https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/issue/feed Línguas e Instrumentos Línguísticos 2022-12-16T12:28:14+00:00 Editora: Greciely Cristina da Costa contato@revistalinguas.com Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A revista Línguas e Instrumentos Linguísticos tem como objetivo publicar textos que reflitam sobre a linguagem, sobre o funcionamento linguístico em geral, sobre as tecnologias da linguagem e sobre a história das ideias, dos conceitos e métodos dos estudos sobre a linguagem. Na realização deste objetivo este periódico tem, com continuidade e regularidade, publicado artigos das diversas áreas das ciências da linguagem e de autores das mais diversas universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior.<br /><strong>Qualis</strong>: B1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Linguística, Letras e Artes<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 1998<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2674-7375<br /><strong>Título abreviado</strong>: Líng. Instrum. Linguist.<br /><strong>E-mail</strong>: contato@revistalinguas.com<br /><strong>Unidade</strong>: LABEURB<br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC-SA" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671230 Povos originários 2022-12-16T12:27:47+00:00 Tania Conceição Clemente de Souza taniacclemente@gmail.com <p>O trabalho tem como objetivo discutir as formas como as línguas originárias vêm sendo silenciadas, e, por consequência, muitos são os direitos negados aos povos indígenas, quando critérios oficiais de identificação atrelam o sujeito ao domínio de uma língua nativa. Muitos são os fatores que contribuem ao silenciamento: a classificação por especialistas das línguas originárias; a análise in vitro dessas línguas, quando se apaga, ou se incompreende sua materialidade enquanto línguas de oralidade e as transformam em “línguas metálicas”. Buscamos, por fim, entender o funcionamento da língua do direito e a negação do direito à língua. A partir da Análise de Discurso, adotamos como principais pressupostos a noção de formas do silêncio (ORLANDI, 1992), a noção da língua de Marte (GADET e PÊCHEUX, 2002) e a constituição da forma-sujeito e o conceito de identidade etno-discursiva (SOUZA, 2020).</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671256 Dicionário, silêncio e história 2022-12-16T12:27:45+00:00 José Horta Nunes johnunes@unicamp.br <p>Neste trabalho visamos compreender a relação do dicionário com o silêncio e a história. Com base nas concepções de E. Orlandi, de uma perspectiva discursiva, tratamos de<span class="Apple-converted-space"> </span>formas de silêncio ligadas ao processo de dicionarização no Brasil. Atentamos para a distinção entre silêncio constitutivo e silêncio local, para a relação entre palavra e silêncio, a completude/incompletude do discurso e a intertextualidade e interdiscursividade. Considerando trabalhos anteriores e novos materiais, abordamos verbetes de dicionários ligados a diferentes condições de produção. Por fim, refletimos sobre como a noção de silêncio contribui para os estudos discursivos dos dicionários.</p> <p> </p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/42-53 A tradução militante feminista e o silêncio 2022-12-16T12:28:14+00:00 Solange Mittmann sol.discurso@gmail.com <p>O objeto deste artigo é o processo tradutório de militância feminista. Mobilizando alguns princípios abordados por Orlandi na obra As formas do silêncio, inicialmente, acentuo o lugar do silêncio como constitutivo do processo tradutório, defendendo que o silêncio é o que produz tanto a demanda como a possibilidade de produção do discurso da tradução. Em seguida, faço referência à atuação de tradutoras na militância feminista, que fazem falar e tornam acessível a outras leitoras o que é silenciado pelo patriarcado. Finalmente, analiso paratextos de traduções de obras feministas, observando tanto movimentos de circunscrição de sentidos, como de acolhimento da diversidade, movimentos tornados possíveis pelo silêncio.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671139 Silenciamento e línguas de sinais 2022-12-16T12:28:08+00:00 Elcio Aloisio Fragoso elciofragoso@unir.br Angela Corrêa Ferreira Baalbaki angelabaalbaki@hotmail.com <p>O artigo pretende discutir a produção de conhecimento sobre as línguas de sinais e o silenciamento imposto a essas línguas em dada historicidade. Em perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso materialista, o segundo Congresso Internacional de Educação de Surdos, realizado em Milão (1880), considerado um acontecimento discursivo, é tomado como um ponto de virada para (re)tomar o debate entre línguas cuja materialidade se dá de forma distinta.