https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/issue/feed Remate de Males 2022-09-06T19:11:47+00:00 Fabio Durao remate@iel.unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo: Remate de Males</strong> é uma publicação semestral do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP e tem por finalidade a divulgação de artigos, resenhas, entrevistas e fontes documentais relevantes para os estudos literários. A revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias. Dossiês temáticos e seus respectivos prazos para submissão de artigos serão periodicamente divulgados pela comissão editorial. Artigos de temática livre podem ser submetidos em fluxo contínuo. <br><strong>Qualis</strong>: A1 <br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 1980<br><strong>E-ISSN</strong>:2316-5758<br><strong>Título abreviado</strong>: Remate de Males<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:%72%65%6d%61%74%65@%69%65%6c.%75%6e%69%63%61%6d%70.%62%72">remate@iel.unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670115 Subjetividade e transcendência no último “O crepúsculo do entardecer” 2022-09-06T19:10:51+00:00 Joseph Acquisto jacquist@uvm.edu Francine Fernandes Weiss Ricieri weiss.francine@unifesp.br Maria Lúcia Dias Mendes maria.mendes@unifesp.br <p>Este artigo revela, por meio da análise detalhada da versão final do poema em prosa “Crépuscule du soir” de Charles Baudelaire, que a força do poema reside no fato de depender de um modelo de poesia que o reduz ao nível da mercadoria ao mesmo tempo que transcende esse mesmo modelo. “Le Crépuscule du soir” constrói uma poesia dissonante não para rejeitar inteiramente o empreendimento poético, mas para revelar nele um potencial que sempre esteve presente, mas oculto na poesia das gerações anteriores a Baudelaire.</p> 2022-08-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670117 Notas sobre uma estética natimorta 2022-09-06T19:10:42+00:00 Patrick Thériault patrick.theriault@utoronto.ca Francine Fernandes Weiss Ricieri weiss.francine@unifesp.br Maria Lúcia Dias Mendes maria.mendes@unifesp.br <p>Ao mesmo tempo em que acompanha o vivo interesse da literatura do século XIX pelo grotesco, a estética satírica que toma forma em <em>La Belgique déshabillée</em> apresenta traços incontestáveis de originalidade. O objetivo do presente artigo é caracterizar os principais aspectos desse “bufão belga”, no qual Baudelaire investira suas últimas promessas de criação.</p> <p><strong> </strong></p> 2022-08-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670114 A recepção das obras póstumas (1887-1889) 2022-09-06T19:10:56+00:00 Catherine Delons catherinefrancedelons@gmail.com Francine Fernandes Weiss Ricieri weiss.francine@unifesp.br Maria Lúcia Dias Mendes maria.mendes@unifesp.br <p>Em 1887, Eugène Crépet revela uma coleção de textos inéditos de Baudelaire. Na imprensa, muitos artigos permitem medir o lugar ocupado pelo poeta na França vinte anos após sua morte. Aclamado como o precursor do decadentismo e do simbolismo, Baudelaire permanece para seus detratores um poeta imoral, doentio e artificial.</p> 2022-08-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670116 Os três “relógios” (1857-1862) 2022-09-06T19:10:53+00:00 Jean-Michel Gouvard jmgouvard@gmail.com Francine Fernandes Weiss Ricieri weiss.francine@unifesp.br Maria Lúcia Dias Mendes maria.mendes@unifesp.br <p>Neste artigo, comparo as três versões do poema em prosa “L’Horloge”, com o objetivo de melhor compreender as correções feitas por Charles Baudelaire entre 1857 e 1862. Aponto que elas expressam uma crescente ironia e uma rejeição ao lirismo, uma mudança que pode ser explicada pela evolução do projeto do <em>Spleen de Paris</em>, e pela concepção de escrita e poesia que teve o “último Baudelaire”.</p> 2022-08-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668095 Impertinência e crise do sujeito lírico no último Baudelaire 2022-09-06T19:11:36+00:00 Eduardo Veras eduardohnveras@gmail.com <p>Este artigo propõe uma reflexão sobre a impertinência de Charles Baudelaire e suas implicações poéticas, focalizando, em especial, a produção tardia do poeta. Atravessando temas importantes da obra baudelairiana como a polêmica, a solidão, o desejo de distinção, procuro relacionar a impertinência à crise do sujeito lírico e à constituição de um poeta impostor, especialmente nos poemas em prosa do autor. </p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667991 Ana Cristina Cesar retradutora de Baudelaire 2022-09-06T19:11:39+00:00 Álvaro Faleiros alvarofaleiros@gmail.com <p>A partir da fortuna crítica e dos escritos de Ana C sobre tradução visamos, neste artigo, depreender alguns dos princípios que regem sua concepção do traduzir e, por meio deles, pensar sua reescrita de “Le Cygne” de Baudelaire, assim como situar esse seu trabalho no espaço da (re)tradução de Baudelaire no Brasil.