https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/issue/feedRemate de Males2020-11-30T00:00:00+00:00Fabio Duraoremate@iel.unicamp.brOpen Journal Systems<p><strong>Escopo: Remate de Males</strong> é uma publicação semestral do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP e tem por finalidade a divulgação de artigos, resenhas, entrevistas e fontes documentais relevantes para os estudos literários. A revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias. Dossiês temáticos e seus respectivos prazos para submissão de artigos serão periodicamente divulgados pela comissão editorial. Artigos de temática livre podem ser submetidos em fluxo contínuo. <br><strong>Qualis</strong>: A1 <br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 1980<br><strong>E-ISSN</strong>:2316-5758<br><strong>Título abreviado</strong>: Remate de Males<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:%72%65%6d%61%74%65@%69%65%6c.%75%6e%69%63%61%6d%70.%62%72">remate@iel.unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p>https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659772Os hóspedes2020-08-05T22:32:38+00:00Hisham Matarffeduerj@gmail.comEduardo Ferraz Felippe (Trad.)ffeduerj@gmail.com<p>Trata-se da tradução de uma palestra dada pro Hisham Matar acerca de biografia e ficção em Conrad e Said em Nova York em Outubro de 2018. </p>2020-12-09T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8660837Pasolini passou aqui: depoimentos2020-08-19T15:44:22+00:00Bernardo Carvalhobcarvalho@uol.com.brJosé Fernando Peixoto de Azevedoazevedojosefernando@gmail.com<p>"Pasolini passou aqui: depoimentos" é uma seção especial do Dossiê Pasolini e a crítica, composta por contribuições dos escritores Bernardo Carvalho e José Fernando Peixoto de Azevedo.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8663403Apresentação2020-11-27T19:03:13+00:00Carlos Eduardo Berrielceoberriel@hotmail.comFábio Durãofabioadurao@gmail.comCláudia Tavares Alvesclautalves@gmail.comMaria Betânia Amoroso betamor@uol.com.br<p>Já há algum tempo, na Itália e fora dela, Pier Paolo Pasolini vem sendo apresentado como um pensador do mundo contemporâneo, tornando menos importantes as compartimentações - em gêneros ou fases - pelas quais sua obra e suas atividades vinham sendo apresentadas. É o que se detecta em livros como o de Didi-Huberman, <em>Sobrevivência dos vaga-lumes</em> (Editora UFMG, 2011); ou, antes, em ensaios como o de <em>Il pensiero meridiano</em> (O pensamento meridiano), de Franco Cassano (Laterza, 1996); ou, nos mais recentes, <em>Effetto Italian Thought</em> (Efeito <em>Italian Thought)</em>, organizado por E. Lisciani-Petrini e G. Strummiello (Quodlibet, 2017), e <em>Decostruzione o biopolitica</em>? (Desconstrução ou biopolítica?), coletânea reunida por Elettra Stimilli (Quodlibet, 2017).</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8658091A experiência ficcionalizada em Das Leben Geht Weiter, de Hans Keilson2020-07-15T22:15:28+00:00Patrícia Helena Baialuna de Andradepatricia_andrade@byu.edu<p>Durante o período entre guerras na Alemanha, conhecido como República de Weimar, prevaleceu enquanto tendência literária a Nova Objetividade, que preconizava uma escrita objetiva, documental e engajada em contribuir para a politização do público leitor. Este artigo tem como objetivo analisar o primeiro romance publicado por Hans Keilson, Das Leben Geht Weiter (1933), e apontar de que maneiras a obra, confessamente inspirada em experiências pessoais do autor, insere-se e destaca-se no escopo da Nova Objetividade. Procuramos investigar no texto do romance a representação da sociedade alemã na mencionada época, que se faz, sobretudo, através da perspectiva subjetiva do protagonista Albrecht Seldersen.</p>2020-12-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8655717Identidade transitória2020-07-15T22:33:40+00:00Ivan Delmantoivandelmanto@yahoo.com.br<p>Este artigo procura identificar uma espécie de teoria teatral negativa em textos de Jorge Luis Borges sobre William Shakespeare. Procuraremos demonstrar que, nas reflexões teatrais do escritor argentino, assombradas pela imagem do suicídio, é possível ler uma crítica a diversas noções de identidade, capazes de esboçar traços de uma estética teatral alternativa ao drama burguês.