https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/issue/feedPARC Pesquisa em Arquitetura e Construção2019-08-07T14:15:34+00:00Regina Coeli Ruschelparc@fec.unicamp.brOpen Journal Systems<p><img src="/ojs//public/site/images/cmrodrigues/ParcCapa_-_306x449_Miniatura.png" alt=""><br><strong>Escopo</strong>:<strong> </strong>A revista eletrônica <strong>PARC</strong> Pesquisa em Arquitetura e Construção - vinculada ao Departamento de Arquitetura e Construção da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP, tem como objetivo colaborar com a divulgação de pesquisas acadêmicas relacionadas à arquitetura e urbanismo contemporâneos, à construção e à integração destas áreas. Atua prioritariamente nas seguintes áreas: métodos de projeto, teoria da arquitetura e tecnologia da construção. Seu conselho editorial e comitê científico internacional procuram assegurar qualidade às irrestritas possibilidades de discussões acadêmicas nas atuais formas da disciplina. Desse modo, a revista pretende contribuir para ampliar o repertório teórico e científico capaz de auxiliar arquitetos, urbanistas e engenheiros civis em suas atuações profissionais ou acadêmicas.<br><strong>Qualis</strong>:B1 <br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Sociais Aplicadas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 2006<br><strong>E-ISSN</strong>: 1980-6809<br><strong>Título abreviado</strong>: PARC Pesq. em Arquit. e Constr.<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:%70%61%72%63@%66%65%63.%75%6e%69%63%61%6d%70.%62%72">parc@fec.unicamp.br</a> <br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.fec.unicamp.br/itf/index_1.php?secaoGeral=25" target="_blank" rel="noopener">FEC</a><br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396</p>https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8651586A interação de usuários em espaços livres: simulações com agentes autônomos2019-04-27T05:57:53+00:00Carlos Eduardo Verzola Vazcevv00@gmail.comJoão Pedro Schneiderjoaopedrosndr@gmail.comMarcus Vinícius da Silvamarcusvinicdasilva@gmail.comRenata Nunes Brochi Rodriguesrenata.brochi@gmail.comArthur Stofellastofella42@gmail.com<p class="PARCResumo">O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa que busca desenvolver simulações para auxiliar arquitetos e urbanistas a planejar intervenções em espaços livres. Este documento contém os métodos utilizados para coletar dados de dinâmica do usuário em espaços abertos e fechados, os padrões observados durante o processo de coleta de dados e um protótipo de uma simulação implementada usando uma biblioteca de agentes autônomos no ambiente de desenvolvimento <em>Processing</em>. Durante a pesquisa são estudadas as dinâmicas humanas em átrios de edifícios de sala de aula e nos espaços livres próximos ao Restaurante Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. As simulações, inicialmente desenvolvidas em duas dimensões, possibilitam modificar a dinâmica dos agentes pela inserção de novos objetos em um cenário inicial e pela alteração de parâmetros ambientais, tais como, temperatura umidade, ou situações de céu coberto ou encoberto. A simulação apresentada neste trabalho foca na formação de diferentes grupos de pessoas, o fluxo espacial do usuário e o comportamento em relação a outros objetos presentes em um espaço livre, tais como árvores e bancos. Os resultados desta pesquisa nos ajudarão a desenvolver ferramentas para prever como os padrões de comportamento humano em espaços livres e ajudar estudantes a desenvolver uma compreensão de como pequenas intervenções podem mudar a dinâmica de um lugar.</p>2019-01-25T09:23:43+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652312Mapa dos desejos locais como uma ferramenta para promoção do diálogo e do desenvolvimento de cidades saudáveis2019-05-28T19:01:07+00:00Ana Maria Girotti Sperandioamgspera@uol.com.brMurilo Urssi Malek-Zadehmurilourssi@gmail.comJoão Luiz de Souza Arêasarq.areas@gmail.comLauro Luiz Francisco Filhollfilho@fec.unicamp.br<p class="PARCAbstract">O desenvolvimento de cidades saudáveis necessita da governança intersetorial. Entretanto, em cidades com poucos recursos, existem diversos obstáculos para alcançar esse objetivo. Portanto, foi desenvolvido um procedimento investigativo de baixo custo, com potencial de sistematizar os desejos setoriais, para promover o diálogo. Esse procedimento engloba duas etapas. Essas etapas podem ser aplicadas em diferentes grupos e depois os resultados serem comparados. O primeiro passo é uma conversa guiada por uma lista de perguntas. Nessa fase, as informações são coletadas para entender como os indivíduos consideram uma cidade saudável ou a promoção da saúde, a relação entre planejamento urbano e saúde urbana, como o diálogo entre setores pode ser alcançado, e questões locais. Na segunda etapa, os indivíduos representam seus desejos no mapa da cidade (ou região da cidade). Esses desejos são representados através de anotações ou por ícones sobre o mapa. Esse procedimento foi conduzido em Holambra, em 2017. A prefeitura dessa cidade requisitou assistência para que a cidade participasse da Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis. Os setores investigados foram os gestores e a população. Um mapa de desejos comuns foi criado, bem como mapas de desejos setoriais. Portanto, esses mapas podem ser usados como guias para promover o diálogo e serem usados como instrumento de monitoramento do progresso das políticas. Essa ferramenta pode ser um promotor de diálogo e um instrumento de monitoramento, para que se promova a saúde, mesmo em situações de pouco recurso.