https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/issue/feed Segurança Alimentar e Nutricional 2023-01-25T21:15:40+00:00 Dra. Alline Artigiani Lima Tribst revnepa@unicamp.br Open Journal Systems <div style="text-align: justify;"> <p><strong>Escopo</strong>: A revista <em>Segurança Alimentar e Nutricional</em> é uma publicação científica eletrônica do NEPA (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação) da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) criada em 2005, que adota sistema de publicação contínua e atende a uma política editorial definida. Desde 2015 a Revista integra o Portal de Periódicos Eletrônicos da UNICAMP e a partir de 2016 os artigos publicados passarão a ter DOI (Digital object identifier) tornando mais fácil a busca e disseminação dos trabalhos publicados.<br /><strong>Qualis</strong>:B4 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências da Saúde<br /><strong>Ano de fundação</strong>:1993<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2316-297X<br /><strong>Título abreviado</strong>: Segur. Aliment. Nutr.<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/management/settings/context/mailto:revnepa@unicamp.br">revnepa@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.nepa.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">NEPA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> </div> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670068 Alimentação escolar na pandemia da COVID 2022-10-13T14:19:25+00:00 Estelamar Maria Borges Teixeira estelamar@iftm.edu.br Fabiana dos Santos Rocha fabiana.srocha35@gmail.com Patrícia Maria Vieira patricia.vieira@uftm.edu.br Elisa Norberto Ferreira Santos elisasantos@iftm.edu.br <p>Determinou-se a composição nutricional e alimentar, e calculou-se os custos de <em>kits</em> de alimentos distribuídos para quatro escolas em Estrela do Sul. Participaram da pesquisa 548 escolares regularmente matriculados. O <em>kit</em> I era composto por alimentos dos grupos de carboidratos e proteínas, e o <em>kit</em> II de carboidratos, proteínas e hortifrútis. Para a composição nutricional determinou-se adequação por categoria e idade. Utilizou-se a Análise Qualitativa das Preparações do Cardápio. Foram realizadas atividades de orientação por meio de vídeos. O <em>kit</em> I dispôs em média por dia de 671,33 kcal; 131,22 g de carboidratos; 11,97 g de lipídeos; 10,46 g de proteínas; 29,95 µg de vitamina A; 10,39 mg de vitamina C; 62,83 mg de cálcio; 1,99 mg de ferro e 100,77 mg de sódio. O <em>kit</em> II ofertou em média por dia 341,23 kcal; 54,62 g de carboidratos; 10,21 g de lipídeos; 6,93 g de proteínas; 9,97 µg de vitamina A; 5,10 mg de vitamina C; 30,68 mg de cálcio; 1,36 mg de ferro e 38,64 mg de sódio. Os <em>kits</em> apresentaram baixa variação de alimentos e cores, estavam insuficientes em relação à oferta de carnes, hortaliças e frutas. O custo mensal do <em>kit</em> I foi de R$ 69,98 e do <em>kit</em> II R$ 66,92. As atividades de orientação tiveram um papel importante, porém nem todos os escolares tiveram acesso às aulas. Conclui-se que os <em>kits</em> de alimentação escolar foram incapazes de suprir as necessidades de alimentos e, consequentemente de energia, macronutrientes e micronutrientes em todas as modalidades de escolares.</p> 2023-01-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670707 Insegurança alimentar em escolares e suas famílias em região vulnerável do litoral paulista, em tempos de pandemia por COVID-19 2022-09-29T17:35:31+00:00 Cassiane de Jesus Santos santos15@unifesp.br Mayline Menezes da Mata mayline.damata@gmail.com Sofia Bonna Boschetti Barbosa sofiabbb36420@gmail.com Maria Angélica Tavares de Medeiros angelica.medeiros@unifesp.br <p>Este estudo teve por objetivo analisar a (in)segurança alimentar e seus fatores associados, em famílias de escolares do Jardim e da Pré-escola de Unidade Municipal de Educação, localizada em região de vulnerabilidade social de Santos (São Paulo/SP.), Brasil, no cenário da pandemia por Covid-19. Trata-se de um estudo transversal, com amostra por conveniência, realizado em escola de tempo integral no período de março a abril de 2022. Analisaram-se variáveis sociodemográficas, econômicas e (in)segurança alimentar, medida pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Para verificar a associação entre insegurança alimentar (IA) e demais variáveis foram utilizados os Teste Qui-quadrado e o Teste Exato de Fisher. Das 78 famílias participantes, metade experimentava IA leve (33,3%) ou moderada (16,7%). A IA associou-se a: presença de chefes de domicílio de cor parda/preta, solteiros (<em>p=</em>0,019), famílias beneficiárias de programas de transferência de renda (<em>p≤</em>0,001), com renda familiar mensal de até 1 salário-mínimo (<em>p≤</em>0,001), com três ou mais pessoas na residência (<em>p=</em>0,049) e com duas ou mais crianças (<em>p=</em>0,047). Em conclusão, as elevadas proporções de IA familiar podem refletir o cenário atual de desmonte das políticas públicas nacionais, agravado pelas crises sanitária e econômica decorrentes da pandemia, contribuindo para aumentar a fome em todo o território brasileiro. Embora se trate de região vulnerabilizada, a ausência de IA grave sugeriria que o Programa Nacional de Alimentação Escolar- PNAE foi importante aliado na proteção contra a fome nestas famílias, pelo fornecimento de quatro refeições diárias aos escolares.</p> 2023-01-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670810 Dinâmicas da soberania alimentar, segurança alimentar e nutricional no Rio Grande do Sul 2023-01-25T21:15:37+00:00 Mirian Fabiane Dickel Strate mirianfabiane@gmail.com Alvori Cristo dos Santos alvoricaelon@hotmail.com Gabriela Coelho de Souza gabrielacoelho.ufrgs@gmail.com <p>O Brasil tem importante contribuição à temática da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) uma construção social que culminou na criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Dois conceitos estão fortemente relacionados ao de SAN: o direito humano à alimentação adequada e a soberania alimentar. Soberania alimentar é o direito de um povo e de uma nação de decidirem sobre suas políticas estratégicas, bem como suas formas e condições de produzir, comercializar e consumir seus alimentos. Com o intuito de avançar no desafio do monitoramento da política nacional de SAN, o Observatório Socioambiental em Segurança Alimentar e Nutricional (OBSSAN-RS) desenvolveu para o estado do Rio Grande do Sul(RS) uma plataforma de consulta e cruzamento de indicadores organizados em oito dimensões, com base no Plano Nacional de Segurança Alimentar (PLANSAN). Baseado nos princípios da soberania alimentar, o OBSSAN desenvolveu o indicador de capacidade potencial de soberania alimentar, com base na oferta municipal de alimentos. O indicador pondera dois parâmetros complementares: a qualidade ofertada de alimentos produzidos nos municípios, e a quantidade produzida, a partir da relação <em>per capita</em> entre a produção local e o tamanho da população. A trajetória histórica da oferta de diferentes grupos de alimentos permite observar tendências de cenários futuros de soberania e segurança alimentar e nutricional, bem como qualificar a territorialidade da oferta a partir dos perfis CPSAM.</p> 2023-01-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670780 Padrões alimentares e sua relação com a segurança alimentar em domicílios de baixo nível socioeconômico de Campinas-SP 2023-01-25T21:15:40+00:00 Bruna Fernanda do Nascimento Jacinto de Souza brunafnjs@hotmail.com Daniele Flaviane Mendes Camargo danieleflaviane@hotmail.com Ana Maria Segall-Corrêa amsegall@uol.com.br Letícia Marín-León letty@mpc.com.br Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco primaria@unicamp.br <p>Objetivo: Identificar padrões alimentares de moradores de domicílios de baixo nível socioeconômico de Campinas-SP e sua relação com a segurança alimentar e condições demográficas e socioeconômicas. Métodos: Trata-se de estudo transversal realizado em 2011-2012, com 555 indivíduos adultos. Procederam-se análise fatorial exploratória (AFE) e regressão linear múltipla. Resultados: A AFE identificou quatro padrões alimentares. Tanto o padrão 1 composto por alimentos <em>in natura</em>/minimamente processados (IN/MP), quanto o padrão 2 composto por alimentos ultraprocessados/processados (UP/P), tiveram maior aderência por indivíduos com maior escolaridade e residentes de domicílios em segurança alimentar. O padrão 1 também foi mais aderido por mulheres, idosos, e pessoas com maior rendimento, e o padrão 2 por adultos mais jovens. Observou-se maior aderência ao terceiro padrão, caracterizado por alimentos ricos em gorduras, pelos homens, adultos jovens, e moradores de domicílios em insegurança alimentar. O padrão 4, composto por pão e margarina, foi mais adotado por adultos jovens, com maior escolaridade. Conclusão: Tanto o padrão mais saudável, com predominância de alimentos IN/MP, quanto o padrão menos saudável, composto por alimentos UP/P, estiveram relacionados à domicílios em segurança alimentar e pessoas com maior escolaridade, destacando o acesso à maior variedade de alimentos. O padrão rico em gorduras relacionou-se à insegurança alimentar no domicílio.