https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/issue/feedTrabalhos em Linguística Aplicada2020-09-09T13:07:07+00:00Viviane Verasviveras@unicamp.brOpen Journal Systems<p><strong>Escopo: </strong><strong>Trabalhos em Linguística Aplicada</strong> é uma publicação quadrimestral, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com volumes publicados em Janeiro-Abril (n. 1), Maio-Agosto (n. 2) e Setembro-Dezembro (n. 3). Com mais de trinta anos de existência, a revista tem por objetivo a divulgação de trabalhos inéditos e que contribuam para a constante renovação e ampliação da área de Linguística Aplicada.<br><strong>Qualis</strong>: A1<br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 1983<br><strong>e-ISSN</strong>: 2175-764X<br><strong>Título abreviado</strong>: Trab. Lingüíst. Apl.<br><strong>E-mail</strong>:<a href="mailto:viveras@iel.unicamp.br">viveras@iel.unicamp.br</a><br><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br><a title="CC-BY" href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons"></a></p>https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660604Mecanismos digitais e semióticos dos populismos contemporâneos (Parte 2) – Uma apresentação2020-08-14T19:16:46+00:00Daniel Nascimento e Silvadnsfortal@gmail.com<p>Apresentação do dossiê - parte 2.</p>2020-07-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658510“(Não) Leia os comentários”2020-08-14T19:16:48+00:00Liana de Andrade Biarlianabiar@gmail.com<p>O presente artigo procura contribuir para a construção de entendimentos sobre o potencial semiótico dos comentários na interação em plataformas digitais. Toma-se como objeto a repercussão online de um caso notório: o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018. A tarefa analítica desta pesquisa é escrutinar discursivamente uma cauda de 1.600 comentários, entendidos aqui tanto como reentextualizações da própria notícia, quanto como lastros de sua trajetória textual em contextos de circulação variados. Os resultados iluminam os modos como os comentadores contribuem para a produção, expansão e disputa de certos discursos que marcam a polarização ideológica no cenário sócio-político contemporâneo.</p>2020-05-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658277Estratégias digitais dos populismos de esquerda e de direita2020-08-14T19:16:48+00:00Theófilo Rodriguestheofilomachadorodrigues@gmail.comDaniel Ferreiradanielhmf11917@gmail.com<p>A presente pesquisa identifica duas práticas distintas de relacionamento do populismo com as mídias digitais nesse início do século XXI: a horizontal e a vertical. A partir da análise comparada dos casos de Bolsonaro no Brasil e do Podemos na Espanha, representantes de um populismo de direita e de um populismo de esquerda, respectivamente, observou-se como cada uma dessas práticas políticas lida com as mídias digitais. O populismo de direita brasileiro opera uma mobilização social vertical, baseada em mensagens em redes sociais como <em>Facebook</em>, <em>Whatsapp</em> e <em>Twitter</em> que informam as agendas a serem seguidas por seu eleitorado. Assim, o eleitorado é receptor, mas também divulgador da agenda. Além disso, a prática das <em>Fake News</em> é crucial na tática de construção das narrativas empregada por Bolsonaro. O populismo de esquerda do Podemos, ao contrário, opera uma tática horizontal com a experimentação de práticas deliberativas nas redes sociais. O eleitorado é receptor e construtor da agenda.</p>2020-05-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658944Discurso populista em construções jornalísticas acerca do cacerolazo argentino e do panelaço brasileiro2020-08-14T19:16:48+00:00Antonio Andradeantonioandrade.ufrj@gmail.comPriscila da Silva Marinhopriscilasilvamarinho@globomail.com<p>Este artigo debate a relação entre jornalismo, populismo e mídias digitais. Deste modo, observamos de que maneira os textos jornalísticos, ao produzirem narrativas acerca das manifestações sociopolíticas conhecidas como “cacerolazo”, em 2012/2013 na Argentina, durante o governo de Cristina Kirchner, e “panelaço”, em 2015 no Brasil, durante o governo de Dilma Rousseff, reforçam o processo de propagação de elementos discursivos que se imiscuem à lógica do populismo e se imbricam às dicções populistas do contemporâneo, que vêm sendo denominadas como populismo algorítmico e/ou populismo digital. Ao promoverem a circulação de certos dizeres (e não outros), partindo do efeito discursivo de evidência, como se fossem apenas “relatos de fatos”, baseados na ilusão de neutralidade e imparcialidade, as construções jornalísticas produzem uma determinação dos sentidos, filiando-se a dadas práticas discursivas, sócio-historicamente marcadas. A atividade jornalística, ao se apropriar do discurso populista, contribui para a instalação no cenário político de polaridades e dicotomias que resultaram, no contexto argentino, na derrocada do kirchnerismo em 2015 e, no contexto brasileiro, no <em>impeachment </em>da presidenta Dilma Rousseff em 2016. A fim de ilustrarmos nossa discussão, analisaremos, a partir da perspectiva teórico-metodológica da Análise do Discurso, algumas manchetes, trechos de reportagens e fotografias, disponibilizados nos <em>sites </em>dos jornais argentinos <em>Clarín</em> e <em>La Nación</em> e nos jornais brasileiros <em>Folha de S. Paulo</em> e <em>O Globo</em>, na época dos eventos mencionados.</p>2020-06-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658459“Oi, meu nome é Bettina”2020-08-14T19:16:49+00:00Carlos Renato Lopescarelo@uol.com.br<p>O artigo propõe uma leitura do momento inicial do governo de direita ora vigente no Brasil, sugerindo a emergência de uma forma particular de populismo que, sustentada por uma lógica neoliberal de funcionamento da sociedade, constitui terreno fértil para o florescimento de um discurso de empreendedorismo e sucesso financeiro ao alcance de qualquer indivíduo. Tal configuração, que chamamos aqui de <em>populismo neoliberal</em>, promove em sua esteira a construção de formas específicas de subjetividade. Para ilustrar a discussão, analisamos dois anúncios virais de uma consultoria de investimentos veiculados no YouTube que encenam a nova ordem político-econômica de forma problemática e geradora de resistências.</p>2020-05-21T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658477Fake news, verdade e mentira sob a ótica de Jair Bolsonaro no Twitter2020-08-14T19:16:49+00:00Janaisa Martins Viscardijanaisa@gmail.com<p>A campanha eleitoral presidencial de 2018 no Brasil foi marcada pelo amplo uso das redes sociais pelos candidatos. Jair Bolsonaro escolheu estrategicamente o uso das redes para disseminar suas ideias de campanha e interagir com os eleitores. Pesquisando a campanha, Cesarino (2019) reconheceu cinco padrões nas mensagens espalhadas pelo Whatsapp, que incluíam manter o público mobilizado por meio de mensagens conspiratórias, canibalizar o oponente e desqualificar a mídia e a academia. A pergunta que se pode fazer é: esses padrões são observados na conta oficial do Twitter de Bolsonaro? Dado que as <em>fake news</em> surgiram como um tópico importante nas eleições e contribuíram significativamente para reforçar essa polarização, analiso neste artigo como Jair Bolsonaro usa os substantivos <em>fake news</em>, <em>mentira</em> e <em>verdade</em> em sua conta oficial do Twitter, tanto como candidato quanto como presidente eleito do Brasil, com vistas a compreender como Jair Bolsonaro enquadra esses três elementos em seu discurso, deixando entrever as estratégias comunicativas na construção da sua mensagem (SILVERSTEIN, 2003; LEMPERT & SILVERSTEIN, 2012).</p> <p class="p1"><span class="s1"> </span></p>2020-05-21T00:00:00+00:00Copyright (c) https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658481Digitalização e a luta pela linguagem2020-08-14T19:16:50+00:00Amanda Diniz Valladaamandavallada@hotmail.com<p>O objetivo deste artigo é refletir sobre o cenário atual da comunicação digital <em>a partir de</em> e <em>em</em> <em>direção a</em> visões de linguagem que se mantenham atentas às transformações sociolinguísticas motivadas pela digitalização. Para isso, a partir de autoras/es como Blommaert (2008), boyd e Crawford (2012) e Brooker et al. (2016), conceituo e discuto brevemente sobre dois pontos importantes que influenciam os dados e análise das mais diversas pesquisas em Linguística, mas que são, com frequência, deixados em segundo plano: big data e <em>affordance</em>. Em seguida, argumento em favor de visões de linguagem que não sejam nem antropocêntricas, nem universalistas, e que contemplem o contato entre humano e digital, retomando as contribuições de Irvine (1996; 2017), Pratt (2013) e Martins e Viana (2019).</p>2020-05-20T00:00:00+00:00Copyright (c) https://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658484Embates semiótico-discursivos em redes digitais bolsonaristas2020-08-14T19:16:50+00:00Danillo da Conceição Pereira Silvadanillosh@gmail.com<p>Este artigo discute práticas discursivas relacionadas ao bolsonarismo <em>online</em>, enquanto manifestação de um populismo digital de extrema-direita. Para tanto, são focalizados embates semiótico-discursivos instaurados em trajetórias textuais mobilizadas para significar os processos históricos relativos à Ditadura Civil-Militar brasileira (1964-1985). As interações analisadas foram desencadeadas a partir de uma postagem na conta oficial do presidente Jair Bolsonaro no <em>Twitter</em>, em 27 de março de 2019, às vésperas dos 55 anos do Golpe de 1964. Partindo de uma perspectiva teórico-metodológica pautada no rastreamento textual em redes digitais e em concepções pragmáticas e semióticas dos processos de significação, oferecemos algumas interpretações contingentes acerca do problema investigado. São elas: a cooptação de significantes vazios próprios da racionalidade populista para a instauração de negacionismos históricos estratégicos; a insistente (re)atualização de sentidos indexicais autoritários, antidemocráticos e antidireitos humanos nas trajetórias textuais e espaço-temporais do discurso bolsonarista <em>online</em>; e a fricção semiótico-discursiva nas disputas por enquadres metapragmáticos entre agentes discursivos bolsonaristas e seus oponentes em espaços públicos virtuais.</p>2020-06-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658435Diplomacia digital – o modo no discurso dos tweets2020-09-09T13:03:21+00:00Dina Maria Martins Ferreiradinaferreira@terra.com.brMarco Antonio Vasconcelosmarco_clarinetista@yahoo.com.br<p>O objetivo deste trabalho é analisar a diplomacia digital norte-americana em relação ao Brasil durante a visita do vice-presidente americano ao Brasil em 2018, através do estudo do modo do discurso dos <em>tweets</em>. Para tanto, recorremos à Linguística Sistêmico-Funcional, centralmente às categorias relacionadas à função interpessoal da linguagem agregada à bibliografia sobre as relações internacionais Brasil-EUA. Os resultados mostram, através da marcante presença de elementos assertivos e passionalizadores, a construção de um perfil confiante, pragmático e patriótico em relação à defesa dos valores norte-americanos, com uma defesa substancial da família e da liberdade; não obstante a continuidade de certo monroísmo em relação à América Latina e ao Brasil.</p>2020-05-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658475Discurso de ódio em mídias sociais como estratégia de persuasão popular2020-08-14T19:16:51+00:00Karen Tank Mercurik001935@dac.unicamp.brRodrigo Esteves de Lima-Lopesrll307@unicamp.br<p>Este artigo busca compreender o momento atual, dando um passo atrás, para mostrar que em uma situação anterior à campanha eleitoral de 2018, já havia indícios do populismo digital (CESARINO, 2018): o aparato digital e a mobilização (produção e compartilhamentos de <em>hashtags</em> no Twitter), bem como a tática política de estabelecer um eixo sintagmático amigo-inimigo. Mais especificamente, o intuito aqui é analisar discussões políticas, dentro do quadro linchamento virtual (MACEDO, 2018), de duas maneiras: (i) por suas conexões, utilizando modelos de redes aplicados às redes sociais <em>online</em>, conforme descritos nos trabalhos de Recuero (2005, 2014) e Lima-Lopes (2017, 2018) e; (ii) pelo discurso contido nas postagens, segundo o Sistema de Avaliatividade (MARTIN e WHITE, 2005) e suas aplicações em Língua Portuguesa (VIAN JR et. al, 2010). Foi considerada para esta pesquisa a utilização no Twitter da <em>hashtag</em> #Dia28EuVouTrabalhar, criada e disseminada com o intuito de contrariar a Greve Geral marcada para o dia 28 de abril de 2017, cujo objetivo era protestar contra as reformas trabalhista e da previdência. A raspagem de dados e os grafos de conexão foram feitos com o auxílio dos <em>softwares </em>NodeXL e Gephi, respectivamente. Ao final, observou-se que os principais influenciadores na rede tinham grande importância na disseminação do discurso de ódio, pois o grande número de seguidores possibilitou o espalhamento em larga escala. Vale ressaltar que o nó central da rede estudada era um deputado estadual do Rio de Janeiro e filho de um político com pretensão à presidência da República. A principal avaliação expressa nas postagens, em relação aos sentimentos, foi a insatisfação com o partido político que se manteve na presidência do Brasil por catorze anos e que fora interrompido por um impeachment, no ano anterior a esta greve. Já em relação ao Julgamento, as postagens revelaram uma descrença quanto à ética e confiabilidade tanto em relação aos grevistas quanto aos organizadores. Com isso, pode-se observar que a repetição e padronização de discursos estigmatizados, bem como sua pulverização em mídia social, foram – e ainda são – utilizadas como instrumento para conseguir o apoio popular. </p>2020-07-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658454A construção discursiva dos direitos humanos e suas tensões2020-08-14T19:16:53+00:00Maria Clara Gomes Mathias Cavalcantimaria_clara54@yahoo.comRaimundo Ruberval Ferreiraruber.ferreira@uece.br<p>O presente trabalho investiga as formas de produção de sentido para os direitos humanos no discurso da extrema direita no Brasil com foco na dimensão ideológica dos processos em questão e seus efeitos na construção de uma nova hegemonia. A discussão toma como referência a Análise de Discurso Critica, na vertente de Fairclough ([1992] 2001; 2003), em diálogo com a Teoria do Discurso de Ernesto Laclau (LACLAU; MOUFFE [1985] 2015; LACLAU 1990; 2013). A discussão mostra que a construção discursiva dos direitos, para além do âmbito normativo, não apenas se dá em variadas mobilizações práticas, como envolve disputas de sentido e de poder, sendo parte fundamental da construção e transformação de sistemas de significação contemporâneos. A análise aponta que a (re)construção discursiva dos direitos humanos, no contexto do populismo de extrema direita emergente no Brasil atual, integra uma articulação discursiva cujos momentos (e os direitos humanos constituem uma das diferenças articuladas) caracterizam-se, sobretudo, por um esvaziamento de seus conteúdos.</p>2020-07-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660100La paratraduction de l'identité dans les espaces de Traduction et d'Interprétation en Milieu Social (TIMS)2020-08-14T19:16:37+00:00Emmanuel Claude Bourgoin Vergondyebourgoin@uvigo.es<p>Lorsque nous abordons la question de l’identité dans les espaces de la TIMS, nous faisons face à une question essentielle. En effet, la relation avec l’autre est une évidence dans les pratiques de Santé. Qu’en est-il de ces relations, lorsque la diversité culturelle de nos sociétés actuelles redessine les schémas identitaires établis dans les modèles antérieurs ? Dans cet article<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> nous traiterons la question de l’identité en TIMS grâce à une analyse par niveaux. Ces niveaux sont ceux définis par le groupe de recherche T&P<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> de l’Université de Vigo. Ainsi, nous commencerons notre analyse par le niveau empirique – ou paratraductif – pour révéler certains des éléments les plus apparents qui accompagnent ou qui entourent la notion d’identité en TIMS. Dans un deuxième temps nous aborderons le niveau sociologique – ou protraductif – dans lequel nous verrons quels sont les relations entre l’espace en générale, les espaces de santé et la notion d’identité. Enfin, nous atteindrons le niveau discursif – ou métatraductif – pour comprendre comment les mots d’autres domaines scientifiques prolongent la notion d’identité et la traduisent en d’autres discours qui dépassent le cadre de la TIMS, mais qui servent malgré tout à la pratique professionnelle du traducteur_interprète en TIMS.</p> <p> </p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Pour ne pas alourdir le texte, nous nous conformons à la règle qui permet d'utiliser le masculin avec la valeur de neutre.</p> <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> <a href="http://paratraduccion.com/doctorado/">http://paratraduccion.com/doctorado/</a></p>2020-07-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660114Tradução e paratradução do romance Cloud Atlas (2004) de David Mitchell no Brasil2020-09-09T13:00:47+00:00Yuri Jivago Amorim Caribéyuricaribe@hotmail.com<p>Esta pesquisa traz reflexões sobre paratextos relacionados ao romance inglês <em>Cloud Atlas</em> (2004), de David Mitchell e o processo de paratradução dessa obra, publicada no Brasil como <em>Atlas de Nuvens</em> (2016). O lançamento da tradução desse romance foi amplamente divulgado por importantes canais de comunicação, com apoio especial da crítica literária especializada. No entanto, a obra ainda é pouco lida e analisada no âmbito acadêmico. Assim, trabalhamos especialmente com o conceito de paratradução de Yuste Frías (2014 e 2015) para verificar o papel desempenhado pelos paratextos na edição final dessa obra traduzida. As conclusões apontam para um repensar do processo tradutório, diretamente influenciado pelo conceito de paratradução. Também nos levam a refletir sobre a participação dos paratextos como importante elemento de análise no processo de tradução literária de uma obra.</p>2020-07-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8659500Paratextos da tradução espanhola de Madame Calderón de la Barca sobre a vida no México2020-08-14T19:16:37+00:00Olivia Correa Lariosocorrealarios@gmail.comVerónica del Carmen Murillo Gallegosveramurillog@gmail.com<p>Frances Calderón de la Barca escreveu em inglês suas impressões sobre o México em correspondência privada sustentada entre 1838 e 1841, durante o qual ela residia no país com seu marido, o primeiro embaixador da Espanha no México. Uma seleção de suas cartas formou o livro Life in Mexico, publicado em 1843 em Boston e Londres. A publicação da obra, que incluiu algumas descrições negativas de cidades, sociedade, moda, comida e até mesmo a aparência física de alguns mexicanos, resultou em traduções mexicanas de fragmentos entre 1843 e 1844, traduções completas em 1920 e 1959 e finalmente uma tradução completa em espanhol em 2007. Todas essas traduções foram cercadas por peritexts e epitextos em que os editores comentaram sobre o trabalho de Calderón de la Barca. Nesse contexto, a tradução da obra nos permite refletir sobre encontros interculturais, uma vez que, em seus textos, os viajantes expõem o encontro uns com os outros e, as traduções nas terras com as qual lidam, expõem uma redefinição do eu e de nós como um eu coletivo. Este artigo propõe uma revisão dos elementos paratextuais da vida no México traduções à luz da noção de paratransdução, que nos permite refletir em torno das ações dos agentes paratranslundo para afirmar que, quando, dentro do que é traduzido está em jogo a própria identidade, os paratextos revelam práticas editoriais que vão da censura , à controvérsia e elogios das últimas décadas.</p>2020-07-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660185Para sair do entre-duas-línguas2020-09-09T13:01:32+00:00Marie-Lou Lery-Lachaumemarieloulerylachaume@gmail.com<p>Em 1988, Derrida formulava um enunciado programático para os filósofos, jubilatório para os tradutores: “<em>Plus d’une langue!</em>”. Este artigo parte de uma retomada da palavra de ordem derridiana, uma re-petição que permite esgueirar-se para um pensamento vivo, intimamente ligado a uma <em>aposta da tradução</em>. Depois de dar a essa aposta seu alcance amplo, busca-se examinar como, em cada língua, o “<em>Plus d’une langue</em>” funciona como agenciação-desconstrução, isto é, como operação imanente e intensiva de tradução infralinguística. Ora, se essa multiplicidade interna às línguas como <em>redes idiomáticas</em> aponta para um potencial de transmissão “aquém” do encontro entre duas línguas, é esse encontro entre as línguas como <em>singularidades idiomáticas</em> que define tradicionalmente a prática da tradução como transformadora e, eventualmente, trânsfuga. Nessa perspectiva, o avesso da reflexão proposta releva o paradigma da tradução como circulação <em>entre-duas-línguas</em>, para problematizá-lo e avaliar a possibilidade de ultrapassá-lo. Para além da topologia do <em>entre</em>, e se houver<em> mais de duas línguas</em>, traduzir é ainda concebível? Isso implica uma tentativa de forçagem e, talvez, de oxigenação das teorias da tradução historicamente confinadas pela Linguística. O resultado desse esforço, ele próprio guiado pela radicalização final da lógica do “<em>Plus d’une langue</em>” mediante um “<em>Encore plus de langues</em>”, é uma interrogação sobre a tradução como onda de choque translinguística e sobre o escândalo do ato do tradutor. O que sobra da arte da tradução quando o tradutor “cai fora” do sagrado pacto de tradução e recusa, na ausência patenteada de relação, qualquer reciprocidade entre as línguas?</p>2020-07-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660108A interpretação das cores na paratradução de paratextos audiovisuais 2020-08-14T19:16:44+00:00Morgana Aparecida de Matosmorgana_matos@hotmail.com<p>A interdisciplinaridade que existe nos Estudos da Tradução permite vislumbrar e consolidar a ideia de paratradução e paratexto audiovisual. Ao saber que os paratextos são essenciais para a tradução e a interpretação, aborda-se aqui, sob os auspícios da paratradução, a relevância dos estudos das imagens apresentadas em tela. A cor vermelha predominante na série televisiva <em>La Casa de Papel</em>, da <em>Netflix,</em> conflui uma imagem subjetiva que corrobora com a compreensão do enredo. Assim, este artigo tem o objetivo de apresentar os caminhos necessários para conformar o estudo das cores – o vermelho especificamente – na paratradução de imagens. A confluência metodológica paratradutiva auxilia na busca de informações, as quais acabam por explicitar os adjetivos que descrevem as sensações do simbolismo da cor, vindouras e perpetuadas na compreensão geral da série que, de forma criativa e aculturada, foram apresentadas nos paratextos audiovisuais estudados.</p>2020-07-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8659461A literatura de Toni Morrison no Brasil2020-08-14T19:16:44+00:00Luciana de Mesquita Silvaluciana.cefetrj@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo abordar as traduções do romance <em>Beloved</em> (1987), de Toni Morrison, no Brasil, com foco em alguns de seus paratextos. Inicia-se com uma reflexão teórica sobre tradução que a considera como um processo que ultrapassa a transposição linguística entre o texto-fonte e o texto-meta, uma vez que envolve fatores sociais, históricos, culturais, ideológicos, entre outros. Em seguida, apresenta-se a teoria da paratradução, segundo a qual os paratextos que compõem uma obra traduzida são importantes elementos a serem examinados pelo pesquisador, já que contribuem para a construção de sentidos. Posteriormente, o artigo traz um breve panorama sobre Toni Morrison e sua produção literária, destacando <em>Beloved</em>, e prossegue com uma análise das capas e contracapas das diferentes edições de <em>Amada</em>, título da referida obra no Brasil. Por fim, verifica-se que, em geral, as paratraduções brasileiras de <em>Beloved</em> reforçam as imagens de Morrison como escritora premiada e do romance em questão como um livro aclamado pela crítica.</p>2020-07-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660095Corpos e cenários (re)traduzidos em Habibi, de Craig Thompson2020-09-09T13:02:15+00:00Adriano Clayton da Silvadrianovsk@gmail.com<p>Neste trabalho, apresento e discuto a transculturalidade, as imagens e a tradução na <em>graphic novel</em> Habibi, de Craig Thompson, buscando mostrar como tal obra é uma tradução transcultural, já que se propõe a representar um mundo árabe oriental para olhos ocidentais, mas incorrendo no mesmo orientalismo institucionalizado que permeia diversas outras obras de arte, científicas e políticas do mundo ocidental, as quais tendem a diminuir e a homogeneizar as diversas culturas dos povos habitantes do que se chama atualmente Oriente Médio. No caso de Habibi, é pelos corpos e cenários que o orientalismo mais se faz presente, evocando a velha fórmula das mil e uma noites enquanto conta sua história – como se todos os povos do Oriente Médio vivessem no deserto usando turbantes, entre outros estereótipos. Ao final, apresento uma possibilidade de tradução através das imagens da <em>graphic novel</em>, de modo a tentar diminuir, ao menos um pouco, a influência do orientalismo enviesado em Habibi.