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671178 Redes sociais, autoria e silêncio 2022-12-16T12:28:05+00:00 Solange Gallo solangeledagallo@gmail.com Vitor Pequeno pequenovitor@gamil.com <p style="font-weight: 400;">Este artigo é uma homenagem à obra tão profícua de Eni Orlandi, AS FORMAS DO SILÊNCIO. Fazemos, aqui, uma aproximação da noção de silenciamento à noção de autoria. Tomamos a materialidade digital como ponto de ancoragem desta reflexão. Para abordar consistentemente os discursos de escritoralidade, discursos estes que são forjados em espaços enunciativos informatizados, partimos da noção de discursos de escrita, processos de normatização e midiatização e arquivo digital, anteriormente desenvolvidos. Nossas conclusões dizem respeito à injunção da subjetividade contemporânea a novas formas de produção do arquivo e da autoria e, o que nos levou a compreender novas formas de silenciamento.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671091 Ler o silêncio entre franjas e frestas 2022-12-16T12:28:11+00:00 Eduardo Alves Rodrigues eduardoar76@gmail.com Cármen Agustini carmen.agustini@ufu.br <p>Realizamos, neste trabalho, uma experimentação teórico-metodológica da relação entre os conceitos de leitura e silêncio, a partir de uma perspectiva discursiva, tal como delineada nos trabalhos de Eni Orlandi, em sua filiação à teoria do discurso de M. Pêcheux. Por meio de certa variedade de objetos expostos à leitura, nosso objetivo é dar lugar, no ensino, à produção da leitura discursiva, o que, de nosso ponto de vista, requer a consideração do fundamento segundo o qual, para se compreender como determinado objeto simbólico significa, é preciso apreender o movimento constitutivo entre silêncio, sentido e linguagem. É com esse gesto crítico de leitura e de experimentação que celebramos os 30 anos de publicação d'As formas do silêncio, nosso modo de, no e pelo afeto, na e pela teoria, homenagearmos o trabalho autoral consistente, realizado a partir de um olhar fino e significativo com a linguagem, com a significação e com o silêncio, materializado nessa obra.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671405 Sobre o silêncio e a(s) língua(s) 2022-12-16T12:27:39+00:00 Fabiele Stockmans De Nardi fabiele.snardi@ufpe.br <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho se faz a partir de uma releitura das teorizações de Orlandi ([1992]1997) sobre o silêncio e a palavra em diálogo com as formulações sobre língua pelo viés da AD. Trata-se de um gesto de leitura acerca dos modos de dizer o silêncio e suas formas de estar presente tal como nos propõe Orlandi ([1992]1997), por meio do qual se busca formular questões sobre as línguas e, em especial, sobre as práticas educativas no campo das línguas e o que sobre elas se pode dizer ao pensar o silêncio.</span></p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671417 O silêncio, Miró e um rio 2022-12-16T12:27:33+00:00 Bethania Mariani bmariani@id.uff.br <p>O artigo em tela visa tecer algumas reflexões sobre a noção de silêncio fundador, tal como formulado por Eni Orlandi, em 1992, com o livro As formas do silêncio no movimento dos sentidos. Para tanto, para levar adiante tais reflexões, mobilizamos como material de análise uma tela pintada por Juán Miró, intitulada Paisagem, o conto A terceira margem do rio, escrito por Guimarães Rosa. </p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671474 La experiencia estética del silencio en la poesía de Dulce María Loynaz 2022-12-16T12:27:24+00:00 Ana Iris Díaz Martínez anairis@uclv.edu.cu <p>El presente artículo tiene como objetivo la determinación de las variantes fundamentales del silencio como experiencia estética en la obra de una de las más grandes poetisas de la historia literaria cubana: Dulce María Loynaz del Castillo (1902-1997). Desde su raigal intimismo y originalidad creativa, se analiza aquí el abordaje estético del tópico del silencio en su relación con otros como la soledad, la nostalgia, lo inefable, la desolación y la muerte. También se trabajan algunos ardides expresivos sugeridores del silencio significativo que acompaña a su textos poéticos.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671418 Brasilidade, encantaria e resistência 2022-12-16T12:27:30+00:00 Glória França gloria.franca@ufma.br Tyara Veriato Chaves tyaraveriatoc@gmail.com <p>Fundamentando nosso olhar desde uma perspectiva discursiva que interseccione/questione discursos sustentados na colonialidade, parece-nos incontornável o conceito de <em>silêncio </em>elaborado por Orlandi (1992) para compor uma reflexão que busque os movimentos de dominação e as práticas de resistência em torno da brasilidade. Assim, colocamos a noção de <em>silêncio</em> na encruzilhada teórico-política que busca caminhos possíveis diante das marcas da colonialidade (Simas, 2019; Gonzalez [1984] 2020; Mbembe [2013] 2018). Tal gesto parece abrir os caminhos para sentidos cujas formas apontam tanto para as práticas coloniais/contemporâneas de violência, silenciamento e esquecimento, como para movimentos-outros que passam pelo encanto das cantorias, das giras, dos corpos dançantes, das brincadeiras, dos tambores, de uma brasilidade que fala em outro tom.