https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/issue/feed Trabalhos em Linguística Aplicada 2022-09-15T13:03:23+00:00 Viviane Veras viveras@unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo: </strong><strong>Trabalhos em Linguística Aplicada</strong> é uma publicação quadrimestral, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com volumes publicados em Janeiro-Abril (n. 1), Maio-Agosto (n. 2) e Setembro-Dezembro (n. 3). Com mais de trinta anos de existência, a revista tem por objetivo a divulgação de trabalhos inéditos e que contribuam para a constante renovação e ampliação da área de Linguística Aplicada.<br><strong>Qualis</strong>: A1<br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 1983<br><strong>e-ISSN</strong>: 2175-764X<br><strong>Título abreviado</strong>: Trab. Lingüíst. Apl.<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:viveras@iel.unicamp.br">viveras@iel.unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><a title="CC-BY" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p> https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8669234 O poder da liberdade 2022-05-10T17:44:19+00:00 Jan Blommaert dnsfortal@gmail.com <p>Neste ensaio, Jan Blommaert debate questões fundamentais relacionadas à dimensão econômica da publicação acadêmica, as razões e intenções para se publicar no meio acadêmico, e as alternativas disponíveis. O autor apresenta as condições do ciclo produtivo das editoras de periódicos acadêmicos e argumenta que o modelo de negócio é baseado na exploração tripla do trabalho das pessoas na academia, como autoras, pareceristas e leitoras dos artigos, e das instituições e governos que financiam as pesquisas publicadas. O autor critica a falsa solução dos acessos “dourado” e “verde” e mostra o impacto das novas formas de circulação no barateamento e alcance da comunicação acadêmica. Ele defende estratégias democráticas de publicação acadêmica protagonizadas pelas pessoas que pesquisam e argumenta a favor da nossa autonomia para promover a função primordial da publicação acadêmica: o debate de ideias com o maior número possível de especialistas do campo.</p> 2022-06-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8668276 O poder da liberdade 2022-01-31T20:55:19+00:00 Guilherme de Moura Cunha houveraguilherme@gmail.com Joana Plaza Pinto joplazapinto@gmail.com <p>Tradução do artigo "The power of free", de Jan Blommaert. No artigo, Blommaert discute o atual sistema de publicação acadêmica à luz dos debates sobre possíveis estratégias de publicação de acesso aberto, oferecendo uma perspectiva engajada na melhor distribuição de recursos para a pesquisa e maior alcance e democratização do conhecimento.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8661565 O patrimônio vivencial de um educando 2021-03-15T15:42:57+00:00 Daniela Aparecida Vieira daniela.apvieira@yahoo.com.br Diego Satyro diegosatyro@bol.com.br Selma Regina Pato Vila Granado selma_granado@yahoo.com.br <p>Este artigo aborda aspectos da trajetória pessoal e escolar de um aluno da EJA, em situação de analfabetismo. Para tratar desses aspectos, procuramos responder esta pergunta: como se configura o patrimônio vivencial de um educando de 20 anos de idade, na atividade de alfabetização, em contexto escolar? Buscando respondê-la, escolhemos, como fundamentação teórica, as noções de <em>perezhivanie </em>(VYGOSTKY, 2010; REY, 2016; VERESOV, 2016), agência (NININ; MAGALHÃES, 2016), repertório (BLOMMAERT; BACKUS, 2012; BUSCH, 2017; GUIMARÃES; MOITA LOPES, 2017) e patrimônio (MOLL et al<em>.</em>, 1992; ESTEBAN-GUITART; MOLL, 2014; LIBERALI; MEGALE, 2020). A metodologia de pesquisa é qualitativo-interpretativista, na forma de estudo de caso. Os procedimentos de geração de dados são: uma entrevista semiestruturada e conversas entre o educando e a professora-pesquisadora. Tais dados, interpretados à luz do referido arcabouço teórico, sugerem que há uma transformação na agência do sujeito de pesquisa. Essa transformação é reputada não só a fatores internos, mas também a fatores externos, como a relação com a professora alfabetizadora e com a escola onde o educando estuda. Essas mudanças constituem seu patrimônio vivencial.