</p> 2023-01-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670689 Justiça alimentar 2023-01-17T14:48:31+00:00 Karina de Paula Carvalho karinadepaula18@hotmail.com <p>Este trabalho apresenta algumas ideias conceituais para fazer apontamentos que visam auxiliar nos estudos de seus desdobramentos no tempo e no espaço diante de questões contra-hegemônicas que se colocam capazes de contribuir para pensar caminhos de transição justas dos sistemas alimentares e a promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável. O objetivo é fazer uma reflexão de elementos teóricos que corroboram a ação pública, evidenciando as dimensões da desigualdade, iniquidades e ideais de justiça que fundamentam pensar na ordem dos enquadramentos nos processos de transição, em várias dimensões de determinantes sistêmicos. A análise teórica recorre a uma leitura da justiça alimentar, por uma perspectiva multiescalar e relacional, ao considerar que os critérios de justiça social e de direitos vêm sendo incorporados nas proposições de transformações nos sistemas alimentares atuais. Os resultados apresentam que o conceito de justiça alimentar, como vem sendo construído, avança ao considerar os entrelaçamentos sistêmicos que promovem desigualdades e iniquidades por incorporar questões para além dos alimentos no socio-espaço.</p> 2023-01-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670706 Disponibilidade interna e inflação de alimentos no Brasil face à internacionalização da agricultura 2023-01-11T13:49:07+00:00 José Giacomo Baccarin jose.baccarin@unesp.br Sergio Rangel Fernandes Figueira sergio.rf.figueira@unesp.br João Pedro Simões Magro jpsmagro@gmail.com Gustavo Jun Yakushiji gjyakushiji@gmail.com <p>Realizou-se uma análise exploratória da dinâmica de preços e da disponibilidade interna <em>per capita</em> de produtos de dezoito cadeias agropecuárias relevantes para a produção de alimentos no Brasil, caracterizadas em diferentes níveis de inserção no comércio exterior entre os anos de 2007 e 2019. Parte-se da hipótese de que a disponibilidade interna impacta a variação de preços internos de produtos agropecuários, estando sob a influência do grau de abertura comercial. A análise parte da classificação das cadeias em quatro grupos com diferentes níveis de importância no comércio exterior: exportáveis, não comercializáveis, baixo saldo comercial e importáveis. Os dados utilizados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX). As análises indicam que, mesmo em um período de crescimento das exportações e dos preços internacionais, o agregado dos exportáveis não teve sua disponibilidade interna comprometida, além de não ser o grupo com maior elevação dos preços ao consumidor. Por outro lado, os grupos dos não comercializáveis e importáveis apresentaram queda na disponibilidade e aumento dos preços médios agregados. Além das dimensões analisadas, não se descarta que as variações observadas possam estar relacionadas a outros fatores não abordados no trabalho, como a queda da renda <em>per capita</em> e mudanças dos hábitos de consumo. Sugere-se analisar mecanismos cambiais e tributários para diminuir impactos da elevação de preços internacionais nos preços domésticos, além da adoção de estímulos públicos à produção de arroz, feijão, mandioca, frutas e legumes, visando a elevação de sua disponibilidade interna.</p> 2022-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670432 Insegurança alimentar, estado nutricional e condições de saúde de catadores de materiais recicláveis 2023-01-02T17:07:29+00:00 Catiuscie Cabreira da Silva Tortorella cathicabreira@hotmail.com Caryna Eurich Mazur carynanutricionista@gmail.com Lucrecia Bacovickz lucrecia_kb@hotmail.com <p>O objetivo desse trabalho foi averiguar a prevalência de insegurança alimentar em famílias de catadores de materiais recicláveis de um bairro da cidade de Guarapuava, Paraná, e sua associação com o estado nutricional e condições de saúde. Foi desenvolvido um estudo observacional transversal analítico com todas as famílias adstritas na Unidade Básica de Saúde, que tinham renda total ou parcial advinda da coleta de materiais recicláveis. Foi utilizado um questionário quantitativo para avaliar a insegurança alimentar e realizada avaliação antropométrica dos membros das famílias, e com avaliação do prontuário eletrônico para constatar o motivo da procura e frequência à Unidade Básica de Saúde (UBS). Foram identificadas nove famílias, totalizando 40 pessoas avaliadas. Duas famílias (22,2%) tinham como renda total a coleta de materiais recicláveis e as demais recebiam o auxílio do Programa Bolsa Família (PBF). A insegurança alimentar esteve presente em todas das famílias, se apresentando moderada (100%) nos domicílios que não recebiam nenhum tipo de benefício de transferência de renda e nas famílias que eram beneficiárias do PBF a insegurança se revelou 28% leve, 42,9% moderada e 42,9% grave. Quanto ao estado nutricional, (68,75%) das crianças e adolescentes estavam com o IMC elevado para a idade e 12,50% apresentaram baixa estatura para idade. Os adultos (n=24) apresentaram em sua maioria sobrepeso (29,2%) e obesidade (41,7%). A procura à Unidade Básica de Saúde nos últimos seis meses foi principalmente por doenças respiratórias. As famílias que trabalham com a coleta de materiais recicláveis apresentaram insegurança alimentar e comprometimento do estado nutricional.</p> 2022-12-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670704 “Trabalho com fome entregando comida todos os dias” 2023-01-11T13:49:03+00:00 Melissa Yasmin Alves Tarrão melyasmin@usp.br Beatriz Oliveira Santos beatriz_o.santos015@usp.br Bárbara Hatzlhoffer Lourenço barbaralourenco@usp.br <p>Este relato propôs uma análise de aspectos da violação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) a partir de experiências de entregadores de aplicativos relacionadas à alimentação no município de São Paulo, retratadas em materiais jornalísticos na pandemia de COVID-19, publicados até setembro de 2020. Este trabalho se configurou como estudo de caso em uma disciplina de graduação em Nutrição, por meio de um projeto com foco em situações de desigualdade e vulnerabilidade. Foram selecionados materiais com registros de práticas e/ou demandas alimentares dos entregadores associadas às atividades trabalhistas. O conteúdo foi discutido através da definição do DHAA, considerando recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e discussões da sociologia do trabalho. Como resultados, aspectos de violação do DHAA foram notados para a garantia ao acesso a alimentos em quantidade e qualidade, com grande consumo de ultraprocessados; práticas alimentares inadequadas no que concerne ao ato de comer e à comensalidade, com preponderância da necessidade de “matar a fome”; e a inserção dos entregadores em um sistema alimentar injusto no âmbito das relações trabalhistas e insustentável em aspectos ambientais e de saúde. Por meio do reconhecimento das circunstâncias de fome e de demandas apresentadas pelos entregadores, esta análise ressaltou o potencial humanizador da alimentação em estimular reivindicações, especialmente no contexto pandêmico e de retirada de direitos trabalhistas, além de destacar a necessidade de construir condições de trabalho, em conjunto a políticas públicas que mitiguem a fome e injustiça, com vistas à promoção de ambientes e sistemas alimentares saudáveis.