Banner Portal
A empresa e seu ambiente de interação: os limites da Teoria dos Custos de Transação e o alcance da Teoria Institucionalista Evolucionária
PDF

Palavras-chave

Instituições. Custos de transação. Inovação. Teoria da firma. Desenvolvimento econômico.

Como Citar

PEREIRA, A. J.; DATHEIN, R.; CONCEIÇÃO, O. A. C. A empresa e seu ambiente de interação: os limites da Teoria dos Custos de Transação e o alcance da Teoria Institucionalista Evolucionária. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 23, n. 1, p. 33–61, 2015. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8642156. Acesso em: 29 fev. 2024.

Resumo

Este artigo analisa o significado e a importância das empresas para o desempenho das economias sob a perspectiva de duas vertentes teóricas que apresentam diferentes concepções, ainda que parcialmente complementares: a Nova Economia Institucional (NEI) eo Institucionalismo Evolucionário. Tais diferenças abrangem a compreensão do significado de “instituição” e a forma como se dão as relações dos indivíduos com as instituições e dessas entre si. Considerando a empresa como instituição e unidade de análise, a Teoria Institucionalista Evolucionária incorpora os conceitos de governança e de custos de transação à sua perspectiva analítica com ênfase em seus aspectos dinâmicos. Explicita-se, assim, o papel das empresas no desenvolvimento econômico em sua dupla condição: instituições e agentes de inovação.

 

Abstract

This article analyzes the meaning and importance of firms to the performance of economies from the perspective of two representative theoretical issues, which constitute different views, though partially complementary: the New Institutional Economics (NIE) and the Evolutionary Institutionalist Theory. Such differences include the understanding of the meaning of ‘institution’ and the form of relations between individuals and institutions and those between them. Considering the firm as an institution and the unit of analysis, the Evolutionary Institutionalist Theory incorporates the concepts of governance and transaction costs to their analytic perspective, emphasizing its dynamic aspects. The role of firms in economic development becomes explicit with its double condition: institutions and innovation actors.

Keywords: Institutions; Transaction costs; Innovation; Theory of the firm; Economic development.

PDF

Referências

ATKISON, G.; OLESON, T. Institutional inquiry: the search for similarities and differences. Journal of Economic Issues, v. XXX, n. 3, p. 701-18, Sept. 1996.

CHANG, H-J. Globalisation, economic development and the role of the state. London and New York: Zed Books, 2004.

CHANG, H-J. Understanding the relationship between institutions and economic development – some key theoretical issues. In: CHANG, H-J. (Ed.). Institutional change and economic development. New York: United Nations University Press, 2007.

CIMOLI, M.; DOSI, G.; NELSON, R. R.; STIGLITZ, J. Instituições e políticas moldando o desenvolvimento industrial: uma nota introdutória. Revista Brasileira de Inovação, v. 6, n. 1, p. 55-85, jan./jun. 2007.

COASE, R. H. The Institutional structure of production. The American Economic Review, v. 82, n. 4, p. 713-719, Sept. 1992.

COASE, R. H. The nature of the firm. In: WILLIAMSON, O. E.; MASTEN, S. E. (Ed.). The economics of transaction costs. Cheltenhan, UK; Northampton, MA, US: Elgar Critical Writings Reader, 1999. p. 3-22.

COMMONS, J. R. Institutional economics. The American Economic Review, v. 21, p. 648- 657, 1931.

CONCEIÇÃO, O. A. C. Instituições, crescimento e mudança na ótica institucionalista. Porto Alegre: FEE, 2001. (Teses FEE, n. 1).

CORIAT, B.; DOSI, G. The nature and accumulation of organizational competences/ capabilities. Revista Brasileira de Inovação, v. 1, n. 2, p. 275-326, jul./dez. 2002.

DOSI, G. Mudança técnica e transformação industrial: a teoria e uma aplicação à indústria de semicondutores. Campinas: Unicamp, 2006.

DOSI, G; MALERBA, F. Organizational learning and institutions embeddedness: an introduction to the diverse evolutionary paths of modern corporation. In: DOSI, G.; MALERBA, F. (Ed.). Organization and strategy in the evolution of enterprise. Macmillan Press, 1996. p. 1-24.

DUNNING, J. H. Alliance capitalism and global business. London and New York: Routledge, 1997.

EDQUIST, C. The systems of innovation approach and innovation policy: an account of the state of the art. DRUID Conference, Aalborg University, Jun., 12-15, 2001.

ESPINO, J. A. Instituciones y economía:unaintroducción al neoinstitucionalismo económico. México: Fondo de Cultura Económico, 1999.

HODGSON, G. M. Institutional economics: surveying the ‘old’ and the ‘new’. Metroeconomica, v. 44, n. 1, p. 1-28, 1993.

HODGSON, G. M. Economia e instituições: manifesto por uma economia institucionalista moderna.Oeiras: Celta Editora, 1994.

HODGSON, G. M. From micro to macro: the concept of emergence and the role of institutions. International seminar “Institutions and Economic Development: Towards a Comparative Perspective on State Reform”. Rio de Janeiro: UFRJ, Brazil, 12-14 nov. 1997.

HODGSON, G. M. The approach of institutional economics. Journal of Economic Literature, v. 36, p. 166-192, mar. 1998.

