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Desalinhamento cambial, regimes de acumulação e metas de inflação em um modelo pós-keynesiano de crescimento
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Palavras-chave

Crescimento econômico. Distribuição de renda. Regimes de acumulação. Desalinhamento cambial. Metas de inflação.

Como Citar

OREIRO, J. L.; ABRAMO, L. D.; LIMA, P. G. da C. Desalinhamento cambial, regimes de acumulação e metas de inflação em um modelo pós-keynesiano de crescimento. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 25, n. 3, p. 757–775, 2017. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8648339. Acesso em: 28 fev. 2024.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo fazer uma extensão do modelo Oreiro-Araújo, incorporando ao menos três elementos novos, a saber: a determinação da taxa de inflação com base em conflito distributivo entre salários e lucros, a introdução de uma regra de ajuste da taxa real de câmbio e a condução da política monetária em um contexto de metas inflacionárias. No equilíbrio de curto prazo verifica-se que a relação entre crescimento e distribuição, o assim chamado regime de acumulação, depende da relação entre a taxa real de câmbio e o valor ótimo dessa taxa. Quando a taxa real de câmbio está sobrevalorizada, ou seja, abaixo do valor ótimo, o regime de acumulação é profit-led. Quando a taxa real de câmbio se encontra subvalorizada, ou seja, acima do seu valor ótimo, então o regime de acumulação é do tipo wage-led. No equilíbrio de longo prazo verifica-se que um aumento da meta de inflação está associado a uma redução da taxa real de juros e a um aumento da taxa real de câmbio, o que resulta em uma elevação da taxa de acumulação de capital, apesar do aumento da taxa de inflação. 

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