Prefácio à Emma Goldman. Tráfico de Mulheres

Autores

  • Margareth Rago Universidade Estadual de Campinas

Resumo

Conhecida com uma das mais combativas militantes do movimento anarquista internacional, Emma Goldman, nascida em Kovno, na Rússia, em 1869, imigrada para os Estados Unidos na juventude, continua a nos surpreender pela ousadia das suas ideias e práticas. Intensidade na vida, calor e empenho dramático nas experiências vividas, Goldman renova e radicaliza as posições libertárias e feministas de sua época, destacando-se, segundo suas biógrafas, pela maneira como articula eros e política, em sua própria existência e em suas narrativas políticas ou autobiográficas (Ferguson, 2011; Falk, 1984). Em diferentes frentes de ataque à exploração capitalista, ao imperialismo e à opressão de gênero, ousa discutir assuntos até então pouco enunciados por mulheres, mesmo entre as feministas. O tráfico das “escravas brancas”, a prostituição, o casamento e o amor livre compõem um conjunto desses.

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Biografia do Autor

Margareth Rago, Universidade Estadual de Campinas

graduação em História pela USP (1970) e Filosofia USP (1979); mestrado em História na UNICAMP (1980-84); doutorado em História na UNICAMP (1985-1990; livre-docência em 2000. Desde 2003, é professora titular MS-6 do Depto de História da UNICAMP, onde iniciou em 1985. Entre 1982-1984, lecionou no Universidade Federal de Uberlândia. Foi professora visitante do Connecticut College, nos Estados Unidos, entre 1995/1996 e realizou seminários na Universidade de Paris 7 (2003). Diretora do Arquivo Edgar Leuenroth da UNICAMP em 2000. Professora visitante da Columbia University entre 2010-2011.Coordena junto com as profa.s Dra Tânia Navarro Swain e Dra. Marie-France Dépèche a revista digital feminista internacional LABRYS. É co-editora da Revista Aulas, da Linha de Pesquisa Gênero, Subjetividades e Cultura Material do PPGRH da UNICAMP. 

Referências

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Publicado

2016-04-14

Como Citar

Rago, M. (2016). Prefácio à Emma Goldman. Tráfico de Mulheres. Cadernos Pagu, (37), 263–271. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8645020