As cores e os gêneros da revolução

  • Luiz Gustavo Freitas Rossi Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Jorge Amado. Raça. Classe Social. Gênero

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar parte dos romances de Jorge Amado, publicados na década de 1930, à luz dos diálogos que o autor estabeleceu com o debate racial naquele momento, com especial atenção às obras Jubiabá (1935), Mar Morto (1936) e Capitães de Areia (1937). Trata-se, fundamentalmente, de um esforço em ressaltar as possíveis articulações entre as noções de raça, classe social e gênero presente nestas obras, lidas sob uma dupla perspectiva. De um lado, a partir dos sentidos de que Jorge Amado investiu sua produção literária na chave de um romance proletário e, de outro, tendo em vista os tratamentos particulares que dispensou ao seu “material etnográfico” sobre o negro, encontrando neste matéria-prima privilegiada de ficcionalização.

Abstract

The aim of this paper is to analyze part of Jorge Amado’s novels that were published in the 1930’s in the context of the debates about race in which the author took part. Three books are the center of this analysis, namely Jubiabá (1935), Mar Morto (1936) and Capitães de Areia (1937). It focuses on the possible articulations between the notions of race, class and gender in these books, from two different points of view. On one hand, it studies these books paying attention to what Jorge Amado himself considered a “proletarian novel” – for this was one of his main concerns when writing his literature. On the other hand, it examines how the author used his “ethnographic data” about black people, since he elected them as the principal subjects of his fiction.

Key Words: Jorge Amado, Race, Class, Gender

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Biografia do Autor

Luiz Gustavo Freitas Rossi, Universidade Estadual de Campinas
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP/Campus de Araraquara (2001), mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2004) e doutor em Antropologia Social, também pela Universidade Estadual de Campinas (2011), com a tese "O intelectual feiticeiro: Edison Carneiro e o campo de estudos das relações raciais no Brasil" (Bolsista FAPESP). Autor do livro "As Cores da Revolução: a literatura de Jorge Amado nos anos 30" (Annablume/FAPESP, 2009) e "O intelectual feiticeiro: Edison Carneiro e o campo de estudos das relações raciais no Brasil (no prelo, Editora da Unicamp/Fapesp). Desde 2012 vem realizando seus estudos de pós-doutorado no Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Entre os anos de 2014 e 2015, foi Visiting Scholar de Departamento de Spanish and Portuguese Languages and Cultures da Universidade de Princeton. Suas pesquisas na área da antropologia são dedicadas, sobretudo, ao estudo da história intelectual, do pensamento social e das relações raciais no Brasil.
Publicado
2016-03-31
Como Citar
Rossi, L. G. F. (2016). As cores e os gêneros da revolução. Cadernos Pagu, (23), 148-198. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644660
Seção
Artigos