A cobertura jornalística das greves gerais de 2017

paradigma de protesto ou militância política

Autores

Palavras-chave:

Mídia, Greves, Reforma trabalhista, Reforma da previdência, Paradigma de protesto, Governo federal.

Resumo

O paradigma de protesto é um conceito amplamente utilizado pela literatura internacional nos estudos do tratamento dispensado pela grande mídia a manifestações políticas e sociais. Há três explicações para sua ocorrência: (1) varia com a orientação ideológica do meio (quanto mais conservador, maior a probabilidade de adotar o paradigma de protesto); (2) varia com a posição do protesto em relação ao status quo; e (3) nem sempre ocorre. Neste artigo analisamos a cobertura que a grande mídia brasileira dispensou às greves gerais de 2017 contra as reformas trabalhista e previdenciária, examinando os discursos e imagens associados aos grupos envolvidos nas greves gerais no Jornal Nacional e nos impressos Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Para tal utilizamos as metodologias da análise de enquadramento, interpretação de imagens e nuvens de palavras. Os resultados encontrados confirmam a ocorrência de paradigma de protesto nesses casos e revelam cinco modos predominantes de enquadrar as greves: (1) violência e vandalismo, (2) ação egoísta e desorganizada, (3) transtorno ao espaço público, (4) fonte de prejuízo à economia e (5) ausência de legitimidade popular. Na conclusão refletimos sobre a contribuição do presente artigo para o debate internacional sobre o assunto.

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Biografia do Autor

João Feres Júnior, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor de ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da UERJ.

         

Marcia Rangel Candido, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutoranda, com bolsa CAPES, e mestra em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ).

         

Patricia Bandeira de Melo, Instituto Universitário de Lisboa

Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da mesma instituição.

         

Lidiane Rezende Vieira , Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestre em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutoranda na mesma instituição.

         

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Publicado

2019-10-07

Como Citar

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