</p>2020-12-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8657822Os estudos literários brasileiros nos anos 1970 e o lugar da teoria no trabalho de Luiz Costa Lima2020-07-15T21:42:34+00:00Jefferson Mellojefferson@usp.br<p>Neste artigo, busco analisar e discutir a presença das teorias estruturalistas no trabalho de Luiz Costa Lima, na década de 1970, apontando, também, como elas se conectam às questões institucionais e políticas do período. Tento demonstrar que, a partir do seu livro de 1973, Estruturalismo e teoria da literatura, e de uma série de artigos publicados em suplementos literários, o autor articula as discussões propriamente teóricas àquelas vinculadas tanto ao subcampo da crítica literária quanto a uma interpretação do contexto político brasileiro.</p>2020-12-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659661Palhaços mortos, poetas e outros párias2020-07-15T21:27:24+00:00Francine Ricierifrancinericieri@gmail.com<p>O ensaio pretende analisar a publicação, na revista <em>Kosmos</em> (1907), de “Morte do palhaço”, de Gonzaga Duque. A escolha dessa publicação em específico (há, pelo menos, duas outras versões, em livros de 1914 e 1996) decorre de aspectos nela presentes considerados decisivos para alguns dos sentidos passíveis de discussão a partir do texto. Facilmente assimilável a uma interpretação metapoética que coloca em questão a arte como experimentação, “Morte do palhaço” parece demonstrar, ainda, certo imbricamento entre o que seria da ordem do prosaico e o que seria da ordem do poético, nesse momento histórico específico, com possibilidade de associação a questões teóricas mais recentemente propostas, que levariam à discussão da possibilidade de trânsito entre dois ideais de escrita (um ideal “alto” e um ideal “baixo”). Uma questão adicional diz respeito à estreita relação observável, na versão da <em>Kosmos</em>, entre o texto propriamente dito e algumas ilustrações de “Klixto” (Calixto Cordeiro), que o acompanham.</p>2020-12-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8658240Hierarquia e adulação em Antônio Vieira2020-07-15T21:47:04+00:00Jean Pierre Chauvintupiano@usp.br<p>Neste artigo, aborda-se a construção do <em>ethos</em> virtuoso de Antônio Vieira, a partir da leitura de sermões e missivas pregados na década de 1650, pouco antes de sua segunda vinda para o continente americano. A análise enfatiza o <em>Sermão da primeira sexta-feira da Quaresma</em>, pregado na Capela Real de Lisboa em 1651. </p>2020-12-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8655861A mediação local 2019-09-19T13:10:20+00:00Leandro Pasinilepasini@yahoo.com.br<p>As relações de Antonio Candido com o modernismo brasileiro são conhecidas, embora o seu significado, no âmbito da teoria literária, ainda esteja em aberto. A proposta deste ensaio é acompanhar não somente a vinculação dele com o movimento modernista, sobretudo o de São Paulo, mas também o modo como ele desdobrou com originalidade própria o núcleo estético desse movimento em um núcleo crítico e teórico, mediado pela figura intelectual de Mário de Andrade. Com esse fim, a ideia de <em>formação</em> será pensada aqui como o resultado de uma depuração de seu comprometimento e estudo do modernismo, e que pode, a partir de um retorno à matriz inicial de sua elaboração, transformar-se em uma perspectiva nova de leitura tanto da obra de Antonio Candido quanto da noção de modernismo.</p>2020-12-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8660851Descrição e Destruição2020-08-19T15:35:10+00:00Marco Antonio Bazzocchiclautalves@gmail.comNina Borges Amaral (Trad.)ninabamaral@gmail.comMaria Betânia Amoroso (Trad.)betamor@uol.com.br<p>Para refletir sobre a relação entre escrita e sexualidade pela perspectiva de Pasolini, o presente artigo abordará as resenhas literárias publicadas pelo autor e reunidas postumamente no volume <em>Descrizioni di descrizioni</em>, passando também por suas outras produções, como o romance <em>Petrolio </em>e o filme <em>Salò ou 120 dias de Sodoma</em>. Valendo-se da ideia de que toda crítica é um ato obsceno, a intenção principal é pensar como o processo de escrita implica simultaneamente um gesto de criação e de destruição.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8660708Música e sons segundo Pasolini2020-08-19T15:36:14+00:00Claudia Calabreseclaudcal@icloud.comCláudia Tavares Alves (Trad.)clautalves@gmail.comMaria Betânia Amoroso (Trad.)betamor@uol.com.br<p>Desde a sua estreia, Pasolini mostrou depositar uma grande confiança na música e nos sons, considerando-os instrumentos essenciais à expressão e até mesmo, já na época da <em>revolução antropológica</em>, similares a ações da realidade. Assim ele escreveu em sua autobiografia em versos, intitulada “Poeta delle Ceneri” (1966-1967): “[...] eu queria ser escritor de música [...] a única ação expressiva,/ talvez, alta e indefinível quanto as ações da realidade” (PASOLINI, 2015c, p. 1.288). A partir dessa confissão, o presente ensaio indaga – por meio de uma aproximação interdisciplinar que perpassa a produção poética, literária, cinematográfica e as reflexões ensaísticas de Pasolini – a origem de seu <em>pensamento sonoro</em> e as bases sobre as quais se sustentou a relação entre experiência, a qual transita também a partir da escuta, e formas de arte.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659613A crítica radical de Pasolini2020-08-19T15:36:57+00:00Maria Betânia Amorosobetamor@iel.unicamp.br<p>Partindo de observações de Leonardo Sciascia e de Piergiorgio Bellocchio sobre Pasolini e sua obra, o ensaio propõe seguir pistas interpretativas que apontem para alternativas críticas capazes de ir além de tópicos como o da experimentação na escrita ou o da adequação da obra à história literária convencional. Para isso levou-se em consideração o estudo de Adriana Cavarero (2011) sobre a voz nas suas relações com a filosofia e a política, no que iluminam o significado da <em>crítica radical</em> em Pasolini.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659654Das tragédias à crítica2020-08-19T15:37:35+00:00Vinícius Nicastro Honeskoviniciushonesko@gmail.com<p>O presente ensaio pretende abordar certas especificidades do engajamento intelectual diante da vida. Para tanto, organiza-se, de início, a partir da leitura de <em>O espírito da ficção científica</em>, de Roberto Bolaño, para, na sequência, interpelar como essas especificidades se apresentam na leitura cinematográfica que Pier Paolo Pasolini faz da <em>Oresteia </em>de Ésquilo. Traça algumas análises da questão da <em>tragédia </em>tanto a partir de Nietzsche como nos modos com os quais Pasolini desdobra os problemas que lê em Ésquilo em suas maneiras de enxergar seu tempo. Por fim, propõe-se a ler como esse procedimento pasoliniano, além de apontar para um modo de engajar-se intelectualmente, carrega uma potência de questionamento do funcionamento – e da falência – da política representativa contemporânea.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659509Estado de graça2020-08-19T15:38:16+00:00Manoel Ricardo de Limamanoelricardodelima@gmail.com<p>Este artigo parte da crítica elaborada por Pier Paolo Pasolini em alguns textos da coluna “O Caos”, publicada no semanário <em>O Tempo</em><strong>,</strong> entre agosto de 1968 e janeiro de 1970. Depois, desdobra-se numa leitura de seu pensamento crítico entre a ideia de “estado de graça”, proposta por Christopher Domínguez Michael, e o conceito de “classe”, relido e expandido a partir de Walter Benjamin por Andrea Cavalletti.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8660660Cinzas de Pasolini2020-08-19T15:38:55+00:00Alex Calheirosalex.calheiros@gmail.com<p>Pretendemos aqui desenvolver um percurso investigativo que elucide uma passagem do filme <em>Caro diário</em>, de Nanni Moretti, na qual se faz uma homenagem a Pier Paolo Pasolini, explorando suas implicações históricas, políticas e culturais. A hipótese desta investigação são as semelhanças estruturais e narrativas entre a homenagem de Nanni Moretti e o poema “Cinzas de Gramsci”, de Pasolini.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659612O discurso crítico de Pasolini e Fortini nas páginas de jornais2020-08-19T15:39:35+00:00Cláudia Tavares Alvesclautalves@gmail.com<p>A partir de um questionamento acerca dos paradigmas de atuação crítica de Pier Paolo Pasolini e Franco Fortini, este artigo apresenta algumas linhas de reflexão sobre como ambos os escritores agiam enquanto figuras de intervenção pública. Para tanto, serão analisados momentos de interlocução estabelecida entre os dois através das páginas de jornais italianos, principalmente a partir do ano de 1968, quando divergências acabam por culminar no rompimento pessoal entre eles. Assim, a principal intenção desta análise é mostrar em que medida as formas de fazer crítica praticadas por Pasolini e Fortini ora se assemelham e ora se distinguem consideravelmente, o que acaba por revelar que, apesar de ambos terem motivações políticas muito próximas enquanto intelectuais marxistas-gramscianos, cada um deles traçou percursos bastante particulares.