Doces de ovos, doces de freiras: a doçaria dos conventos portugueses no Livro de Receitas da irmã Maria Leocádia do Monte do Carmo (1729)

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Resumo

A confecção de doces sempre ocupou um papel de destaque na imagem que se tem da vida conventual feminina na Idade Moderna e nos estudos sobre o cotidiano nos conventos – em especial na Península Ibérica e na América latina – e faz parte indiscutível da história dessas instituições. Embora a maior parte das regras religiosas imponha até hoje dietas e tabus alimentares às reclusas, fazer doces, bolos e licores tornou-se uma tradição cultural e, principalmente, um elemento importante de sobrevivência econômica nessas instituições. Doces para casamentos, batizados e festas eram a especialidade das religiosas luso-brasileiras, a ponto de um ditado antigo no Rio de Janeiro, referindo-se ao famoso convento setecentista existente na cidade, afirmar: “no Convento da Ajuda só os doces são bons”.

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Biografia do Autor

Leila Mezan Algranti, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação e licenciatura em História pela Universidade de São Paulo; mestrado e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo . Atualmente é professora titular de História do Brasil na Universidade Estadual de Campinas, Pesquisadora nivel 1 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, atuando principalmente nos seguintes temas da história cultural: escravidão, história dos livros e da leitura, alimentação, vida religiosa no Brasil colônia e estudos de gênero.

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Publicado

2016-03-29

Como Citar

Algranti, L. M. (2016). Doces de ovos, doces de freiras: a doçaria dos conventos portugueses no Livro de Receitas da irmã Maria Leocádia do Monte do Carmo (1729). Cadernos Pagu, (17-18), 397–408. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644569

Edição

Seção

Resenhas