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671186 História, silêncio e condições interdiscursivas da produção do discurso 2022-12-16T12:28:00+00:00 Rodrigo Fonseca rodrigoroflin@gmail.com <p>No presente artigo apresento a importância e o lugar do silêncio no trabalho do historiador com o arquivo e, para isso, traço um panorama das principais questões e operações desse trabalho e sublinho alguns problemas e soluções referentes à noção de condições de produção dos discursos (sobre a qual existe uma expectativa de que ela representa certa ancoragem dos discursos na história). Conclui-se que o levantamento e descrição da cena interlocutiva dos assédios, disputas e deslocamentos em torno do fazer sentido, o levantamento das condições interdiscursivas de produção do discurso, ganha estatura e estatuto explicativo com o apoio da dimensão espacial, reparável, relacional, contraditória, configuracional e exploratória do ofício do historiador, ponto forte do trabalho com o silêncio no fazer historiográfico.</p> <p> </p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671304 Política e crise econômica 2022-12-16T12:27:42+00:00 Helson Flávio da Silva Sobrinho helsonf@gmail.com <p>Este artigo tem duplo objetivo: 1) prestar uma homenagem a Eni Orlandi pela comemoração dos trinta anos do lançamento do livro “As formas do silêncio”; e 2) refletir, a partir da categoria silêncio, sobre o entrelaçamento do discurso político e econômico na sociedade capitalista em crise estrutural. O percurso do presente estudo foi, de início, retomar as categorias silêncio fundante e política do silêncio, para, em seguida, analisar as entrevistas, realizadas no Jornal Nacional, da TV Globo, dos dois candidatos mais cotados no primeiro turno das pesquisas para a presidência do Brasil em 2022: Lula e Bolsonaro. Como resultado, foi possível compreender nessas entrevistas o funcionamento da política do silêncio (silenciamento) sobre a crise estrutural do capital e seus efeitos de reprodução/transformação sobre o real sócio-histórico da formação social brasileira.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671211 Holocausto e silêncio em (dis)curso 2022-12-16T12:27:53+00:00 Maria Cleci Venturini mariacleciventurini@gmail.com <p>O Holocausto em (dis)curso engendra movimentos de sentidos pelo silêncio em sua relação com a incompletude da linguagem. A história e a memória do Holocausto não prescindem das palavras, as quais “são atravessadas de silêncio; elas produzem silêncio; o silêncio fala por elas; elas silenciam” (ORLANDI, 2002, p. 14). Assim, dizer Holocausto ou Shoah não é indiferente aos sentidos, tendo em conta que a designação de acontecimentos convoca, reorganiza e faz trabalhar domínios de memória (PÊCHEUX, 2002). A designação instaura redes de memória a partir de sujeitos interpelados pela ideologia e atravessados pelo inconsciente. Tais redes podem silenciar/encobrir/apagar ou presentificar/destacar parte da memória e da história, enfim, dar encaminhamentos para o que é dito e para o que é silenciado. Diante disso, perguntamos: como, nesse discurso, “o calar” e “o gritar” constituem efeitos de sentidos, enquanto (dis)curso, “a palavra em movimento?” (ORLANDI, 1999).</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671467 Las formas del silencio, la marcha del silencio 2022-12-16T12:27:27+00:00 Alma Bolón Pedretti abolon@vera.com.uy <p>A treinta años de publicado un análisis sobre las formas del silenciamiento de los D.D.H.H. en el discurso de la postdictadura uruguaya, se procura identificar e interpretar lo sucedido con este objeto durante el lapso transcurrido. Se identifican así continuidades fuertes, en particular la persistencia del par “víctima-verdugo”, al tiempo que se registran los nuevos formatos reivindicativos que los D.D.H.H. adquirieron. En ambos momentos, la reflexión de Eni P. Orlandi en torno al “silenciamiento” permite abrir el análisis más allá del concepto de “censura”.