</p>2019-01-25T09:24:11+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652296Conforto térmico da arquitetura vernacular produzida pelos descendentes da Pomerânia no sul do Brasil2019-05-28T19:05:28+00:00Suzana Zehetmeyer Treichelsuzanatreichel@gmail.comAntonio Cesar Silveira Baptista da Silvaacsbs@ufpel.edu.brAna Lúcia Costa de Oliveiralucostoli@gmail.com<p class="PARCResumo">O presente artigo visou caracterizar o conforto térmico da arquitetura vernacular produzida por descendentes Pomeranos na região Sul do Brasil, a partir da coleta de dados in situ de características externas e internas. Para as características externas, foram analisadas um total de 126 casas. Com esses dados, foi realizada uma classificação preliminar dos tipos arquitetônicos da região. Após essa etapa, foram selecionadas 18 casas, das 126 analisadas anteriormente, para a coleta de dados arquitetônicos e construtivos. Com essa nova análise, se obteve a classificação final de quatro tipos arquitetônicos, com materiais e períodos construtivos distintos. Os quatro tipos selecionados estão em um recorte temporal de 100 anos (1870 a 1970), e foram analisados quanto ao conforto térmico. Foi possível observar que os diferentes tipos não apresentaram índices elevados de conforto. Observou-se também que a orientação solar pouco influenciou nas questões de conforto, assim como também não foram observadas diferenças significativas entre os diferentes tipos, embora as casas do Tipo IV terem apresentado uma sutil melhora de conforto térmico, quando comparado com os demais tipos arquitetônicos. Essas poucas variações do comportamento térmico entre as diferentes orientações solares e os diferentes tipos arquitetônicos podem ser explicadas pela elevada capacidade térmica das paredes e a pequena área de abertura na fachada que as casas apresentam, mantendo as temperaturas internas com menor variação, em relação ao ambiente externo. Através deste trabalho foi possível abordar a complexa interação entre clima, cultura e tecnologia nas habitações estudadas.</p>2019-01-25T09:24:30+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652752Avaliação do potencial da janela OPV para iluminação natural de salas profundas2019-04-27T05:57:54+00:00Letícia K. S. Ueharaleticia.uehara@gmail.comAloísio Leoni Schmidaloisio.schmid@gmail.comMarcelo Perussim_perussi@hotmail.comVinicius Henrique Sezanosky Pintoviniciusez@hotmail.comMylana de Oliveiramylanaoliv@gmail.com<p class="PARCResumo">Edifícios de escritório com múltiplos pavimentos, em sua maioria, possuem grandes superfícies envidraçadas que possibilitam aos usuários usufruir de luz e ventilação natural, além do contato do observador com o meio externo. Entretanto, sem um devido tratamento, essas superfícies podem possibilitar aumento/redução de carga térmica para o edifício, assim como causar ofuscamento nos trabalhadores. Neste sentido, a janela fotovoltaica poderia ser utilizada tanto para melhorar a distribuição da iluminação natural quanto para suplementar energia para iluminação artificial quando necessária. O objetivo dessa pesquisa é avaliar o potencial da aplicação de Dispositivos Orgânicos Fotovoltaicos (OPV) em janelas laterais de edifícios de escritórios com múltiplos pavimentos e salas profundas, a fim de verificar a sua contribuição em relação à qualidade da iluminação natural no ambiente interno. Realizou-se a avaliação por meio de um experimento com um modelo em escala reduzida de uma sala de escritório genérica, iluminada por uma janela lateral, a qual corresponde a 100% da área da fachada Norte. Compararam-se três tipos de materiais para a janela sob condição de céu real (nublado e claro) em Curitiba-PR: Cenário A - vidro simples 3 mm; Cenário B – vidro e OPV; e, Cenário C – vidro com aplicação de película solar. Apesar da redução da iluminância com a utilização dos materiais dos cenários B e C em relação ao material do cenário A, constatou-se uma melhor distribuição da iluminação natural no interior da sala, sendo que no cenário B existe a possibilidade de utilizar a energia gerada na janela fotovoltaica para a iluminação artificial. </p>2019-01-25T09:24:38+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652817Análise das manifestações patológicas em fachadas por meio de inspeção com VANT2019-04-27T05:57:54+00:00Patricia Geittenes Tondeloptondelo@gmail.comFernando Barthfernando.barth@ufsc.br<p class="PARCAcknowlegments">A altura dos edifícios cria locais de difícil acesso que podem ter sua degradação mais acelerada pela falta de equipamentos hábeis para realização de inspeções prediais. Este artigo busca analisar os aspectos construtivos e as manifestações patológicas das fachadas industrializadas por meio de inspeções auxiliadas por Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs). A análise dos aspectos construtivos abrangeu visitas técnicas a edificação e observações realizadas no projeto arquitetônico da fachada industrializada. A análise das manifestações patológicas abrangeu a proposição e o teste de um método de inspeção para identificar as anomalias do revestimento externo. Com relação aos aspectos construtivos, observou-se que o projeto destas vedações exige níveis de detalhamento, tais como a paginação das fachadas, acompanhamento da produção e montagem dos painéis, assim como controle das juntas. Com relação ao método de inspeção testado, a técnica de obtenção das imagens por meio da estabilização do drone em pontos pré-determinados se mostrou mais eficiente que a técnica de <em>frames</em> em voos pré-definidos. Os resultados apontaram que a falta de detalhamento do projeto de fachada ocasionou falhas com relação à configuração dos orifícios de ventilação da câmara de ar e o aparecimento de manifestações patológicas prematuras. Por fim, conclui-se que os processos de inspeção com VANT podem contribuir para maior controle, precisão e periodicidade no monitoramento do comportamento das fachadas ao longo da sua vida útil, produzindo assim edifícios mais eficientes ambientalmente e resistentes à obsolescência.