Cidades Mortas: o declínio da “civilização cafeeira” no Vale do Paraíba segundo a elite agrária decadente

  • Luciana Meire da Silva Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Palavras-chave: Monteiro Lobato. Brasil rural. Literatura e sociedade. Cidades mortas.

Resumo

Neste artigo analisamos o conto “Cidades Mortas”, escrito por Monteiro Lobato (1882 – 1948) em 1906 e publicado em 1919. Nele o autor descreve os sintomas de decadência da região rural do Vale do Paraíba, denuncia o que chama de “parasitismo” como uma característica do desenvolvimento capitalista brasileiro. Identificamos um narrador perceptivo das perdas de uma fração da burguesia agrária, à qual ele também pertence e a responsabiliza pelos prejuízos e danos causadores do fim da chamada ‘civilização do café’ na região valparaibana. Ao mesmo tempo, ele observa a expansão cafeeira para a região do Oeste Paulista.

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Biografia do Autor

Luciana Meire da Silva, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Possui doutorado em Ciências Sociais pela UNESP de Marília/SP (2013) com bolsa de estudos da FAPESP, linha de pesquisa: Pensamento Social Brasileiro, Sociologia Brasileira, e Sociologia Rural. Mestrado em Sociologia UNESP de Araraquara/SP (2003) com bolsa de estudos da Capes, linha de pesquisa: Pensamento Social Brasileiro. Graduação em Ciências Sociais UNESP de Marília/SP (1999) com bolsa de estudos de Iniciação Científica (FAPESP). Graduação em Administração de Empresas UNISAL (1993). Atua como professora do ensino superior de Sociologia e Filosofia desde 2002. Tem experiência na área de coordenação curso de Administração (2004 a 2008).

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Publicado
2012-12-13
Como Citar
Silva, L. M. da. (2012). Cidades Mortas: o declínio da “civilização cafeeira” no Vale do Paraíba segundo a elite agrária decadente. Ideias, 3(1), 289-305. https://doi.org/10.20396/ideias.v3i1.8649373