Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san <div style="text-align: justify;"> <p><strong>Escopo</strong>: A revista <em>Segurança Alimentar e Nutricional</em> é uma publicação científica eletrônica do NEPA (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação) da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) criada em 2005, que adota sistema de publicação contínua e atende a uma política editorial definida. Desde 2015 a Revista integra o Portal de Periódicos Eletrônicos da UNICAMP e a partir de 2016 os artigos publicados passarão a ter DOI (Digital object identifier) tornando mais fácil a busca e disseminação dos trabalhos publicados.<br /><strong>Qualis</strong>:B4 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Biológicas / Interdisciplinar<br /><strong>Ano de fundação</strong>:1993<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2316-297X<br /><strong>Título abreviado</strong>: Segur. Aliment. Nutr.<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/management/settings/context/mailto:revnepa@unicamp.br">revnepa@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.nepa.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">NEPA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> </div> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Segurança Alimentar e Nutricional 2316-297X <div style="text-align: justify;"> <p dir="ltr">A revista <strong>Segurança Alimentar e Nutricional&nbsp;</strong>utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> <p>&nbsp;</p> </div> A experiência brasileira na realização de Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8664887 <p>As Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) integraram um conjunto de instituições participativas no Brasil e nos últimos anos tinham o intuito de estabelecer as prioridades da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN). Objetivou-se apresentar um panorama das CNSAN realizadas no Brasil a partir de variáveis selecionadas referentes aos temas, objetivos, formas de organização, normas para deliberação, potencial inclusivo e <em>outputs</em> do processo conferencial. Trata-se de um estudo exploratório com análise documental que utilizou como unidade de análise os atos convocatórios, regimentos e relatórios das CNSAN. Categorizou-se os dados partir de cinco grupos: G1 – Caracterização das conferências; G2 – Forma de organização; G3 – Normas para deliberação; G4N – Potencial inclusivo e G5 – <em>Outputs</em> do processo de conferência. Principais resultados: A maioria das CNSAN objetivou a proposição de políticas públicas. Todas as CNSAN foram organizadas a partir da realização de grupos de trabalhos e plenárias favorecendo a participação-deliberação. Um sistema de cotas foi estabelecido a partir da III CNSAN, ampliando a participação de povos e comunidades tradicionais. Observou-se também que as conferências mobilizaram um grande número de participantes e de municípios envolvidos.</p> Flávia Pascoal Ramos Sara Silva Sousa Sandra Maria Chaves dos Santos Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-31 2022-03-31 29 e022001 e022001 10.20396/san.v29i00.8664887 Insegurança alimentar em crianças que frequentam creches públicas em Ponta Grossa, PR https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8653701 <p>Insegurança alimentar e nutricional (inSAN) na infância pode acarretar prejuízos a curto e longo prazos, caracterizando-se como problema de saúde pública no Brasil. Este artigo teve o objetivo de avaliar a situação de inSAN de crianças menores de 4 anos e investigar fatores associados. Estudo seccional realizado em Centros Municipais de Educação Infantil em Ponta Grossa/PR, onde foi realizada avaliação antropométrica de 221 crianças (peso e estatura) e entrevista com os pais sobre condição socioeconômica e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos considerando a complexidade da amostra (svy). As variáveis associadas em análises bivariadas (<em>p</em>&lt;0,05) foram inseridas nos modelos multivariados. A partir da EBIA, 30,3% das famílias estavam em situação de inSAN; 38,4% das crianças estavam com índice massa corporal elevado para idade. No modelo multivariado, renda <em>per capita</em> se manteve associada à inSAN. Conclui-se que grande parte das crianças menores de 4 anos que frequentam creches municipais em Ponta Grossa/PR se encontra em situação de inSAN. Há necessidade de implantação de estratégias sociais e políticas públicas para melhoria do acesso à alimentação de qualidade a fim de minimizar a situação de inSAN e garantir o crescimento e desenvolvimento adequado da criança.