</p>2019-02-26T09:06:23+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652794Residência em contêiner: comparativo de estratégias para a melhoria do desempenho térmico2019-04-27T05:57:54+00:00Françoíse Santana Vianafrancoise_viana@yahoo.com.brHenor Artur de Souzahenorster@gmail.comAdriano Pinto Gomesadriano.gomes@ifmg.edu.br<p class="PARCResumo">A construção civil passa atualmente por desafios em construir de forma mais econômica e ambientalmente correta. Neste trabalho visa-se conhecer melhor o equipamento não convencional utilizado para edificações, o contêiner, avaliando seu desempenho térmico. O contêiner é escolhido como objeto de estudo pois é um módulo que pode ser adaptado para diversos tipos de climas, terrenos e construções. E como no Brasil sua utilização na construção é recente, torna-se necessário uma análise para entender como adaptá-lo de forma eficiente. Neste estudo, a avaliação do desempenho térmico do contêiner é feita via simulação numérica utilizando o programa <em>Energyplus</em>, analisando o impacto da ventilação natural e da massa térmica dos fechamentos no comportamento térmico da edificação. São consideradas as condições climáticas para as zonas bioclimáticas 2, 3 e 8, que englobam o litoral brasileiro, previstas na norma NBR 15.220-2005, observando também os requisitos mínimos da norma NBR 15.575-2013. Para o estudo, projetou-se uma casa com dois módulos de contêiner, totalizando uma área de 29,57 m². Os resultados obtidos mostram a necessidade de adaptações para que o contêiner possua habitabilidade em todas as zonas bioclimáticas analisadas. Constata-se que o uso de isolamento térmico nos fechamentos verticais, de uma cobertura termicamente eficiente, de uma fundação adequada e de cores com tons mais claros no fechamento externo proporcionam um melhor desempenho térmico à edificação, para os climas analisados.</p>2019-03-27T12:28:53+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652735Avaliação do desempenho da luz natural em ambientes residenciais2019-04-27T05:57:54+00:00Cristina Biazus Danieleskicrisdanieleski@gmail.comMaria Fernanda de Oliveiramariaon@unisinos.brDaniel Reis Medeirosdrmedeiros@unisinos.br<p class="PARCResumo">A utilização da luz natural contribui com a redução do uso de iluminação artificial em ambientes internos. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar o desempenho da luz natural em ambientes de cozinha e de área de serviço de residências multifamiliares com diferentes configurações espaciais na cidade de Porto Alegre – RS, por meio dos critérios da NBR 15575-2013 e da métrica de avaliação <em>Useful Daylight Illuminance</em> (UDI). Os objetos de estudo foram divididos em dois grupos: modelos com iluminação natural direta para ambos os ambientes e modelos com iluminação natural indireta para a cozinha. As análises foram realizadas por meio de simulação computacional com o <em>software</em> DIALux e o <em>plug-in</em> DIVA para Rhinoceros. Com base nas análises realizadas pela NBR 15575-2013, classificou-se como desempenho lumínico intermediário apenas a cozinha com brise de proteção solar, à medida que todos os outros ambientes foram classificados como desempenho superior, indicando que o uso de iluminação artificial não se faz necessário ao longo do dia. O valor de iluminância obtido no ponto do centro geométrico não coincidiu com a bancada da pia da cozinha, assim, não se teve a garantia do mesmo nível de desempenho lumínico nessa superfície. Os resultados obtidos pela métrica UDI indicaram a prevalência do intervalo autônomo nos modelos com iluminação direta e o intervalo suplementar nos modelos com iluminação indireta. Diferentemente das análises por meio da norma, a métrica UDI considera a média da iluminância do recinto, abrangendo os ambientes como um todo.</p>2019-03-27T12:42:10+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653027Edifícios de escritórios de modo misto: economia de energia e níveis adequados de iluminância em um clima tropical de altitude2019-06-06T14:44:44+00:00Rosilene Regolão Brugnerarosileneregolao@gmail.comCaroline Antonelli Santessocaroline.santesso@gmail.comKarin Maria Soares Chvatalkarin@sc.usp.br<p class="PARCAbstract">Edifícios de modo misto (MM), os quais usam ventilação natural e resfriamento mecânico para proporcionar conforto térmico e economia de energia, tem um grande potencial em climas onde o uso da ventilação natural é favorável (ex. Brasil). Nesses edifícios, as janelas operáveis são fontes tanto de ventilação natural quanto iluminação e ganhos internos, e suas características podem influenciar no consumo de energia. Este trabalho tem como objetivo avaliar o desempenho energético e luminoso de edifícios de modo-misto com janelas operáveis em um clima tropical de altitude no Brasil. Considerando variações nos parâmetros do envelope (percentual de abertura na fachada e orientação solar), o desempenho é avaliado em relação à economia de energia, tempo de uso do ar condicionado, período de utilização da ventilação natural e o balanço entre a demanda de energia e os níveis de iluminância. O método é composto por simulações computacionais nos programas Daysim e EnergyPlus. Os resultados mostraram que a estratégia de modo-misto tem um grande potencial para reduzir o consumo do ar condicionado. As grandes reduções ocorreram nos maiores PAFs, atingindo 39,4% de economia de energia (fachada norte, PAF = 80%). Apesar disso, enquanto o maior PAF forneceu maior disponibilidade de ventilação natural, aumentou o desconforto devido a elevadas iluminâncias, atingindo cerca de 90% da área do escritório. Portanto, quando o modo misto foi usado, os casos com melhor equilíbrio entre níveis adequados de iluminância e baixo consumo de energia foram a fachada sul com todos os PAFs e as fachadas leste e oeste com PAF de 30%. É importante ressaltar que a adoção destas soluções depende dos requisitos de projeto do edifício.</p>2019-04-26T16:32:36+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653371Parametrização e simulação de radiação solar para otimização de uma cobertura modular2019-06-06T15:09:05+00:00Caio de Carvalho Lucarellicaio.lucarelli@ufv.brJoyce Correna Carlojoycecarlo@ufv.brAndressa Carmo Pena Martínezandressamartinez@ufv.br<p class="PARCAbstract">Este estudo compreende o processo de desenvolvimento de modelagem paramétrica em Grasshopper<sup>®</sup> para superfícies complexas na construção, utilizando, como critérios de desempenho, a radiação difusa e direta. O objetivo principal deste artigo é criar, simular e otimizar uma cobertura modular, semipermeável, baseada no estudo e interpretação de folhas de árvores como estruturas de engenharia. O método aplicado envolveu a definição de parâmetros e critérios para a otimização do processo de simulação e foi dividido em três estágios: estudo da forma, parametrização da forma e simulação e otimização. O plugin Ladybug<sup>®</sup> para Grasshopper<sup>®</sup> foi usado para realizar as simulações e o Octopus<sup>®</sup> foi adotado como motor de otimização. O objeto de estudo escolhido foi o processo de criação de uma cobertura, pois em climas quentes e úmidos, como no Brasil, as áreas de cobertura são uma parte crítica do envelope construtivo, altamente susceptíveis à radiação solar e outras mudanças ambientais, influenciando nas condições de conforto interno dos ocupantes. Devido à parametrização, o produto final, embora criado para uma zona climática específica, pode ser aplicado para quaisquer outras zonas bioclimáticas com poucas alterações nos parâmetros. Como principais resultados, o dispositivo de controle solar contribuiu para a redução de 86% da média anual de radiação solar horária para radiação direta, mantendo os níveis de radiação difusa.