</p> 2023-01-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670682 Fortalecimento de circuitos curtos de comercialização como resposta à crise alimentar no Amapá 2023-01-03T16:26:04+00:00 Ana Karolina Lima Pedrada ana.lima@ifap.edu.br Oriana Trindade de Almeida orianaalmeida@gmail.com Sarah Caroline Lamarão nutri_sarah@hotmail.com Mariano Carlos Alvez-Valles calvezv@unmsm.edu.pe <p>A pandemia provocada pelo COVID-19 expôs vulnerabilidades sociais e ambientais a nível global, penalizando principalmente a população menos favorecida, dada a dificuldade de acesso a alimentos. Esta pesquisa teve o objetivo de analisar os canais curtos de comercialização promovidos pelo agricultor familiar do estado do Amapá (Brasil) como resposta à crise alimentar em que o estado se encontrava no período de pandemia e como estes canais fomentaram a soberania alimentar na região a partir da produção agroecológica. Utilizou-se como método análise de conteúdo, com análises bibliográficas e documentais e entrevistas estruturadas com lideranças agrícolas locais. Os resultados mostraram que o agricultor familiar, com o apoio do SEBRAE, conseguiu resistir a esta crise alimentar, organizando canais alternativos de comercialização de produção agroecológica, tais como entregas diretas, feiras nas comunidades agrícolas, entregas de cestas em condomínios e feiras <em>Drive Thru.</em> Alguns destes canais são reproduzidos mesmo depois da pandemia pelo agricultor familiar, fortalecidos pelos laços criados entre produtor e consumidor. Por fim, é necessária uma maior conduta participativa e democrática para endossar o consumo agroecológico de alimentos culturalmente apropriados, que atribuam as devidas responsabilidades do Estado e que dialogue com a diversidade cultural e econômica da região a fim de continuar promovendo soberania alimentar no estado.</p> 2022-12-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670697 Vulnerabilidade social e acesso aos alimentos em tempos de pandemia por COVID-19 2023-01-03T16:26:01+00:00 Ivana de Fátima Oliveira Silva ivana_defatima@outlook.com Lana Mércia Santiago de Souza lmssouza@uneb.br <p>A vulnerabilidade social e a privação alimentar são consideradas problemáticas antigas no país, acentuadas nos últimos anos pela crise política e sanitária, com repercussões na vida de indivíduos e famílias, vivenciada das mais variadas formas. Diante da situação de escassez e incerteza, diversas estratégias são adotadas para manter a subsistência. Desse modo, este estudo objetivou analisar as modificações alimentares e as estratégias de sobrevivência adotadas durante a pandemia por COVID-19, na comunidade do Cabula, antigo quilombo, em Salvador, Bahia (BA). Trata-se de estudo de abordagem qualitativa, realizado por meio de entrevista semiestruturada, com moradores do território. As informações foram organizadas e analisadas segundo o conteúdo das falas de 08 entrevistados. Foram identificadas três categorias para análise, incluindo as modificações e estratégias alimentares diante da situação de vulnerabilidade; a insegurança alimentar e nutricional alimentar e o consumo de alimentos ultraprocessados; e as compreensões sobre o apoio social durante a pandemia. De tal maneira, o presente estudo evidenciou modificações alimentares assumidas no contexto de vulnerabilidade social, acentuadas pela pandemia de COVID-19, especialmente em uma comunidade tradicional. Observou-se, a partir das falas, novas expressões da insegurança alimentar e nutricional, bem como a descaracterização sócio cultural do comer, em função da subsistência. As redes comunitárias de apoio exerceram importante papel no acesso aos alimentos, mas trouxe sentidos diversos, diante da ausência de uma cultura de direitos. Mais do que garantir o alimento, é necessário que o Estado garanta o direito a existir enquanto ser social, cultural e étnico.</p> 2022-12-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8667846 Compreensão de alunos universitários sobre Segurança Alimentar e Nutricional e Direito Humano à Alimentação Adequada 2022-11-17T12:27:42+00:00 Marcela dos Anjos Teixeira marcela.anjost@gmail.com Jorginete de Jesus Damião jjdamiao@yahoo.com.br Evelyne Lobato evelyne.lobato@gmail.com Luciana Maria Cerqueira Castro lucerqueiracastro@gmail.com <p>A garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada demanda reflexão sobre a contribuição da universidade para a produção de conhecimento e formação de atores. O trabalho objetivou analisar as concepções dos graduandos dos cursos de Direito, Nutrição e Serviço Social sobre Segurança Alimentar e Nutricional e Direito Humano à Alimentação Adequada. Para isso foi realizada uma pesquisa descritiva desenvolvida com alunos de uma universidade pública do Estado do Rio de Janeiro, que ingressaram na universidade no segundo semestre de 2013 e estavam cursando, no mínimo, o oitavo período da graduação no primeiro semestre de 2017, quando se iniciou a coleta dos dados. Utilizou-se um questionário com questões abertas e fechadas sobre a presença das temáticas nos currículos, bem como avaliou-se a compreensão dos alunos sobre tais temas. Participaram 51 alunos do curso de Direito, 19 de Nutrição e 13 de Serviço Social. Os alunos do curso de Nutrição apresentaram maior conhecimento prévio e compreensão ampliada dos conceitos, que se fizeram mais presentes nas disciplinas. Apesar dos graduandos reconhecerem aspectos importantes relacionados à insegurança alimentar e nutricional, percebe-se a necessidade de ampliar essa discussão na universidade de modo que um maior número de pessoas tenha formação para a defesa do Direito Humano à Alimentação Adequada e para contribuir para a elaboração e implementação de políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional, que garantam o acesso ao alimento e à renda.</p> <p> </p> 2023-01-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8664887 A experiência brasileira na realização de Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional 2022-04-27T13:06:47+00:00 Flávia Pascoal Ramos flaviapramoss@gmail.com Sara Silva Sousa sara.silva.sousa@outlook.com Sandra Maria Chaves dos Santos sandra.mchaves@gmail.com <p>As Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) integraram um conjunto de instituições participativas no Brasil e nos últimos anos tinham o intuito de estabelecer as prioridades da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN). Objetivou-se apresentar um panorama das CNSAN realizadas no Brasil a partir de variáveis selecionadas referentes aos temas, objetivos, formas de organização, normas para deliberação, potencial inclusivo e <em>outputs</em> do processo conferencial. Trata-se de um estudo exploratório com análise documental que utilizou como unidade de análise os atos convocatórios, regimentos e relatórios das CNSAN. Categorizou-se os dados partir de cinco grupos: G1 – Caracterização das conferências; G2 – Forma de organização; G3 – Normas para deliberação; G4N – Potencial inclusivo e G5 – <em>Outputs</em> do processo de conferência. Principais resultados: A maioria das CNSAN objetivou a proposição de políticas públicas. Todas as CNSAN foram organizadas a partir da realização de grupos de trabalhos e plenárias favorecendo a participação-deliberação. Um sistema de cotas foi estabelecido a partir da III CNSAN, ampliando a participação de povos e comunidades tradicionais. Observou-se também que as conferências mobilizaram um grande número de participantes e de municípios envolvidos.</p> 2022-03-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8653701 Insegurança alimentar em crianças que frequentam creches públicas em Ponta Grossa, PR 2022-08-04T14:15:33+00:00 Michele Stavski michele_stavski@hotmail.com Flávia Monteiro flaviam.nutricao@gmail.com Anabelle Retondario anabelle.retondario@gmail.com <p>Insegurança alimentar e nutricional (inSAN) na infância pode acarretar prejuízos a curto e longo prazos, caracterizando-se como problema de saúde pública no Brasil. Este artigo teve o objetivo de avaliar a situação de inSAN de crianças menores de 4 anos e investigar fatores associados. Estudo seccional realizado em Centros Municipais de Educação Infantil em Ponta Grossa/PR, onde foi realizada avaliação antropométrica de 221 crianças (peso e estatura) e entrevista com os pais sobre condição socioeconômica e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos considerando a complexidade da amostra (svy). As variáveis associadas em análises bivariadas (<em>p</em>&lt;0,05) foram inseridas nos modelos multivariados. A partir da EBIA, 30,3% das famílias estavam em situação de inSAN; 38,4% das crianças estavam com índice massa corporal elevado para idade. No modelo multivariado, renda <em>per capita</em> se manteve associada à inSAN. Conclui-se que grande parte das crianças menores de 4 anos que frequentam creches municipais em Ponta Grossa/PR se encontra em situação de inSAN. Há necessidade de implantação de estratégias sociais e políticas públicas para melhoria do acesso à alimentação de qualidade a fim de minimizar a situação de inSAN e garantir o crescimento e desenvolvimento adequado da criança.