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8668361 Diferentes perspectivas sobre o gênero entrevista nas aulas de português na licenciatura intercultural indígena 2022-05-03T21:51:33+00:00 Lilian Abram dos Santos liliabram@gmail.com <p>Neste artigo, discorro sobre uma experiência de ensino do gênero entrevista nas aulas de português para estudantes indígenas de um curso de licenciatura. O texto traz reflexões sobre como as aulas foram planejadas e desenvolvidas com base no diálogo intercultural entre os conhecimentos linguísticos e culturais que formataram, historicamente, o gênero em questão, e os conhecimentos dos professores indígenas, que estão começando a utilizar a entrevista como um recurso metodológico para suas pesquisas, realizadas com membros de suas comunidades. O modelo pergunta e resposta da entrevista e o tempo presumivelmente rápido das respostas foram problematizados pelos estudantes visto que não foi um formato avaliado como possível de ser utilizado por pesquisadores indígenas com anciãos de seus povos. Segundo os estudantes, o gênero pode violar regras interacionais e princípios dos conhecimentos indígenas. O artigo procurou ressaltar a necessidade da tradição oral ser considerada na produção do conhecimento acadêmico e no ensino de língua portuguesa para indígenas.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8666332 Sentidos em movimento e trabalho do equívoco 2022-09-15T13:03:23+00:00 Marisa Grigoletto mgrigol@usp.br Laura Fortes laurafortes@yahoo.com <p>Historicamente, as diversas modalidades de ensino bilíngue no Brasil não têm figurado em documentações político-educacionais regulamentadoras. Entretanto, em 2020, a proposição das <em>Diretrizes Curriculares Nacionais para a oferta de Educação Plurilíngue</em>, no âmbito do Conselho Nacional de Educação, pode ser compreendida como um instrumento de política linguística que visa suprir essa falta. Realizamos, neste artigo, uma análise discursiva desse documento, a partir de duas categorias: a produção de um equívoco e o efeito de (in)determinação em processos de designação. Faz parte do processo discursivo que subjaz à textualidade do documento a mobilização da memória do silenciamento de outras línguas presentes no território brasileiro, no processo de institucionalização do português como língua nacional, e o confronto com essa memória e imagem de país monolíngue. Levando em conta esse imaginário e o gesto político do documento na tentativa de abarcar situações muito distintas de ensino bilíngue (português + outra língua), postulamos que um equívoco atravessa a textualidade do documento, no tocante ao significante “educação bilíngue” ou “educação plurilíngue”, produzindo um efeito de (in)determinação na materialidade linguística. Concluímos que o equívoco indicia a contradição ao propor a homogeneização de situações distintas de ensino bilíngue e sustenta o efeito de confronto entre a indeterminação linguística (a legislação proposta pretende abarcar a educação em toda e qualquer língua falada no território nacional, além das línguas estrangeiras de prestígio) e a determinação discursiva, que faz incidir o foco da educação bilíngue sobre as línguas estrangeiras de prestígio.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8666094 @Greengodictionary 2022-02-07T16:51:00+00:00 Patrícia Cardoso Moreira cardpatricia@gmail.com Carla Janaina Figueredo cjfigueredo2@hotmail.com <p>O objetivo deste artigo é lançar o olhar das teorizações de base bakhtiniana (BAKHTIN/VOLOSHÍNOV, 2014; BAKHTIN, 2011, 2012; SOBRAL, 2009; PAULA; STAFUZZA, 2011) sobre dois carrosséis de postagens publicados em dezembro de 2020 da conta <em>@greengodictionary</em> abrigada na rede social <em>Instagram</em>, configurado aqui como uma esfera da atividade humana. O estudo é uma pesquisa documental e se insere dentro da perspectiva qualitativa de pesquisa (BELL; WATERS, 2014; GRANT, 2019). A análise destes documentos aponta, dentro da esfera da conta, para processos de autoria responsável e responsiva ativa (responsibilidade) de atos enunciativos permeados de práticas discursivas carnavalizadas nas línguas inglesa e portuguesa do Brasil. Procura também avaliar as contribuições para o ensino-aprendizagem de línguas dos projetos enunciativos, autorais, responsíveis e carnavalizados identificados.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8665267 Resistência política sem fogo amigo 2021-05-27T18:37:12+00:00 Raquel Souza de Oliveira raquel.oliv77@gmail.com Branca Falabella Fabrício brancaff@letras.ufrj.br <p>Testemunhamos, na atualidade, a invasão da cultura beligerante em diversas esferas da vida social, inclusive, na política. Com o populismo de direita se alastrando em escala mundial, um olhar atento à maneira como a linguagem está sendo operacionalizada por líderes políticos e seus/suas apoiadores/as se faz necessário (HODGES, 2020). O mesmo pode ser afirmado em relação às crenças linguísticas que orientam as nossas interpretações sobre as formas e os usos das línguas e nossos modos de acionar resistência política. Neste trabalho, investigamos três tuítes de críticas direcionadas às performances discursivas de Abraham Weintraub, ex-Ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, quando a norma padrão da língua portuguesa foi por ele violada. Visamos investigar as ideologias linguísticas que guiam tais críticas, avaliando os efeitos que produzem nos projetos políticos interessados em defender os direitos de grupos sociais marginalizados. Para nossas análises, utilizamos os construtos teórico-analíticos de iconização, recursividade fractal e apagamento (GAL &amp; IRVINE, 2019). Os resultados do estudo indicam que modos de resistência orientados por ideologias linguísticas que defendem um ideal puro de língua endossam sentidos negativos associados aos recursos linguísticos populares e, por extensão, às categorias sociais dos/as excluídos/as. Defendemos as ideologias linguísticas das misturas (PINTO, 2013; FABRÍCIO &amp; MOITA LOPES, 2019) como um caminho possível para pensarmos práticas de resistência política que sejam, de fato, comprometidas com pautas inclusivas e de justiça social.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8666170 Discursos sobre a criminalização da homofobia e da transfobia no portal de notícias "O antagonista" 2022-02-07T16:57:04+00:00 Raylton Carlos de Lima Tavares rayltoncarlos@gmail.com Rosângela do Socorro Nogueira de Sousa rsns@ufpa.br <p>Neste artigo, apresentamos uma amostra dos resultados da pesquisa <em>SUPRIMIDO PARA REVISÃO ÀS CEGAS</em> (AUTOR1, 2019), cujo objetivo foi analisar o modo como a decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro em tipificar como crime a homofobia e a transfobia foi mobilizado em uma cadeia de eventos discursivos publicada pelo portal de notícias <em>O Antagonista</em>. Com base em pressupostos teóricos dos Estudos Críticos do Discurso, e utilizando a linguagem de descrição do sistema de transitividade, tomamos três textos do <em>corpus</em> para mostrar como os eventos e atores sociais envolvidos são representados, quais discursos tais textos atualizam e que efeitos de sentido potenciais têm. Os resultados apontam que a representação tematiza o possível descontentamento de religiosos e apaga os benefícios à comunidade LGBTQIA+. Tal apagamento é utilizado ideologicamente para sustentar a LGBTfobia como uma estrutura em que vidas LGBTQIA+ são desimportantes ou não merecedoras de proteções legais.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8666675 Análise multimodal 2021-09-23T18:14:33+00:00 Theodoro Casalotti Farhat farhat@usp.br Paulo Roberto Gonçalves-Segundo paulosegundo@usp.br <p>Partindo da Teoria Sistêmico-Funcional e da proposta decomposicional de Bateman, Wildfeuer e Hiippala (2017), este artigo delineia noções e procedimentos que consideramos fundamentais para a análise de textos multimodais, particularmente os digitais, fornecendo uma proposta teórico-metodológica que permite ao analista um maior comprometimento com uma organização clara e replicável do procedimento analítico. Assim, em primeiro lugar introduzimos os conceitos fundamentais de realização e instanciação e suas implicações para o estudo da multimodalidade; depois, parte-se para a noção de “tela” e para a classificação multidimensional das materialidades semióticas; em seguida, explicitam-se os passos básicos para a fundamentação da análise de textos multimodais; e, finalmente, o modelo é exemplificado com a análise sumária da composição em telas de postagens de Facebook.</p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8661692 Racializando língua ou linguificando raça? 2021-02-25T15:10:12+00:00 Fernanda de Oliveira Cerqueira f.cerqueira@hotmail.com Danniel da Silva Carvalho dannielcarvalho@ufba.br <p>Resenha de ALIM, H. Samy; RICKFORD, John R.; BALL, Aretha F. (orgs.). <strong>Raciolinguistics</strong>: How language shapes our ideas about race. 1 ed. Oxford/New York: Oxford University Press, 2016, 362 p.</p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8666532 Formar professores de português língua estrangeira e segunda língua em universidades públicas brasileiras 2021-09-20T14:45:56+00:00 Daniel dos Santos arquifonema@gmail.com Tiêgo Ramon dos Santos Alencar tiegoramon@gmail.com <p>Resenha de SCARAMUCCI, Matilde Virginia Ricardi; BIZON, Ana Cecília Cossi (Orgs.). <em>Formação inicial e continuada de professores de Português Língua Estrangeira/Segunda Língua no Brasil</em>. Araraquara: Letraria, 2020. 246 p.</p> <p> </p> 2022-09-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Trabalhos em Linguística Aplicada