</p>2019-04-26T16:51:42+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652271A introdução da abordagem paramétrica no ensino de projeto arquitetônico2019-06-06T15:23:13+00:00Neliza Maria e Silva Romcyneliza.romcy@gmail.comDaniel Ribeiro Cardosodanielcardoso@ufc.br<p class="PARCResumo">Diante das discussões contemporâneas sobre a aplicação dos meios digitais mais recentes na atividade projetual, o presente artigo tem como objetivo contribuir para a compreensão de estratégias para introduzir o processo paramétrico de projeto no ensino de projeto arquitetônico. Considerando levantamento teórico e prático, parte-se da hipótese de que apenas o ensino tutorial de ferramentas não é o suficiente para uma aprendizagem do processo paramétrico em todo o seu potencial, sendo necessário vislumbrar um percurso didático que inclua tanto uma mudança de olhar sobre o objeto projetado, quanto a própria atividade projetual. Apresenta-se e discute-se aqui um dos experimentos pedagógicos realizados na etapa de validação da pesquisa – um curso de extensão de 40 horas, desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com registro do processo e coleta de dados junto aos participantes. O curso incluiu noções introdutórias sobre o tema, exercícios de criação com ferramenta paramétrica e atelier de projeto. As atividades de atelier envolveram o desenvolvimento de um bicicletário em equipe, com realização de <em>brainstorm</em>, desenvolvimento da proposta e apresentação dos produtos finais. Como resultado, percebe-se que, apesar dos participantes não apresentarem experiência prévia com o tema, os processos e produtos são foram satisfatórios, com o desenvolvimento e investigação de algoritmos complexos, além do reconhecimento do potencial da modelagem paramétrica, associada a práticas reflexivas em atelier. Os principais desafios incluem as mudanças da lógica projetual habitual, extrapolando o uso da ferramenta. Observou-se a importância de se introduzir a abordagem paramétrica no ensino para além de experimentos didáticos isolados, distribuída coerentemente com a estrutura curricular dos cursos, demandando a identificação das áreas de conhecimento em que o tema pode ser inserido.</p>2019-04-26T17:09:34+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652835Análise da ventilação natural2019-08-02T16:20:18+00:00Camila Pizaia Bevilaquacahpizaia_@hotmail.comBianca Bressianinibiaanca_b@hotmail.comMauricio Hidemi Azumamhazuma@uem.brMarieli Azoia Lukiantchukimlukiantchuki@yahoo.com.br<p>Apesar das inúmeras vantagens da integração dos conceitos bioclimáticos ao projeto arquitetônico, estudos demonstram que para a maioria dos arquitetos existe uma dificuldade em sua real aplicação. Isso indica a existência de uma lacuna entre o conhecimento acadêmico e a prática de projeto, principalmente no que se refere à ventilação natural. Muitas das estratégias de ventilação natural são apresentadas por meio de desenhos visionários que não representam claramente o seu desempenho nos ambientes internos. O objetivo dessa pesquisa é comprovar a materialização de princípios básicos de ventilação natural por meio de um método simplificado, visando facilitar o entendimento desses fenômenos pelos alunos durante o ensino da ventilação natural e, posteriormente, sua aplicação no projeto arquitetônico. O estudo comparativo dividiu-se em três etapas a fim de comprovar a eficiência do modelo proposto para uso no processo de ensino: (i) construção de um modelo físico flexível e simplificado para uso no ensino da ventilação natural; (ii) ensaios experimentais no modelo proposto, com relação ao impacto da localização das aberturas no desempenho do fluxo de ar interno nas edificações; (iii) simulações computacionais com base na Dinâmica dos Fluídos Computacional (CFD) dos mesmos cenários avaliados pelo método simplificado. A comparação dos resultados experimentais e numéricos demonstrou uma compatibilidade entre as duas ferramentas utilizadas, mostrando que é possível o uso desse modelo simplificado para o ensino de princípios básicos da ventilação natural como, por exemplo, a definição da localização das aberturas.</p>2019-05-30T12:27:21+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653908Estudo do desempenho térmico de células-teste enterrada e semienterrada2019-08-02T17:27:44+00:00Juliana Aparecida Biasijuliana.biasi@unoesc.edu.brEduardo Leite Krügerekruger@utfpr.edu.br<p>Uma alternativa construtiva vernacular dos grupos indígenas na região sul do Brasil baseava-se no enterramento da edificação com o provimento de cobertura leve. O presente estudo tem por objetivo avaliar o desempenho térmico de células-teste enterradas e semienterradas quando comparadas a uma célula controle térrea visando uma arquitetura bioclimática que utilize métodos passivos. O método é baseado na comparação das variações de temperatura medida no interior de células-teste quanto à temperatura externa e do solo medidos em Curitiba, PR, durante o período de inverno. As células testes foram confeccionadas em escala reduzida, todas com as mesmas dimensões e especificações de materiais. Para a avaliação de desempenho foram analisados a amplitude térmica, o atraso térmico, as diferenças de temperaturas e amplitudes de sensores superficiais e os índices de conforto de cada célula-teste. A análise de dados constatou que a célula-teste enterrada apresentou menor amplitude térmica e maior atraso térmico. No que tange à somatória dos graus-hora fora da faixa de temperatura de conforto, a célula-teste enterrada obteve o menor tempo em desconforto durante o período de inverno. Foi possível verificar também que quanto maior a área em contato com o solo, melhores as condições de conforto observadas.