Banner Portal
A economia de fundos próprios: um novo regime de acumulação financeira
PDF

Palavras-chave

Governança empresarial. Financiamento da empresa. Economia de fundos próprios

Como Citar

PLIHON, Dominique. A economia de fundos próprios: um novo regime de acumulação financeira. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 41–56, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643135. Acesso em: 15 jun. 2024.

Resumo

A partir do início dos anos 80, tanto na França quanto na maior parte das economias européias, as empresas adotam um regime de financiamento baseado em fundos próprios, abandonando o regime de endividamento antes vigente. Esta aproximação ao modelo anglo-saxão, ao determinar várias mudanças no plano da empresa – como a primazia do acionista, a queda da participação dos salários no valor adicionado e a ruptura do elo entre lucro e investimento – tem também implicações macroeconômicas importantes, como o aumento da instabilidade financeira e a piora na distribuição da renda e riqueza. Recomendam-se políticas para reverter a lógica perversa da finança fundada na acumulação de fundos próprios, com o objetivo de reequilibrar a relação de forças entre trabalho e capital.

Abstract

From 1980 on, French firms – as well as firms in most European countries – migrate from the “overdraft economy” to the “autoeconomy”. The adoption of the Anglo-Saxon model determines microeconomic changes – such as the increased power of investors, the falling share of wages in value added, and slack investment rates in spite of mounting profits – with important macroeconomic consequences (more financial instability and a worsening in wealth and income distribution). Some policies are recommended to revert the perverse logic of the autoeconomy and to reequilibrate the relative forces of labour and capital.

Key words: Corporate governance. Corporate funding. Autoeconomy

PDF

Referências

ARTUS, P. Les effets macro-économiques des nouvelles exigences de rentabilité: l’exemple des Etats-Unis. Flash, CDC Marchés, Service de la Recherche, Caisse des Dépôts et Consignations, n. 97-113, Nov. 1997.

________, COHEN, D. Partage de la valeur ajoutée. Paris: Documentation Française, 1998. (Rapport au Conseil d’Analyse Economique).

ARTUS, P., DEBONNEUIL, M. Crises, recherche de rendement et comportements financiers: l’interaction des mécanismes microéconomiques et macroéconomiques. In: Architecture financière internationale. Paris: Documentation Française, 1999. (Rapport du Conseil d’Analyse Économique, n. 18).

BAUDRU, D., MORIN, F. Gestion institutionnelle et crise financière – Une gestion spéculative du risque. In: ARCHITECTURE financière internationale. Paris: Documentation Française, 1999. (Rapport du Conseil d’Analyse Économique, n. 18).

CHESNAIS, F. (Coord.). La mondialisation financière – genèse, coût et enjeux. Paris: Syros, 1996.

L’ÉCONOMIE française. Comptes de la Nation, 1998-99. INSEE. (Livre de poche).

FRIED, M., PLIHON, D., SABORD, M. Les entreprises sont-elles riches ou pauvres? Une analyse d’après les comptes des entreprises. LASAIRE. Publicado parcialmente em Problèmes economiques. n. 9, Mai 1997.

HICKS, J. The crisis in Keynesian economics. Oxford: Basic Blackwell, 1974.

A Economia e Sociedade utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.