Mariza Corrêa

laços, memória e escritos

Palavras-chave: Virgínia Woolf, Gênero, Orlando.

Resumo

A certa altura de Orlando, Virgínia Woolf escreve: Defronta agora o biógrafo com uma dificuldade que é melhor confessar do que esconder. Até este ponto da narrativa da vida de Orlando, documentos privados e históricos têm tornado possível o cumprimento do primeiro dever de um biógrafo, que é caminhar, sem olhar para a direita nem para a esquerda, sobre os rastros indeléveis da verdade; sem se deixar seduzir por flores; sem fazer caso da sombra; sempre para diante, metodicamente, até cair em cheio na sepultura, e escrever finis na lápide sobre as nossas cabeças (Woolf, 1972:37).

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Biografia do Autor

Heloisa Pontes, Universidade Estadual de Campinas

Professora titular do Departamento de Antropologia, Unicamp, Campinas, SP, Brasil.

Maria Filomena Gregori, Universidade Estadual de Campinas

Professora do Departamento de Antropologia; pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero-Pagu, ambos na Unicamp, Campinas, SP, Brasil

Referências

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WOOLF, Virgínia. Orlando. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1972, Tradução de Cecília Meireles [1928].
Publicado
2018-12-14
Como Citar
Pontes, H., & Gregori, M. F. (2018). Mariza Corrêa. Cadernos Pagu, (54), e185400. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8656204