</p>2019-05-30T14:26:35+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8651890O idoso e o cuidador2019-08-02T17:44:35+00:00Yago Weschenfelder Rodriguesyagowr5@gmail.comLuís Nuno Coelho Diasndias@ua.ptAna Isabel Barreto Furtado Franco de Albuquerque Velosoaiv@ua.ptFábio Feltrin de Souzafabio.feltrin81@gmail.com<p>Nas últimas décadas houve um crescimento significativo da população idosa no mundo, sobretudo no continente europeu. Isso trouxe um conjunto de problemas para esta população, principalmente no que tange à restrição de movimento, à utilização de determinados produtos e espaços mal projetados, evidenciando, assim, a falta da aplicação do conceito de <em>design</em> inclusivo no ambiente doméstico. Nesse contexto, a pesquisa tem como objetivo entender a satisfação em oito ambientes da casa por meio do ponto de vista do idoso com o cuidador, entendendo suas dificuldades e rotinas. O método adotado parte de uma análise de triangulação de dados de cinco estudos de casos (dez sujeitos), em uma comunidade da cidade de Aveiro (Portugal), divididos em três fases: a primeira fase centrou-se em entrevistas com o idoso e seu respectivo cuidador; na segunda foi aplicada a ferramenta <em>emocards</em> em cada ambiente, para uma análise de satisfação; e, por fim, como terceira fase, foi observada a locomoção e realizado o registro fotográfico. Os resultados obtidos visam colaborar na compreensão de quais são os pontos mais críticos para o idoso e o cuidador. Como contributo para área da arquitetura e do <em>design</em> foi realizada uma tabela de recomendações para cada espaço, discutindo e propondo atualizações, a fim de melhorar a satisfação dos usuários no contexto doméstico.</p>2019-05-31T12:06:03+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8654277Desempenho térmico de cobertura vegetada sobre guarita de fibra de vidro2019-07-28T13:38:12+00:00Eduardo Krügerekruger@utfpr.edu.brPatricia Regina Chaves Drachpatricia.drach@gmail.comCintia Akemi Tamuracintiatamura@gmail.comFrancine Kaviskif.kaviski@gmail.com<p class="PARCResumo">Neste trabalho é apresentada a avaliação do desempenho térmico de cobertura vegetada sobre guarita de fibra de vidro para primavera-verão de 2018 em Curitiba/PR. Compararam-se guaritas em condição experimental (ME) e controle (MC) para três configurações de cobertura (substrato; substrato e vegetação; substrato, vegetação e tela de sombreamento), com e sem sombreamento de janelas. A análise de conforto e estresse térmico seguiu parâmetros normativos de índice de bulbo úmido e temperatura de globo - IBUTG e temperatura efetiva - TE. A envoltória de fibra de vidro interferiu na temperatura do ar nos dois módulos, sendo a diferença na temperatura interna do MC e ME de apenas 2 °C. Entretanto, quanto às temperaturas de superfície sob a cobertura, o sistema de cobertura vegetada do ME ofereceu amortecimento e atraso térmico, atingindo uma diferença de até 12 K relativamente ao MC. Na comparação ME vs. MC, não se verificaram horas em estresse por calor no IBUTG, porém os valores de TE, em sua maioria, migraram para a condição de conforto, com a cobertura vegetada. Outra técnica explorada neste artigo é baseada na análise termográfica. Os resultados mostraram desempenho térmico superior do ME se comparado ao MC, confirmando as medições pontuais de temperatura de superfície.</p>2019-07-28T13:23:32+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652852Interoperabilidade entre os programas AutoDesk Revit e EnergyPlus para simulação térmica de edificações2019-04-27T05:57:54+00:00Gabriel Ramos de Queirózgqueiroz3@gmail.comGiane de Campos Grigolettigiane.c.grigoletti@ufsm.brJoaquim César Pizzutti dos Santosjoaquimpizzutti@hotmail.com<p class="PARCResumo">Este artigo analisa o grau de confiabilidade das possibilidades de interoperabilidade entre os programas Autodesk Revit e EnergyPlus, a fim de verificar o uso de modelos BIM em simulações térmicas realizadas no EnergyPlus. A metodologia consistiu em estudos de caso com modelos de edificações baseados no Case 600 da norma ASHRAE Standard 140 e no Projeto Casa Eficiente localizado em Florianópolis-SC. Os modelos digitais de ambas as edificações foram produzidos no Revit com diferentes processos de modelagem e configurações do programa, exportados nos formatos de arquivo IFC, gbXML e IDF e convertidos com o auxílio de ferramentas adicionais para serem abertos no EnergyPlus. Tais arquivos foram comparados com um modelo de referência de cada edificação, produzido no EnergyPlus por meio do plug-in Euclid do SketchUp, para examinar a transferência das informações com base em parâmetros definidos para as geometrias dos modelos e as configurações e resultados de simulações. Concluiu-se que não é perfeita a interoperabilidade entre os programas computacionais Autodesk Revit e EnergyPlus para simulações térmicas de edificações, pois, apesar de existir a possibilidade de transferência de informações, esta troca apresenta erros devido a distorções nas geometrias e falta de alguns dados necessários para a correta execução da simulação em todos os modelos de edificações exportados.</p>2019-01-25T09:24:45+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653708Teses e dissertações brasileiras sobre BIM: uma análise do período de 2013 a 20182019-04-27T05:57:55+00:00Érica de Sousa Checcuccierica_checcucci@hotmail.com<p class="PARCResumo">Este trabalho identifica e analisa teses e dissertações disponíveis no Catálogo de teses e dissertações da CAPES que foram defendidas no Brasil entre 2013 e 2018 e tratam da Modelagem da Informação da Construção ou <em>Building Information Modelling</em> (BIM). Objetiva apresentar um panorama sobre os principais temas abordados nestas pesquisas, assim como identificar onde foram realizadas. Ainda, é feito um recorte sobre aqueles trabalhos que discutem questões sobre o ensino de BIM buscando contribuir com a implantação desta modelagem nos cursos relacionados com a Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação de edificações (AECO). A Análise de Conteúdo foi o método de pesquisa qualitativa adotado para realizar tanto a seleção quanto a análise dos trabalhos. Dentre os resultados obtidos, destaca-se que: (a) já existem trabalhos sobre BIM nas diversas fases do ciclo de vida da edificação, mas a maioria deles trata da etapa de projetação; (b) 78,3% das pesquisas encontradas foram produzidas no eixo sul-sudeste do país e em instituições de ensino sediadas nas capitais e grandes cidades, indicando a necessidade de interiorização e difusão do BIM em outras regiões; (c) existe uma diversidade de temas já pesquisados relacionados com o BIM que encaminham questões sobre a modelagem e podem auxiliar na sua adoção tanto em instituições de ensino quanto no mercado de trabalho. Finalmente, este artigo contribui para adoção desta modelagem no país, na medida em que sistematiza informações já disponíveis, auxiliando tanto aqueles que buscam se capacitar quanto aqueles que promovem formações ou pretendem trabalhar com BIM.