HODGSON, G. M. Evolution and institutions: on evolutionary economics and the evolution of economics. Cheltenham, UK; Northampton, MA, USA: Edward Elgar, 1999.

HODGSON, G. M. The evolution of institutions: an agenda for future theoretical research. Constitutional Political Economy, n. 13, p. 111-127, 2002.

HODGSON, G. M. What are institutions? Journal of Economic Issues, v. XL, n. 1, p. 1-25, Mar. 2006.

HODGSON, G. M. Institutions and individuals: interaction and evolution. Organization Studies, v.28, n. 1, p. 95-116, Jan. 2007.

LANGLOIS, R. N.; ROBERTSON, P. L. Firms, markets and economic change - a dynamic theory of business institutions. London and New York: Routledge, 1995.

LAZONICK, W. Corporate governance, innovative enterprise and economic development.In: CHANG, H-J. (Ed.). Institutional change and economic development. New York: United Nations University Press, 2007. Chapt. 7, p.115-133.

MASKEL, P.; TÖRNQUIST, G. The role of universities in the learning region. In: RUTTEN, R.; BOEKEMA, F.; KUIJPERS, E. (Ed.). Economic geography of higher education: knowledge infrastructure and learning regions. London and New York: Routledge, 2003. p. 129-144.

MATTHEWS, R. C. O. The economics of institutions and the sources of growth. The Economic Journal, n. 96, p. 903-918, Dec. 1986.

NELSON, R. R. Bringing institutions into evolutionary growth theory. Journal of Evolutionary Economics, v. 12, n. 1-2, p. 17-28, Mar. 2002.

NELSON, R. R. Economic development from the perspective of evolutionary economic theory. Governance and Economic Dynamics, 2006. (Working Papers in Technology, n. 2) NELSON, R. R.; WINTER, S. G. Uma teoria evolucionária da mudança econômica. Campinas: Editora da Unicamp, 2005.

NORTH, D. C. Institutions. The Journal of Economic Perspective, v. 5, n. 1, p. 97-112, Winter 1991.

NORTH, D. C. Instituciones, cambio institucional y desempeño económico. México: Fondo de Cultura Económico, 1993.

NORTH, D. C. Economic performance through time. The American Economic Review, v. 84, p. 359-369, Jun. 1994.

NORTH, D. C. Understanding the process of economic change. Princeton and Oxford: Princeton University Press, 2005.

NORTH, D. C. Custos de Transação, instituições e desempenho econômico. 3. ed. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 2006.

PENROSE, E. A teoria do crescimento da firma. Campinas: Editora da Unicamp, 2006.

PONDÉ, J. L. Organização das grandes corporações. In: KUPFER, D.; HASENCLEVER, L. (Org.). Economia industrial: fundamentos teóricos e prática no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002. cap. 13, p. 287-306.

POSSAS, M. Elementos para uma integração micro-macrodinâmica na teoria do desenvolvimento econômico. Revista Brasileira de Inovação, v. 1, Ano 1, p. 123-149, jan./ jun. 2002.

REINERT, E. S. Institutionalism ancient, old, and new: A historical perspective on institutions and uneven development. In: CHANG, H-J. (Ed.). Institutional change and economic development. New York: United Nations University Press, 2007. Chapt. 4, p. 53-72.

SAMUELS, W. J. The present state of institutional economics. Cambridge Journal of Economics, v. 19, p. 569-590, 1995.

SCHUMPETER, J. A. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961.

SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Nova Cultural, 1997.

SIMON, H. A. Rationality in Psychology and economics. In: HOGARTH, R.; REDER, M. (Ed.). Rational choice. Chicago: Chicago University Press, 1987. p. 25-40.

SIMON, H. A. Organizations and market. Journal of Economic Perspective, v. 5, n. 2, p. 25-44, Spring 1991.

TEECE, D. J.; PISANO, G. The dynamic capabilities of firms: an introduction. Industrial and Corporate Change, v. 3, n. 3, p. 537-556, 1994.

VEBLEN, T. B. A teoria da classe ociosa: um estudo econômico das instituições. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1965.

VILLEVAL, M. C. Une théory economique des institutions. In: BOYER, R.; SAYLLARD, Y. Théory de la regulation: l’état des savoirs. Paris: La Découverte, 1995.

WILLIAMSON, O. E. Las instituciones económicas del capitalismo. México: FCE, 1989a.

WILLIAMSON, O. E. Transaction costs economics. In: SCHMALENSEE, R.; WILLIG, R. D. Handbook of Industrial organization. Elsevier Science Publishers, 1989b. v. 1, p. 135-82.

WILLIAMSON, O. E. Transaction cost economics and organization theory. Industrial and Corporate Change, v. 2, n. 2, p. 107-156, 1993.

WILLIAMSON, O. E. Hierarchies, markets and power in the economy: an economic perspective. Industrial and Corporate Change, v. 4, n. 1, p .21-49, 1995.

WILLIAMSON, O. E. The institutions of governance. The American Economic Review, v. 88, n. 2, p. 75-79, May 1998.

WILLIAMSON, O. E. The New Institutions Economics: tacking stocks, looking ahead. Journal of Economic Literature, v. XXXVIII, p. 595-613, Sept. 2000

A Economia e Sociedade utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.