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667552 A recepção de Baudelaire no Brasil 2022-09-06T19:11:44+00:00 Gilles Jean Abes gillesufsc@gmail.com <p>O presente trabalho revisita a questão da recepção de Charles Baudelaire no Brasil. Não perdendo de vista a centralidade da tradução na recepção da poesia do autor, a partir da década de 70 do século XIX, conforme apontam Amaral, Meirelles ou ainda Candido, procuro indicar uma recepção anterior, com leitura direta em francês. Ao pesquisar os jornais impressos (em francês e português) no Brasil e as revistas francesas vendidas no país, a exemplo da <em>Revue des Deux Mondes</em>, nota-se a presença do poeta bem antes da década de 1870. Portanto, o <em>acontecimento</em> da recepção de Baudelaire não se limita às primeiras traduções, mas deita certamente suas raízes já em 1855, ano crucial para sua recepção, segundo André Guyaux. No contexto específico brasileiro, a circulação transnacional de bens culturais e a influência da cultura francesa têm papel fundamental na presença do nome de Baudelaire, cujos vestígios aparecem não somente em referências a suas obras, como também a sua fortuna crítica.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667505 Spleen de Paris e nossos contemporâneos 2022-09-06T19:11:47+00:00 Franklin Alves Dassie franklin.alves@hotmail.com <p>Esta pesquisa é dividida em três partes. Na primeira delas, faço uma leitura crítica de artigos sobre o fim do verso em Charles Baudelaire com a publicação de <em>O spleen de Paris</em>. Em todos os poemas, escritos em torno do aniversário de 152 anos do livro e 200 anos da morte do autor, além da questão do abandono do verso e a entrada da prosa, é mostrada a relação mais instigante que Baudelaire estabeleceu com a sua contemporaneidade. Na segunda parte, investigo autores contemporâneos que mostram um redobramento dessa questão do fim do verso, sobretudo na cena francesa. Por fim, investigo a relação da montagem de <em>O spleen de Paris</em> e a noção de <em>corpus</em> de Jean Luc-Nancy para ler o hibridismo em dois livros da poeta portuguesa Adília Lopes. A pesquisa não se apresenta de forma completa e apresento neste artigo alguns apontamentos sobre o tema.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667555 Multidão, solidão 2022-09-06T19:11:41+00:00 Rita Loiola rita.loiola@gmail.com <p>A solicitação endereçada ao leitor é elemento central da constituição da poética de Charles Baudelaire. Em alguns poemas em prosa reunidos no título póstumo <em>O spleen de Paris</em>, a relação entre poeta e leitor parece se estabelecer por meio da encenação do sujeito poético como um leitor levado aos limites da razão. Este artigo busca apontar alguns aspectos dessa dramatização do poeta como intérprete que por vezes fracassa diante do real, confrontado com a própria incapacidade de decifração. A leitura partirá de aproximações entre o poema em prosa “As multidões”, de Baudelaire, do conto “The Man of the Crowd”, de Edgar Allan Poe, traduzido pelo poeta, e de trechos dos <em>Paraísos artificiais</em>, buscando examinar a relação entre os termos “solidão” e “multidão” e uma certa fluidez ou indeterminação da constituição do sentido. Pretende-se, assim, apontar de que maneira a representação do poeta como um exegeta nem sempre bem-sucedido diante da promessa de significados pode estar operando na construção do que se poderia chamar de uma “poética da contradição” do texto baudelairiano.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668688 O poeta José de Alencar, a ópera e as prima-donas 2022-09-06T19:10:59+00:00 Wilton José Marques will@ufscar.br <p>O artigo trata de um aspecto pouco conhecido da produção literária de José de Alencar, isto é, sua poesia. Nesse sentido, discute a relação do autor com a ópera e apresenta alguns poemas, incluindo um inédito, em que o poeta homenageia três prima-donas do Teatro Lírico Fluminense.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668413 Tempo circular, pululação e fracasso em “O jardim de veredas que se bifurcam”, de Jorge Luis Borges 2022-09-06T19:11:33+00:00 Adriano Schwartz aschwart@usp.br <p>O artigo pretende mostrar que, apesar de diferentes leituras de “O jardim de veredas que se bifurcam”, de Jorge Luis Borges, sempre mencionarem a importância do termo “pululação” – que ali aparece três vezes em um momento crucial da narrativa –, essa importância raras vezes é explicitada. Ao discutir de modo detido o trecho em que a palavra é usada reiteradamente, espera-se expandir a leitura a ela vinculada e já corrente da circularidade e da multiplicidade na obra. Espera-se ao mesmo tempo mostrar como essa expansão implica o fracasso (e não há nada de negativo aí) do próprio texto e de sua interpretação, bem como que essa ideia de fracasso já aparecia de forma disseminada nesse e nos outros dois contos de Borges (“A morte e a bússola” e “Aben Hakam, o Bokari, morto em seu labirinto”) que releem os três contos policiais de Edgar Allan Poe.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670826 Entrevista com André Guyaux 2022-08-24T18:37:39+00:00 Andrea Schellino andrea.schellino@yahoo.it Aurélia Cervoni aurelia.cervoni@sorbonne-universite.fr Eduardo Veras eduardohnveras@gmail.com Gilles Jean Abes gillesufsc@gmail.com Nícollas Ranieri de Moraes Pessoa nicllpessoa@hotmail.com <p>André Guyaux é professor emérito da Faculdade de Letras da Sorbonne Université. Autor de um livro sobre a “fortuna crítica” de Baudelaire (<em>Baudelaire</em>. <em>Un demi-siècle de lectures des «&nbsp;Fleurs du Mal&nbsp;», 1855-1905</em>, PUPS, 2007), publicou <em>Fusées</em> e<em> Mon coeur mis à nu</em> na coleção Folio (2016). Ele codirige a revista anual de estudos baudelairianos, <em>L’Année Baudelaire</em>. Também editou as <em>Œuvres complètes</em> (2009) de Rimbaud na Bibliothèque de la Pléiade e codirigiu a edição de <em>Romans</em> <em>et nouvelles</em> (2019) de Huysmans na mesma coleção.</p> 2022-08-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670832 Entrevista com Bertrand Marchal 2022-08-25T12:48:52+00:00 Andrea Schellino andrea.schellino@yahoo.it Aurélia Cervoni aurelia.cervoni@sorbonne-universite.fr Eduardo Veras eduardohnveras@gmail.com Gilles Jean Abes gillesufsc@gmail.com Nícollas Ranieri de Moraes Pessoa nicllpessoa@hotmail.com <p>Bertrand Marchal, professor emérito da Sorbonne Université, dedicou a maior parte de sua obra e de suas publicações à poesia francesa do século XIX, particularmente a Mallarmé, sejam ensaios como <em>La Religion de Mallarmé</em> (José Corti, 1988 e 2018) ou edições como os dois volumes de suas <em>Œuvres complètes</em> na Bibliothèque de la Pléiade (Gallimard, 1998). Além dessas obras, publicou <em>Lecture de Mallarmé</em> (José Corti, 1985), <em>Salomé entre vers et prose. Baudelaire, Mallarmé, Flaubert, Huysmans</em> (José Corti, 2005) e <em>Le Symbolisme</em> (Armand-Colin, 2011).</p> 2022-08-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670813 “O último Baudelaire” 2022-09-06T19:10:40+00:00 Andrea Schellino andrea.schellino@yahoo.it Aurélia Cervoni aurelia.cervoni@sorbonne-universite.fr Eduardo Veras eduardohnveras@gmail.com Gilles Jean Abes gillesufsc@gmail.com <p>O “último Baudelaire” existe? Quando se iniciaria o último período criativo do poeta? Com a publicação dos primeiros poemas em prosa, em junho de 1855? Com a dos Paraísos artificiais, em maio de 1860, ou com a segunda edição das Flores do mal, em fevereiro de 1861? Ou, antes, com a estada do poeta na Bélgica, na primavera de 1864? Essas perguntas implicam uma delimitação temporal que pode parecer artificial.</p> 2022-08-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668554 Sobre fantasmas e suas histórias 2022-09-06T19:11:31+00:00 Palmireno Moreira Neto palmireno.neto@gmail.com <p>Resenhas:<br /><span style="font-size: 0.875rem;">RESENDE, Nilton. </span><em style="font-size: 0.875rem;">Diabolô</em><span style="font-size: 0.875rem;">. 2 ed. Maceió: Trajes Lunares, 2020.<br /></span>RESENDE, Nilton. <em>Fantasma</em>. Maceió: Trajes Lunares, 2021.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668562 Espantalhos e monstros teóricos 2022-09-06T19:11:06+00:00 Matheus de Brito matheusb.debrito@gmail.com <p>Resenha: ARAÚJO, Nabil. <em>Teoria da Literatura e História da Crítica: momentos decisivos. </em>Rio de Janeiro: EdUERJ, 2020.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668565 Disposição para o debate e capacidade de exposição e síntese em livro ambicioso sobre literatura brasileira 2022-02-26T15:53:08+00:00 Homero Vizeu Araújo homerovizeu@gmail.com <p>Há um título de Borges que poderia ser a epígrafe do livro de Luís Augusto Fischer: o tamanho de minha esperança.<em> Duas formações, uma história</em> consiste em um longo e detalhado ensaio escrito em prosa argumentativa que recusa o jargão e que aposta na densidade e no esclarecimento, sem deixar de afirmar uma esperança inconformista na importância da leitura e da literatura. Resulta um feito intelectual extraordinário ao articular debate teórico, avaliação de conceitos e procedimentos estabelecidos, postulação de novas propostas e, mais surpreendente, autobiografia intelectual repassada por informação precisa e formulações bem-humoradas. O conjunto não se abstém de provocar e arguir posições estabelecidas e alguns consensos.</p> 2022-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons