https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/issue/feed Remate de Males 2022-12-14T00:00:00+00:00 Fabio Durao remate@iel.unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo: Remate de Males</strong> é uma publicação semestral do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP e tem por finalidade a divulgação de artigos, resenhas, entrevistas e fontes documentais relevantes para os estudos literários. A revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias. Dossiês temáticos e seus respectivos prazos para submissão de artigos serão periodicamente divulgados pela comissão editorial. Artigos de temática livre podem ser submetidos em fluxo contínuo. <br /><strong>Qualis</strong>: A1 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Linguística, Letras e Artes<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 1980<br /><strong>E-ISSN</strong>:2316-5758<br /><strong>Título abreviado</strong>: Remate de Males<br /><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:%72%65%6d%61%74%65@%69%65%6c.%75%6e%69%63%61%6d%70.%62%72">remate@iel.unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668722 ‘Se eu pensava, eu existia’ 2022-03-28T12:15:55+00:00 Gabriela Beduschi Zanfelice gabibeduschi@gmail.com Fernanda Bianca Gonçalves Gallo fernandabggallo@gmail.com <p lang="pt-PT" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%; widows: 2; orphans: 2; text-decoration: none;" align="JUSTIFY"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O enredo de </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Memórias de porco-espinho </em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">consiste em confissões feitas por um porco-espinho a um baobá sobre sua vida e os crimes que cometeu em nome de seu mestre humano Kibandí. Anunciando abertamente sua animalidade, o porco-espinho ironiza os </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">padr</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">ões classificatórios e generalistas dos humanos, mobilizando uma série de elementos que colocam em xeque certos binarismos como natureza e cultura, seres animados e seres inanimados, e questionam a inadequação dessas classificaçõ</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">es frente </span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">à diversidade e à complexidade animal. Neste artigo, busca-se analisar os modos através dos quais essa </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="it-IT">autobiografia animal</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> convoca a repensarmos conceitos como humano e não-humano, a categorização em gê</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">neros liter</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">ários específicos e bem delimitados, os paradigmas dominantes da ciência e as relações entre ficção e realidade, com implicações significativas para examinarmos as relações entre humanos e animais.</span></span></span></span></span></p> 2022-12-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670518 Para além do humano 2022-07-26T20:28:23+00:00 Marta Banasiak banan158@hotmail.com <p>Partindo dos estudos de museologia e da teoria da ecocrítica da matéria vinda diretamente da perspetiva do novo materialismo, propõe-se uma leitura do mais recente romance de João Paulo Borges Coelho <em>Museu da Revolução</em> (2021). O estudo observa o processo de transformação da narrativa em uma exposição interativa, ou exposição em movimento, explorando as capacidades narrativas dos elementos não-humanos e, ao mesmo tempo o processo de limitação da agência do elemento humano (personagens) e sua transformação em objetos malháveis. Assume-se que essa construção de discurso participa no projeto de recuperação da(s) histórias(s) da revolução moçambicana, as suas origens políticas e históricas e as suas consequências na contemporaneidade igualmente como a colocação do país dentro do contexto da geopolítica mundial.</p> 2022-12-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8669044 Algumas figurações da catástrofe ancestral na América Latina 2022-04-18T00:12:12+00:00 Mariana Ruggieri ruggieri.mari@gmail.com <p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Partindo da ideia da “catástrofe ancestral” – colonial e racial – em oposição à “catástrofe por vir”, o texto se debruça, ao modo de fragmentos, sobre </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>A queda do céu</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, de Davi Kopenawa e Bruce Albert (2015), </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Primera nueva corónica y buen gobierno</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, de Waman Puma de Ayala (1615), “Chiapas: el sureste en dos vientos, una tormenta y una profecia”, do Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN, 1994), uma filmagem do enterro de Emiliano Zapata (1919) e </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Torto arado</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, de Itamar Vieira Junior (2019). Por meio desses e outros textos, o intuito é qualificar o </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>anthropos</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> do antropoceno.