</p>2019-02-26T08:21:48+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653755Implementação da abordagem e tecnologia BIM no processo de gestão na FIOCRUZ2019-04-27T05:57:55+00:00Silvia Maria Soares de Araujo Pereirasilviamsapereira@gmail.comMarcia Castilho Correiamarciacorreia@ufrj.br<p class="PARCResumo">A FIOCRUZ é uma autarquia fundacional, com presença nacional, que objetiva a produção e o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias voltados para a saúde. A adoção do BIM (<em>Building Information Modeling</em>) em gestão de espaços, ativos e manutenção, gestão de processo de projeto e de parque edificado é explorado neste artigo que relata a experiência do Departamento de Arquitetura e Engenharia (DAE), da COGIC-FIOCRUZ. A COGIC é responsável pelo gerenciamento do espaço físico da FIOCRUZ como um todo, prestando desde serviços básicos até executando obras, manutenção civil e de equipamentos. Em edificações atua em todo o seu ciclo de vida: concepção, elaboração de projeto, construção, uso e manutenção, renovação e demolição, sendo o DAE, um dos principais executores dessas ações. O método utilizado foi pesquisa bibliográfica e pesquisa ação. Foi possível a verificação prática de algumas vantagens como a redução do retrabalho no processo de projeto, além da redução no tempo do projeto executivo e uma ampliação do tempo do anteprojeto, em função dos ajustes na compatibilização de todas as disciplinas, já nesta fase. Ao divulgar as experiências e caminhos já trilhados, pode-se auxiliar outros órgãos públicos na implementação de um processo de inovação e de mudança de cultura. </p>2019-03-27T18:04:07+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653989BIM no ensino das competências em Arquitetura e Urbanismo2019-06-06T16:08:49+00:00Paula Batistellopaula.batistello@unochapeco.abea.arq.brKatiane Laura Balzankatilaura@unochapeco.edu.brAlice Theresinha Cybis Pereiraacybis@gmail.com<p class="PARCResumo">O sistema de ensino tradicional, apresentado de forma expositiva e com o professor sendo a fonte das informações, vem sendo substituído em muitas instituições de ensino no mundo há algum tempo. Métodos envolventes e a constante formatação de novas salas de aula e intervenções para a aprendizagem buscam a apreensão das habilidades e competências profissionais nos acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo. O ensino baseado em competências abrange conhecimentos, habilidades e atitudes, ou seja, teoria, saber fazer e a aplicação prática. Este artigo visa evidenciar como a metodologia BIM apoia a integração dos conhecimentos inerentes ao processo projetual, reforçando a aprendizagem baseada em competências, para a formação do futuro profissional. Esta pesquisa foi realizada como um estudo teórico sobre o processo e métodos de projetos, contextualizando autores historicamente e, a partir da síntese deste referencial, foram relacionadas as competências à aplicação do BIM no processo de aprendizagem em um curso de Arquitetura e Urbanismo. Os resultados apontam a tecnologia BIM como uma metodologia importante e diferenciada para articular as competências, destacando a interdisciplinaridade nas soluções projetuais. Este trabalho poderá contribuir com a discussão da inserção desta tecnologia em outros cursos de diferentes Instituições de Ensino.</p>2019-04-27T05:57:02+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653934Integração de simulador acústico em ferramenta de modelagem BIM2019-08-07T13:40:52+00:00José Luis Menegottojlmenegotto@poli.ufrj.brJulio Cesar Boscher Torresjulio@poli.ufrj.br<p class="PARCResumo">Este artigo apresenta os resultados obtidos na primeira fase de desenvolvimento de uma aplicação que integra a interface de um ambiente de projeto BIM (<em>Building Information Modeling</em>) ao simulador acústico BRASS (<em>Brazilian Room Acoustic Simulator</em>). O objetivo do projeto é obter um ambiente de auralização integrado à ferramenta de concepção do projeto, buscando facilitar o trabalho de simulação acústica. Uma interface de auralização unificada evita que arquitetos e engenheiros tenham que comutar entre diversas aplicações gráficas para ouvir o resultado da simulação, facilitando a tomada de decisão projetual. Para efetuar a auralização de salas, os procedimentos de cálculo utilizados pelo simulador acústico BRASS foram implementados no aplicativo de modelagem BIM Revit, testando duas implementações: <em>scripts</em> programados no ambiente de programação visual Dynamo e funções programadas em C# no ambiente .NET. Como resultado da integração, são obtidos arquivos de áudio biauriculares que consideram a espacialidade do som através das funções de transferência relativas à cabeça e a visualização da posição da fonte sonora e do campo acústico, definido pelo conjunto de raios sonoros que se propagam dentro do ambiente simulado. São apontados problemas referentes ao desempenho necessário para realizar este tipo de simulações e relacionados à classificação dos parâmetros utilizados.