Militância, escrita e vida: a poesia de Deolinda Rodrigues

  • Larissa Souza Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Mulher. Angola. Guerra. Poesia.

Resumo

Nas reflexões sobre a Guerra de Libertação em Angola (1961-1974), a mulher foi observada apenas enquanto vítima histórica ou como figura mítica, a exemplo de Deolinda Rodrigues e sua militância política. Este artigo tem como objetivo questionar esses espaços engendrados, na visitação de suas obras artísticas, compreendendo o protagonismo feminino na guerrilha, como também o processo criativo da subjetividade, por meio da escrita, na reverberação das questões de gênero e suas tensões denunciadas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Larissa Souza, Universidade de São Paulo
Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pelo Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, BrasiL.

Referências

AGUALUSA, José E. Guerra e Paz em Angola. In: Revista Kosmopolis. Festa Internacional de la literatura. Barcelona, 2004.

BECHARA, Evanildo. Dicionário de Língua Portuguesa Evanildo Bechara. Rio Grande do Sul, Nova Fronteira, 2011.

GAMA, José. A dimensão intelectual de Deolinda Rodrigues. In: PADILHA, Laura Cavalcante; MATA, Inocência (org.). A mulher em África. Vozes de uma margem sempre presente. Lisboa, Colibri, 2006, pp.69-72.

GARCÍA, Xosé Lois. Antologia da poesia feminina dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Galiza, Edicíons Laiovento, 1998.

KOUROUMA, Ahmadou. O Sol das Independências. São Paulo, Nova Fronteira, 1995 [Tradução: Marisa Murray].

MACEDO, Tania. Da voz quase silenciada à consciência da subalternidade: A literatura de autoria feminina em países africanos de língua oficial portuguesa. Revista Mulemba, n o 2, Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010 [http://setorlitafrica.letras.ufrj.br/mulemba/artigo.php?art=artigo_2 _1.php – acesso em: 4 mar 2016].

MATA, Inocência. A Literatura africana e a crítica pós-colonial. Reconversões. Manaus, UEA Edições, 2013.

MATA, Inocência; PADILHA, Laura Cavalcante (org.). A mulher em África. Vozes de uma margem sempre presente. Lisboa, Colibri, 2006.

PAREDES, Margarida. Deolinda Rodrigues, da Família Metodista á Família MPLA, o papel da cultura na política. Cadernos de Estudos Africanos n o 20, Lisboa, Instituto Universitário de Lisboa, 2010, pp.11-26.

PAREDES, Margarida. Mulheres na luta armada em Angola: Memória, cultura e emancipação. Tese (Antropologia ), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Lisboa, Portugal, 2014.

PAREDES, Margarida. Combater duas vezes. Mulheres na luta armada em Angola. Portuga, Verso da História, 2015.

PEPETELA. A Geração da Utopia. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2005.

REHN, Elisabeth; SIRLEAF, Ellen J. Women, War and Peace: The Independent Experts’ Assessment on the impact of armed conflict on women and women’s role in peace-building. Nova Iorque, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), 2002.

RIBEIRO, Margarida C. África no Feminino. As mulheres portuguesas e a Guerra Colonial. Revista Crítica de Ciências Sociais, no 68, Coimbra, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, 2004, pp.7-29.

RODRIGUES, Deolinda. Diário de um exílio sem regresso. Luanda, Nzila, 2003.

RODRIGUES, Deolinda. Cartas de Langidila e outros documentos. Luanda, Nzila, 2004. RODRIGUEZ, Limbânia Jiménez. Heroínas de Angola. Luanda, Mayamba, 2014.

SOUZA, Maria Salete D. Cabe o amor no relato da Guerra? Testemunhos femininos e o atlântico pós-colonial. Tese (Letras), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

WOLFF, Cristina S. Narrativas de Guerrilha no Feminino (Cone-Sul 1960- 1985). Revista de História da UNISINOS, no 13, vol. 2, Rio Grande do Sul, 2009, pp.124-130.

Publicado
2017-12-06
Como Citar
Souza, L. (2017). Militância, escrita e vida: a poesia de Deolinda Rodrigues. Cadernos Pagu, (51). Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8651158