Remate de Males https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate <p><strong>Escopo: Remate de Males</strong> é uma publicação semestral do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP e tem por finalidade a divulgação de artigos, resenhas, entrevistas e fontes documentais relevantes para os estudos literários. A revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias. Dossiês temáticos e seus respectivos prazos para submissão de artigos serão periodicamente divulgados pela comissão editorial. Artigos de temática livre podem ser submetidos em fluxo contínuo. <br><strong>Qualis</strong>: A1 <br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 1980<br><strong>E-ISSN</strong>:2316-5758<br><strong>Título abreviado</strong>: Remate de Males<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:%72%65%6d%61%74%65@%69%65%6c.%75%6e%69%63%61%6d%70.%62%72">remate@iel.unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Remate de Males 2316-5758 <p dir="ltr"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"><br>O periódico <strong>Remate de Males</strong>&nbsp;utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> <div>&nbsp;</div> Sobre fantasmas e suas histórias https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668554 <p>Resenhas:<br /><span style="font-size: 0.875rem;">RESENDE, Nilton. </span><em style="font-size: 0.875rem;">Diabolô</em><span style="font-size: 0.875rem;">. 2 ed. Maceió: Trajes Lunares, 2020.<br /></span>RESENDE, Nilton. <em>Fantasma</em>. Maceió: Trajes Lunares, 2021.</p> Palmireno Moreira Neto Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 222 228 10.20396/remate.v42i1.8668554 Espantalhos e monstros teóricos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668562 <p>Resenha: ARAÚJO, Nabil. <em>Teoria da Literatura e História da Crítica: momentos decisivos. </em>Rio de Janeiro: EdUERJ, 2020.</p> Matheus de Brito Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 229 241 10.20396/remate.v42i1.8668562 Disposição para o debate e capacidade de exposição e síntese em livro ambicioso sobre literatura brasileira https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668565 <p>Há um título de Borges que poderia ser a epígrafe do livro de Luís Augusto Fischer: o tamanho de minha esperança.<em> Duas formações, uma história</em> consiste em um longo e detalhado ensaio escrito em prosa argumentativa que recusa o jargão e que aposta na densidade e no esclarecimento, sem deixar de afirmar uma esperança inconformista na importância da leitura e da literatura. Resulta um feito intelectual extraordinário ao articular debate teórico, avaliação de conceitos e procedimentos estabelecidos, postulação de novas propostas e, mais surpreendente, autobiografia intelectual repassada por informação precisa e formulações bem-humoradas. O conjunto não se abstém de provocar e arguir posições estabelecidas e alguns consensos.</p> Homero Vizeu Araújo Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 242 249 10.20396/remate.v42i1.8668565 Subjetividade e transcendência no último “O crepúsculo do entardecer” https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670115 <p>Este artigo revela, por meio da análise detalhada da versão final do poema em prosa “Crépuscule du soir” de Charles Baudelaire, que a força do poema reside no fato de depender de um modelo de poesia que o reduz ao nível da mercadoria ao mesmo tempo que transcende esse mesmo modelo. “Le Crépuscule du soir” constrói uma poesia dissonante não para rejeitar inteiramente o empreendimento poético, mas para revelar nele um potencial que sempre esteve presente, mas oculto na poesia das gerações anteriores a Baudelaire.</p> Joseph Acquisto Francine Fernandes Weiss Ricieri Maria Lúcia Dias Mendes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-23 2022-08-23 42 1 5 18 10.20396/remate.v42i1.8670115 Notas sobre uma estética natimorta https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670117 <p>Ao mesmo tempo em que acompanha o vivo interesse da literatura do século XIX pelo grotesco, a estética satírica que toma forma em <em>La Belgique déshabillée</em> apresenta traços incontestáveis de originalidade. O objetivo do presente artigo é caracterizar os principais aspectos desse “bufão belga”, no qual Baudelaire investira suas últimas promessas de criação.</p> <p><strong> </strong></p> Patrick Thériault Francine Fernandes Weiss Ricieri Maria Lúcia Dias Mendes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-23 2022-08-23 42 1 19 37 10.20396/remate.v42i1.8670117 A recepção das obras póstumas (1887-1889) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670114 <p>Em 1887, Eugène Crépet revela uma coleção de textos inéditos de Baudelaire. Na imprensa, muitos artigos permitem medir o lugar ocupado pelo poeta na França vinte anos após sua morte. Aclamado como o precursor do decadentismo e do simbolismo, Baudelaire permanece para seus detratores um poeta imoral, doentio e artificial.