</p> 2022-05-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8668716 Disponibilidade domiciliar de alimentos regionais no Brasil 2022-08-04T14:15:18+00:00 Marcos Anderson Lucas da Silva anderson.lucas@usp.br Maria Laura da Costa Louzada maria.laura.louzada@usp.br Renata Bertazzi Levy rlevy@usp.br <p>Alimentos regionais são importantes para a cultura e segurança alimentar e nutricional da população, entretanto, não há estudos que descrevam a disponibilidade desses alimentos no Brasil. Portanto, propõe-se descrever a disponibilidade domiciliar de alimentos regionais em 2017-2018 e sua evolução no período de 2002 a 2018. Foram utilizados dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, sobre aquisições de alimentos para consumo domiciliar. Esses alimentos foram identificados com base na segunda edição do livro Alimentos Regionais Brasileiros, levando em consideração os grupos de frutas; verduras e legumes; leguminosas; tubérculos, raízes e cereais; e farinhas. A quantidade adquirida de cada alimento foi convertida em energia, e expressa em percentual calórico. Utilizou-se regressão linear para avaliar as variações temporais das estimativas considerando o valor de <em>p</em>&lt;0,05. Alimentos regionais representaram 3,69% do total de energia em 2002-2003, 3,12% em 2008-2009 e 3,12% em 2017-2018. O grupo de alimento regional com maior participação calórica em todos os anos foi o de leguminosas, e o Nordeste é a região onde o total desses alimentos tem a maior participação em todos os anos estudados. Apesar da tendência não ser uniforme, a participação de alimentos regionais caiu principalmente pela queda do consumo de tubérculos, raízes e cereais, e leguminosas regionais, mas estagnou entre 2008 e 2018 pelo aumento no consumo de frutas e farinhas regionais. A participação calórica de alimentos regionais na dieta é baixa, com isso esses resultados reforçam a importância de ações para valorizar e promover o consumo de alimentos regionais.</p> 2022-07-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8654503 Alimentos orgânicos 2022-11-11T15:12:05+00:00 Alane Marília Garcia alane.garcia95@hotmail.com Rozane Aparecida Toso Bleil rozanetb@uffs.edu.br Jucieli Weber jucieli.weber@uffs.edu.br <p>O presente estudo procurou conhecer a opinião dos consumidores de um município de pequeno porte da região sudoeste do Paraná em relação aos alimentos orgânicos, buscando identificar os fatores que possam interferir na sua aquisição e no consumo. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados um questionário elaborado para este fim a partir de outros estudos já realizados e um questionário socioeconômico. A maioria dos participantes da pesquisa era adulta (86%; n=327), do gênero feminino (77%; n=294), residia na área urbana do município (80%; n=308) e o nível de escolaridade concentrou-se no ensino superior (42%; n=159). Quanto ao conhecimento sobre alimentos orgânicos, 96% (n=368) os entrevistados relataram que conhecem tais alimentos e o critério mais importante para sua aquisição é “fazer bem a saúde” (55%; n=211). Por outro lado, foi destacada a existência de poucos locais para adquirí-los (64%; n= 245), prevalecendo, assim, o baixo consumo pelo grupo (53%; n= 205). A maioria respondeu que confia nas universidades (76%; n= 291) e em profissionais nutricionistas (77%; n= 294) como referência sobre o tema e mais de um terço não confia nas mídias como agentes formadores de opinião (39%; n= 149). O principal fator que interfere na aquisição e no consumo de orgânicos é a falta de locais destinados à venda dos mesmos, o que restringe o acesso à população.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8656359 Revisão de publicações científicas sobre a influência da publicidade mercadológica no consumo de produtos alimentícios 2022-11-11T15:12:02+00:00 Francislene Jacqueline Lemos lemosfrancislene@gmail.com Joice Blasi de Lima joiceblasi@hotmail.com Mariana Fagundes Grilo marianafgrilo@gmail.com Bruna Fernanda do Nascimento Jacinto de Souza brunafnjs@hotmail.com <p>A indústria alimentícia investe em publicidade para manter seus clientes ativos. A publicidade mercadológica pode estar associada a compreensões equivocadas sobre alimentação, contribuindo para a consolidação de um ambiente que favorece o consumo de alimentos nutricionalmente inadequados, relacionados a piores condições de saúde. O objetivo deste trabalho foi revisar publicações científicas referentes a esse tipo de <em>marketing</em> e sua influência sobre o consumo de produtos alimentícios. Foi realizada revisão sistemática que contemplou artigos, dissertações e teses publicados a partir do ano 2000, indexados nas bases <em>SciELO</em> e Lilacs, resultando em 19 publicações que atenderam aos critérios de exigibilidade. Os estudos mostraram associação entre a publicidade mercadológica de alimentos não saudáveis, incluindo publicidades veiculadas na televisão, e escolhas alimentares, o que pode impactar negativamente o consumo alimentar e saúde da população, especialmente a infantil. Destaca-se a importância da regulação e restrição da publicidade mercadológica dos fabricantes e anunciantes de produtos alimentícios como uma das estratégias das políticas públicas para promoção de ambientes alimentares saudáveis, além de ressaltar a construção de ambientes que favoreçam e promovam a prática de atividade física e de lazer em segurança, principalmente para crianças, e o planejamento de ações de comunicação em saúde e <em>marketing</em> social focados na promoção da alimentação saudável.</p> 2022-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669399 Avaliação da segurança alimentar, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos 2022-11-11T15:11:59+00:00 Elizangela da Silva Miguel elizangela.miguel@ufv.br Davi Lopes do Carmo davigoldan@yahoo.com.br Sílvia Oliveira Lopes silvia.lopes@ufv.br Ricardo Henrique Silva Santos rsantos@ufv.br Sylvia do Carmo Castro Franceschini sylvia@ufv.br Luiza Carla Vidigal Castro luiza.castro@ufv.br Glauce Dias da Costa glauce.costa@ufv.br Silvia Eloiza Priore sepriore@ufv.br <p>A insegurança alimentar no meio rural é muito presente. Destaca-se ainda as mudanças de hábitos alimentares que podem afetar o estado nutricional e o crescente uso de agrotóxicos. Este trabalho objetivou avaliar a situação de segurança alimentar de agricultores familiares, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos. O estudo foi realizado com 48 agricultores familiares, sendo coletadas informações referentes ao estado nutricional, disponibilidade domiciliar de alimentos e consumo alimentar. Além destes pontos, avaliou-se a percepção dos agricultores sobre o uso de agrotóxicos. A segurança alimentar foi avaliada pela disponibilidade de alimentos e o consumo alimentar pelo Questionário de Frequência de Consumo Alimentar. A Análise de Conteúdo foi mobilizada para avaliação da percepção do uso de agrotóxicos. Os resultados indicaram que 89,6% dos agricultores estavam em situação de segurança alimentar quanto às perspectivas da disponibilidade de alimentos, contudo 54,2% apresentam distrofia nutricional. Verificou-se ainda que menos de 50% dos agricultores familiares consumiam frutas e hortaliças todo dia, enquanto que 80% consumiam açúcares e doces diariamente. Utilizavam agrotóxicos na produção de alimentos, 75% dos agricultores, sendo que destes cerca de 70% relataram não consumir os alimentos produzidos. O Índice de Massa Corporal elevado apresentou associação com uso atual de agrotóxicos (<em>p=0,046</em>). Ainda, 85,4% dos agricultores afirmaram que os agrotóxicos impactam na saúde, com predomínio da percepção de riscos relacionada à manifestação de doenças. Conclui-se que se faz necessária a conscientização dos agricultores sobre a alimentação e ações voltadas para os riscos da exposição aos agrotóxicos.