</p> Michele Stavski Flávia Monteiro Anabelle Retondario Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-05-05 2022-05-05 29 e022003 e022003 10.20396/san.v29i00.8653701 Disponibilidade domiciliar de alimentos regionais no Brasil https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8668716 <p>Alimentos regionais são importantes para a cultura e segurança alimentar e nutricional da população, entretanto, não há estudos que descrevam a disponibilidade desses alimentos no Brasil. Portanto, propõe-se descrever a disponibilidade domiciliar de alimentos regionais em 2017-2018 e sua evolução no período de 2002 a 2018. Foram utilizados dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, sobre aquisições de alimentos para consumo domiciliar. Esses alimentos foram identificados com base na segunda edição do livro Alimentos Regionais Brasileiros, levando em consideração os grupos de frutas; verduras e legumes; leguminosas; tubérculos, raízes e cereais; e farinhas. A quantidade adquirida de cada alimento foi convertida em energia, e expressa em percentual calórico. Utilizou-se regressão linear para avaliar as variações temporais das estimativas considerando o valor de <em>p</em>&lt;0,05. Alimentos regionais representaram 3,69% do total de energia em 2002-2003, 3,12% em 2008-2009 e 3,12% em 2017-2018. O grupo de alimento regional com maior participação calórica em todos os anos foi o de leguminosas, e o Nordeste é a região onde o total desses alimentos tem a maior participação em todos os anos estudados. Apesar da tendência não ser uniforme, a participação de alimentos regionais caiu principalmente pela queda do consumo de tubérculos, raízes e cereais, e leguminosas regionais, mas estagnou entre 2008 e 2018 pelo aumento no consumo de frutas e farinhas regionais. A participação calórica de alimentos regionais na dieta é baixa, com isso esses resultados reforçam a importância de ações para valorizar e promover o consumo de alimentos regionais.</p> Marcos Anderson Lucas da Silva Maria Laura da Costa Louzada Renata Bertazzi Levy Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-22 2022-07-22 29 e022007 e022007 10.20396/san.v29i00.8668716 Alimentos orgânicos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8654503 <p>O presente estudo procurou conhecer a opinião dos consumidores de um município de pequeno porte da região sudoeste do Paraná em relação aos alimentos orgânicos, buscando identificar os fatores que possam interferir na sua aquisição e no consumo. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados um questionário elaborado para este fim a partir de outros estudos já realizados e um questionário socioeconômico. A maioria dos participantes da pesquisa era adulta (86%; n=327), do gênero feminino (77%; n=294), residia na área urbana do município (80%; n=308) e o nível de escolaridade concentrou-se no ensino superior (42%; n=159). Quanto ao conhecimento sobre alimentos orgânicos, 96% (n=368) os entrevistados relataram que conhecem tais alimentos e o critério mais importante para sua aquisição é “fazer bem a saúde” (55%; n=211). Por outro lado, foi destacada a existência de poucos locais para adquirí-los (64%; n= 245), prevalecendo, assim, o baixo consumo pelo grupo (53%; n= 205). A maioria respondeu que confia nas universidades (76%; n= 291) e em profissionais nutricionistas (77%; n= 294) como referência sobre o tema e mais de um terço não confia nas mídias como agentes formadores de opinião (39%; n= 149). O principal fator que interfere na aquisição e no consumo de orgânicos é a falta de locais destinados à venda dos mesmos, o que restringe o acesso à população.</p> Alane Marília Garcia Rozane Aparecida Toso Bleil Jucieli Weber Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-19 2022-08-19 29 e022008 e022008 10.20396/san.v29i00.8654503 Revisão de publicações científicas sobre a influência da publicidade mercadológica no consumo de produtos alimentícios https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8656359 <p>A indústria alimentícia investe em publicidade para manter seus clientes ativos. A publicidade mercadológica pode estar associada a compreensões equivocadas sobre alimentação, contribuindo para a consolidação de um ambiente que favorece o consumo de alimentos nutricionalmente inadequados, relacionados a piores condições de saúde. O objetivo deste trabalho foi revisar publicações científicas referentes a esse tipo de <em>marketing</em> e sua influência sobre o consumo de produtos alimentícios. Foi realizada revisão sistemática que contemplou artigos, dissertações e teses publicados a partir do ano 2000, indexados nas bases <em>SciELO</em> e Lilacs, resultando em 19 publicações que atenderam aos critérios de exigibilidade. Os estudos mostraram associação entre a publicidade mercadológica de alimentos não saudáveis, incluindo publicidades veiculadas na televisão, e escolhas alimentares, o que pode impactar negativamente o consumo alimentar e saúde da população, especialmente a infantil. Destaca-se a importância da regulação e restrição da publicidade mercadológica dos fabricantes e anunciantes de produtos alimentícios como uma das estratégias das políticas públicas para promoção de ambientes alimentares saudáveis, além de ressaltar a construção de ambientes que favoreçam e promovam a prática de atividade física e de lazer em segurança, principalmente para crianças, e o planejamento de ações de comunicação em saúde e <em>marketing</em> social focados na promoção da alimentação saudável.</p> Francislene Jacqueline Lemos Joice Blasi de Lima Mariana Fagundes Grilo Bruna Fernanda do Nascimento Jacinto de Souza Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-08-19 2022-08-19 29 e022009 e022009 10.20396/san.v29i00.8656359 Avaliação da segurança alimentar, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8669399 <p>A insegurança alimentar no meio rural é muito presente. Destaca-se ainda as mudanças de hábitos alimentares que podem afetar o estado nutricional e o crescente uso de agrotóxicos. Este trabalho objetivou avaliar a situação de segurança alimentar de agricultores familiares, estado nutricional e percepção em relação ao uso de agrotóxicos na produção de alimentos. O estudo foi realizado com 48 agricultores familiares, sendo coletadas informações referentes ao estado nutricional, disponibilidade domiciliar de alimentos e consumo alimentar. Além destes pontos, avaliou-se a percepção dos agricultores sobre o uso de agrotóxicos. A segurança alimentar foi avaliada pela disponibilidade de alimentos e o consumo alimentar pelo Questionário de Frequência de Consumo Alimentar. A Análise de Conteúdo foi mobilizada para avaliação da percepção do uso de agrotóxicos. Os resultados indicaram que 89,6% dos agricultores estavam em situação de segurança alimentar quanto às perspectivas da disponibilidade de alimentos, contudo 54,2% apresentam distrofia nutricional. Verificou-se ainda que menos de 50% dos agricultores familiares consumiam frutas e hortaliças todo dia, enquanto que 80% consumiam açúcares e doces diariamente. Utilizavam agrotóxicos na produção de alimentos, 75% dos agricultores, sendo que destes cerca de 70% relataram não consumir os alimentos produzidos. O Índice de Massa Corporal elevado apresentou associação com uso atual de agrotóxicos (<em>p=0,046</em>). Ainda, 85,4% dos agricultores afirmaram que os agrotóxicos impactam na saúde, com predomínio da percepção de riscos relacionada à manifestação de doenças. Conclui-se que se faz necessária a conscientização dos agricultores sobre a alimentação e ações voltadas para os riscos da exposição aos agrotóxicos.</p> Elizangela da Silva Miguel Davi Lopes do Carmo Sílvia Oliveira Lopes Ricardo Henrique Silva Santos Sylvia do Carmo Castro Franceschini Luiza Carla Vidigal Castro Glauce Dias da Costa Silvia Eloiza Priore Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-09-28 2022-09-28 29 e022010 e022010 10.20396/san.v29i00.8669399 Novas geografias https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8670346 <p>Outras geografias que não a da fome são possíveis para o Brasil. Esta é a conclusão que os mais de 30 pesquisadores e ativistas sociais chegaram ao participarem do seminário “Geografia da Fome – 75 anos depois: novos e velhos dilemas”, organizado pela Cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com o apoio de um conjunto de instituições. Faz-se necessário discutir a obra de Josué de Castro por ser um clássico, pelos atuais números da fome e pela disputa de narrativas em torno do fenômeno da fome que se apresenta por meio de distintos projetos político-ideológicos. Foram quatro grandes consensos que o evento alcançou: a importância do papel do Estado para reverter a situação de fome; as desigualdades como causa e efeito de sistemas alimentares não sustentáveis e da fome; a expansão da produção e a modernização da agricultura se deu mantendo e aprofundando a concentração fundiária, com perda de biodiversidade e sem compromisso com a produção de comida para o povo; além de a fome ser considerada como um projeto político-ideológico em um Brasil de abundâncias. É necessário estimular espaços para mobilizar a academia, gestores públicos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e ativistas comprometidos com uma agenda transformadora em torno da fome e de seus atuais e antigos dilemas.