Treinar um assistente de pesquisa

Autores

  • Mariza Corrêa Universidade Estadual de Campinas

Resumo

Em maio de 1938, Margaret Mead tinha acabado de chegar à Nova Guiné, voltando de um período de pesquisa em Bali, com seu marido, Gregory Bateson1 , quando recebeu uma carta do Brasil, de um aluno do doutorado de Columbia, orientado por Ruth Benedict, e que ela, aparentemente, conhecia bem. Por alguma razão a sua resposta a essa carta levou um ano para chegar até seu destinatário que estava, então, às vésperas de se matar. O destinatário era Buell Quain, que fazia pesquisas no país, e que depois de ler 35 vezes a carta de Mead, como diz nas suas notas, escreveu dois rascunhos de respostas que não chegaram a ser enviadas. As questões que Quain lhe enviava foram, aparentemente, formuladas antes de ele começar sua pesquisa de campo no Brasil – mas a resposta chegou quando ele já tinha, de algum modo, resolvido as questões que lhe colocava. Esta carta de Mead está na pasta de Buell Quain, na Casa de Cultura Heloisa Alberto Torres em Itaboraí, Niterói, no arquivo de Heloisa Alberto Torres

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Biografia do Autor

Mariza Corrêa, Universidade Estadual de Campinas

foi professora do Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp durante trinta anos e atualmente é pesquisadora do Pagu/Núcleo de Estudos de Gênero da mesma universidade, no qual coordena um Projeto Temático da Fapesp sobre gênero e corporalidade. Integra o corpo docente da Área de Gênero no Programa de Doutorado em Ciências Sociais da Unicamp. Bolsista do CNPq. Ex-presidente da Associação Brasileira de Antropologia.

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Publicado

2016-03-30

Como Citar

CORRÊA, M. Treinar um assistente de pesquisa. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 19, p. 335-341, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644592. Acesso em: 30 out. 2020.

Edição

Seção

Documentos