Luz(es) del fuego

rebeldia e feminismos

Autores

Palavras-chave:

Cinema, Feminismo, Rebeldia, Luz del fuego, Vedetes

Resumo

O artigo apresenta uma leitura do filme Luz Del Fuego, de David Neves, (1982) a partir de uma abordagem feminista, que interliga análise histórica e análise fílmica. Discute a historicidade das práticas transgressoras de Luz Del Fuego (ao mesmo tempo pessoa e personagem) a partir de distintas narrativas produzidas sobre ela e por ela. Aborda os significados do gesto de desnudar-se e indaga os limites do reconhecimento de Luz como uma feminista... Por último, analisa a experiência radical que marcou sua luta pela liberdade do corpo e do prazer como um modo de subjetivação rebelde, que dinamizou tecnologias anticoloniais de gênero nos trópicos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Karla Bessa, Universidade Estadual de Campinas

Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu. Professora dos programas de Multimeios/ Instituto de Artes e do Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.
 

Referências

ADORNO, T. W. Teoria Estética. Lisboa, Edições 70, 1970.

AGOSTINHO, Cristina, PAULA, Branca de, BRANDÃO, Maria do Carmo. Luz del Fuego: A Bailarina do povo. São Paulo, Best Seller, 1994.

ALVES et al. Luz Del Fuego: História, Poder e Política. Revista Historiador, número 8, ano 8., fevereiro de 2016 [http://www.historialivre.com/revistahistoriador].

ANCHIETA, Andrea. Imagens da Mulher no Ocidente Moderno. Vol. I. São Paulo, EDUSP, 2019.

BATISTA, Stephanie Dahn. O corpo falante: as inscrições discursivas do corpo na pintura acadêmica brasileira do Século XIX. Tese de Doutorado, UFPR, 2011.

BAUBÉROT, Arnaud. Histoire du naturisme: le mythe du retour à la nature. Rennes: Universitaires de Rennes, 2004.

BIDASECA, Karina. Estéticas descoloniales, cuerpos, tiempo y espacio: lós selknam de tierra Del fuego y lãs siluetas de Ana mendieta. In: ROCHA, M. (Org.). Gênero, Cultura e Midia. Fortaleza: Expressao Gráfica e Editora, 2016.

CANEVACCI, M. Fetichismos Visuais – Corpos Erópticos e Metrópole Comunicacional. São Paulo: Atelie, 2009.

CARDOSO, Cláudia Pons. Amefricanizando o feminismo: o pensamento de Lélia Gonzalez. Rev. Estud. Fem., vol. 22, n. 3, Florianópolis, Dec. 2014, pp.965-986 [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 026X2014000300015&lng=en&nrm=iso - acesso em 13 nov. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2014000300015.

CARR-GOMM, P. A Brief History of Nakedness. London, Reaktion Books, 2010. DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo, Planeta do Brasil, 2011. DESJARDINS, Mary. Star Studies. Feminist Media Histories 4(2), 1 April 2018, pp.185-190. DOI: https://doi.org/10.1525/fmh.2018.4.2.185

FOUCAULT. M. A Microfisica do Poder. Rio de Janeiro, Graal, 2009. GAY, P. O Cultivo do Ódio. São Paulo, Cia. Das Letras, 1995.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, n. 92/93, Rio de Janeiro, pp.69-82, jan./jun. 1988.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas, Papirus, 1990 [Tradução Maria Cristina F. Bittencourt].

HOFFMAN, Brian. Naked: a cultural history of American Nudism. New York: New York University, 2015.

HUNT, L. (Org.) A invenção da Pornografia: Obscenidade e Origens da Modernidade 1500-1800. São Paulo, Hedra, 1999 [Trad.Carlos Szlak].

KRZYWINSKA, Tanya. Sex and the cinema. London, Wallflower Press., 2006.

LAURETIS, T. Technologies of Gender. Indianapolis, Indiana University Press, 1987.

MAYNE, J. The Woman at the Keyhole. Feminism and Women´s Cinema. Indianapolis, Indiana University Press, 1990.

MENEZES, Thiago de. A verdadeira luz Del Fuego. 2ª ed. São Paulo, All Print Editora, 2012.

MENEZES, Thiago. A verdadeira Luz del Fuego. São Paulo, All Print Editora, 2011.

PINTO, Pedro Plaza. Paulo Emílio e a emergência do Cinema Novo: débito, prudência e desajuste no diálogo com Glauber Rocha e David Neves. Tese de doutorado, ECA – USP, 2008.

RAGO, M. Imagens da prostituição na belle époque paulistana. cadernos pagu (01) 1993, pp.31-44 [https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/ 1679].

RANCIÈRE, J. O Inconsciente Estético. São Paulo, Editora 34, 2009. RANCIÈRE, J. Staging the People: The Proletarian and his double. London, Verso, 2011.

RICHARD, Nelly. Intervenções Críticas. Arte, Cultura, Gênero e Política. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2002.

ROLNIK, S. Esferas da Insurreição. Notas para uma vida não cafetinada. São Paulo, N-1 edições, 2018.

SANT´ANNA. D. B. História da Beleza no Brasil. São Paulo, Editora Contexto, 2014.

SILVA, A. & CARVALHO, Joaquim. Luz Del Fuego. Rio de Janeiro, Codecri, Morena Produtores de Arte, 1982.

VIGARELLO, G. Sentimento de si: História da percepção do corpo - Séculos XVI-XX. Rio de Janeiro, Vozes, 2016.

WILLIAMS, L. Screening Sex. London, Duke University Press, 2008.

Downloads

Publicado

2021-02-19

Como Citar

BESSA, K. Luz(es) del fuego: rebeldia e feminismos. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 60, p. e206003, 2021. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8664560. Acesso em: 11 maio. 2021.

Edição

Seção

Dossiê