</p>2020-07-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660617Traduzir a identidade feito manteiga2020-08-14T19:16:45+00:00José Yuste Fríasjyuste@uvigo.es<h3>A palavra francesa <em>arabe</em> («árabe») está na origem do termo francês <em>beur</em> que foi criado em <em>verlan</em> para designar as pessoas nascidas na França cujos pais ou avós eram imigrantes vindos do Magrebe. Depois de uma breve descrição sobre como esse termo foi formado dentro da língua francesa durante a década de oitenta do século passado, este artigo começará questionando a razão de a forma feminina ser <em>beurette</em> e não <em>beure</em>. Na sequência, apresentaremos como alguns tipos muito específicos de tradução da identidade do Outro foram realizadas em outros tempos colonizados. O fato de <em>beur</em> ser um homófono perfeito de <em>beurre</em> (manteiga) em francês acarreta uma série de consequências simbólicas que se resumem na nula vontade política do governo francês de traduzir, adequada e corretamente, todos os pertencimentos da identidade mestiça das pessoas nascidas na França com origens magrebinas, em prol de uma suposta "integração" republicana francesa. Assim, no uso coloquial da língua francesa, foram criados dois neologismos (<em>beur</em> e <em>beurette</em>) que, dada a sua dificuldade de tradução, foram exportados para outras línguas como empréstimos lexicais, mas a correta interpretação desses termos deixa muito a desejar. No final do artigo, apresentamos uma reflexão crítica, a título de conclusão, sobre os termos <em>beur</em> e <em>beurette</em> como «intraduzíveis» no sentido apontado por Barbara Cassin, propondo como podemos resolver a aparente contradição de traduzir «o intraduzível» quando quem traduz e interpreta sabe situar-se «entre» línguas e culturas, graças à noção de paratradução.</h3>2020-07-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8659301Desafios da Formação de Professores na Linguística Aplicada2020-08-14T19:17:59+00:00Marcus Souza Araújomarcusaraujo@interconect.com.brLucas Thadeu Vulcão da Rochalucasvulcaoo@gmail.com<p>Resenha do livro "Desafios da Formação de Professores na Linguística Aplicada".</p>2020-08-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8657848Resolução de problemas e construção conjunta de conhecimento na fala-em-interação em cenário de desenvolvimento tecnológico2020-08-14T19:16:55+00:00Andréia Kanitzandreia.kanitz@bento.ifrs.edu.brPedro de Moraes Garcezpedrom.garcez@ufrgs.br<p>Com vistas à qualificação do que sejam momentos de construção conjunta de conhecimento, descrevemos situadamente aqui a atividade interacional de resolução de problemas em cenário de desenvolvimento de tecnologia de ponta, onde, em contraste com as salas de aula, não há quem detenha de antemão os conhecimentos requisitados. Examinamos um segmento de resolução de problema, representativo do conjunto de instâncias identificadas em <em>corpus </em>de 60 horas de gravações audiovisuais geradas em laboratório de tecnologia voltado à produção de materiais biomédicos. A atividade de resolução de problema é descrita enquanto instância interacional em que há um obstáculo a ser transposto por todos os participantes envolvidos na interação. Diante dos problemas e da necessidade iminente de resolvê-los, os participantes engajam-se no trabalho de <em>construção conjunta de conhecimento</em>, sendo essa construção observável nas ações que os próprios participantes realizam para os fins práticos de retomada das atividades que vinham realizando. Esse exame situado de experiência vivida de produção conjunta de conhecimento pode servir de referência para projetos de trabalho e aprendizagem em pedagogias ativas.</p>2020-06-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8659336O lado menos conhecido da história da primeira tradução de Grande Sertão: Veredas para o inglês2020-08-14T19:16:55+00:00Lenita Maria Rimoli Pisettalenitaesteves@usp.br<p>A tradução de <em>Grande sertão: veredas </em>para o inglês<em>, </em>feita por Harriet de Onís e o Professor James Taylor e publicada no início da década de 1960, é em geral considerada insuficiente, não fazendo jus ao original de Guimarães Rosa. A parte mais conhecida da história dessa tradução é apresentada em trabalhos que têm como fonte principal as cartas trocadas entre Guimarães Rosa e Harriet de Onís, que estão no acervo JGR do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo. Com base em trabalhos já publicados sobre o assunto e na análise de cartas trocadas entre a tradutora Harriet de Onís e os editores da Alfred A. Knopf, o objetivo deste trabalho é esclarecer melhor alguns fatos que parecem ter ficado em segundo plano, principalmente a atuação de Harriet de Onís para “defender” sua tradução e a escrita singular de João Guimarães Rosa. Como apoio para a discussão, recorreremos às autoras Pascale Casanova e Emily Apter e suas visões sobre a “Literatura Mundial”.</p>2020-07-17T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658170Realidade virtual no ensino de vocabulário de inglês2020-08-14T19:16:56+00:00Ana Maria Vieira Monteiroanamvmonteiro@gmail.comPatrícia Nora de Souza Ribeiropatnora.souza@gmail.com<p>Os estudos avaliativos dos efeitos da hipermídia na aquisição de segunda língua foram aplicados principalmente a interfaces cuja entrada do usuário é limitada a cliques, textos digitados e voz. No entanto, a tecnologia de realidade virtual (RV) expandiu as interações do usuário com uma máquina de processamento de dados, uma vez que explora o senso de presença por meio da linguagem corporal, imagens em 360 graus e técnicas táteis. É nesse contexto que o presente trabalho busca explorar o potencial da RV para o ensino e aprendizagem de vocabulário em língua estrangeira, considerando principalmente os mecanismos de avaliação <em>novidade</em> e <em>agradabilidade</em> propostos por Schumann (1999). Esta pesquisa exploratória apresenta a preparação e os resultados de um estudo aplicado a 16 alunos da graduação em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora, e a nove alunos de um curso particular da primeira autora. A tecnologia usada neste estudo foram três produtos Google: o visor de RV, Cardboard™; Expeditions, para a narrativa; e Polly, para a construção das cenas em 360 graus. As seguintes ações metodológicas foram direcionadas aos participantes do estudo: teste de nivelamento em inglês; testes de vocabulário; exposição ao ambiente virtual, uma visita guiada ao Museu Frida Kahlo, no México; e um questionário sobre a avaliação da experiência. No nível teórico, o presente estudo se baseia nos pressupostos da Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimídia (MAYER, 2001), e no papel do afeto na aprendizagem de línguas (SCHUMANN, 1997; 1999). Em seguida, são discutidos os resultados de testes de vocabulário, o questionário e as limitações da tecnologia, dando base à conclusão de que a RV pode, significantemente, contribuir para o ensino e a aprendizagem de vocabulário de língua estrangeira, uma vez que esse meio tem o potencial de motivar estudantes e imergi-los em cenários mais realistas.</p>2020-07-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8656178O si mesmo como um outro2020-09-09T13:04:12+00:00Mariney Pereira Conceiçãomarineydf@gmail.com<p>Neste estudo de natureza qualitativa, com base na hermenêutica ricoeuriana do si (RICOEUR, 1991), assim como nos trabalhos de Hall (2006) e Norton (2016), analiso a forma como o eu e o outro estão representados em narrativas de dez estudantes de diferentes nacionalidades aprendendo língua portuguesa como segunda língua em uma universidade pública em Portugal. Tendo em vista as multiplicidades de textos e culturas presentes na sociedade contemporânea em que conhecimentos são construídos e compartilhados por meio de diferentes semioses, inspirada pelo trabalho de Kalaja, Dufva e Alanen (2013) e Melo-Pfeifer (2015), utilizo narrativas visuais em imagens desenhadas à mão livre pelos participantes como principal instrumento de coleta e geração de dados, tendo, como referencial para a análise dessas narrativas, as categorias da Gramática do <em>Design </em>Visual, adaptadas de Kress; van Leeuwen, (2006 [1996]) e Mota-Ribeiro (2011). As imagens analisadas sugerem que os participantes percebem a si mesmos ora como crianças, ora como seres híbridos, dotados de grandes orelhas, ou mesmo alienígenas, alijados do processo de interação e frustrados no desejo de reconhecimento diante do outro, representado por colegas, professores, parentes ou falantes nativos. A pesquisa traz importantes implicações para a educação de professores, revelando que é preciso acolher visões múltiplas e subjetivas de si e do outro, não apenas na sala de aula, mas na vida social da comunidade como um todo, na atestação e reconhecimento de cada um perante o outro, no sentido de fortalecer identidades na busca de mundos sociais mais justos (EARLY; NORTON, 2012), pois, como lembram Jewitt e Oyama (2001), a imagem não reflete a realidade, mas a constrói.</p>2020-07-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8655985Delineamento de um perfil estilístico tradutório de heart of darkness por meio da análise das mudanças da tradução 2020-08-14T19:16:58+00:00Mayelli Caldas de Castromayellicaldas@gmail.com<p>Este estudo pretende traçar um perfil estilístico individual de quatro tradutores, e das traduções, de <em>Heart of Darkness</em> (CONRAD, 1902) para o espanhol, por meio da análise dos padrões de mudanças nas traduções de palavras e itens lexicais formados a partir dos nódulos <em>alg</em>* e <em>parec</em>*, responsáveis pela construção do tema de incerteza nos textos traduzidos (TTs). Neste artigo, analisam-se as mudanças formais opcionais, de nível microestrutural, com base nas concepções teórico-metodológicas propostas por Pekkanen (2010). Considera-se, ainda, a metodologia de Estilística Tradutória (MALMKJAER, 2003, 2004) e a concepção de estilo como atributo pessoal e textual (SALDANHA, 2011). Os resultados mostraram que os tradutores estudados fizeram escolhas lexicais diferenciadas entre si, e em relação ao texto-fonte (TF), para a tradução de <em>some*/any*</em> e <em>seem*</em>, apresentando padrões de preferências no uso de mudanças como estratégias de tradução.</p>2020-06-19T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8656707O papel cognitivo dos gestos na educação linguística2020-08-14T19:16:58+00:00Moira De Iacomoiradeiaco@gmail.com<p>Essa contribuição visa fornecer tópicos úteis para entender a eficácia cognitiva dos gestos no ensino de línguas. Saindo da influência dos gestos em processos cognitivos, como alertar processos, memória, resolução de problemas e raciocínio, passaremos a mostrar as funções que os gestos podem desempenhar na educação linguística. O objetivo é destacar a necessidade de os professores L2 se conscientizarem cada vez mais do uso estratégico dos gestos no ensino.</p>2020-08-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8656740O movimento de reprodução social e resistência na construção identitária de uma pessoa trans numa atividade de língua inglesa à luz dos conceitos de indexicalidade e escala2020-09-09T13:05:08+00:00Luiz Martins de Lima Netolmln2509@gmail.com<p><strong>: </strong>Neste artigo, rediscuto, à luz dos conceitos de indexicalidade e escala, o movimento de reprodução social e resistência numa atividade de língua inglesa, na qual as/os alunas/os de um curso de inglês e eu, professor da turma, construímos a identidade de uma pessoa trans (BENTO, 2014). Tal movimento foi primeiramente discutido na minha dissertação de Mestrado (LIMA-NETO, 2017). A rediscussão do material empírico neste texto mostra que os conceitos utilizados contribuem para a compreensão de como as ideias e os comportamentos hegemônicos são reproduzidos e resistidos interacionalmente, principalmente, porque nos permitem relacionar o micro ao macro, e vice-versa, mostrando-nos, assim, como esses dois níveis escalares se constituem, de fato, mútua e indexicalmente.</p>2020-08-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8657757Abordagens práticas de revisão textual dialógica no ensino médio2020-08-14T19:16:59+00:00Denise Moreira Gasparottodenisegasparotto@yahoo.com.brRenilson José Menegassirenilson@wnet.com.br<p>Este artigo discute abordagens do trabalho de revisão docente no ensino de produção textual escrita. A partir dos princípios da revisão na perspectiva dialógica (RUIZ, 2010; POSSATI, 2013; MENEGASSI e GASPAROTTO, 2016; 2019), apresenta-se uma proposta didática a essa abordagem, exemplificada e elucidada na produção escrita de um aluno de Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. A proposta fundamenta-se nos pressupostos do dialogismo e na perspectiva da Análise Dialógica do Discurso (BAKHTIN/VOLOCHÍNOV, [1929] 2009; BAKHTIN, [1979] 2010; BRAIT, 2012), da concepção de escrita como trabalho (GERALDI, 2011; FIAD e MAYRINK-SABINSON, 1991; MENEGASSI, 2016) e em pesquisas sobre revisão textual docente (HAYES, 2004; ALLAL et al., 2004; TRUPPIANO, 2006). Objetivou-se compreender i) como construir um bilhete de revisão efetivamente relacionado à perspectiva dialógica de linguagem; ii) quais os aspectos linguísticos e extralinguísticos implicados nessa produção escrita docente; iii) as alternativas de elaboração do bilhete de acordo com o objetivo de revisão; iv) a revisão para além da correção do texto em si, voltada à formação global do aluno no tocante ao discurso escrito, a compreender a qualidade da reescrita como parte do aprendizado sobre escrita pelo próprio aluno. Os resultados evidenciaram a revisão docente como uma produção textual a ser tomada em seu conjunto, a estabelecer relações entre bilhetes de revisão, objetivos de revisão, condições imediatas e mais amplas de trabalho; características fundamentais ao bilhete dialógico de revisão.</p>2020-07-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8657148Letramento visual e crítico em ELE para fins específicos: leitura de anúncios publicitários como prática social e política2020-08-14T19:17:00+00:00Hiran Nogueira Moreirahiran.nogueira@ifce.edu.brGlauber Lima Moreiraglauberlimamoreira@gmail.com<p>Com os estudos de multiliteracidades e alfabetização crítica, o conceito de leitura é superado exclusivamente como decodificação, transcrição de dados e busca das intenções do autor, ou seja, entende-se que a leitura é uma prática crítica, social e política. Assim, o objetivo do estudo é propor uma atividade de leitura de anúncios publicitários em espanhol / LE fundamentada na perspectiva da alfabetização crítica de Cervetti et al (2001) e da alfabetização visual de Muffoletto (2001), para estudantes das graduações de Turismo, Administração, Publicidade, Jornalismo e Comunicação Social. Analisamos cinco anúncios publicitários de cerveja e refrigerante, além de uma proposta de atividade de leitura e produção de anúncios. Também explicamos como o imperativo é formado em espanhol, ou seja, juntamos uma abordagem alfabetização crítica ao ensino da gramática contextualizada. O trabalho mostra que o ensino de língua estrangeira deve ir além dos conteúdos gramaticais descontextualizados e puramente normativos.</p>2020-07-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8657875Tradução e escrita testemunhal em Mémoires de prison2020-09-09T13:05:51+00:00Aryadne Bezerra de Araújoaryadne.araujo@gmail.comÉlida Paulina Ferreiraepferreira@uesc.brZelina Márcia Pereira Beato Szachnowskizell.beato@gmail.com<p>Propomos refletir sobre o processo tradutório do testemunho de Graciliano Ramos, <em>Memórias do Cárcere </em>(1954), ressaltando as marcas do contato com essa escrita “penosa” que a tradução de Antoine Seel e Jorge Coli, <em>Mémoires de Prison </em>(1988), põe em relevo O testemunho original relata a prisão arbitrária sofrida pelo autor durante a ditadura Vargas e a experiência traumática do cárcere. A narração dessas memórias sinaliza para o seu conturbado processo de escrita de situações limites, encenando a aporia que, segundo Jacques Derrida (2000b), comanda o processo tradutório: a necessidade dominante de traduzir e, ao mesmo tempo, as limitações da tarefa. Essa aporia atravessa as leituras do filósofo acerca do gesto testemunhal. Como afirma, ao apresentar-se como único sujeito a presenciar uma verdade, a testemunha recusa a traduzibilidade e a possibilidade de ser substituída (DERRIDA, 2000a), numa performance do que lemos nos últimos versos de <em>Ashenglorie</em>, por Paul Celan: <em>ninguém testemunha pela testemunha</em>. Contudo, Derrida (2000a) argumenta que o testemunho só tem valor quando é traduzível e, assim, comunicável. Considerando que a necessidade tradutória coexiste com a impossibilidade de sofrer e sobreviver no lugar da testemunha, enxergamos o primeiro obstáculo para os tradutores. Como repetir o testemunho de Graciliano, traduzindo suas feridas, diante da impossibilidade de testemunhar em seu lugar? Numa reflexão sobre tradução e testemunho, Marc Crépon (2006) sugere que, diante do desafio tradutório impossível, deve-se testemunhar o encontro com a escrita original e fazer da tradução o documento desse encontro. Ou seja, em vez de testemunhar pela testemunha, deve-se testemunhar, na tradução, as impressões do contato com o corpo textual ferido do original. Argumentamos que a escrita tradutória das <em>Memórias</em> se revela um processo de recriação em que seus tradutores foram tocados pelo peso da escrita do cárcere, forjando na tradução o testemunho das impressões diante do original.</p>2020-08-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658315“Meu amigo Nietzsche”2020-08-14T19:17:21+00:00Giulia Mendes Gambassigiugambassi@gmail.com<p class="Corpo" style="text-indent: 0cm;">O objetivo deste artigo é discutir o ensino de literatura no Brasil a partir da análise do curta-metragem Meu amigo Nietzsche (2012), que representa, a nosso ver, um discurso de resistência no cenário de crise democrática em que vivemos. O filme apresenta a história de Lucas, um menino da periferia de Brasília que encontra dificuldades de leitura na vida escolar e, advertido pela professora, tenta melhorar suas práticas por iniciativa própria. Ao se deparar com um exemplar de <em>Assim falou Zaratustra</em> (NIETZSCHE, [1883] 2011), Lucas parece desenvolver práticas de letramento crítico a partir de um processo de descoberta dos sentidos das palavras, que evoluiu para uma reflexão filosófica sobre o mundo a seu redor. Assim, a partir da análise de algumas cenas do curta-metragem, tencionamos refletir sobre a literatura e seu ensino, assim como sobre a recepção da leitura crítica em um mundo conformado.</p>2020-07-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8658041Audiodescrição e consciência da diversidade2020-08-14T19:17:28+00:00Lucinea Marcelino Villelalucinea@rocketmail.comGonzalo Iturregui-Gallardogonzalo.iturregui@gmail.com<p>O Brasil tem o maior índice de pessoas transgêneras do mundo. O artigo focará no debate sobre como a audiodescrição de alguns produtos audiovisuais deve ser usada para chamar a atenção para a discriminação e para a violência sofrida pelos casais homossexuais. Escolhemos o videoclipe <em>Flutua</em>, produzido e interpretado por Johnny Hooker com uma participação especial da cantora brasileira Liniker, uma mulher trans negra. O clipe apresenta uma narrativa visual excepcional envolvendo temas contemporâneos tais como gays com deficiências, gênero fluido e homofobia. Ao longo do vídeo, um casal gay surdo passa um dia se divertindo com amigos em um cenário urbano composto por ruas conhecidas da cidade de São Paulo. No final do dia, um membro do grupo sofre um ataque muito violento. Serão apresentadas as audiodescrições das cenas mais relevantes, das identidades e do figurino dos cantores e seus movimentos sempre colocando a música como protagonista de <em>Flutua</em>.</p>2020-08-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8657573Narrativas transmídia2020-08-14T19:17:45+00:00Maria del Carmen de la Torre Arandacarmenarand@gmail.comMaximina Maria Freiremmfreire@uol.com.br<p>Este artigo tem por objetivo apresentar e discutir o conceito de narrativa transmídia e investigar, entre <em>multiletramentos</em> e <em>letramentos transmídia</em>, que enfoque se mostra mais adequado à produção de narrativas transmídia. Iniciamos pela discussão da noção de narrativa transmídia, ilustrando-a e a situando na cultura de convergência. Em seguida, abordamos a questão dos letramentos e da transmídia para uma cultura de participação. Dando continuidade à argumentação, ressaltamos a pedagogia do pluralismo, destacando a perspectiva dos multiletramentos e, particularmente, as noções de <em>design</em> e agência. Finalizamos o artigo nos posicionando frente à dualidade que, então, se revela: escolher uma das visões de letramento ou, embasadas na perspectiva do pluralismo, optar pelas duas abordagens, percebendo-as como <em>extensão</em>, para responder ao questionamento motivador do presente artigo.</p>2020-08-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660372Por um paradigma transperiférico2020-09-09T13:06:43+00:00Joel Windlejawindle@gmail.comAna Lúcia Silva Souzaanalusilvasouza@uol.com.brDaniel do Nascimento e Silvadnsfortal@gmail.comJunia Mattos Zaidanjunia.mattos@hotmail.comJunot de Oliveira Maiajunotmaia@gmail.comKassandra Munizkassymuniz@gmail.comSilvia Lorensosilvialorenso@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este texto propõe uma agenda de pesquisa sobre a produção de espaços de diálogo e solidariedade entre territórios periféricos. O termo ‘transperiferias’ traduz esta proposta de pesquisa e engajamento, elaborada coletivamente por sete pesquisadores/as situados/as no campo aplicado dos estudos da linguagem. A agenda das transperiferias oferece caminhos de ruptura com paradigmas que situam, de um lado, a produção de conhecimento sobre desigualdade e, de outro lado, os sujeitos e territórios que se engajam com a contestação dessa desigualdade a partir de posicionalidades marginais. Propõe-se, em outras palavras, uma aproximação entre a produção de saber “sobre” as periferias com a produção de conhecimento “das” periferias, ao mesmo tempo em que se projetam espaços de diálogo e reflexão “entre” periferias, regionais, nacionais e globais. O texto justapõe os tipos de engajamento e produção epistêmica de cada um/a dos/as pesquisadores/as, de modo a apontar para formas em que objetos de investigação, como letramentos, tradução, processos de racialização, enregistramento sociolinguístico, violência etc., podem ser revisitados numa visão transperiférica. Convidamos sujeitos de diferentes periferias, bem como campos epistêmicos diversos, a ampliarem e tensionarem essa agenda de investigação.</span></p>2020-08-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660866Towards a transperipheral paradigm2020-09-09T13:07:07+00:00Joel Windlejawindle@gmail.comAna Lúcia Silva Souzaanalusilvasouza@uol.com.brDaniel do Nascimento e Silvadnsfortal@gmail.comJunia Mattos Zaidanjunia.mattos@hotmail.comJunot de Oliveira Maiajunotmaia@gmail.comKassandra Munizkassymuniz@gmail.comSilvia Lorensosilvialorenso@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">This paper outlines a research agenda centred on the production of spaces of dialogue and solidarity between peripheral territories. The term ‘transperipheries’ summarises a proposal for research and engagement developed collectively by seven researchers situated in the field of applied linguistics. The transperipheries agenda offers a pathway for breaking with established paradigms that divorce knowledge production about inequality from the subjects and territories engaged in its contestation from marginalised positionalities. In other words, we argue for bridging the distance between production of knowledge </span><em><span style="font-weight: 400;">about</span></em><span style="font-weight: 400;"> peripheries and production of knowledge </span><em><span style="font-weight: 400;">from</span></em><span style="font-weight: 400;"> peripheries, while also projecting spaces of dialogue and reflection </span><em><span style="font-weight: 400;">between</span></em><span style="font-weight: 400;"> regional, national and global peripheries. The paper provides examples of epistemic work undertaken by the contributing authors as a way of showing how research on themes such as literacies, translation, racialisation, sociolinguistic registers and violence, can be revisited through a transperipheral lens. We invite readers from all kinds of peripheries and epistemic fields to build on and debate this research agenda.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>2020-08-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicadahttps://periodicos.sbu.unicamp.br:443/ojs/index.php/tla/article/view/8660618Da diversidade cultural à transculturalidade2020-08-14T19:16:36+00:00José Yuste Fríasjyuste@uvigo.es<p>Apresentação do dossiê</p>2020-07-27T00:00:00+00:00Copyright (c) 2020 Trabalhos em Linguística Aplicada