em>LIAMES</em>), volume 20, avaliando artigos submetidos no transcurso do ano de 2020. A Comissão Editorial agradece a todos pelo empenho em fazer da <em>LIAMES</em> uma revista de alta qualidade acadêmica.</p> Angel Corbera Mori Copyright (c) 2020 Angel Corbera Mori https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-21 2020-12-21 20 e020018 e020018 10.20396/liames.v20i0.8663679