</p> Catherine Delons Francine Fernandes Weiss Ricieri Maria Lúcia Dias Mendes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-22 2022-08-22 42 1 38 56 10.20396/remate.v42i1.8670114 Os três “relógios” (1857-1862) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670116 <p>Neste artigo, comparo as três versões do poema em prosa “L’Horloge”, com o objetivo de melhor compreender as correções feitas por Charles Baudelaire entre 1857 e 1862. Aponto que elas expressam uma crescente ironia e uma rejeição ao lirismo, uma mudança que pode ser explicada pela evolução do projeto do <em>Spleen de Paris</em>, e pela concepção de escrita e poesia que teve o “último Baudelaire”.</p> Jean-Michel Gouvard Francine Fernandes Weiss Ricieri Maria Lúcia Dias Mendes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-22 2022-08-22 42 1 57 72 10.20396/remate.v42i1.8670116 Impertinência e crise do sujeito lírico no último Baudelaire https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668095 <p>Este artigo propõe uma reflexão sobre a impertinência de Charles Baudelaire e suas implicações poéticas, focalizando, em especial, a produção tardia do poeta. Atravessando temas importantes da obra baudelairiana como a polêmica, a solidão, o desejo de distinção, procuro relacionar a impertinência à crise do sujeito lírico e à constituição de um poeta impostor, especialmente nos poemas em prosa do autor. </p> Eduardo Veras Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 73 86 10.20396/remate.v42i1.8668095 Ana Cristina Cesar retradutora de Baudelaire https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667991 <p>A partir da fortuna crítica e dos escritos de Ana C sobre tradução visamos, neste artigo, depreender alguns dos princípios que regem sua concepção do traduzir e, por meio deles, pensar sua reescrita de “Le Cygne” de Baudelaire, assim como situar esse seu trabalho no espaço da (re)tradução de Baudelaire no Brasil.</p> Álvaro Faleiros Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 87 107 10.20396/remate.v42i1.8667991 A recepção de Baudelaire no Brasil https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667552 <p>O presente trabalho revisita a questão da recepção de Charles Baudelaire no Brasil. Não perdendo de vista a centralidade da tradução na recepção da poesia do autor, a partir da década de 70 do século XIX, conforme apontam Amaral, Meirelles ou ainda Candido, procuro indicar uma recepção anterior, com leitura direta em francês. Ao pesquisar os jornais impressos (em francês e português) no Brasil e as revistas francesas vendidas no país, a exemplo da <em>Revue des Deux Mondes</em>, nota-se a presença do poeta bem antes da década de 1870. Portanto, o <em>acontecimento</em> da recepção de Baudelaire não se limita às primeiras traduções, mas deita certamente suas raízes já em 1855, ano crucial para sua recepção, segundo André Guyaux. No contexto específico brasileiro, a circulação transnacional de bens culturais e a influência da cultura francesa têm papel fundamental na presença do nome de Baudelaire, cujos vestígios aparecem não somente em referências a suas obras, como também a sua fortuna crítica.</p> Gilles Jean Abes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 108 131 10.20396/remate.v42i1.8667552 Spleen de Paris e nossos contemporâneos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667505 <p>Esta pesquisa é dividida em três partes. Na primeira delas, faço uma leitura crítica de artigos sobre o fim do verso em Charles Baudelaire com a publicação de <em>O spleen de Paris</em>. Em todos os poemas, escritos em torno do aniversário de 152 anos do livro e 200 anos da morte do autor, além da questão do abandono do verso e a entrada da prosa, é mostrada a relação mais instigante que Baudelaire estabeleceu com a sua contemporaneidade. Na segunda parte, investigo autores contemporâneos que mostram um redobramento dessa questão do fim do verso, sobretudo na cena francesa. Por fim, investigo a relação da montagem de <em>O spleen de Paris</em> e a noção de <em>corpus</em> de Jean Luc-Nancy para ler o hibridismo em dois livros da poeta portuguesa Adília Lopes. A pesquisa não se apresenta de forma completa e apresento neste artigo alguns apontamentos sobre o tema.</p> Franklin Alves Dassie Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 132 153 10.20396/remate.v42i1.8667505 Multidão, solidão https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8667555 <p>A solicitação endereçada ao leitor é elemento central da constituição da poética de Charles Baudelaire. Em alguns poemas em prosa reunidos no título póstumo <em>O spleen de Paris</em>, a relação entre poeta e leitor parece se estabelecer por meio da encenação do sujeito poético como um leitor levado aos limites da razão. Este artigo busca apontar alguns aspectos dessa dramatização do poeta como intérprete que por vezes fracassa diante do real, confrontado com a própria incapacidade de decifração. A leitura partirá de aproximações entre o poema em prosa “As multidões”, de Baudelaire, do conto “The Man of the Crowd”, de Edgar Allan Poe, traduzido pelo poeta, e de trechos dos <em>Paraísos artificiais</em>, buscando examinar a relação entre os termos “solidão” e “multidão” e uma certa fluidez ou indeterminação da constituição do sentido. Pretende-se, assim, apontar de que maneira a representação do poeta como um exegeta nem sempre bem-sucedido diante da promessa de significados pode estar operando na construção do que se poderia chamar de uma “poética da contradição” do texto baudelairiano.</p> Rita Loiola Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 154 173 10.20396/remate.v42i1.8667555 O poeta José de Alencar, a ópera e as prima-donas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668688 <p>O artigo trata de um aspecto pouco conhecido da produção literária de José de Alencar, isto é, sua poesia. Nesse sentido, discute a relação do autor com a ópera e apresenta alguns poemas, incluindo um inédito, em que o poeta homenageia três prima-donas do Teatro Lírico Fluminense.</p> Wilton José Marques Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 192 205 10.20396/remate.v42i1.8668688 Tempo circular, pululação e fracasso em “O jardim de veredas que se bifurcam”, de Jorge Luis Borges https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8668413 <p>O artigo pretende mostrar que, apesar de diferentes leituras de “O jardim de veredas que se bifurcam”, de Jorge Luis Borges, sempre mencionarem a importância do termo “pululação” – que ali aparece três vezes em um momento crucial da narrativa –, essa importância raras vezes é explicitada. Ao discutir de modo detido o trecho em que a palavra é usada reiteradamente, espera-se expandir a leitura a ela vinculada e já corrente da circularidade e da multiplicidade na obra. Espera-se ao mesmo tempo mostrar como essa expansão implica o fracasso (e não há nada de negativo aí) do próprio texto e de sua interpretação, bem como que essa ideia de fracasso já aparecia de forma disseminada nesse e nos outros dois contos de Borges (“A morte e a bússola” e “Aben Hakam, o Bokari, morto em seu labirinto”) que releem os três contos policiais de Edgar Allan Poe.</p> Adriano Schwartz Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-03 2022-08-03 42 1 206 221 10.20396/remate.v42i1.8668413 Entrevista com André Guyaux https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670826 <p>André Guyaux é professor emérito da Faculdade de Letras da Sorbonne Université. Autor de um livro sobre a “fortuna crítica” de Baudelaire (<em>Baudelaire</em>. <em>Un demi-siècle de lectures des «&nbsp;Fleurs du Mal&nbsp;», 1855-1905</em>, PUPS, 2007), publicou <em>Fusées</em> e<em> Mon coeur mis à nu</em> na coleção Folio (2016). Ele codirige a revista anual de estudos baudelairianos, <em>L’Année Baudelaire</em>. Também editou as <em>Œuvres complètes</em> (2009) de Rimbaud na Bibliothèque de la Pléiade e codirigiu a edição de <em>Romans</em> <em>et nouvelles</em> (2019) de Huysmans na mesma coleção.</p> Andrea Schellino Aurélia Cervoni Eduardo Veras Gilles Jean Abes Nícollas Ranieri de Moraes Pessoa Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-24 2022-08-24 42 1 174 178 10.20396/remate.v42i1.8670826 Entrevista com Bertrand Marchal https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670832 <p>Bertrand Marchal, professor emérito da Sorbonne Université, dedicou a maior parte de sua obra e de suas publicações à poesia francesa do século XIX, particularmente a Mallarmé, sejam ensaios como <em>La Religion de Mallarmé</em> (José Corti, 1988 e 2018) ou edições como os dois volumes de suas <em>Œuvres complètes</em> na Bibliothèque de la Pléiade (Gallimard, 1998). Além dessas obras, publicou <em>Lecture de Mallarmé</em> (José Corti, 1985), <em>Salomé entre vers et prose. Baudelaire, Mallarmé, Flaubert, Huysmans</em> (José Corti, 2005) e <em>Le Symbolisme</em> (Armand-Colin, 2011).</p> Andrea Schellino Aurélia Cervoni Eduardo Veras Gilles Jean Abes Nícollas Ranieri de Moraes Pessoa Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-25 2022-08-25 42 1 179 191 10.20396/remate.v42i1.8670832 “O último Baudelaire” https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670813 <p>O “último Baudelaire” existe? Quando se iniciaria o último período criativo do poeta? Com a publicação dos primeiros poemas em prosa, em junho de 1855? Com a dos Paraísos artificiais, em maio de 1860, ou com a segunda edição das Flores do mal, em fevereiro de 1861? Ou, antes, com a estada do poeta na Bélgica, na primavera de 1864? Essas perguntas implicam uma delimitação temporal que pode parecer artificial.</p> Andrea Schellino Aurélia Cervoni Eduardo Veras Gilles Jean Abes Copyright (c) 2022 Licença Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-23 2022-08-23 42 1 1 4 10.20396/remate.v42i1.8670813