Banner Portal
O que é possível lembrar?
Remoto

Palavras-chave

Memória Política. Autobiografia. Diferenças de Gênero. Posição Subjetiva.

Como Citar

MORAES, Maria Lygia Quartim. O que é possível lembrar?. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 40, p. 141–167, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8645073. Acesso em: 19 jun. 2024.

Resumo

Em minhas pesquisas sobre o tema da memória política privilegiando os participantes da resistência armada no Brasil, foi possível detectar diferenças marcantes nas narrativas autobiográficas sobre os anos de militância política. Não obstante as dificuldades das generalizações para experiências tão extremas, três questões se mostraram decisivas. A primeira delas refere-se às diferenças de gênero; a segunda ao grau de violência sofrida a terceira e, talvez mais importante, à posição subjetiva de sujeito ativo versus a posição da vítima. Portanto, o que é possível lembrar depende muito das condições e posições subjetivas do sujeito

Abstract

In my research on the topic of political memory, particularly those participating in the armed resistance in Brazil, it was possible to detect significant differences in autobiographical narratives about the years of political activism. Despite the difficulties of generalizations about traumatic experiences, three issues proved to be decisive. The first refers to gender differences, the second to the degree of violence suffered and the third, and perhaps most important, the subjective position of the active subject versus the position of the victim. So what you can remember depends very much on the subject and subjective positions.

Key Words: Memory Political Autobiography, Gender Differences, Subjective Position

Remoto

Referências

AGAMBEN, Giorgio. Ce qui reste d’Áuschwitz.Paris, Rivages Poche, 2003.

ARENDT, Hannah. On Violence. New York, Harcourt Books, 1970.

BETTELHEIM, Bruno. Uma vida para seu filho: pais bons o bastante. Rio de Janeiro, Campus, 1988. [Tradução Maura Sardinha, Maria Helena Geordane] BROMBERG, C. e TODOROV, T. Germaine Tilion, une ethnologue dans le siècle. Aix-en Provence, Actes Sud, 2002.

CALDAS, Álvaro. Tirando o capuz. Rio de Janeiro, CODECRI, 1981.

CARVALHO, Luís Maklouf. Mulheres que foram à luta armada. Rio de Janeiro, Editora Globo, 1998.

DELBO, Charlotte. Aucun de nous ne reviendra. Paris, Les Editons de Minuit, 2007. [1970] FERNANDES JUNIOR, Otoniel. O Baú do Guerrilheiro. São Paulo, Record, 2004.

FREIRE, Alípio, ALMADA, Izaias e PONCE, J. A. de Granville. (orgs.) Tiradentes, um presídio da ditadura. São Paulo, Scipione Cultural, 1997.

GALVÃO, Walnice. Frequentação da Donzela- Guerreira. In: Almanaque: cadernos de literatura e ensaio, nº 8. São Paulo, Brasiliense, 1979.

JAFFE, Noemi. O que os cegos estão sonhado? Com o diário de Lili Jaffe (1944-1945). São Paulo, Editora 34, 2012.

KLUGER, Ruth. Paisagens da memória: autobiografia de uma sobrevivente do Holocausto. São Paulo, Ed.34, 2005. [Tradução de Irene Aron] __________. Réfus de témoigner. Paris, Editons Viviane Hamy, 1996.

LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes. São Paulo, Paz e Terra, 1990.

LEVY, Ghyslain. L’ivresse du pire. Paris, Editons Compagnie, 2010.

LORAUX, Nicole. La Cité divisée. Critique de la politique. Paris, Payot, 2005 [1997].

LUCA, Derley Catarino de. No Corpo e na Alma. Criciuma, Ed. do autor, 2002.

MACDOUGALL, Joyce. Prefácio. In: STEWART, Sidney. Mémoire de l’inhumain. Paris, Campagne Première, 2009.

MERCADO, Turuna. En estado de memoria. Buenos Aires, Seix Barral, 2008.

NAQUET, Pierre Vidal. Les assasins de la mémoire. Paris, La Découverte, 1987.

ÔE, Kenzaburô. Moi, d’un Japon ambigu. Paris, Gallimard, 1995.

POLLAK, Michel. L’expérience concentrationnaire. Paris,Editions Metailié, 2000.

SEMPRUN, Jorge. L’écriture ou la vie. Paris, Editons Gallimard, 1994.

__________. Mal et Modernité. Paris, Editions Climats, 1995.

STEWART, Sidney. Mémoire de l’inhumain. Paris, Campagne Première, 2009.

TAVARES, F. Memórias do Esquecimento. Rio de Janeiro, Ed. Record, 2005.

THEIDON, Kimberly. Género en transición: sentido común, mujeres y guerra. Cadernos Pagu (37), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero-Pagu/Unicamp, julho-dezembro de 2011, pp.43-78.

TILLON, Germanine. Le Verfüggbas aux Enfers. Une opéretttte à Ravenbück. Paris, Éditions de La Martiniére, 2005.

TRAVERSO, Enzo. L’Histoire déchiree. Essais sur Auschwitz et les intellectuels. Paris, Les Edtions du Cerf, 2011.

__________. L’Histoire comme champ de bataille. Interpréter les violences du XXe siècle. Pari, Editions La Decouverte, 2011.

VEIL, Simone. Une Vie. Paris, Stock, 2007.

Downloads

Não há dados estatísticos.