A maternidade e o feminismo: diálogo com as ciências sociais

  • Lucila Scavone Universidade Estadual Paulista

Resumo

Qual a reflexão que o movimento feminista contemporâneo desenvolveu sobre a experiência da maternidade? Quais os impactos desta reflexão nas análises das ciências sociais? Para responder estas questões é necessário, primeiramente, lembrar o contexto social no qual amadureceram as idéias e o debate feminista sobre maternidade, do final dos anos 1960 aos meados da década de 1980. Estas idéias se configuraram paralelamente às grandes mudanças ocorridas nas sociedades ocidentais pós-segunda guerra mundial: aceleração da industrialização e da urbanização; inserção crescente das mulheres no mercado de trabalho; controle da fecundidade com o advento da contracepção medicalizada (sobretudo a pílula contraceptiva).

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Biografia do Autor

Lucila Scavone, Universidade Estadual Paulista
Graduada em Ciências Sociais pela UFRGS (1971), Mestre em Sociologia Política e Antropologia, Université de Paris III (1976) Doutora em Sociologia, Université de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) (1980). Pós-Doutorado INSERM/França (1991). Livre-docente pela UNESP (2001), Professora Titular em Teorias Sociológicas Contemporâneas do Departamento Sociologia UNESP (2010). Projeto Bilaterais realizados: Feminismo e Pluralismo, UO/UQUAM (2007-2009); Tecnologias Reprodutivas CERSES/CNRS/Paris V (2005). Coordenadora Programa de Pós-Graduação Ciéncias Sociais UNESP/Ar (2009-maio 2013) e (1998-2001).
Publicado
2016-03-29
Como Citar
Scavone, L. (2016). A maternidade e o feminismo: diálogo com as ciências sociais. Cadernos Pagu, (16), 137-150. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644543