</p> 2022-09-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8667770 Série temporal de estudantes em dietas especiais inscritos no Programa Nacional de Alimentação Escolar da cidade de Macaé, Rio de Janeiro 2022-11-11T15:11:55+00:00 Natalia de Souza Borges natsouzabo@gmail.com Jane de Carlos Santana Capelli jcscapelli@gmail.com Cléber Nascimento do Carmo cleber.carmo@ensp.fiocruz.br Naiara Sperandio naiarasperandio@yahoo.com.br Rosane de Araújo Nunes rosanearaujo.nunes@gmail.com Camilla Medeiros Macedo da Rocha camillammrocha@gmail.com Priscila Vieira Pontes privpontes@gmail.com Luana Silva Monteiro luananutrir@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Objetivou-se neste estudo investigar a prevalência de patologias e a série temporal de estudantes em dietas especiais (DE) matriculados no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do município de Macaé/RJ, no octênio 2013-2020. Trata-se de um estudo descritivo, de base secundária, com dados obtidos de relatórios anuais disponibilizados pela Coordenadoria de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Macaé, contendo informações de todos os estudantes em DE, matriculados na rede básica de ensino. Nos últimos oito anos, observaram-se 303.645 atendimentos realizados pelo PNAE, dos quais 3.310 estudantes (10,9/1.000 estudantes) receberam DE. Observou-se tendência crescente de estudantes em DE no período analisado (2013: 5/1.000 vs. 2020: 15,1/1.000), destacando-se a alergia à proteína do leite de vaca (2013: 35,5% vs. 2020: 42,2%) e a intolerância à lactose (2013: 34,3% vs. 2020: 12,7%). A restrição à lactose (2013: 9,3% vs. 2020: 14,5%), restrição às frutas (2013: 4,7% vs. 2020: 10,1%) e restrição às oleaginosas (2013: 0,6% vs. 2020: 6,0%) foram as restrições alimentares mais frequentes. Além disso, observou-se a tendência de aumento ao longo dos anos avaliados para restrição às oleaginosas (β1 = 0,094, <em>p</em>-valor = 0,001) e restrição às frutas (β1 = 0,099, <em>p</em>-valor = 0,001). Conclui-se que há prevalência ascendente de patologias e restrições alimentares bem como a tendência temporal de aumento de estudantes em DE.</span></p> 2022-10-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669253 PNAE e ações no estado do Rio de Janeiro durante a pandemia 2022-11-11T15:11:50+00:00 Ariana de Oliveira Tavares anaira.ot@gmail.com Claudia Roberta Bocca Santos claudia.santos@unirio.br Luciana Azevedo Maldonado luamaldonado71@gmail.com Silvia Cristina Farias silviacristinafarias@gmail.com Giane Moliari do Amaral Serra giane.moliari@gmail.com Michel Carlos Mocellin michel.mocellin@hotmail.com Renata Albino Jerônimo renata.albino@gmail.com Elaine Cristina de Souza Lima limaelaine.cs@gmail.com Maria de Lourdes Carlos Ferreirinha maria.rodrigues@unirio.br Ana Beatriz Coelho de Azevedo azeanabeatrizz@gmail.com Simone Souza dos Santos sss_santos@hotmail.com Laura Buarque Goulart Coutinho laura.buarquegc@gmail.com Ana Carolina Veiga de Oliveira anacaveoli@gmail.com Érika Pfaltzgraff erikalpfaltzgraff@gmail.com Lívia de Paula Nascimento livinhanascimento@yahoo.com.br Thais Gohering Anesclar thaisgohenrig@gmail.com Alessandra da Silva Pereira aspnutri@gmail.com <p>A pandemia de COVID-19 trouxe impactos de diversas ordens, entre eles, afetou a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), demandando adequações das estratégias e normativas para a continuidade da oferta de alimentação aos estudantes brasileiros matriculados na rede pública de ensino. Este estudo objetivou reconhecer as estratégias de execução do PNAE no Rio de Janeiro (RJ), seus limites e contribuições à promoção da Segurança Alimentar e Nutricional dos estudantes fluminenses e, analisar as normativas relacionadas à gestão do programa na pandemia. Realizou-se um estudo transversal e descritivo, sendo aplicado questionário <em>online</em> destinado às entidades executoras (EEx) do PNAE no estado do RJ de março a julho de 2020. A maioria das EEx deu continuidade ao PNAE, adotando prioritariamente a entrega de <em>kits</em> de alimentos e a transferência de recursos financeiros, realizadas mediante parcerias intersetoriais e com a participação de nutricionistas, trabalhadores da educação e dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE); no entanto, por vezes ferindo as diretrizes do PNAE, quanto à universalidade, equidade e compra de gêneros da agricultura familiar. Concluiu-se que muitas entidades executoras não cumpriram ou cumpriram parcialmente os objetivos do PNAE no primeiro semestre de 2020, potencializando a elevada prevalência de insegurança alimentar observada no país.</p> 2022-11-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8664290 (In)Segurança alimentar e fatores associados em domicílios com gestantes assistidas pelo programa bolsa família 2022-11-11T15:11:46+00:00 Thainá de Oliveira Carvalho thaynadeoliveiracarvalho@hotmail.com Amanda Alves Noronha amanda_alvesnoronha@hotmail.com Vivian Vieira da Silva Dutra vivianvieiradutra@gmail.com Renata Oliveira Messina Costa remessina@gmail.com Eric Batista Ferreira ericbferreira@gmail.com Daniela Braga Lima danibraga6@gmail.com Cristina Garcia Lopes Alves cristina.csgarcia@gmail.com <p>A gestação é um processo natural que envolve mudanças corporais e comportamentais, trazendo impactos sobre as necessidades nutricionais das gestantes, o que pode refletir no estado nutricional. O Programa Bolsa Família (PBF) é destinado às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza por meio de transferência de renda. Apesar desse programa auxiliar na garantia da segurança alimentar, a insegurança alimentar é frequente na maioria dos beneficiários. O objetivo deste estudo foi identificar a prevalência de segurança alimentar e os fatores associados em gestantes beneficiárias do PBF do município de Alfenas – MG. Trata-se de um estudo descritivo, de corte seccional. Das 22 gestantes participantes do estudo, cadastradas em Unidades de Saúde da Família do município de Alfenas, Minas Gerais, 77% se encontravam em insegurança alimentar. Constatou-se que 63,5% apresentavam excesso de peso e somente 27,2% estavam com o peso adequado para a idade gestacional. Feijão, verduras e legumes, refrigerante ou suco artificial e leite foram os alimentos consumidos com maior frequência. Foi constatada alta prevalência de insegurança alimentar e de estado nutricional inadequado, demonstrando a necessidade de medidas promotoras de segurança alimentar.</p> 2022-11-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8661351 Segurança alimentar e nutricional em um assentamento de reforma agrária do estado do Sergipe na metade final da estação da seca 2022-11-11T15:11:43+00:00 Gildson Alex Amaro dos Santos gildsonalexds@gmail.com Danielle Góes da Silva danygoes@yahoo.com Adriana Correia dos Santos adriana_soriso@hotmail.com Sílvia Maria Voci smvoci@uol.com.br <p>Assentamentos rurais são espaços de redistribuição de terra promotores da agricultura em regime familiar, potencializando o acesso a alimentos. No entanto, estudos recentes apontam para níveis mais elevados de insegurança alimentar no campo. Diante disso, nosso objetivo foi diagnosticar a situação de segurança alimentar e nutricional de assentados de reforma agrária de Sergipe, Brasil. Utilizamos a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e levantamos dados socioeconômicos, ambientais, produtivos e antropométricos de 110 pessoas que eram referência no seu domicílio, na metade final da estação seca. Observamos prevalência de 36,4% de excesso de peso e insegurança alimentar em 67,3% dos domicílios. Quanto à produção de alimentos, observamos 84,8% de lavouras usando insumos químicos e 77,3% de quintais com produção orgânica. Concluímos que assentados de reforma agrária na metade final da estação seca apresentam insegurança alimentar e nutricional pela coexistência de desvios nutricionais, falta de regularidade no acesso a alimentos saudáveis e seguros, além de condições socioambientais precárias.</p> 2022-11-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8658489 Comparação de recursos pedagógicos em ações de educação alimentar e nutricional com crianças 2022-11-24T11:21:00+00:00 Monique Louise Cassimiro Inácio moniquelavras@hotmail.com Anabele Pires Santos anabele.santos@ufop.edu.br Rafaela Corrêa Pereira rafacpereira@gmail.com Michel Cardoso de Angelis Pereira deangelis@ufla.br <p>A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) tem se tornado uma estratégia importante para a promoção de melhores escolhas alimentares e prevenção de doenças. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de três recursos pedagógicos em ações de EAN. Cinquenta e seis crianças foram convidadas a participar da pesquisa e foram divididas em três grupos. Após a aplicação dos critérios de exclusão, os grupos foram compostos por: A (n=20), B (n=12) e C (n=13). O estudo consistiu em: avaliação inicial (t = 0), intervenções, segunda avaliação (t = 1) e terceira avaliação realizada três semanas após o fim (t = 2). Para avaliar os resultados das intervenções, foram utilizados o recordatório alimentar de 24 horas e questionário. Cada grupo recebeu uma intervenção baseada em uma distinta base metodológica. A palestra representou a pedagogia tradicional de ensino. O curso prático para a elaboração de suco foi desenvolvido por meio de bases da teoria de Johaan Henrich Pestalozzi e o livro de história, contemplou bases da metodologia de Paulo Freire. Os resultados demonstraram que, todas as intervenções atingiram bons resultados aumentando o nível de conhecimento sobre alimentação e nutrição, entretanto, a palestra e o desenvolvimento do suco, respectivamente, apresentaram menores níveis de esquecimento.</p> 2022-11-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8666706 Refugiados no Brasil 2022-12-07T12:39:31+00:00 Ariana Oliveira Tavares anaira.ot@gmail.com Teresa Cristina Ciavaglia Vilardi Oliveira crisciavaglia@gmail.com Alessandra Santos Pereira aspnutri@gmail.com <p>Reconhecer como os refugiados vivenciam direitos básicos garantidos pela Constituição Federal Brasileira de 1988, em especial o direito à saúde e à alimentação, assim como a existência de políticas públicas nacionais voltadas à garantia desses direitos, em vias de apontar estratégias que promovam a Segurança Alimentar e Nutricional desse grupo populacional foram os objetivos deste estudo. Realizou-se pesquisa bibliográfica em bases de dados eletrônicas para o período de 2015 a 2020. Os artigos selecionados revelaram extrema vulnerabilidade dos refugiados e políticas públicas desarticuladas para o enfrentamento dessa condição. Apesar do ordenamento jurídico nacional reconhecer os direitos dos refugiados, sua materialidade em políticas públicas que lhes permitam a plena integração no país ainda é um desafio. Na perspectiva da Segurança Alimentar e Nutricional, reconhecer as dificuldades dos refugiados em acessar uma alimentação adequada, saudável e sustentável e contorná-las, torna-se estratégico para lhes garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada.</p> 2022-11-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8666702 Perfil nutricional dos alimentos doados por bancos de alimentos públicos da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil 2022-12-12T12:43:12+00:00 Thaís Barros thais.barroscvo@gmail.com Natalia Tenuta nataliatenuta@gmail.com Romero Alves Teixeira romeroalvesteixeira@gmail.com <p>Foi realizada pesquisa quantitativa descritiva, de natureza exploratória, avaliando o perfil nutricional dos alimentos doados por quatro bancos de alimentos públicos da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 2018. Os alimentos foram agrupados e classificados segundo a primeira edição do Guia alimentar para população brasileira e a classificação NOVA. A análise estatística descritiva simples demonstrou que os estoques operacionais eram compostos por 45,2% de hortaliças, 25,2% de frutas, 15,6% de cereais, raízes e tubérculos, e 14,0% pelos outros grupos, leite e derivados, leguminosas, carnes e ovos, açúcares e doces, e óleos e gorduras. Os alimentos <em>in natura</em>, minimamente processados e ingredientes culinários, categorizados em saudáveis, compuseram 95,5% das doações em todos os bancos de alimentos, demonstrando que estão atuando na perspectiva da segurança alimentar e nutricional e da alimentação adequada e saudável.</p> 2022-12-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670218 Comida de quilombo e a desnutrição infantil na Amazônia Paraense 2022-12-12T12:43:04+00:00 Nadia Alinne Fernandes Corrêa nadiaalinnef@gmail.com Hilton Pereira da Silva hdasilva@ufpa.br <p>As comunidades quilombolas enfrentam historicamente situações de vulnerabilidade, racismo e violência, isso têm refletido na organização social desses grupos, a ponto de configurar um estado grave de insegurança alimentar e nutricional. Este artigo analisa os níveis de vulnerabilidade em desnutrição de crianças quilombolas e não quilombolas no Estado do Pará, com idade abaixo de cinco anos, incluídas no Programa Bolsa Família. Trata-se de uma pesquisa empírica, quantitativa, com dados provenientes do Mapeamento da Insegurança Alimentar e Nutricional (Mapa InSan 2018). Os resultados indicam que a desnutrição é elevada segundo estatura-por-idade (36,1%) e peso-por-idade (8,4%), o que sugere que uma criança que não pertence a nenhuma comunidade tradicional tem 85% mais chances de viver em melhores condições do que uma criança quilombola no estado do Pará. A prevalência da insegurança alimentar e nutricional é ainda maior nos territórios quilombolas, o que reforça a vulnerabilidade dessa população.</p> 2022-12-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669186 Avaliação dos parâmetros de comercialização de alimentos em comércios de varejo para apoiar intervenções no ambiente alimentar 2022-12-12T15:05:21+00:00 Lucas Daniel Sanches lucasdanielsanches@gmail.com Renata Fagundes Lopes reezinh@hotmail.com Maria Aparecida de Oliveira mariaoliveira@usp.br Paula Andrea Martins paula.martins@unifesp.br <p>Intervenções realizadas em pequenos comércios de alimentos, focadas no consumidor a partir de estratégias de <em>marketing</em> social focadas nos proprietários de comércio por meio de estratégias de apoio ao estabelecimento, se mostram promissoras na mudança de comportamento do consumidor e promoção de alimentação saudável. Para a realização de uma intervenção apropriada é necessário um adequado diagnóstico dos comércios, identificando características que podem facilitar ou dificultar a implementação de intervenção. Dessa forma o presente estudo tem como objetivo avaliar os parâmetros de comercialização de alimentos em comércios de varejo. O estudo tem delineamento transversal em que foram avaliados 9 comércios de varejo de alimentos em regiões de baixo nível socioeconômico. Para a realização da avaliação foi desenvolvido e validado um instrumento, composto por 48 questões. Como resultados, frutas e hortaliças tiveram como mecanismo de aquisição mais frequente a auto aquisição e para alimentos integrais o recebimento via distribuidoras de alimentos. Encontrou-se maior frequência de aquisição para frutas (1-3x/semana) e menor frequência para alimentos integrais (1-2x/mês), podendo ser explicado pela perecibilidade dos grupos de alimentos. Em relação ao grau de rentabilidade, frutas e hortaliças tiveram menor escore comparado aos alimentos integrais. A avaliação dos parâmetros de comercialização é útil para intervenções para tornar os comércios de alimentos mais saudáveis, aumentando a exposição à alimentos saudáveis e a partir daí, favorecer a mudança comportamental do consumidor. Pode contribuir na promoção de políticas públicas que apoiam o pequenos comércios de varejo de alimentos importante os hábitos de aquisição e consumo de alimentos no Brasil.</p> 2022-12-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8657904 Condição domiciliar de (In)Segurança Alimentar dos trabalhadores dos bancos de alimentos 2022-12-16T13:00:33+00:00 Ana Carolina Nogueira Garcia carolnogueiragarcia@gmail.com Heloísa de Souza Fonseca hdesouzafonseca@gmail.com Marina Zogbi Jardim zogbij@gmail.com Nayhanne Gomes Cordeiro nayhanne.gomes@gmail.com Simone Cardoso Pereira Lisboa spereira@enf.ufmg.br Janice Henriques da Silva Amaral janicehs.amaral@gmail.com Bruna Vieira de Lima Costa brunavlcosta@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O objetivo do trabalho foi identificar a ocorrência de insegurança alimentar domiciliar entre os trabalhadores da Rede de Banco de Alimentos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Brasil. A situação de insegurança alimentar (IA) foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Foram investigadas variáveis socioeconômicas, cargo ocupacional, hábitos de vida e de condições de saúde. Realizados testes Qui-Quadrado ou Exato de </span><em><span style="font-weight: 400;">Fisher</span></em><span style="font-weight: 400;"> para comparação das proporções. Participaram 61 trabalhadores com mediana de idade de 38 anos. A maioria (54,0%) era do sexo masculino, com ensino médio completo (68,9%) e renda </span><em><span style="font-weight: 400;">per capita</span></em><span style="font-weight: 400;"> menor que um salário-mínimo (52,5%). A situação de IA domiciliar esteve presente em 34,4% dos trabalhadores e foi maior entre os trabalhadores com renda </span><em><span style="font-weight: 400;">per capita</span></em><span style="font-weight: 400;"> maior que um salário-mínimo. Três em cada dez trabalhadores da rede de banco de alimentos encontravam-se em situação de IA, sendo a renda o fator preponderante. Sugere-se a adesão ao Programa de Alimentação dos Trabalhadores, execução de ações de educação alimentar e nutricional com os trabalhadores, somada as ações de fortalecimento de estratégias de abastecimento de alimentos saudáveis nos territórios onde vivem e trabalham.</span></p> 2022-12-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8660518 Aquisição alimentar por titulares do programa bolsa família 2023-01-17T14:48:39+00:00 Alessandra Layara de Sousa Correia alessandralayara@hotmail.com Jullie Anny da Conceição jullie19@outlook.com Maria Edna Rodrigues de Lima m.ednalima@gmail.com Norma Sueli Marques da Costa Alberto normaalberto@yahoo.com.br Theonas Gomes Pereira theonas.pereira@uninovafapi.edu.br <p>É responsabilidade dos governantes criar e implementar políticas públicas que promovam a segurança alimentar e nutricional da população, notadamente dos grupamentos expostos à pobreza. Um dos programas criados pelo governo brasileiro para auxiliar nesse cenário foi o Bolsa-Família. Esta pesquisa objetivou avaliar a contribuição do Programa Bolsa Família (PBF)para aquisição de alimentos por beneficiários. Trata-se de um estudo transversal descritivo, realizado junto aos beneficiários do PBF atendidos em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Teresina(Piauí). Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram dois formulários aplicados junto a 202 adultos, responsáveis pela aquisição de alimentos para a família, que aceitaram participar da pesquisa espontaneamente. A pesquisa seguiu os aspectos éticos recomendados pela resolução n<u><sup>o</sup></u> 466/2012. O cenário encontrado revela que 78,7% das famílias recebiam o benefício há mais de um ano; 70,3% residiam em casa própria; 33,1% dividiam o domicílio com quatro ou mais pessoas; 68,8% possuíam renda inferior a um salário mínimo e 52,5% destinavam o benefício para a alimentação, associado a outros gastos. Observou-se que a frequência predominante de aquisição dos alimentos foi na seguinte ordem: mensal, semanal e quinzenal. O grupo alimentar com maior número de aquisição foi o composto por alimentos <em>in natura </em>ou minimamente processados, seguido dos ingredientes culinários processados. Para os grupos de alimentos processados e ultraprocessados foram observadas baixas frequências, em todas as categorias de aquisição (mensal, semanal e quinzenal). Conclui-se que o programa possui importante contribuição para aquisição de itens alimentares, especialmente de itens de primeira necessidade.</p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> 2023-01-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670346 Novas geografias 2022-08-04T14:15:22+00:00 Tereza Campello tereza.campello@gmail.com Renato Carvalheira do Nascimento nato.carvalheira@gmail.com Ana Paula Bortoletto Martins anapbmartins@gmail.com Marina Yamaoka marina.yamaoka@gmail.com <p>Outras geografias que não a da fome são possíveis para o Brasil. Esta é a conclusão que os mais de 30 pesquisadores e ativistas sociais chegaram ao participarem do seminário “Geografia da Fome – 75 anos depois: novos e velhos dilemas”, organizado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com o apoio de um conjunto de instituições. Faz-se necessário discutir a obra de Josué de Castro por ser um clássico, pelos atuais números da fome e pela disputa de narrativas em torno do fenômeno da fome que se apresenta por meio de distintos projetos político-ideológicos. Foram quatro grandes consensos que o evento alcançou: a importância do papel do Estado para reverter a situação de fome; as desigualdades como causa e efeito de sistemas alimentares não sustentáveis e da fome; a expansão da produção e a modernização da agricultura se deu mantendo e aprofundando a concentração fundiária, com perda de biodiversidade e sem compromisso com a produção de comida para o povo; além de a fome ser considerada como um projeto político-ideológico em um Brasil de abundâncias. É necessário estimular espaços para mobilizar a academia, gestores públicos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e ativistas comprometidos com uma agenda transformadora em torno da fome e de seus atuais e antigos dilemas.</p> 2022-07-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8665666 ODS 2 2022-08-04T14:15:27+00:00 Maria Vitoria Fontolan mvfontolan@gmail.com Rafael Bozzo Ferrareze rafaelferrareze@hotmail.com Altevir Signor altevir.signor@gmail.com Romilda de Souza Lima romislima2@gmail.com <p>Este trabalho tem como objetivo discutir alguns aspectos relacionados ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS2): “acabar com a fome; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”, especialmente, sob a perspectiva da fome e da pobreza no campo, por meio de uma pesquisa bibliográfica-documental, no intuito de retomar as discussões sobre a importância e a necessidade da alimentação saudável e segura da população rural brasileira na atualidade. Foram abordados os conceitos de Segurança Alimentar e Nutricional e de Direito Humano à Alimentação Adequada e, também, foram apresentados alguns dos desafios para o combate à fome e à pobreza no contexto rural brasileiro. Por fim, concluiu-se que o Estado tem papel primordial neste processo, como promotor de um desenvolvimento rural sustentável, com enfoque na agricultura familiar, que possa corrigir as desigualdades estruturais vigentes e democratizar o acesso à alimentos saudáveis e adequados.</p> 2022-07-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669197 O consumo de plantas alimentícias não convencionais para a promoção da segurança alimentar e nutricional e da cultura alimentar brasileira 2022-11-11T15:11:40+00:00 Paloma Isabel Santos Araújo Corado paloma12isabel@gmail.com Letícia Nunes da Costa Lima leticianunescostal@gmail.com Larissa Cristina Fontenelle larissacris.f@hotmail.com <p>O Brasil é o país com a maior biodiversidade do planeta, sendo que cerca de um terço de sua biodiversidade vegetal pode ser comestível. Nesse cenário, se destacam as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), as quais apresentam grande potencial para suprir as necessidades nutricionais, em particular, de indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Assim, objetivou-se demonstrar a importância do consumo das PANC como alimentação alternativa para a promoção da segurança alimentar e nutricional e para o resgate da cultura alimentar brasileira. Este estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura conduzida por meio de pesquisa bibliográfica nas bases de dados <em>Scielo</em>, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os seguintes descritores: “PANCs”, “Plantas alimentícias não convencionais”, “Plantas alimentícias” e “Hortaliças não-convencionais” combinados a "Alimentação Alternativa”, “Consumo”, “Segurança Alimentar” e “Benefícios”. O levantamento bibliográfico realizado resultou na inclusão de 29 arquivos para compor esta revisão narrativa. As PANC apresentam grande potencial alimentício em virtude da presença de diversos nutrientes e compostos bioativos importantes para o funcionamento adequado do organismo. Além disso, o cultivo e consumo dessas plantas contribuem para a promoção da segurança alimentar e nutricional pelo seu valor na preservação e resgate da cultura alimentar, e ainda pela sua relevância na construção e manutenção de um sistema alimentar sustentável. Os estudos encontrados validam e dão destaque às PANC como alimentos ricos em nutrientes e compostos bioativos e que favorecem a conquista da autonomia, e a preservação da biodiversidade e da sustentabilidade alimentar.