</span></span></p> 2022-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8669997 Literatura e meio ambiente 2022-06-01T19:04:11+00:00 Ianes Augusto Cá i234299@dac.unicamp.br <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O uso inconsciente dos recursos naturais está levando o mundo à beira do abismo, com a crescente destruição das florestas naturais; a diminuição drástica das reservas de combustível fóssil; a contaminação do meio ambiente; as alterações climáticas e os desastres ambientais que já estão acontecendo e atormentam o mundo, ameaçando sobrevivência das espécies e – consequentemente, causando a destruição do ecossistema e da possibilidade de modos sustentáveis de relação do homem com a natureza. Partindo dessa constatação, a ecocrítica se constitui como movimento mundial emergente contra atitude antropocêntrica em relação à natureza, potencializada pela ascensão capitalista. Nesse contexto, este estudo tem como propósito rastrear os debates em torno da literatura e do meio ambiente nas literaturas africanas, e como a consciência ecológica aparece nos textos literários dos seus escritores. De modo específico, busca-se compreender como a ecopoética (Terra-poesia) constitui um elemento estruturante do eu-poético nos dois poemas intitulados “</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Voltar ao poilão”, I e II</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, da obra </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Desesperança no chão de medo e dor</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, de Tony Tcheka (2015) – nos quais se manifestam a experiência e o entrelaçamento entre os humanos e os não-humanos, considerando que floresta, fauna e flora – o “mundo natural” – se constituem como uma ampla rede de inter-relações intrínsecas à própria existência humana. A reflexão parte de uma perspectiva interdisciplinar, por meio da abordagem dos estudos da ecocrítica e dos estudos pós-coloniais como posicionamento político e ético, pautados nas relações econômicas, culturais e ecológicas que problematizam as práticas hegemônicas e as novas formas de domínio de subalternização e de exploração. </span></span></p> 2022-12-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668607 É possível jogar Ecocriticamente no Brasil? 2022-03-02T21:19:38+00:00 Bryan Dall Pozzo bryan_dallpozzo@hotmail.com <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Hoje sabemos ser premente a necessidade de pensarmos sobre os jogos digitais dentro de uma perspectiva brasileira, partindo do Sul Global, por intermédio da Ecocrítica. Isso se dá devido ao fato de que a Ecocrítica para jogos digitais, ou </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Ecoplay</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, como posta por Melissa Bianchi (2018; 2020), assimila-se e muito à sua contraparte literária, ou seja, parte quase que exclusivamente de pesquisadores anglófonos. Embora muito da Ecocrítica já tenha se libertado de suas raízes do Norte, voltando-se para perspectivas decoloniais e ecofeministas, pouco se vê dessa realidade nos jogos digitais. Desse modo, argumento que é de extrema necessidade pensarmos e analisarmos jogos, sejam eles produzidos ou consumidos no Brasil. Bem como suas formas de engajamento, narrativas, mecânicas, regras, contextos de produção e venda. Especialmente dado que hoje somos um dos maiores mercados consumidores e, ainda que não tenhamos nenhuma publicadora AAA (</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>triple A</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">,</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> como são chamadas as grandes companhias bilionárias de jogos) no país, existem diversos estúdios </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>indies</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> e há muito a se ganhar através do</span></span> <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Ecoplay</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">. Dessa forma, podemos procurar </span></span><span style="color: #00000a;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">dar voz à natureza e </span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">a</span></span><span style="color: #00000a;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">o mundo exterior da narrativa, frequentemente silenciados, imaginar maneiras de descentralizar o jogador de sua perspectiva antropocêntrica, pensar diferentes formas de jogar, de produzir material e de consumir, o que inclui demais elementos que circundam os jogos e seus processos de consumo e manufatura.</span></span></span></p> 2022-12-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8666507 "Hototogisu", a história de um romance de sucesso 2021-07-27T12:28:37+00:00 Karen Kazue Kawana kkawanak@gmail.com <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 120%;" align="JUSTIFY">Este artigo, por meio do exame do romance <em>Hototogisu </em>[O cuco] – escrito por Roka Tokutomi (1868-1927) e serializado no jornal <em>Kokumin Shimbun</em> entre 1898-1899 –, faz uma breve análise de como a abertura do Japão ao Ocidente na segunda metade do século XIX, e o consequente afluxo de ideias e obras estrangeiras ao país, introduziu o romance moderno no Japão e como este foi incorporado à literatura local. A obra em questão se tornou um dos grandes sucessos literários do período Meiji (1868-1912) e foi traduzida para diversas línguas no início do século XX.</p> 2022-12-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons