https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/issue/feed MODOS: Revista de História da Arte 2022-09-23T17:02:54+00:00 Maria de Fátima Morethy Couto mfmcouto@iar.unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A revista <strong>MODOS</strong> é uma publicação especializada na área de Artes Visuais, especialmente dedicada a publicar textos que envolvam pesquisas voltadas para o campo da Teoria, Crítica e História da Arte. Enfatiza a produção artística, crítica e historiográfica dedicada às artes visuais em suas várias dimensões, dando ênfase aos lugares de exibição, à circulação, às coleções e às narrativas que instituem como percebemos, interpretamos e divulgamos a produção artística e o objeto de arte. <strong>MODOS</strong><em> es</em>tá vinculada a seis Programas de pós-graduação em Artes/Artes Visuais (UNICAMP, UFRJ, UnB, UFRGS, UFBA e UERJ). A revista aceita artigos, entrevistas e resenhas de exposições, bem como textos para dossiês temáticos, organizados por pesquisadores convidados pela Comissão Editorial ou pelos Editores.<br /><strong>Qualis: </strong>A1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Artes<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2017<br /><strong>ISSN</strong>: 2526-2963<br /><strong>Título abreviado</strong>: MODOS: Rev. Hist. Arte<br /><strong>E-mail</strong>: <a title="E-mail" href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/management/settings/context/mailto:mfmcouto@iar.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">mfmcouto@iar.unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="https://www.iar.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.24978<br /><a title="CC BY ND" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nd/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670955 Depende de quem olha 2022-09-23T17:01:25+00:00 Marize Malta marizemalta@eba.ufrj.br Maria de Fátima Morethy Couto mfmcouto@iar.unicamp.br Emerson Dionisio Gomes de Oliveira Oliveira revista.modos@gmail.com <p>A presente edição da Revista MODOS: Revista de História da Arte conta com dezesseis textos inéditos. Destacamos os artigos do dossiê <em>Independência ou Morte! Tradições e modernidades</em>, proposto pelos professores Aldrin de Moura Figueiredo, da Universidade Federal do Pará, e Paulo Knauss, da Universidade Federal Fluminense, que vêm adensar a discussão sobre dependências e independências, relações do passado com o presente, monumentalizações e ocultamentos, modernidades e tradições, voltadas às potências das imagens e materialidades da arte. </p> 2022-09-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marize Malta, Maria de Fátima Morethy Couto, Emerson Dionisio Gomes de Oliveira Oliveira https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670949 “Contar o tempo” 2022-09-07T16:10:43+00:00 Dária Jaremtchuk 1dariaj@usp.br <p>A mostra <em>Contar o tempo</em>, que ocorreu no Centro Maria Antônia da Universidade de São Paulo, reuniu trabalhos de arte que apresentam formas e materialidades diversas de percepção e apercepção do tempo. Partiu-se da ideia de que o tempo não é um fluxo contínuo, homogêneo e mensurável. Tampouco a experiência temporal pode ser considerada única, unidirecional e uniforme, pois as dimensões sociais, políticas, psicológicas e intelectuais interferem no que se compreende como tempo. A exposição procurou mostrar também a atuação da universidade pública na busca da produção e da circulação do conhecimento, demonstrando o papel e o comprometimento dessa instituição com as artes visuais, assim como com a sociedade. Desse modo, a reflexão que aqui se desenvolve apresenta os traços gerais dessa experiência e das obras expostas.</p> 2022-09-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Dária Jaremtchuk https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670174 Notas sobre a encruzilhada 2022-09-23T17:01:34+00:00 Iago Porfírio iagoporfiriojor@gmail.com <p>Este texto tem por objetivo traçar uma reflexão sobre a exposição <em>Encruzilhada</em>, com curadoria do artista visual baiano Ayrson Heráclito e de Daniel Rangel, realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), entre 18 de abril e 14 de agosto de 2022. Dedicada a Exu, a exposição nos oferece um percurso pelas encruzilhadas desse orixá, mensageiro entre o céu e a terra, e pela ancestralidade e imagens negro-africanas. O caminho argumentativo do texto baseou-se na visita à exposição, no catálogo da mostra e no diálogo com pesquisadores para uma leitura crítica acerca da potência política e fabulativa da imagem e de obras artísticas. Para tratar do trânsito exuístico entre mundos que a exposição convoca a participar, proponho uma reflexão acerca do modo como opera a noção de “encruzilhada-das-imagens”, que, tal como Exu, oscila entre a regra e o desvio, no diálogo com o regime estético e político da arte e sua forma inventiva de constituir cenas de dissenso e de “contra-história”.</p> 2022-09-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Iago Porfírio https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670926 Apresentação 2022-09-23T17:01:40+00:00 Aldrin Moura de Figueiredo 1figueiredoaldrin@gmail.com Paulo Knauss PauloKnauss098@gmail.com <p>Tomando como ponto de partida as diferentes narrativas sobre a efeméride do bicentenário da Independência do Brasil (1822), em conexão com outros marcos históricos relacionados ao longo do tempo, como por exemplo os debates em torno da Semana de Arte Moderna, em 1922, este dossiê busca apresentar diferentes histórias conectadas e cruzadas, em distintas escalas de leitura temporal e espacial, acerca da tradição e da modernidade no Brasil. Assunto prolixo, porém inesgotável, o evento histórico é tratado aqui como uma janela para a compreensão das relações entre passado e presente no campo da arte.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Aldrin Moura de Aldrin, Paulo Knauss https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668874 O monumento do “guerreiro guarani” 2022-09-23T17:01:49+00:00 Francislei Lima da Silva francislei.lima@gmail.com <p>No dia 22 de abril de 1825, no quarto ano da Independência e do Império, o povoado de Conceição do Serro (Mato Dentro), Minas Gerais, inaugurou o chafariz coroado pela escultura de um indígena – “gênio do Brasil”. Tal monumento da água transformava o aspecto da praça pública daquele povoado ao reforçar e inserir no imaginário local a sua adesão ao jovem Império que se conformava a partir da Independência política em 1822. A presença do indígena alegorizado em gestos triunfantes e que enaltecia determinadas virtudes cívicas coexistia com as tensões e a violência imposta aos nativos que habitavam os campos de cerrado que davam nome àquele lugar. Entre os festejos da Independência e da adesão a d. Pedro enquanto monarca legítimo, os povos originários representavam um desafio a ser superado para a expansão do projeto “civilizador” imposto sobre aqueles que deveriam se submeter ao imperador. É preciso, portanto, perscrutarmos com maior cuidado aquela figura do indígena idealizado, alçado à símbolo da nação, feito de pedra adornada de plumas, brincos, colar e manto; um nativo imaginado tal qual o fora o Brasil que se conformava naquele momento, em meio a tantas guerras e disputas simbólicas sobre a antiga colônia que se fazia independente.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Francislei Lima da Silva https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668832 “Joana Angélica ou a mártir da independência” 2022-09-23T17:02:25+00:00 Nathan Gomes nathangomes@outlook.com <p>Entre 1885 e 1887, Antônio Firmino Monteiro pintou no seu ateliê parisiense "Joana Angélica ou a mártir da Independência", que foi apresentada tão logo retornou ao Brasil, em exposições no Rio de Janeiro e em Salvador. O artigo examina aspectos relativos aos contextos de produção, circulação, recepção crítica e aquisição da tela. O trabalho também analisa a escolha do tema do martírio cívico, visando a entender como Firmino Monteiro articulou um programa iconográfico ligado aos temas históricos enquanto manuseava códigos-chave da cultura visual cristã. A pesquisa busca ainda compreender como a representação da morte da heroína da Independência do Brasil na Bahia se inseria no projeto de afirmação de Firmino Monteiro enquanto um pintor de história no final do século XIX. Por fim, faz alguns apontamentos acerca da recepção dessa imagem de Joana Angélica no contexto do culto cívico-religioso dedicado a ela na Bahia.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Nathan Gomes https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668695 Este granito 2022-09-23T17:02:33+00:00 Eduardo Augusto Costa eduardocosta@usp.br <p>Este artigo centra sua reflexão em torno do conceito de “materialidade”, compreendendo-o como estratégia singular para a revisão historiográfica, no âmbito da história da arte. Parte-se das críticas e dos debates contemporâneos relativos às remoções de monumentos públicos, onde se toma o Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret como obra singular para se problematizar a questão. Neste sentido, revisita-se o debate público e suas estratégias de veiculação, para, assim, reconhecer que o granito - a matéria que conforma o monumento - pode ser lido como uma manifestação que carrega em si uma importante possibilidade de revisão historiográfica.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Eduardo Augusto Costa https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668870 Quantos "modernismos" cabem numa modernidade? 2022-09-23T17:01:52+00:00 Afonso Medeiros 1saburo@uol.com.br <p>Nas intenções deste breve texto, que pretende sublinhar algumas das concepções de moderno visíveis no recente debate sobre os modernismos, configura-se a hipótese de que alguns modernismos do início do século XX, inclusive aqueles aludidos pelo Manifesto Antropófago, fundam suas raízes numa anacronia identitária que atravessa a própria figuração da modernidade euro-ocidental desde o século XVI. Consequentemente, o presente (nos dois sentidos) do modernismo brasileiro seria uma tomada de consciência sobre nosso ser antropofágico, então considerado como herança indígena. Esse ser/estar modernista naquele presente teve, como veremos, um caráter tanto histórico quanto filosófico e estético, o que nos autorizaria a tentativa de compreender a modernidade do outro (europeu) a partir das entranhas da (anti)colonialidade de si. Para tanto, recorre-se a autores que teorizaram o moderno, tais como Oswald de Andrade, Benedito Nunes, Philadelpho Menezes e Philippe Dagen, dentre outros.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Afonso Medeiros https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668769 Fechamentos e aberturas da memória e da identidade nacional a partir de o Brasil, de Jaime Lauriano 2022-09-23T17:02:29+00:00 Fernanda Albertoni fernanda.albertoni@gmail.com <p>Neste artigo analisamos como o vídeo <em>O Brasil</em> (2014), de Jaime Lauriano, usa material de arquivo de propagandas produzidas pela ditadura militar no país entre 1969 e 1976 de forma a investigar a construção de um discurso sobre a identidade nacional que sugere uma compulsória união e uma multietnicidade uníssona. Examinando como questões que emergem de <em>O Brasil</em> se relacionam a uma amnésia estrutural do país, evidencia-se a dialética entre lembrança e esquecimento em jogo na construção de uma narrativa nacional – narrativa esta que perpassa e molda diferentes momentos do passado e projeções futuras. A investigação aponta como tal intervenção artística tensiona arquivos e abre memórias em suas multidirecionalidades interrompidas. </p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fernanda Albertoni https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668865 "Trapioca", de Emmanuel Nassar 2022-09-23T17:02:21+00:00 Mateus Carvalho Nunes mateusnunes@campus.ul.pt Agnaldo Farias agnaldofarias@usp.br <p>O trabalho busca apresentar as matrizes artísticas híbridas e as circulações de imagens de diversas tradições materializadas no trabalho de Emmanuel Nassar (n. 1949), sobretudo na série Trapioca, feita em 2021. Pretende refletir sobre como as noções de modernidade podem ser lidas em complexos cenários periféricos, como no Brasil e na Amazônia, estabelecendo sistemas visuais e estéticos que misturam operações e imagens estrangeiras com características e princípios locais. Essa reflexão é motivada pela insurgente revisão historiográfica sobre os impactos do modernismo no panorama das artes no Brasil e na heterogeneidade da produção brasileira, especialmente fora dos principais núcleos de discussão já consagrados.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Mateus Carvalho Nunes, Agnaldo Farias https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670861 A hidra do Iguaçu 2022-09-23T17:01:31+00:00 Cristiana Miranda cmiranda18_@gmail.com <p>A partir de uma experiência cinematográfica desenvolvida pela própria autora, por meio do resgate de memórias em cidades coloniais, reflete-se sobre o processo poético de buscar as linhas escondidas por trás das narrativas oficiais, valendo-se de um percurso etnográfico que redesenha um triângulo colonial imaginado.</p> 2022-09-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Cristiana Miranda https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668470 Ensaios por uma curadoria ao avesso 2022-09-23T17:02:54+00:00 Jessica Gogan jgogan1@ufjr.br <p>A obra de Lygia Clark – abertura ao outro, dissolução do artista, ênfase na imanência do ato, práticas híbridas e fronteiriças entre arte e clínica – continua a desafiar a instituição de arte no século 21 e os conceitos de arquivo e de curadoria e suas possíveis alternativas. Ao tecer alguns fios investigativos com o seu legado, este artigo propõe um caminhando “com” sua obra e prática, trazendo questões de reencenação, outras historiografias e o uso de sua arte como dispositivo clínico no mundo. Uma peneirada dentre muitas possibilidades de sua radicalidade para o presente. Ensaios por uma curadoria ao avesso na busca de uma outra institucionalidade, alicerçada na práxis, mais do que em edifícios, exposições e acervos.</p> 2022-05-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Jessica Gogan https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8668646 Abstracionismo na produção áudio-visual 2022-09-23T17:02:38+00:00 Antenor Ferreira Corrêa antenorferreira@yahoo.com.br <p>O objetivo neste texto é refletir sobre o abstracionismo na criação áudio-visual. Identifica-se que o abstracionismo já recebeu considerável atenção dos estudiosos da pintura; porém, o assunto apresenta-se quantitativamente pouco explorado ao considerar a produção áudio-visual. Inicialmente, apresento uma revisão conceitual da própria noção de abstracionismo, tendo por base distintas compreensões que o termo obteve desde o início do século XX. A seguir, analiso algumas obras áudio-visuais com intuito de fundamentar a discussão poética e estética sobre a participação das concepções abstratas nesse domínio artístico. À guisa de conclusão, verifica-se a ampliação conceitual da noção mesma de abstracionismo, atingida por distintas estratégias técnicas e poéticas do áudio-visual abstrato, bem como a possibilidade do engendramento de uma distinta forma de percepção para essas obras.</p> 2022-09-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Antenor Ferreira Corrêa https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670317 Culturalidades brasileiras 2022-09-23T17:02:36+00:00 Marcele Linhares Viana marcelelinhares@gmail.com <p>O artigo apresenta e analisa as obras expostas na Seção de Artes Decorativas/Artes Aplicadas dos Salões Nacionais de Belas Artes nas décadas de 1930 e 1940, no Rio de Janeiro. A partir da análise dos catálogos e das obras, investigamos a relação entre temáticas, tipologias e seu diálogo com o ensino de arte decorativa da Escola Nacional de Belas Artes nos anos que precederam a criação do curso universitário de Arte Decorativa, inaugurado em 1948. A temática nacional, inicialmente apresentada por trabalhos inspirados na arte indígena e na estilização da flora e fauna locais, gradativamente dá espaço para uma arte decorativa com temas étnicos e culturais.</p> 2022-09-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marcele Linhares Viana https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670659 Para divertir paixões caseiras 2022-09-23T17:01:46+00:00 Sílvia Guimarães Borges silviagborges@gmail.com <p>Este artigo propõe uma leitura crítica da tese <em>Para divertir paixões caseiras: azulejaria portuguesa do Convento de São Francisco, Salvador/ BA,</em> defendida no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais/ Escola de Belas Artes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro. Apresenta análises dos painéis azulejares e avalia o resultado do processo de pesquisa, identificando motivações analíticas e raízes teóricas.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Sílvia Guimarães Borges https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670987 O ardente, mágico e popular barroco brasileiro 2022-09-23T17:01:37+00:00 Emerson Dionisio Gomes de Oliveira revista.modos@gmail.com <p>O presente artigo investiga a intepretação proposta por Emanoel Araújo para o fenômeno cultural do barroco na curadoria da exposição <em>Barroco Ardente e Sincrético – Luso-Afro-Brasileiro</em>, no Museu Afro Brasil, entre agosto de 2017 e março do ano seguinte. Busca-se compreender como a exposição apresenta o barroco e se relaciona com os temas da arte e da cultura popular. Para tanto, procuramos apresentar as premissas básicas de constituição da mostra, os atravessamentos expológicos e a dinâmica temporal que ela buscou apresentar. Nessa direção, avaliaremos sua relação com outras mostras curadas por Araújo e que antecederam algumas das escolhas operadas para a interpretação da arte colonial brasileira.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Emerson Dionisio Gomes de Oliveira https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670725 Arte popular, artesanato, gênero e relações raciais 2022-09-23T17:01:42+00:00 Jancileide Souza dos Santos 1jancysowzer@gmail.com <p>Este artigo é fruto de uma reflexão produzida em minha tese de doutorado em Artes Visuais e tem o propósito de pensar os sentidos e significados dos conceitos de artesanato e arte popular. A partir de uma pesquisa realizada com mulheres ceramistas do povoado de Passagem, zona rural do município de Barra (Oeste baiano), e da análise da situação social, racial e econômica dos sujeitos que produzem essa arte, examinarei as interconexões entre gênero, raça, classe social e território como um dado importante para compreender a marginalização dessa produção e sua definição como não arte pelos sistemas das artes. Neste processo de tensões e contradições, e com base na constatação de que as chamadas artes populares e o artesanato são produzidos em grande medida por mulheres, não devemos perder de vista as situações de exclusão e de desvalorização do papel das mulheres negras, indígenas e afro-indígenas, especialmente as artesãs, no sistema das artes visuais.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Jancileide Souza dos Santos