</p> 2022-11-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670997 Aminas biogênicas em queijos artesanais 2022-12-20T12:06:17+00:00 José Wilker Amaral josewilker94amaral@gmail.com <p>O presente trabalho teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre aminas biogênicas e queijos artesanais, suas generalidades e inter-relações, a partir de consulta a 36 trabalhos, incluindo artigos publicados em revistas indexadas, teses e dissertações. A literatura aponta as aminas biogênicas como compostos orgânicos nitrogenados básicos, formados principalmente por descarboxilação de aminoácidos. Estas aminas estão presentes em alimentos, especialmente em queijos artesanais com períodos longos de maturação, e ocasionalmente, podem acumular-se em concentrações elevadas. O consumo de alimentos contendo altos teores destas aminas pode ter consequências toxicológicas. Embora não exista legislação específica sobre a quantidade máxima permitida de aminas em queijos, mensurar a presença e o acúmulo destes compostos é de grande importância, a fim de embasar a criação de padrões regulatórios específicos para este produto</p> 2022-12-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8665956 Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no contexto da gastronomia e da educação alimentar e nutricional 2023-01-02T13:34:25+00:00 Camila da Silva Vaz Branco camilabranco@ufrrj.br Elga Batista da Silva elga.silva@hotmail.com Maria Ivone Martins Jacintho Barbosa mivone@gmail.com <p>As plantas alimentícias não convencionais (PANC) representam uma potencialidade alimentar para a população brasileira uma vez que são encontradas em todo o território nacional, são de fácil manejo e podem ser utilizadas em diversas preparações culinárias. Entretanto, como o consumo das PANC ainda não configura um hábito na cultura alimentar brasileira faz-se necessário ampliar as ações de educação alimentar e nutricional (EAN) para difundir seu consumo. Considerando essas premissas, amparado em uma revisão bibliográfica, o presente trabalho avaliou o potencial das PANC vinculadas às ações multidisciplinares que abordam também as perspectivas gastronômicas associadas à EAN. O uso desse tipo de ingrediente demanda ações educativas para disseminar os seus benefícios nutricionais, bem como desenvolver hábitos alimentares mais saudáveis através da inserção das PANC em diferentes cardápios. Para que essas plantas estejam efetivamente presentes na cultura alimentar brasileira é necessário destacar seu emprego em preparações culinárias, além de correlacioná-lo a aspectos gastronômicos. Cabe ressaltar que, no contexto da pandemia da COVID-19, as PANC representam ainda uma ferramenta para contribuir com a segurança alimentar e nutricional, pois são facilmente acessíveis para as camadas mais vulneráveis da população brasileira, que eventualmente não reconhecem essas plantas como opções de alimentos.</p> 2022-12-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8666690 Estratégias, oportunidades e desafios do processo de construção de um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional 2022-04-27T13:06:45+00:00 Caroline Maria da Costa Morgado caroline.morgado@gmail.com Juliana Pereira Casemiro julianacasemiro@gmail.com Larissa Maia da Cruz maia.dacruz@hotmail.com <p>O artigo tem como objetivo analisar o processo de construção do 1<u><sup>o</sup></u> Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) de Duque de Caxias – Rio de Janeiro procurando identificar estratégias, oportunidades e desafios expressos no contexto local e sua articulação com eventos e conjuntura nacional. Para tanto, foi realizada análise documental a partir de buscas em <em>site</em> oficial, consulta a acervo físico em órgão municipal responsável pela SAN e os registros realizados durante a elaboração do plano. Os resultados apontam a relevância do engajamento da sociedade civil e da administração pública no tema para a publicação do Plano Municipal de SAN. Mesmo com o cenário atual de desconstrução da política de SAN a nível federal associado ao surgimento da pandemia pelo coronavírus, que vem contribuindo para o aumento da insegurança alimentar e nutricional, existem oportunidades no nível local para que as instâncias de SAN ativas no município deem continuidade aos debates sobre as políticas públicas de SAN com vistas à implantação de medidas pertinentes.</p> 2022-03-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8663762 Segurança alimentar e PNAE 2022-08-04T14:15:30+00:00 Bárbara Teles Salgado barbara.teles.salgado@gmail.com Mauro Eduardo DelGrossi delgrossi@unb.br <p>O tema da insegurança alimentar voltou ao debate na sociedade durante a pandemia de Covid-19. O PNAE é um importante instrumento para promover os direitos relacionados à alimentação, além de contribuir para o fortalecimento da economia local e gerar renda aos agricultores familiares. Este artigo tem como objetivo realizar uma análise qualitativa sobre a execução do PNAE no Município de São João d’Aliança – GO, especialmente sobre sua contribuição para a agricultura familiar local e os impactos e alternativas adotadas no período de suspensão das atividades escolares no período da pandemia de Covid-19. Para alcançar o objetivo pretendido foi empregado o estudo de caso por meio de uma abordagem qualitativa, também foram empregadas as técnicas de revisão de literatura, entrevista semiestruturada e a observação, garantindo assim a triangulação dos dados obtidos e uma maior confiabilidade na pesquisa. No período anterior ao da pandemia, o município ultrapassava a quantidade mínima de aquisições da agricultura familiar (30%), especialmente devido à articulação entre os agentes públicos locais com a cooperativa local de agricultores. No período da pandemia, esta articulação teve continuidade com a distribuição de <em>kits</em> alimentares para famílias em situação de insegurança alimentar, superando desafios e inaugurando novas possibilidades.</p> 2022-07-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8667998 Atuação do nutricionista nas ações de educação alimentar e nutricional nos equipamentos públicos do município de Lauro de Freitas, Bahia 2022-11-11T15:11:52+00:00 Hana Santos Vieira de Sousa nutri.hanavieira@gmail.com Maria Rita Marques de Oliveira maria-rita.oliveira@unesp.br <p>O objetivo deste trabalho foi apresentar a experiência vivenciada com a realização de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) nos equipamentos públicos de Lauro de Freitas-BA, buscando uma reflexão crítica dessa prática frente às diretrizes do Marco de Referência para Educação Alimentar e Nutricional do Brasil. Trata-se de um estudo de caso, do tipo relato de experiência, com base em vivências e pesquisa documental, como matérias publicadas em <em>site</em> de prefeitura, <em>blogs</em> locais, relatórios e registros fotográficos. Este trabalho permitiu uma reflexão em torno da prática do profissional nutricionista, na qual optou-se por confrontar essa prática com o Marco de Referência, por ser um documento que atualiza a prática do nutricionista no campo de EAN, fortalecendo a intersetorialidade e incorporando possibilidades. A experiência vivenciada e analisada mostrou que é possível aplicar o Marco de Referência na prática de trabalho, visto que todas as diretrizes apresentadas neste documento foram factíveis, porém, só foram aplicáveis porque o município forneceu condições para tal. No entanto, a reflexão mostrou que alguns passos ainda precisam ser dados, como o fortalecimento das ações intersetoriais.</p> 2022-11-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670558 Dados de consumo alimentar no âmbito do SISVAN 2023-01-02T17:07:24+00:00 Gabriel Pereira Martins ogabrielpereiramartins@gmail.com Luana Silva Monteiro luananutrir@gmail.com Ana Eliza Port Lourenço aelourenco@gmail.com Jane de Carlos Santana Capelli jcscapelli@gmail.com Flávia Farias Lima flaviafariaslima@gmail.com <p>Objetivou-se relatar uma experiência de intervenção acerca da coleta de dados de consumo alimentar em uma unidade rural da Estratégia Saúde da Família em Rio das Ostras (Rio de Janeiro – RJ). A intervenção foi realizada em 2021/2022 com os profissionais envolvidos na coleta e registro de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), incluindo quatro etapas: percepção dos profissionais, sensibilização do problema, formação prática e construção de um fluxo de monitoramento de dados. Percebeu-se que os profissionais entendem a alimentação como fundamental para a saúde, e julgam importante a sua avaliação. No entanto, pouco conheciam sobre a Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) e sua relação com a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Os entrevistados destacaram a falta de capacitação como um entrave para o SISVAN. Os agentes comunitários de saúde consideraram que o treinamento para aplicação dos formulários de avaliação do consumo alimentar contribuiu para sua autonomia e motivação para a inserção dessa atividade na rotina de trabalho. A construção do fluxograma reforçou o papel de cada profissional e o momento oportuno para coleta e registro de dados. Este relato ressalta a importância da VAN enquanto uma importante estratégia de promoção de SAN no serviço de saúde.</p> 2022-12-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional