Terrae Didatica https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td <p><strong>Escopo</strong>:&nbsp;<strong><em>Terræ Didatica</em> </strong>apoia a comunicação entre geocientistas e educadores brasileiros e seus pares de outros países. &nbsp;<strong><em>Terræ Didatica</em> </strong>fundiu-se com outro periódico mantido pelo IG-Unicamp em 2018, a revista <strong><em>Terræ </em></strong>. Embora originárias de perfis inicialmente distintos, evidenciou-se ao longo dos anos certa complementaridade entre as revistas. Consagrada a fusão, a revista assumiu o formato de publicação contínua e abriu a possibilidade de integrar conjuntos temáticos de artigos contendo resultados de pesquisas relevantes no plano internacional. Contribuições de diferentes tipos, como animações, jogos, demonstrações ou aplicações didáticas de pesquisas acadêmicas e profissionais são bem-vindas, na medida em que constituírem inovações científicas ou educacionais. <br><strong>Quali</strong><strong>s</strong>: A2<br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Exatas / Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 2005<br><strong>E-ISSN</strong>: 1980-4407<br><strong>Título abreviado</strong>: Terrae Didat. <br><strong>E-mail</strong>: <a href="mailto:terraed@unicamp.br">terraed@unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://portal.ige.unicamp.br/">IG</a><br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br><a title="CC-BY-NC" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> University of Campinas pt-BR Terrae Didatica 1679-2300 <p>A&nbsp;<strong>Terrae Didatica</strong> utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.</p> Conceito de ciclo tectônico e questionamento do “ciclo transamazônico” https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667074 <p class="Paragrafo">O debate sobre ciclos tectônicos apresenta uma longa história de contribuições de diferentes escolas de pensamento, como os modelos mobilistas vs. fixistas. Este artigo traça um breve resumo da complexa história e, a partir da revisão, focaliza uma questão marcante da geologia regional do embasamento da Plataforma Sul-Americana: o problema da adoção do termo Ciclo Transamazônico. Ao ser introduzido na história do continente há quase 60 anos, o conceito baseou-se em alguns grupos de idades geocronológicas paleoproterozoicas, em escala de reconhecimento (principalmente dados K-Ar e Rb-Sr). Na época, o número de idades geocronológicas era inferior a mil para toda a plataforma. Hoje em dia, com base em um conjunto de novos e bons fatos geológicos e um melhor conhecimento das províncias estruturais, com melhor suporte geocronológico, sugerimos que o Ciclo Transamazônico, como originalmente proposto, deva ser descartado da literatura geológica brasileira.</p> <p class="Paragrafo1"><span lang="pt"> </span></p> Benjamin Bley de Brito-Neves Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-04 2022-01-04 18 e022002 e022002 10.20396/td.v18i00.8667074 Ensino assíncrono por meio de projetos envolvendo simulações https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667531 <p>A disciplina Prospecção e Pesquisa Mineral da Universidade Federal do Paraná foi adaptada para ser ministrada aos estudantes em meio remoto, por meio de projetos simulados que englobam sua ementa. O Projeto I envolveu a confecção de proposta para pesquisa mineral no Paraná, enquanto o Projeto II envolveu a confecção de Relatório Final de Pesquisa (RFP), incluindo modelagem geológica e cubagem por meio do <em>software</em> Studio RM. Ao fim, uma análise crítica do rendimento e da qualidade do ensino foi realizada com base nos resultados dos projetos, avaliação da disciplina pelos estudantes e parecer de técnico da Agência Nacional de Mineração. Os estudantes acreditaram que a adaptação realizada contribuiu positivamente para as suas formações técnica e profissional e, segundo o parecer técnico, 75% dos RFP seriam aprovados. Os pontos negativos detectados foram principalmente a falta de aulas expositivas e a extrapolação da carga-horária, que poderiam ser solucionados com carga-horária síncrona presencial e reestruturação do Projeto II.</p> Giovana Rebelo Diório Mayara Cordeiro Brasil Barbara Trzaskos Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-24 2022-01-24 18 e022003 e022003 10.20396/td.v18i00.8667531 Roteiro virtual pelos geossítios do geoparque aspirante seridó https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667435 <p>A geodiversidade inserida em uma paisagem desperta a curiosidade de quem a vê, seja durante uma viagem ou em ambiente virtual. Durante a pandemia do Covid-19, as restrições colocaram as geotecnologias como protagonistas para aproximar a sociedade da natureza. No Geoparque Aspirante Seridó (GAS), Nordeste do Brasil, as ferramentas podem contribuir para o conhecimento da comunidade e visitantes sobre o seu geopatrimônio. Partindo dessas premissas, este trabalho apresenta um roteiro virtual interativo usando ferramentas cartográficas gratuitas do Google<sup>®</sup>. O roteiro foi construído utilizando a realidade virtual do <em>StreetView</em><sup>®</sup> para mapear <em>viewpoints</em> (VP). Esses VP e as descrições integraram a plataforma <em>MyMaps</em><sup>®</sup> no Google Maps<sup>®</sup> juntamente com litotipos, limites, geossítios e caminhos pelo GAS. 25 VP foram reconhecidos contemplando 11 dos 21 geossítios do GAS, mostrando principalmente destaques geomorfológicos. O roteiro virtual proposto pode ser utilizado na Geoeducação e educação patrimonial nos mais variados níveis da educação e em práticas turísticas.</p> Silas Samuel dos Santos Costa Marcos Antonio Leite do Nascimento Matheus Lisboa Nobre da Silva Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-02-11 2022-02-11 18 e022004 e022004 10.20396/td.v18i00.8667435 Ludicidade em foco https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668182 <p>Jogos lúdicos são recursos úteis e facilitadores no processo educativo, uma vez que promovem a compreensão de conteúdos, a argumentação e a socialização entre os alunos. Caracterizada como uma pesquisa-ação, este estudo teve como objetivo elaborar, aplicar e analisar um jogo produzido para estudantes de Ensino Médio, sobre a origem e evolução da vida na Terra ao longo da escala de tempo geológica. A aplicação do material ocorreu em uma turma com 17 alunos do 3º ano do Ensino Médio, em uma escola pública do interior do Rio Grande do Sul. A partir de um questionário realizado com a turma, foi possível perceber que o modelo didático elaborado contribuiu na revisão dos conceitos de uma forma interativa e divertida. Após a aplicação da atividade, notou-se que esta poderia ser desenvolvida em um período maior, com questões mais específicas e complexas, além da modificação de algumas ilustrações para melhor compreensão.</p> Karine Gehrke Graffunder Cíntia Moralles Camillo Rafaelle Ribeiro Gonçalves Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-24 2022-04-24 18 e022005 e022005 10.20396/td.v18i00.8668182 Identificação e caracterização do material geológico empregado em edificações e atrativos turísticos na área central do município de Florianópolis https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667673 <p>O trabalho identificou o material geológico empregado na pavimentação, ornamentação, sustentação e/ou revestimento de dez edifícios e atrativos turísticos localizados no Centro Histórico de Florianópolis. Os locais pesquisados foram selecionados por critérios como facilidade de acesso, disponibilidade de visitação pública e proximidade dos atrativos entre si. A identificação e caracterização do material geológico foi realizada através de trabalhos de campo e análise de mostras em gabinete por meio da confecção de lâminas delgadas de rocha padrão e posterior descrição petrográfica. Os resultados apontam para o uso majoritário de granitos na pavimentação e revestimento, enquanto mármores, gnaisses e quartzitos são empregados em geral na ornamentação e sustentação das edificações. Constatou-se ainda que o material geológico catalogado no Centro Histórico provém na maior parte das vezes de outras cidades e Estados, sendo os granitos minerados localmente empregados apenas de maneira pontual.</p> Fernando Goulart Rocha Edison Ramos Tomazzoli Beatriz Regina Mendes Dirceu de Lima Castro Jennifer Patrício Cândido Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-24 2022-04-24 18 e022006 e022006 10.20396/td.v18i00.8667673 Antropoceno, o que é? Articulando saberes e construindo conceitos em ambientes virtuais https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667688 <p>É inegável que a interferência humana vem trazendo consequências catastróficas para o meio ambiente. Tendo em vista este cenário, a Educação Ambiental busca formar indivíduos críticos e ambientalmente responsáveis, que se preocupem com o meio ambiente e ajam visando a preservação do mesmo. O objetivo deste estudo foi utilizar as ferramentas de mídias digitais para favorecer a divulgação científica e verificar sua efetividade para esclarecer a população. Para isso, realizou-se um estudo de caso com alunos de cursos técnicos integrados ao ensino médio, em um município da região noroeste do Paraná, utilizando como instrumento de investigação os aplicativos <em>Google docs</em> e <em>Nuvem de Palavras</em>. Os resultados foram analisados por meio do método indutivo e de Análise de Conteúdo. A utilização de tecnologia digital audiovisual facilitou a construção do conceito de Antropoceno pelos alunos. Assim, entende-se que a utilização de mídias e ferramentas digitais pode mediar o processo de ensino-aprendizagem e induzir a reflexão dos indivíduos participantes.</p> Laisa Perialdo Diane Belusso Marcelo Elias Patrícia Pereira Gomes Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-04-24 2022-04-24 18 e022007 e022007 10.20396/td.v18i00.8667688 Mapeamento dos artigos sobre trabalhos de campo publicados nas edições de 2002 a 2021 do congresso brasileiro de geologia https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668040 <p>Práticas de campo são comuns em diversas disciplinas, sobretudo aquelas relacionadas às Geociências, e são consideradas de suma importância para o aprendizado pois permitem, na prática, o reconhecimento das feições e estruturas discutidas em sala de aula. Com o objetivo de avaliar o pensamento sobre a eficiência das práticas de campo propostas no ensino das Geociências, foram avaliados os trabalhos publicados nas seções técnicas de ensino do Congresso Brasileiro de Geologia, no período entre 2002 e 2021. No total, foram identificados trinta trabalhos, cuja análise revelou que existe consenso de que as atividades de campo são importantes para o desenvolvimento profissional e intelectual dos futuros geocientistas, mas que não existe metodologia aplicável para a avaliação da eficiência dessas práticas. Recomenda-se assim que novas pesquisas sejam desenvolvidas no sentido de definir uma metodologia de avaliação de eficácia das práticas de campo desenvolvidas tanto no ensino básico quanto no ensino superior.</p> Rodrigo Artur Perino Salvetti Rita de Cássia Frenedozo Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-07 2022-06-07 18 e022008 e022008 10.20396/td.v18i00.8668040 O tema biodiversidade do solo e serviços ambientais na sala de aula https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667357 <p>As funções desempenhadas pela Biodiversidade do solo são de suma importância para a manutenção da vida, e a educação é uma via de acesso fundamental, para o conhecimento deste tema pelos educandos. O objetivo deste trabalho foi estabelecer as diferenças existentes na estrutura curricular de escolas catarinenses e municipais, analisando a formação dos professores e o incentivo fornecido pela gestão escolar, para o desenvolvimento das atividades relacionadas ao tema. Como metodologia, foram utilizados questionários com professores e entrevistas semiestruturadas com os gestores e Educador Permanente. Os resultados obtidos foram analisados através de análise de co-ocorrências e estatística descritiva. Com o estudo, pode-se concluir que o componente curricular Educação para a Sustentabilidade aborda a Biodiversidade do Solo, tanto em sua estrutura curricular, como nos temas citados pelos professores, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Já com os professores de Ciências da Natureza, observou-se que, há certa defasagem no conhecimento do tema.</p> Iasmin Nunes Costa Mari Lucia Campos David Miquelluti Taína Pitz Barbosa Jourdan Linder Schayanne Matos Henrique Osmar Klauberg Filho Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-07 2022-06-07 18 e022009 e022009 10.20396/td.v18i00.8667357 IFMINE, um software integrado ao google earth® para o ensino de planejamento de lavra https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668160 <p>Este artigo descreve um programa pedagógico, denominado IFMINE, desenvolvido para ser utilizado no trabalho multidisciplinar, que constitui pré-requisito para obtenção do título de técnico em mineração, do curso de mineração do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus Congonhas. Por meio do <em>software</em>, os discentes foram capazes de realizar as etapas do planejamento de lavra de uma mina hipotética, desde a construção do modelo geológico, passando pelo cálculo da cava final até a definição da alimentação anual de minério da usina de beneficiamento. Os resultados gráficos de cada etapa podem ser visualizados na plataforma <em>Google Earth</em>, e os valores numéricos podem ser exportados no formato de planilhas eletrônicas. O IFMINE possui grande potencial para ser replicado em outras instituições de ensino, com base na experiência obtida da sua utilização pelos discentes do IFMG durante o ensino remoto.</p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> Aldrin Gustavo Martins Carlos Eduardo Damata Bruno César Ribeiro da Silva Maristella Moreira Santos Yuri Ribeiro Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-07 2022-06-07 18 e022010 e022010 10.20396/td.v18i00.8668160 Documentário “História de Pescador” https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668044 <p>Pesquisas Participativas alinham-se em projetos de envolvimento de ações nas quais existe a participação de pessoas ao longo do processo. O recurso audiovisual desempenha papel relevante na divulgação de informações, com evidente potencial em Educação Ambiental. Esta pesquisa analisou de que forma a participação na construção de um documentário sobre pesca na Baía de Guanabara contribuiu para a formação de estudantes de Gestão Ambiental. Na produção do material foi utilizada uma sequência metodológica de pesquisa participativa. Na coleta de dados foram feitas gravações e transcrições dos encontros, estudadas à luz da Análise de Conteúdo. Os resultados mostram que a participação incentivou o debate, a pesquisa e mudanças de percepção sobre o tema, além de ter sido produzido um material que transmite com êxito a mensagem pretendida. O estudo enaltece a convicção da essencialidade da pesquisa, da troca e da reflexão crítica na formação de gestores ambientais.</p> Gabriel Mendes de Almeida Tayná de Souza Pereira Marcelo Borges Rocha Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-07 2022-06-07 18 e022012 e022012 10.20396/td.v18i00.8668044 Construindo o conhecimento pedológico no ensino fundamental a partir de práticas didático-pedagógicas https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668364 <p>A aplicação de diferentes atividades didático-pedagógicas em solos, ainda nas fases iniciais de ensino, pode contribuir à construção do conhecimento do educando, culminando no desenvolvimento de uma consciência pedológica de valorização deste recurso e também pode contribuir na construção de práticas efetivas de ensino que instiguem a reflexão crítica quanto a complexidade do solo. Este estudo objetivou propor diferentes atividades práticas sobre o tema solos, em dez turmas de segundo e terceiro anos do ensino fundamental pertencentes a cinco escolas públicas da cidade de Lages (SC), totalizando 176 discentes do componente curricular Educação para a Sustentabilidade. A utilização de diferentes práticas de ensino e experiências concretas de colaboração despertou a curiosidade dos educandos, aumentando a capacidade de interação e construção de novos conhecimentos em solos.</p> Josie Moraes Mota Schayanne Matos Henrique Aline Lima de Sena Kelly Tamires Urbano Daboit Letícia Sequinatto Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-07 2022-06-07 18 e022013 e022013 10.20396/td.v18i00.8668364 História das vacinas e história da astronomia https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668944 <p>Com o avanço das tecnologias da informação e o surgimento da pandemia de Covid-19, os movimentos negacionistas vêm ganhando força. Buscamos neste artigo, no formato de ensaio teórico que discute dois fatos históricos – a produção de vacinas e a forma da Terra – integrar conhecimentos históricos que possibilitem reflexões mais profundas por parte de professores de ciências. Discutimos alguns componentes psicológicos do comportamento humano. Ao abordarmos a história das vacinas e a história da Astronomia, elas se parecem, num primeiro momento, histórias distintas e com momentos históricos diferentes. Contudo, quando nos aprofundamos nas discussões, percebemos que ambas compartilham de muitos aspectos em comum, dentre eles, as <em>notícias falsas</em>, que assolam a sociedade e as teorias negacionistas: antivacinas e terraplanistas. Consideramos a história da ciência essencial na educação em ciências para o combate ao negacionismo científico e ao obscurantismo.</p> Tiago Venturi Roberta Chiesa Bartelmebs Lara Amélia Dreon Lohmann Amanda Maria Garcia de Souza Isabella Carolina Umeres Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-22 2022-06-22 18 e022014 e022014 10.20396/td.v18i00.8668944 Geleiras, grandes escultoras e inspiradoras https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668416 <p>No século XIX, as grandes geleiras inspiraram diversos artistas e naturalistas; Johann Moritz Rugendas as pintou nos Andes Chilenos; Agassiz descreveu processos geológicos resultantes da ação de geleiras na Suíça e os ilustrou com belas litografias. John Casper Branner, no livro <em>Geologia Elementar</em>, discordou de Louis Agassiz, que transpusera conhecimentos obtidos na Suíça como evidências geológicas supostamente válidas para o Brasil. Aziz Nacib Ab’Sáber, nos séculos XX e XXI, descreveu efeitos das glaciações nas alterações do nível do mar e suas consequências na região Amazônica, que já foi um gigantesco golfo aberto para oeste. Ab’Sáber também descreveu os eventos geológicos na região amazônica andina, que contribuíram para inversão do fluxo de rios e a mudança da foz do Rio Amazonas para o atual Oceano Atlântico. Este artigo pretende oferecer a professores e alunos de todos os níveis de escolaridade alguns elementos básicos sobre o tema, buscando ilustrar aspectos relevantes da evolução do conhecimento geocientífico.</p> Heitor de Assis Junior Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-08 2022-06-08 18 e022016 e022016 10.20396/td.v18i00.8668416 A inserção do ensino em eventos de paleontologia no Brasil https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668249 <p>Esta pesquisa exploratória e descritiva abrange trabalhos de eventos, como simpósios, congressos e reuniões regionais (Paleo), publicados pelo Boletim <em>Paleontologia em Destaque</em> da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP). Foram analisados trabalhos dos eventos desde 2012 até 2018, recuperando-se cento e setenta e um resumos de um total de 2.095. A seguir, os trabalhos foram classificados por regiões brasileiras e, para um melhor entendimento quanto a métodos de ensino e abordagens, foram utilizadas as seguintes concepções de análise: Técnico, Prático e Emancipatório/Crítico. Também foi explorado o conhecimento paleontológico por meio das seguintes concepções de análise: Educação “em”, “sobre” e “pela” Paleontologia. Os autores acreditam que os resultados do estudo podem subsidiar novos estudos e processos de formação inicial e continuada de professores de Ciências e Biologia, bem como cursos de graduação, no intuito de contribuir para se (re)pensar as concepções voltadas ao Ensino de Paleontologia e áreas afins.</p> <p> </p> Liandra dos Santos Antonini Ruben Alexandre Boelter Thamires Luana Cordeiro Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-08 2022-06-08 18 e022017 e022017 10.20396/td.v18i00.8668249 Práticas de ensino de botânica com enfoque em taxonomia e sistemática filogenética https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668360 <p>O ensino de botânica, em especial os conteúdos afins à taxonomia e sistemática vegetal, tem sido negligenciado na educação básica. Nota-se, em decorrência, o desinteresse e a desmotivação acentuados dos alunos para conteúdos botânicos. Na sociedade em geral, a defasagem do ensino reflete-se no fenômeno social dito “cegueira botânica”, no qual a diversidade de plantas é desapercebida no cotidiano das pessoas. Assim, a pesquisa visou a elaboração e o uso de estratégias e recursos educacionais que buscaram a adequada inserção de conteúdos de taxonomia e sistemática vegetal na educação básica. Foram elaborados e/ou utilizados recursos didáticos tais como modelos, atividades práticas e jogos que possibilitaram avançar em favor da inserção dos conteúdos para o público-alvo, reiterando a importância do lúdico no ensino de Ciências e Biologia.</p> João Paulo Soares-Silva Maxwell Luiz Ponte Daniela Sampaio Silveira Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-08 2022-06-08 18 e022018 e022018 10.20396/td.v18i00.8668360 Tendências e padrões do uso de biodigestores em estudos brasileiros https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668393 <p>É evidente a necessidade de se pensar estratégias alternativas para a gestão dos resíduos orgânicos e diversificação da matriz energética. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo identificar tendências e padrões sobre biodigestores e gestão de resíduos orgânicos em estudos brasileiros. Para tal, realizou-se um levantamento de teses e dissertações na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, entre os anos de 2016 e 2021, acerca do tema “biodigestor”. Foram obtidas 29 publicações, que foram analisadas de forma quali-quantitativa com o auxílio de descritores gerais e específicos. O estudo permite observar que os modelos de biodigestor mais utilizados foram batelada e canadense e que os restos de alimentos e dejetos de animais foram os resíduos mais notáveis. Os resultados alcançados colaboram com a percepção de que deva haver mais investimentos em biodigestores, pois são ótimas fontes de energia renovável e sustentável.</p> Nicoly Muniz dos Santos Pedro Miguel Marques da Costa Marcelo Borges Rocha Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-07 2022-07-07 18 e022019 e022019 10.20396/td.v18i00.8668393 A “Speleologia” de Antonio Olyntho dos Santos Pires e o Centenário da Independência do Brasil (1922) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8669082 <p>“O texto “Speleologia”, foi publicado por Antonio Olyntho dos Santos Pires, na obra Geographia do Brasil Commemorativa do Primeiro Centenario da Independencia (1822-1922). Num contexto de grandes transformações, a proposta era a de tratar cientificamente as cavernas à luz de “Speleologia”, a exemplo da Europa e dos EUA, suplantando as visões teológicas e supersticiosas do passado colonial sobre as cavernas. Pires citou os trabalhos de Peter Lund e Ricardo Krone, em cavernas mineiras e paulistas, respectivamente, como exemplos de racionalidade e objetividade que ele desejava para o país. Assim, “Speleologia” era uma contribuição para conduzir do Brasil à condição de país moderno e civilizado. Considerando o contexto da publicação e o ponto de vista de Pires, deduz-se que “Speleologia” seria uma espécie de “lugar de memória” (Nora, 2008), isto é, um objeto material e/ou imaterial, considerado peça-chave na constituição da memória nacional republicana.</p> Carlos Eduardo Martins Celso Dal Ré Carneiro Ana Elisa Silva de Abreu Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-07 2022-07-07 18 e022020 e022020 10.20396/td.v18i00.8669082 Abordagens e aplicações do processo de compostagem na gestão de resíduos orgânicos https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668552 <p>O presente estudo buscou mapear aspectos relacionados ao tema compostagem no que tange a gestão de resíduos orgânicos. Para tal foi realizada uma revisão sistemática de publicações disponíveis na plataforma <em>online </em>da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, defendidas entre 2018 e 2021. O <em>corpus </em>documental foi constituído por 38 publicações, o qual foi analisado à luz de descritores gerais e específicos. As regiões Sul e Sudeste foram as que mais publicaram sobre a temática nos últimos quatro anos. Grande parte dos trabalhos abordam a compostagem termofílica. Foi possível observar a predominância de programas de pós-graduação nas regiões que mais publicaram. Dentre as contribuições oferecidas pelos trabalhos, a educação ambiental teve destaque. Os resultados do presente estudo servirão de subsídio para futuras pesquisas sobre a compostagem no território nacional, e ainda, ações de educação ambiental e divulgação científica.&nbsp;</p> Douglas Montez Lima dos Santos Pedro Miguel Marques da Costa Fernanda da Silva Marques Marcelo Borges Rocha Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-07-29 2022-07-29 18 e022021 e022021 10.20396/td.v18i00.8668552 Sociedade Brasileira de Geologia homenageia o Professor Emérito CHRIS KING https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668548 <p>Na manhã de 17 de fevereiro de 2022 a comunidade internacional de Educação em Geociências perdeu uma grande liderança, o Dr. Chris King, professor emérito da Universidade de Keele, Reino Unido. Jovial, avesso a formalidades, gentil, sempre disposto a ouvir, aconselhar e orientar, dotado de personalidade extraordinária e de extrema capacidade de estimular e introduzir jovens talentos rumo aos mistérios e maravilhas do conhecimento da Terra, Chris destacou-se como professor, pesquisador, cidadão e pai de família. A Sociedade Brasileira de Geologia registra o legado de conhecimento que ele edificou no cenário científico internacional, com notável desdobramento no Brasil.&nbsp;</p> Celso Dal Ré Carneiro Rosely Aparecida Liguori Imbernon Simone Cerqueira Pereira Cruz Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-30 2022-06-30 18 e022011 e022011 Roteiros de difusão das geociências sob a nova visão da sociedade pós-pandemia https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668004 <p>Percorremos 2021 concentrados na seleção e editoração dos 56 trabalhos que integram o volume 17 de <strong><a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/index">Terræ Didatica</a></strong>, com a esperança de que um dia haverá maior controle sobre a pandemia de Covid-19 e seus terríveis efeitos, mas o desafio do combate ao vírus ainda demandará esforços dos pesquisadores, das autoridades e da população. As páginas da revista foram permeadas por resultados de pesquisas sobre os efeitos da pandemia na educação geocientífica, com destaque para propostas inovadoras, que revelam o potencial de contribuição das Ciências da Terra ao esforço coletivo de enfrentamento da catástrofe. Reunimos exemplos, ao longo do ano, bem como resultados experimentais e evidências notáveis, de que “as sociedades humanas precisam reaprender a se relacionar com a natureza” (Apresentação de <em>Terræ Didatica,</em> 2021). Plantam-se sementes de inovação quando o pesquisador-educador contextualiza aspectos da realidade local para trabalhar com seus alunos questões polêmicas sobre a relação entre as sociedades humanas e a natureza. Antes de iniciar o trabalho em sala-de-aula, porém, é necessário ampliar e reformular pontos-de-vista para problematizar temas sobre a complexa e intrincada teia da vida na Terra. Cada educador precisa se capacitar e aprofundar conhecimentos sobre a dinâmica ambiental. Os temas da Geoética e da Geoconservação inspiram pesquisas ininterruptas, ao mesmo tempo em que se acumulam estudos-de-caso sobre problemas significativos de degradação ambiental que podem ser mais bem compreendidos a partir das dificuldades elementares – e extremamente desiguais – vivenciadas pelas comunidades.</p> <p>Não se trata de assuntos novos; são temas estudados e debatidos há um bom tempo. Contudo, após o evento crítico da pandemia, conceitos relacionados à dinâmica da Terra e aos impactos da interferência humana nos processos naturais virão à tona e poderão mostrar que o modelo de sociedade atual deixou de ser eficaz; ao contrário, revela-se frágil e agressivo aos ambientes terrestres e aos ecossistemas. Pequenas boas mudanças poderão advir, e a educação exercerá papel importante na mudança de paradigmas.</p> Celso Dal Ré Carneiro Sueli Yoshinaga Pereira Fresia Soledad Torres Ricardi-Branco Pedro Wagner Gonçalves Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-04 2022-01-04 18 e022001 e022001 10.20396/td.v18i00.8668004 Disseminação de conhecimento sobre meio ambiente à população de Itajubá (MG) https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668140 <p>As boas práticas da sociedade em relação ao uso e preservação do meio ambiente dependem, em parte, do entendimento que esta detenha em relação aos processos químicos, físicos, biológicos e geológicos que constituem o ambiente. A fim de contribuir com a disseminação do conhecimento hidrometeorológico e ambiental à população de Itajubá, MG, foi implementado em 2021 um projeto de extensão. Objetiva-se neste artigo descrever brevemente a motivação, os fundamentos e as ações do projeto. Inicialmente foi construído um sítio eletrônico chamado “Ambiente”, no qual toda a informação produzida no projeto está organizada e disponibilizada ao público. O sítio “Ambiente” e o programa “Conexão Ambiente”, transmitido via rádio FM, são os principais meios utilizados na disseminação do conhecimento/informação. Embora ainda não exista um estudo para avaliar a efetividade do projeto, sua repercussão tem sido monitorada pelo número de acessos ao sítio eletrônico, que supera 5 mil visitas por mês.</p> Michelle Simões Reboita Benedito Cláudio da Silva Enrique Vieira Mattos Christie André de Souza Robson Barreto dos Passos Daniela Rocha Teixeira Riondet-Costa Copyright (c) 2022 Terrae Didatica https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-06-08 2022-06-08 18 e022015 e022015 10.20396/td.v18i00.8668140