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659513Paixão e filologia2020-08-19T15:40:10+00:00Davi Pessoadavipessoacarneiro@gmail.com<p>Este artigo aborda a intempestiva relação entre crítica e linguagem que emergiu já na juventude de Pasolini, a qual será uma constante mutável por toda sua breve vida. Giorgio Agamben aponta que o jovem Pasolini não subjuga o dialeto friulano à língua constitucional, pois deseja dizer com o dialeto coisas elevadas, difíceis, com maior frescor e potência. Assim, a crítica operada por Pasolini mobilizou eruptivos debates, nos quais colocava em choque a língua como <em>inventum </em>(língua institucional) e a língua como <em>inventio</em> (língua-poesia), para desse confronto insurgir-se uma filologia crítica e inventiva. </p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8660453Pasolini e a forma da cidade2020-08-19T15:40:45+00:00Pascoal Farinacciopascoalf@hotmail.com<p>Este artigo busca, primeiramente, analisar o curta-metragem de Pier Paolo Pasolini e Paolo Brunatto, <em>Pasolini e... </em><em>la forma della città</em> (1974), discutindo os elementos fundamentais da crítica de arquitetura de Pasolini. Em sua fala no documentário, sobressaem: sua argumentação sobre a perfeição estilística da antiga cidade italiana de Orte, e sobre como a “forma da cidade” é aviltada pela especulação imobiliária que constrói edifícios de outra ordem estética em seu entorno; a relação entre arquitetura, natureza e luz; a importância de defender as obras de edificadores anônimos do passado e os centros históricos das cidades antigas; a crítica à sociedade de consumo e a seu poder de destruição das obras do passado. Em um segundo momento, aproximamos as reflexões de Pasolini às do filósofo e arquiteto italiano Roberto Perigalli, elaboradas em seu livro <em>I luoghi e la polvere </em>(2010), no qual verificamos muitas afinidades ideológicas e estéticas com o pensamento do cineasta. Em especial há uma convergência, aqui discutida, na valorização que os autores fazem do passado arquitetônico, cuja força revolucionária pode servir para uma crítica do cenário presente, a apreensão de uma beleza imperfeita e frágil que se nutre dos efeitos do envelhecimento causado pela passagem do tempo e o apreço pelas ruínas como possibilidade de vivência de uma temporalidade diversa, uma experiência de comoção perante a transitoriedade das coisas.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659620Pier Paolo Pasolini e as linguagens do real2020-08-19T15:41:19+00:00Roan Costa Cordeiroroan.costa@gmail.com<p>O nexo estabelecido por Pier Paolo Pasolini entre realidade e linguagem constitui uma tensão que distende as suas obras em distintos meios de expressão. Diante dos vínculos particulares que ele estabelece entre a linguagem pictórica e a poética, nos quais a recepção do aparato crítico de Roberto Longhi se mostra estratégica, propõe-se considerá-los por meio do gesto exemplarmente cristalizado nos versos de <em>Gli affreschi di Piero ad Arezzo, </em>primeira parte do poema <em>La ricchezza (1955-1957)</em>, coligido em <em>La religione del mio tempo </em>(1961). Nesses versos, para os quais se apresenta tradução neste artigo, o impacto produzido pela pintura renascentista de Piero della Francesca permite observar o vitalismo estético que fundamenta a práxis poética pasoliniana, assim como a crítica do presente que articula tal prática. Nesse sentido, verifica-se que também a perspectiva de Pasolini acerca das artes visuais se revela uma penetrante tradução histórica e crítica da própria realidade como forma de linguagem.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659617Pasolini e a imaginação crítica2020-08-19T15:41:49+00:00Júlia Vasconcelos Studartjuliastudart@gmail.com<p>Diante do pequeno ensaio de Pier Paolo Pasolini, publicado em 1964, <em>Cinema de prosa, cinema de poesia</em>, este artigo propõe uma leitura de certas posições políticas do poeta italiano acerca do que toma como “situação cultural”, primeiro, numa operação com as formas de expressão e, depois, da expansão de seu pensamento crítico a partir dos modos deliberados de imaginação.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commonshttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/remate/article/view/8659682O coração lacerado2020-08-19T15:42:24+00:00Gustavo Silveira Ribeirogutosr1@hotmail.com<p>A partir de um exercício de literatura comparada, este artigo procura compreender a relação que muitos poetas contemporâneos do Brasil mantêm com a obra poética, o pensamento e a vida de Pier Paolo Pasolini. Entre a celebração e o trabalho de luto, a obra de escritores de relevo como Ricardo Domeneck e Carlito Azevedo, entre outros, se vê atravessada pela presença do poeta italiano, cujo trabalho parece encontrar eco em certas demandas estéticas e políticas assumidas por eles.</p>2020-11-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Licença Creative Commons