“Anota aí: eu sou ninguém”

entrevista com Vladimir Safatle

Palavras-chave: Vladimir Safatle, Fascismo, Democracia, Heteronomia, Transversalidade

Resumo

No dia 7 de junho de 2019, uma sexta-feira, nos encontramos perto da estação Marechal Deodoro, região central da capital paulista. Com câmera e cadernos em mãos, deixamos para trás a área degradada e de pujante comércio popular, e paramos um pouco antes de poder sentir a aura das moradas quietas e portentosas de Higienópolis. Vladimir nos recebeu em seu apartamento de manhã cedo, vestido de preto. Sua conhecida expressão solene simpaticamente contrastava com mundanidade do copo de leite
vazio que segurava quando nos abriu a porta. Sentamos, os quatro, na sala de estar, que era habitada por uma estante de livros, um par de sofás, mesa de centro e um pequeno piano de cauda. A quietude
da casa deu espaço, então, ao ressonante movimento de ideias que pode ser conferido nas páginas que seguem.

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Biografia do Autor

Laura Sant'Anna Luedy Oliveira, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.

Mariana Toledo Borges, Universidade Estadual de Campinas
Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária do Instituto de Estudos Literários.
Hyury Pinheiro, Universidade Estadual de Campinas
Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas.

Referências

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Publicado
2019-11-19
Como Citar
Oliveira, L. S. L., Borges, M. T., & Pinheiro, H. (2019). “Anota aí: eu sou ninguém”. Idéias, 10, e019009. https://doi.org/10.20396/ideias.v10i0.8657411
Seção
Entrevista