</p> Tereza Campello Renato Carvalheira do Nascimento Ana Paula Bortoletto Martins Marina Yamaoka Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-09 2022-07-09 29 e022006 e022006 10.20396/san.v29i00.8670346 ODS 2 https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8665666 <p>Este trabalho tem como objetivo discutir alguns aspectos relacionados ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS2): “acabar com a fome; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”, especialmente, sob a perspectiva da fome e da pobreza no campo, por meio de uma pesquisa bibliográfica-documental, no intuito de retomar as discussões sobre a importância e a necessidade da alimentação saudável e segura da população rural brasileira na atualidade. Foram abordados os conceitos de Segurança Alimentar e Nutricional e de Direito Humano à Alimentação Adequada e, também, foram apresentados alguns dos desafios para o combate à fome e à pobreza no contexto rural brasileiro. Por fim, concluiu-se que o Estado tem papel primordial neste processo, como promotor de um desenvolvimento rural sustentável, com enfoque na agricultura familiar, que possa corrigir as desigualdades estruturais vigentes e democratizar o acesso à alimentos saudáveis e adequados.</p> Maria Vitoria Fontolan Rafael Bozzo Ferrareze Altevir Signor Romilda de Souza Lima Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-08 2022-07-08 29 e022004 e022004 10.20396/san.v29i00.8665666 Estratégias, oportunidades e desafios do processo de construção de um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8666690 <p>O artigo tem como objetivo analisar o processo de construção do 1<u><sup>o</sup></u> Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) de Duque de Caxias – Rio de Janeiro procurando identificar estratégias, oportunidades e desafios expressos no contexto local e sua articulação com eventos e conjuntura nacional. Para tanto, foi realizada análise documental a partir de buscas em <em>site</em> oficial, consulta a acervo físico em órgão municipal responsável pela SAN e os registros realizados durante a elaboração do plano. Os resultados apontam a relevância do engajamento da sociedade civil e da administração pública no tema para a publicação do Plano Municipal de SAN. Mesmo com o cenário atual de desconstrução da política de SAN a nível federal associado ao surgimento da pandemia pelo coronavírus, que vem contribuindo para o aumento da insegurança alimentar e nutricional, existem oportunidades no nível local para que as instâncias de SAN ativas no município deem continuidade aos debates sobre as políticas públicas de SAN com vistas à implantação de medidas pertinentes.</p> Caroline Maria da Costa Morgado Juliana Pereira Casemiro Larissa Maia da Cruz Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-03-31 2022-03-31 29 e022002 e022002 10.20396/san.v29i00.8666690 Segurança alimentar e PNAE https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8663762 <p>O tema da insegurança alimentar voltou ao debate na sociedade durante a pandemia de Covid-19. O PNAE é um importante instrumento para promover os direitos relacionados à alimentação, além de contribuir para o fortalecimento da economia local e gerar renda aos agricultores familiares. Este artigo tem como objetivo realizar uma análise qualitativa sobre a execução do PNAE no Município de São João d’Aliança – GO, especialmente sobre sua contribuição para a agricultura familiar local e os impactos e alternativas adotadas no período de suspensão das atividades escolares no período da pandemia de Covid-19. Para alcançar o objetivo pretendido foi empregado o estudo de caso por meio de uma abordagem qualitativa, também foram empregadas as técnicas de revisão de literatura, entrevista semiestruturada e a observação, garantindo assim a triangulação dos dados obtidos e uma maior confiabilidade na pesquisa. No período anterior ao da pandemia, o município ultrapassava a quantidade mínima de aquisições da agricultura familiar (30%), especialmente devido à articulação entre os agentes públicos locais com a cooperativa local de agricultores. No período da pandemia, esta articulação teve continuidade com a distribuição de <em>kits</em> alimentares para famílias em situação de insegurança alimentar, superando desafios e inaugurando novas possibilidades.</p> Bárbara Teles Salgado Mauro Eduardo DelGrossi Copyright (c) 2022 Segurança Alimentar e Nutricional https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-08 2022-07-08 29 e022005 e022005 10.20396/san.v29i00.8663762