Guerra e amizade

  • Heloisa Pontes Universidade Estadual de Campinas

Resumo

Os sinais da catástrofe iminente estavam por toda parte. Dezessete mil judeus deixaram a Alemanha em 1933, após a ascensão de Hitler ao poder. Nos quatro anos seguintes, esse fluxo pouco se alterou. Ampliaram-se, porém, as medidas estatais draconianas, a insegurança, a passividade crispada da população, o silêncio das autoridades, o confinamento, os ataques antissemitas. Expulsos do funcionalismo público, cerceados no exercício profissional como juízes, advogados, médicos, professores, acuados pela violência e pela pauperização crescentes, os judeus alemães, em sua maioria, permaneceram no país. Um complexo conjunto de razões que não cabe aqui repertoriar – entre elas, o aumento das taxas impostas pelos nazistas para os que desejavam partir, a rarefação dos vistos, a aposta na cultura alemã – explica essa permanência.

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Biografia do Autor

Heloisa Pontes, Universidade Estadual de Campinas
Professora Titular do Departamento de Antropologia da Unicamp. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1980), mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (1986), doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1996), pós-doutorado pela Stanford University (2002), livre-docente pela Unicamp (2008). Pesquisadora do Pagu, Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp, bolsista de produtividade em pesquisa do Cnpq . É membro do Comitê Acadêmico de Ciências Humanas da Fapesp (a partir de agosto de 2014). Foi membro do comitê acadêmico da Anpocs (biênio 2009-2010) e do comitê editorial dos Cadernos Pagu e da Revista Brasileira de Ciências Sociais. É autora, entre outras publicações, de Destinos mistos: os críticos do Grupo Clima em São Paulo (Companhia das Letras, prêmio Cnpq-Anpocs de melhor obra científica em ciências sociais editada no ano de 1998; prêmio ?Alejandro Cabassa? na categoria sociologia, concedido pela União Brasileira de Escritores, em agosto de 2000] e Intérpretes da metrópole. História social e relações de gênero no teatro e no campo intelectual. [Edusp/Fapesp, prêmio Anpocs ?melhor obra científica? atribuído em 2011; finalista 53º Prêmio Jabuti - na categoria melhor livro em Ciências Humanas; menção honrosa na categoria "Literatura brasilena" (não ficção) da "Edición 53 del Premio Literario Casa de Las Americas 2012"

Referências

CORRÊA, Mariza. A natureza imaginária do gênero na história da

antropologia, Cadernos Pagu (5), Campinas-SP, Núcleo de Estudos

de Gênero – Pagu/Unicamp, 1995, pp.109-130.

Publicado
2016-04-15
Como Citar
Pontes, H. (2016). Guerra e amizade. Cadernos Pagu, (41), 435-442. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8645107