</p>2019-05-28T17:07:47+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653839A fotografia 360 graus como ferramenta de suporte à modelagem de "as built"2019-08-07T13:56:29+00:00Gabriel George Grosskopfgabreorge@gmail.comYasmin Sarquis Herdenyasminherden@gmail.comRafael Fernandes Teixeira Silvarafaelfernandes@spg.sc.gov.brFernanda Fernandes Marchiorifernanda.marchiori@ufsc.br<p class="PARCResumo">Considerando a pertinência do <em>as built</em> para reformas e manutenções e a ascensão de novas tecnologias na Indústria 4.0, foi analisada a contribuição de fotografias 360 graus nas etapas de levantamento de dados e validação de informações para modelagem desse documento, comparando-a com a fotografia tradicional usualmente utilizada. Partindo-se de pesquisa empírica em campo, foram modelados dois <em>as built </em>em<em> software </em>BIM do processo de reforma da edificação da Fundação Nova Vida<em>,</em> em Florianópolis (SC), dedicada à assistência social. Com os <em>as built</em> pré-reforma e pós-reforma foi possível comparar as duas modalidades: fotografias tradicionais na etapa pré-reforma e fotografias com lente esférica 360 graus na etapa pós-reforma. Parâmetros como quantidade de informações contidas e tamanho dos conjuntos de arquivos fotográficos gerados foram considerados no estudo. A fotografia 360 graus apresentou mais dados e maior área de abrangência, reduzindo a quantidade de arquivos gerados e o tamanho do conjunto de arquivos armazenados. A fotografia tradicional, por envolver a tomada de decisão sobre o que registrar, demanda tempo extra em levantamentos em campo, enquanto a fotografia 360 graus faz um registro global. A fotografia 360 graus mostrou-se mais eficaz do que a tradicional, proporcionando maior agilidade na coleta e conferência de dados para a modelagem BIM.</p>2019-05-28T18:30:14+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653676Propostas de incorporação de BIM no curso de Arquitetura e Urbanismo2019-08-07T14:15:34+00:00Bianca Marques Figueiredo Lealbianca.leal@ufrj.brMônica Santos Salgadomonicassalgado@ufrj.br<p><em>Building Information Modeling</em> (BIM) vem sendo indicado como uma das Tecnologias de Informação e Comunicação que está transformando a indústria da construção civil. Contudo, pesquisas apontam que experiências didáticas de inserção do processo BIM no Brasil são relativamente novas. Assim, há uma necessidade de incorporar as possibilidades oferecidas pelo BIM durante o curso de arquitetura e urbanismo. E acredita-se que essa incorporação deve ir além da inclusão de disciplinas que visam o ensino de <em>softwares</em>. Nesse sentido, esse artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de mestrado e possui o objetivo de apresentar possibilidades oferecidas pelo BIM no ensino de arquitetura e urbanismo. As proposições apresentadas baseiam-se em: (1) fundamentação teórica; (2) revisão sistemática de literatura; (3) revisão de literatura sem meta-análise. O artigo apresenta um panorama sobre a aplicabilidade do BIM no ensino dos conteúdos obrigatórios de arquitetura e urbanismo, bem como possibilidades pouco exploradas pelos docentes. Advoga-se a favor de inserção do BIM no ensino de construção, conforto ambiental, história, representação geométrica e projeto, em Arquitetura e Urbanismo, e não apenas a criação de disciplinas de BIM em informática aplicada. Os resultados apontam que o BIM pode ser aplicado em todos os campos obrigatórios do currículo de arquitetura e urbanismo. Além disso, verificou-se que mesmo recente, as experiências didáticas encontradas indicam um avanço em termos da exploração das possibilidades oferecidas pela plataforma BIM no ensino. Ressalte-se que este é um processo evolutivo que demanda o treinamento de discentes e docentes, bem como o investimento em infraestrutura no ensino.</p>2019-07-25T14:00:12+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8651212Construções vernáculas em terra: perspectiva histórica, técnica e contemporânea da taipa de mão2019-04-27T05:57:55+00:00Carol Cardoso Moura Cordeirocarolcardoso.eng@gmail.comDouglas Queiroz Brandãodbrandao@ufmt.brLuciane Cleonice Duranteluciane.durante@hotmail.comIvan Júlio Apolonio Callejasivancallejas1973@gmail.com<p class="PARCResumo">Amplamente utilizadas nas civilizações do passado, as construções vernáculas com terra foram substituídas por técnicas e materiais industrializados em decorrência dos avanços tecnológicos do setor da construção civil para suprir as exigências dos usuários modernos. Em vista dos impactos ambientais oriundos dessa substituição, têm-se buscado alternativas construtivas inspiradas nessas antigas construções, uma vez que o material está disponível no próprio local e não se incorpora processos de queima na sua produção. Assim sendo, o objetivo principal deste artigo é evidenciar as potencialidades das edificações com terra no contexto atual, sob a perspectiva da história, da técnica e da contemporaneidade, com ênfase na taipa de mão. Utilizou-se a metodologia de revisão sistemática da literatura, considerando publicações de língua portuguesa e inglesa, em uma janela temporal de 20 anos. Os resultados apresentam uma classificação dos sistemas construtivos com terra no panorama mundial e um destaque para o registro histórico e mapeamento da taipa de mão no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, assim como suas potencialidades no cenário atual. Como contribuição, discutem-se vantagens e desvantagens da taipa de mão, apontando aspectos técnicos que precisam ser incorporados para que se torne uma alternativa viável para construções sustentáveis.</p>2019-01-25T09:24:49+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652734A produção acadêmica sobre a fabricação digital nas escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo2019-04-27T05:57:55+00:00Iago Longue Martinsiagolongue.arqurb@gmail.comZander Ribeiro Pereira Filhozanderfilho@gmail.com<p class="PARCResumo">A fabricação digital tem atuado de maneira bastante transformadora na arquitetura, alterando a forma como os projetos são concebidos e construídos. A técnica reduz a possibilidade de erros de execução, já que o arquiteto adquire maior controle sobre o processo, seja pela materialização digital ou física da ideia. Desse modo, o presente artigo tem por objetivo avaliar o cenário atual de discussão da fabricação digital nas escolas de arquitetura e urbanismo no Brasil, através da análise da produção bibliográfica dessas instituições. De forma específica, pretende-se conhecer como esse cenário tem evoluído desde a publicação do primeiro estudo sobre o tópico no país, desenvolvido por Regiane Trevisan Pupo no ano de 2008, além de catalogar, seguindo uma lógica temporal, as áreas de abordagem de cada trabalho. Os artigos analisados mostram que houve uma popularização do assunto no âmbito acadêmico, com a multiplicação dos laboratórios de prototipagem rápida e das linhas de pesquisa abordando o tema, o que indica que a fabricação digital tem se consolidado como área de interesse na arquitetura, mesmo com algumas resistências, como a escassez de mão de obra fluente na aplicação da técnica, além do número limitado de professores que trabalham com essas tecnologias nas instituições de ensino.</p>2019-02-26T07:37:17+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8650258BIM 4D no planejamento de obras: detalhamento, benefícios e dificuldades2019-04-27T05:57:55+00:00Paula Heloisa da Silvapaulaheloisa.arq@gmail.comJulianna Crippajulianna.crippa@gmail.comSergio Scheersergioscheer@gmail.com<p class="PARCparagraph">Os processos de Planejamento e Controle de Obras (PCO) subsidiam o cumprimento do custo, prazo e qualidade esperado da obra. Estes apresentam influência direta sob a produtividade obtida no canteiro de obras, pois as informações falhas provenientes da documentação gerada são interpretadas como os principais fatores de causa-efeito associados à baixa produtividade, desperdícios de materiais e mão de obra, resultando em baixa qualidade do produto final. O uso da Modelagem da Informação da Construção na construção civil vem sendo proposto como uma solução tecnológica para tais problemas. Quando BIM é associado ao PCO é recorrente utilizar o termo BIM 4D ou modelagem 4D. Desta forma, este artigo busca esclarecer como desenvolver o uso do BIM 4D para PCO e quais os benefícios e dificuldades provenientes. A questão foi abordada por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura. Identificou-se o sequenciamento de atividades para o desenvolvimento do PCO baseado em BIM e ferramental associado. As dificuldades principais encontradas foram associadas ao processo de implementação e ao processo trabalhoso e intenso da modelagem 3D requerida e da integração disciplinada com o cronograma da obra. Entretanto, o BIM 4D para o PCO mostra-se viável apontando benefícios no provimento de diretrizes de otimização do processo tradicional de PCO, trazendo soluções para grande parte dos problemas inerentes ao método convencional, além de contribuir para a redução de retrabalhos por meio da interoperabilidade, integração de sistemas de comunicação e simulação do processo construtivo.</p>2019-02-26T10:09:27+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8652775Desempenho térmico de jardins verticais de tipologia fachada verde2019-04-27T05:57:55+00:00Luiza Sobhie Muñozluiza.smunoz@gmail.comMurilo Cruciol Barbosamurilo_cruciol@yahoo.com.brMaria Solange Gurgel de Castro Fontessgfontes@faac.unesp.brJoão Roberto Gomes de Fariajoaofari@faac.unesp.br<p class="PARCResumo">As fachadas verdes, uma das tipologias de jardins verticais, utilizam espécies de trepadeiras ou pendentes que crescem e se desenvolvem em superfícies verticais. Sua aplicação nas fachadas dos edifícios traz diversos benefícios, tais como a melhoria das condições de conforto térmico em seu interior e a diminuição dos efeitos das ilhas de calor urbanas. Essa melhoria ocorre em razão dos seguintes mecanismos de ação dos jardins verticais: (i) sombreamento; (ii) resfriamento evapotranspirativo; (iii) influência na dinâmica do vento e (iv) isolamento térmico da edificação. Nesse contexto, esse artigo apresenta o estado da arte acerca do potencial amenizador térmico das fachadas verdes, a partir da análise dos objetivos, metodologias e principais resultados de artigos de periódicos e dissertações buscados nas bases Scopus, Web of Science™, P@rthenon e a Biblioteca Digital Brasileira de Dissertações e Teses. Do material encontrado foram analisados 23 trabalhos, selecionados pelos seguintes critérios: (i) trabalhos que tratam do desempenho térmico das fachadas verdes e (ii) trabalhos experimentais e estudos de caso. Os resultados confirmam o potencial amenizador térmico das fachadas verdes e indicam lacunas de pesquisa, como a falta de trabalhos que comparem o desempenho térmico de diferentes espécies de trepadeiras e fachadas verdes diretas e indiretas, e lacunas informacionais, como a escassez de detalhes sobre as espécies selecionadas e as estruturas e materiais adotados nos estudos. Além disso, os resultados também indicam temas para possíveis futuros trabalhos sobre o desempenho térmico dessa tipologia de jardim vertical.</p>2019-03-27T13:05:17+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construçãohttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/parc/article/view/8653662Questionários de avaliação do conforto visual: revisão e análise2019-04-27T05:57:55+00:00Giovana Mara Zugliani Bortolangmzugliani@gmail.comMarcelo Gitirana Gomes Ferreiramarcelo.gitirana@gmail.comRafael Tezzarafael.tezza@udesc.br<p class="PARCResumo">O estudo da qualidade da iluminação e do conforto visual está condicionado à saúde e bem-estar daqueles que utilizam e usufruem dos espaços. <a name="_Hlk509996463"></a>A iluminação é importante na concepção de um ambiente e, dessa forma, muitos pesquisadores buscaram formas de identificar e avaliar o conforto visual por meio de diferentes instrumentos de pesquisa. Um dos mais recorrentes, o questionário, é um instrumento de coleta de dados com o intuito de avaliar as preferências e características de uma amostra. Neste contexto, o objetivo deste trabalho consistiu em identificar, detalhar e prover maior compreensão acerca dos questionários que avaliam o conforto visual, mediante uma revisão sistemática da literatura. Foram selecionados um conjunto de dezessete questionários e, assim, buscou analisa-los sob os seguintes aspectos: estrutura; objetivo da pesquisa; ambiente avaliado e principais aspectos e características da iluminação. Foi possível observar, durante a revisão sistemática, que grande parte das pesquisas encontradas, que mensuram o conforto visual, o fazem para ambientes de escritórios. Além disso, foi constatado que os aspectos preferências e satisfação; e brilho da fonte/ofuscamento e distribuição da luz são as características mais recorrentes nos questionários analisados. Este trabalho visa contribuir para o desenvolvimento de pesquisas que requerem um questionário como parte do método de avaliação.</p>2019-03-27T22:37:10+00:00Copyright (c) 2019 PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção