Banner Portal
Sexualidade, gênero e afeto nos hospitais-colônias de hanseníase
Remoto

Como Citar

FONSECA, Claudia. Sexualidade, gênero e afeto nos hospitais-colônias de hanseníase. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 41, p. 29–40, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8645090. Acesso em: 23 maio. 2024.

Resumo

Instigada pelos organizadores deste debate para a revista cadernos pagu, proponho nos próximos parágrafos refletir sobre a noção de sexualidade – “frequentemente imaginadas como própria das camadas médias urbanas, brancas ou ‘Ocidentais’” – questionando sua rentabilidade em lugares inesperados, a saber, populações tradicionais – indígenas, ribeirinhos, grupos populares, etc. Organizo minha discussão em torno de uma pesquisa em andamento sobre os hospitais-colônias para portadores de hanseníase que surgiram no Brasil no decorrer do último século.

 

Remoto

Referências

ARAUJO, Heraclides Souza. História da lepra no Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1946.

BORGES, Antônio. Fragmentos da vida. Salvador, Ed. Helvécia, 2000.

BORGES, Viviane Trindade. “Casamento, maternidade e viuvez: memórias de mulheres hansenianas”. Revista Brasileira de História.

São Paulo, vol. 27, nº 54, 2007, pp.109-125.

CARRARA, Sergio. Tributo a Vênus: A luta contra a sífilis no Brasil, da passagem do século aos anos 40. Rio de Janeiro, FIOCRUZ, 1996.

CUNHA, Vivian da Silva. Isolados “como nós” ou isolados “entre nós”? A polêmica na Academia Nacional de Medicina sobre o isolamento compulsório dos doentes de lepra. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol.17, nº4, Rio de Janeiro, Fiocruz, 2010, pp.939-954.

FARIA, Amanda Rodrigues. Hanseníase, experiência de sofrimento e vida cotidiana num ex-leprosário. Dissertação de mestrado, Antropologia Social, UnB, Brasília, 2009.

FOUCAULT, Michel. Os anormais. São Paulo, Martins Fontes, 2001.

GOFFMAN, Erving. Stigma: Notes on the management of spoilt identity.

Englewood cliffs, N.J., Prentice Hall, 1963.

MACIEL, Laurinda Rosa; OLIVEIRA, Maria Leide Wand-del-Rey de; GALLO, Maria Eugênia N. e DAMASCO, Mariana Santos. Memória e história da hanseníase no Brasil através de depoentes (1960-2000). História, Ciências, Saúde - Manguinhos vol.10, supl.1, Rio de Janeiro, Fiocruz, 2003, pp.308-336. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v10s1/a15v10s1.pdf>.

MENDONÇA, Ricardo F. Reconhecimento e deliberação: as lutas das pessoas atingidas pela hanseníase em diferentes âmbitos interacionais. Tese de Doutorado em Comunicação Social, UFMG, Belo Horizonte, 2009.

MENDONÇA, Ricardo F. Táticas cotidianas e ação coletiva: a resistência das pessoas atingidas pela hanseníase. Varia História 28 (47), pp.341- 360, 2012.

REGIS, Maria Lucia. A garra de viver, amar e conviver feliz. Brasília, João Felipe de Medeiros & Elizabeth Skvamavicius, 1983.

SALES, Jaqueline Carvalho e Silva. Sexualidade de pessoas quem vivem com hanseníase: percepção e repercussões. Revista de enfermagem, 7(2), Recife, UFPE on line , 2013, pp.460-466.

SANTOS, Tatiana M. et al. Hanseníase: implicações na Sexualidade do portador. Hansenologia Internationalis 35 (2), 2010, pp.27-32.

SERRES, Juliane Conceição Primon. “Nós não caminhamos sós”: o hospital colônia Itapuã e o combate à lepra no Rio Grande do Sul (1920-1950). Dissertação de Mestrado em Estudos Históricos Latino Americanos - UNISINOS, São Leopoldo, 2004.

SHUTTLEWORTH, Russell. Exploring Multiple Roles and Allegiances in Ethnographic Process in Disability Culture. Disability Studies Quarterly, vol. 21, nº 3, Summer 2001, pp.103-113.

VIDERES, Arieli Rodrigues Nóbrega. Trajetórias de vida de ex-portadores de hanseníase com histórico asilar. Dissertação de Mestrado em Enfermagem – UFR, 2010.

Downloads

Não há dados estatísticos.