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671185 O silêncio constitutivo do posseiro 2022-12-16T12:28:02+00:00 Águeda Aparecida da Cruz Borges guidabcruz@hotmail.com <p>Este texto tem como objetivo materializar um gesto de interpretação em que busco dar corpo ao acontecimento histórico/discursivo do livro: As formas do silêncio no movimento dos sentidos, da pesquisadora Eni Orlandi, que completa 30 anos. Para alcançar o objetivo proposto, recorto o acontecimento da “classe” de posseiros, retomando e ampliando estudos que realizei durante o Mestrado, ao analisar jornais da década de 70, em plena ditadura militar, que publicaram a Carta Pastoral: Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social, de Dom Pedro Casaldáliga (In memorian). Esse bispo era filiado à Teologia da Libertação e radicado na prelazia de São Félix do Araguaia-MT. Ao final, afirmo que a palavra posseiro não designa uma classe de sujeitos nessa história, mas determina o seu lugar social. Assim, atendo ao Convite da prof.ª Freda Indursky me inscrevendo neste espaço de publicação especial.</p> <p><strong><em>Palavras-chave</em></strong><em>: Silêncio, Posseiros, Carta Pastoral, Terra, Jornais.</em></p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671216 O funcionamento da interlocução na comissão da verdade e no Escola Sem Partido 2022-12-16T12:27:50+00:00 Andréia da Silva Daltoé andreia.daltoe@unisul.br <p>30 anos de As formas do Silêncio ([1992] 2007) de Eni P. Orlandi e a oportunidade de escrever sobre a importância e a determinação desta obra nos estudos que fazemos em Análise de Discurso de linha materialista. Para tanto, recuperaremos nossa pesquisa sobre Comissão da Verdade e sobre projetos como o Escola Sem Partido para pensar o modo como a questão do silêncio foi fundamental até então e como, agora neste artigo, pode ser mobilizada para investigar o processo de interlocução que se estabelece na cena política brasileira em relação aos dois temas. Trata-se do desafio em problematizar as seguintes questões: de que funcionamento interlocutivo se trata quando o Estado se coloca como locutor e a quem este processo interpela/dirige-se? Que jogo de formações imaginárias regula tal relação entre A e B? Que posição os sujeitos envolvidos ocupam nas relações de poder que nos governam?</p> <p> </p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671190 As formas do silêncio na era da pós-verdade 2022-12-16T12:27:56+00:00 Carolina Fernandes carolinafernandes@unipampa.edu.br <p>Neste artigo, trato das formas do silêncio tais quais formuladas por Orlandi (2007) em notícias falsas e notícias que anulam a interlocução no debate político, o que designo por “pseudonotícias”. A questão da relativização do real na era da pós-verdade é discutida a partir da Análise de Discurso Materialista que mostra que o real é uma construção discursiva que produz a “impressão de realidade” (ORLANDI, 1996). Entretanto, ao observar o funcionamento do discurso bolsonarista através de produções do pseudojornalismo, compreendo que a produção do efeito de realidade difere da estratégia política de silenciamento e anulação do outro, o que impede o embate político na produção de sentidos.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671413 A cidade, os imigrantes e o silêncio 2022-12-16T12:27:36+00:00 Ana Maria Di Renzo arenzo@unemat.br <p>Este artigo versará sobre, em uma primeira consideração, a relação da cidade de Cuiabá/MT com os imigrantes, especialmente, haitianos e venezuelanos decorrente de catástrofes ambientais- o terremoto, e sócio-políticas-econômicas- crise política. Para tanto, tomarei o conceito de cidade e de silêncio tal como nos ensinou Orlandi em várias de suas obras, em especial, no livro “As formas do silêncio”, de 1992, vencedor do prêmio Jabuti. Ressalta-se que esta obra é parte de um volumoso trabalho da autora na consolidação da Análise de Discurso de linha materialista que se sustenta no entremeio de três grandes regiões do sentido: a linguística, a psicanálise e o materialismo histórico. Ao trazer à luz esta relação, o fazemos também considerando os estudos de Payer (1992) e do NEPO-Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó”, da Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP. A complexidade e heterogeneidade desses processos envolvem reflexões muito mais profundas sobre as migrações venezuelanas no Sul global, em especial, na fronteira norte, em particular, em estados como o de Mato Grosso, após a travessia para Roraima. Pretendemos dar visibilidade à forma como nos espaços citadinos de Cuiabá os imigrantes são significados e como esse processo passa a constituir a relação com o estrangeiro, o apatriado, o refugiado, enfim, na imensa gama de adjetivação que passam a qualificar essa convivência</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671483 As formas do silêncio, 30 anos 2022-12-16T12:27:22+00:00 Freda Indursky freda.indursky@gmail.com <p>Apresentação do número especial dedicado ao livro <em>As formas do silêncio</em>. No movimento dos sentidos, por ocasião de seus 30 anos de obra publicada.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos