https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/issue/feed Segurança Alimentar e Nutricional 2022-08-04T14:15:33+00:00 Dra. Alline Artigiani Lima Tribst revnepa@unicamp.br Open Journal Systems <div style="text-align: justify;"> <p><strong>Escopo</strong>: A revista <em>Segurança Alimentar e Nutricional</em> é uma publicação científica eletrônica do NEPA (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação) da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) criada em 2005, que adota sistema de publicação contínua e atende a uma política editorial definida. Desde 2015 a Revista integra o Portal de Periódicos Eletrônicos da UNICAMP e a partir de 2016 os artigos publicados passarão a ter DOI (Digital object identifier) tornando mais fácil a busca e disseminação dos trabalhos publicados.<br /><strong>Qualis</strong>:B4 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Biológicas / Interdisciplinar<br /><strong>Ano de fundação</strong>:1993<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2316-297X<br /><strong>Título abreviado</strong>: Segur. Aliment. Nutr.<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/management/settings/context/mailto:revnepa@unicamp.br">revnepa@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.nepa.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">NEPA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> </div> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670346 Novas geografias 2022-08-04T14:15:22+00:00 Tereza Campello tereza.campello@gmail.com Renato Carvalheira do Nascimento nato.carvalheira@gmail.com Ana Paula Bortoletto Martins anapbmartins@gmail.com Marina Yamaoka marina.yamaoka@gmail.com <p>Outras geografias que não a da fome são possíveis para o Brasil. Esta é a conclusão que os mais de 30 pesquisadores e ativistas sociais chegaram ao participarem do seminário “Geografia da Fome – 75 anos depois: novos e velhos dilemas”, organizado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com o apoio de um conjunto de instituições. Faz-se necessário discutir a obra de Josué de Castro por ser um clássico, pelos atuais números da fome e pela disputa de narrativas em torno do fenômeno da fome que se apresenta por meio de distintos projetos político-ideológicos. Foram quatro grandes consensos que o evento alcançou: a importância do papel do Estado para reverter a situação de fome; as desigualdades como causa e efeito de sistemas alimentares não sustentáveis e da fome; a expansão da produção e a modernização da agricultura se deu mantendo e aprofundando a concentração fundiária, com perda de biodiversidade e sem compromisso com a produção de comida para o povo; além de a fome ser considerada como um projeto político-ideológico em um Brasil de abundâncias. É necessário estimular espaços para mobilizar a academia, gestores públicos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e ativistas comprometidos com uma agenda transformadora em torno da fome e de seus atuais e antigos dilemas.</p> 2022-07-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8665666 ODS 2 2022-08-04T14:15:27+00:00 Maria Vitoria Fontolan mvfontolan@gmail.com Rafael Bozzo Ferrareze rafaelferrareze@hotmail.com Altevir Signor altevir.signor@gmail.com Romilda de Souza Lima romislima2@gmail.com <p>Este trabalho tem como objetivo discutir alguns aspectos relacionados ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS2): “acabar com a fome; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”, especialmente, sob a perspectiva da fome e da pobreza no campo, por meio de uma pesquisa bibliográfica-documental, no intuito de retomar as discussões sobre a importância e a necessidade da alimentação saudável e segura da população rural brasileira na atualidade. Foram abordados os conceitos de Segurança Alimentar e Nutricional e de Direito Humano à Alimentação Adequada e, também, foram apresentados alguns dos desafios para o combate à fome e à pobreza no contexto rural brasileiro. Por fim, concluiu-se que o Estado tem papel primordial neste processo, como promotor de um desenvolvimento rural sustentável, com enfoque na agricultura familiar, que possa corrigir as desigualdades estruturais vigentes e democratizar o acesso à alimentos saudáveis e adequados.</p> 2022-07-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8666690 Estratégias, oportunidades e desafios do processo de construção de um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional 2022-04-27T13:06:45+00:00 Caroline Maria da Costa Morgado caroline.morgado@gmail.com Juliana Pereira Casemiro julianacasemiro@gmail.com Larissa Maia da Cruz maia.dacruz@hotmail.com <p>O artigo tem como objetivo analisar o processo de construção do 1<u><sup>o</sup></u> Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) de Duque de Caxias – Rio de Janeiro procurando identificar estratégias, oportunidades e desafios expressos no contexto local e sua articulação com eventos e conjuntura nacional. Para tanto, foi realizada análise documental a partir de buscas em <em>site</em> oficial, consulta a acervo físico em órgão municipal responsável pela SAN e os registros realizados durante a elaboração do plano. Os resultados apontam a relevância do engajamento da sociedade civil e da administração pública no tema para a publicação do Plano Municipal de SAN. Mesmo com o cenário atual de desconstrução da política de SAN a nível federal associado ao surgimento da pandemia pelo coronavírus, que vem contribuindo para o aumento da insegurança alimentar e nutricional, existem oportunidades no nível local para que as instâncias de SAN ativas no município deem continuidade aos debates sobre as políticas públicas de SAN com vistas à implantação de medidas pertinentes.</p> 2022-03-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8663762 Segurança alimentar e PNAE 2022-08-04T14:15:30+00:00 Bárbara Teles Salgado barbara.teles.salgado@gmail.com Mauro Eduardo DelGrossi delgrossi@unb.br <p>O tema da insegurança alimentar voltou ao debate na sociedade durante a pandemia de Covid-19. O PNAE é um importante instrumento para promover os direitos relacionados à alimentação, além de contribuir para o fortalecimento da economia local e gerar renda aos agricultores familiares. Este artigo tem como objetivo realizar uma análise qualitativa sobre a execução do PNAE no Município de São João d’Aliança – GO, especialmente sobre sua contribuição para a agricultura familiar local e os impactos e alternativas adotadas no período de suspensão das atividades escolares no período da pandemia de Covid-19. Para alcançar o objetivo pretendido foi empregado o estudo de caso por meio de uma abordagem qualitativa, também foram empregadas as técnicas de revisão de literatura, entrevista semiestruturada e a observação, garantindo assim a triangulação dos dados obtidos e uma maior confiabilidade na pesquisa. No período anterior ao da pandemia, o município ultrapassava a quantidade mínima de aquisições da agricultura familiar (30%), especialmente devido à articulação entre os agentes públicos locais com a cooperativa local de agricultores. No período da pandemia, esta articulação teve continuidade com a distribuição de <em>kits</em> alimentares para famílias em situação de insegurança alimentar, superando desafios e inaugurando novas possibilidades.</p> 2022-07-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8664887 A experiência brasileira na realização de Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional 2022-04-27T13:06:47+00:00 Flávia Pascoal Ramos flaviapramoss@gmail.com Sara Silva Sousa sara.silva.sousa@outlook.com Sandra Maria Chaves dos Santos sandra.mchaves@gmail.com <p>As Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) integraram um conjunto de instituições participativas no Brasil e nos últimos anos tinham o intuito de estabelecer as prioridades da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN). Objetivou-se apresentar um panorama das CNSAN realizadas no Brasil a partir de variáveis selecionadas referentes aos temas, objetivos, formas de organização, normas para deliberação, potencial inclusivo e <em>outputs</em> do processo conferencial. Trata-se de um estudo exploratório com análise documental que utilizou como unidade de análise os atos convocatórios, regimentos e relatórios das CNSAN. Categorizou-se os dados partir de cinco grupos: G1 – Caracterização das conferências; G2 – Forma de organização; G3 – Normas para deliberação; G4N – Potencial inclusivo e G5 – <em>Outputs</em> do processo de conferência. Principais resultados: A maioria das CNSAN objetivou a proposição de políticas públicas. Todas as CNSAN foram organizadas a partir da realização de grupos de trabalhos e plenárias favorecendo a participação-deliberação. Um sistema de cotas foi estabelecido a partir da III CNSAN, ampliando a participação de povos e comunidades tradicionais. Observou-se também que as conferências mobilizaram um grande número de participantes e de municípios envolvidos.</p> 2022-03-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8653701 Insegurança alimentar em crianças que frequentam creches públicas em Ponta Grossa, PR 2022-08-04T14:15:33+00:00 Michele Stavski michele_stavski@hotmail.com Flávia Monteiro flaviam.nutricao@gmail.com Anabelle Retondario anabelle.retondario@gmail.com <p>Insegurança alimentar e nutricional (inSAN) na infância pode acarretar prejuízos a curto e longo prazos, caracterizando-se como problema de saúde pública no Brasil. Este artigo teve o objetivo de avaliar a situação de inSAN de crianças menores de 4 anos e investigar fatores associados. Estudo seccional realizado em Centros Municipais de Educação Infantil em Ponta Grossa/PR, onde foi realizada avaliação antropométrica de 221 crianças (peso e estatura) e entrevista com os pais sobre condição socioeconômica e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos considerando a complexidade da amostra (svy). As variáveis associadas em análises bivariadas (<em>p</em>&lt;0,05) foram inseridas nos modelos multivariados. A partir da EBIA, 30,3% das famílias estavam em situação de inSAN; 38,4% das crianças estavam com índice massa corporal elevado para idade. No modelo multivariado, renda <em>per capita</em> se manteve associada à inSAN. Conclui-se que grande parte das crianças menores de 4 anos que frequentam creches municipais em Ponta Grossa/PR se encontra em situação de inSAN. Há necessidade de implantação de estratégias sociais e políticas públicas para melhoria do acesso à alimentação de qualidade a fim de minimizar a situação de inSAN e garantir o crescimento e desenvolvimento adequado da criança.</p> 2022-05-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8668716 Disponibilidade domiciliar de alimentos regionais no Brasil 2022-08-04T14:15:18+00:00 Marcos Anderson Lucas da Silva anderson.lucas@usp.br Maria Laura da Costa Louzada maria.laura.louzada@usp.br Renata Bertazzi Levy rlevy@usp.br <p>Alimentos regionais são importantes para a cultura e segurança alimentar e nutricional da população, entretanto, não há estudos que descrevam a disponibilidade desses alimentos no Brasil. Portanto, propõe-se descrever a disponibilidade domiciliar de alimentos regionais em 2017-2018 e sua evolução no período de 2002 a 2018. Foram utilizados dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, sobre aquisições de alimentos para consumo domiciliar. Esses alimentos foram identificados com base na segunda edição do livro Alimentos Regionais Brasileiros, levando em consideração os grupos de frutas; verduras e legumes; leguminosas; tubérculos, raízes e cereais; e farinhas. A quantidade adquirida de cada alimento foi convertida em energia, e expressa em percentual calórico. Utilizou-se regressão linear para avaliar as variações temporais das estimativas considerando o valor de <em>p</em>&lt;0,05. Alimentos regionais representaram 3,69% do total de energia em 2002-2003, 3,12% em 2008-2009 e 3,12% em 2017-2018. O grupo de alimento regional com maior participação calórica em todos os anos foi o de leguminosas, e o Nordeste é a região onde o total desses alimentos tem a maior participação em todos os anos estudados. Apesar da tendência não ser uniforme, a participação de alimentos regionais caiu principalmente pela queda do consumo de tubérculos, raízes e cereais, e leguminosas regionais, mas estagnou entre 2008 e 2018 pelo aumento no consumo de frutas e farinhas regionais. A participação calórica de alimentos regionais na dieta é baixa, com isso esses resultados reforçam a importância de ações para valorizar e promover o consumo de alimentos regionais.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8654503 Alimentos orgânicos 2019-12-09T23:38:45+00:00 Alane Marília Garcia alane.garcia95@hotmail.com Rozane Aparecida Toso Bleil rozanetb@uffs.edu.br Jucieli Weber jucieli.weber@uffs.edu.br <p>O presente estudo procurou conhecer a opinião dos consumidores de um município de pequeno porte da região sudoeste do Paraná em relação aos alimentos orgânicos, buscando identificar os fatores que possam interferir na sua aquisição e no consumo. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados um questionário elaborado para este fim a partir de outros estudos já realizados e um questionário socioeconômico. A maioria dos participantes da pesquisa era adulta (86%; n=327), do gênero feminino (77%; n=294), residia na área urbana do município (80%; n=308) e o nível de escolaridade concentrou-se no ensino superior (42%; n=159). Quanto ao conhecimento sobre alimentos orgânicos, 96% (n=368) os entrevistados relataram que conhecem tais alimentos e o critério mais importante para sua aquisição é “fazer bem a saúde” (55%; n=211). Por outro lado, foi destacada a existência de poucos locais para adquirí-los (64%; n= 245), prevalecendo, assim, o baixo consumo pelo grupo (53%; n= 205). A maioria respondeu que confia nas universidades (76%; n= 291) e em profissionais nutricionistas (77%; n= 294) como referência sobre o tema e mais de um terço não confia nas mídias como agentes formadores de opinião (39%; n= 149). O principal fator que interfere na aquisição e no consumo de orgânicos é a falta de locais destinados à venda dos mesmos, o que restringe o acesso à população.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8656359 Revisão de publicações científicas sobre a influência da publicidade mercadológica no consumo de produtos alimentícios 2020-07-23T16:45:26+00:00 Francislene Jacqueline Lemos lemosfrancislene@gmail.com Joice Blasi de Lima joiceblasi@hotmail.com Mariana Fagundes Grilo marianafgrilo@gmail.com Bruna Fernanda do Nascimento Jacinto de Souza brunafnjs@hotmail.com <p>A indústria alimentícia investe em publicidade para manter seus clientes ativos. A publicidade mercadológica pode estar associada a compreensões equivocadas sobre alimentação, contribuindo para a consolidação de um ambiente que favorece o consumo de alimentos nutricionalmente inadequados, relacionados a piores condições de saúde. O objetivo deste trabalho foi revisar publicações científicas referentes a esse tipo de <em>marketing</em> e sua influência sobre o consumo de produtos alimentícios. Foi realizada revisão sistemática que contemplou artigos, dissertações e teses publicados a partir do ano 2000, indexados nas bases <em>SciELO</em> e Lilacs, resultando em 19 publicações que atenderam aos critérios de exigibilidade. Os estudos mostraram associação entre a publicidade mercadológica de alimentos não saudáveis, incluindo publicidades veiculadas na televisão, e escolhas alimentares, o que pode impactar negativamente o consumo alimentar e saúde da população, especialmente a infantil. Destaca-se a importância da regulação e restrição da publicidade mercadológica dos fabricantes e anunciantes de produtos alimentícios como uma das estratégias das políticas públicas para promoção de ambientes alimentares saudáveis, além de ressaltar a construção de ambientes que favoreçam e promovam a prática de atividade física e de lazer em segurança, principalmente para crianças, e o planejamento de ações de comunicação em saúde e <em>marketing</em> social focados na promoção da alimentação saudável.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669399 Avaliação da segurança alimentar, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos 2022-07-10T15:18:45+00:00 Elizangela da Silva Miguel elizangela.miguel@ufv.br Davi Lopes do Carmo davigoldan@yahoo.com.br Sílvia Oliveira Lopes silvia.lopes@ufv.br Ricardo Henrique Silva Santos rsantos@ufv.br Sylvia do Carmo Castro Franceschini sylvia@ufv.br Luiza Carla Vidigal Castro luiza.castro@ufv.br Glauce Dias da Costa glauce.costa@ufv.br Silvia Eloiza Priore sepriore@ufv.br <p>A insegurança alimentar no meio rural é muito presente. Destaca-se ainda as mudanças de hábitos alimentares que podem afetar o estado nutricional e o crescente uso de agrotóxicos. Este trabalho objetivou avaliar a situação de segurança alimentar de agricultores familiares, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos. O estudo foi realizado com 48 agricultores familiares, sendo coletadas informações referentes ao estado nutricional, disponibilidade domiciliar de alimentos e consumo alimentar. Além destes pontos, avaliou-se a percepção dos agricultores sobre o uso de agrotóxicos. A segurança alimentar foi avaliada pela disponibilidade de alimentos e o consumo alimentar pelo Questionário de Frequência de Consumo Alimentar. A Análise de Conteúdo foi mobilizada para avaliação da percepção do uso de agrotóxicos. Os resultados indicaram que 89,6% dos agricultores estavam em situação de segurança alimentar quanto às perspectivas da disponibilidade de alimentos, contudo 54,2% apresentam distrofia nutricional. Verificou-se ainda que menos de 50% dos agricultores familiares consumiam frutas e hortaliças todo dia, enquanto que 80% consumiam açúcares e doces diariamente. Utilizavam agrotóxicos na produção de alimentos, 75% dos agricultores, sendo que destes cerca de 70% relataram não consumir os alimentos produzidos. O Índice de Massa Corporal elevado apresentou associação com uso atual de agrotóxicos (<em>p=0,046</em>). Ainda, 85,4% dos agricultores afirmaram que os agrotóxicos impactam na saúde, com predomínio da percepção de riscos relacionada à manifestação de doenças. Conclui-se que se faz necessária a conscientização dos agricultores sobre a alimentação e ações voltadas para os riscos da exposição aos agrotóxicos.</p> 2022-09-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional