Hidrelétricas no desenvolvimento urbano e territorial de São Paulo

Palavras-chave: Brasil, Central hidrelétrica, Urbanismo, Patrimônio industrial, Cidades, Estado de São Paulo

Resumo

A partir da concepção de paisagem cultural e de uma análise da implantação das usinas hidrelétricas do estado de São Paulo de 1890 a 1930, pretende-se analisar os impactos no desenvolvimento das cidades ecléticas no âmbito da industrialização e dos melhoramentos urbanos, relacionando as alterações nos modos de vida e o rompimento com o mundo rural, associados à difusão da energia elétrica. A tese é que a chegada da eletricidade e suas usinas foi um dos elementos deginidores da paisagem industrial do território de São Paulo, aqui demonstrada através da ingluência que as 118 primeiras centrais hidrelétricas que surgiram no estado tiveram no aparecimento e desenvolvimento das cidades paulistas neste período e que a disponibilidade de energia foi fundamental para a mudança da economia rural do café para a da urbano-industrial no Brasil.

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Biografia do Autor

Débora Marques de Almeida Nogueira, Universidade Estadual de Campinas
Arquiteta e urbanista, Mestre em Engenharia Urbana, Doutora em Engenharia Civil. Pós-doutoranda do Departamento de Recursos Hídricos (FEC-Unicamp). Pesquisadora do Labore (Unicamp). São Carlos [SP] Brasil.
André Munhoz de Argollo Ferrão, Universidade Estadual de Campinas
Engenheiro civil, Arquiteto e urbanista, Mestre em Engenharia Agrícola, Doutor em Arquitetura e Urbanismo. Professor Livre Docente do Departamento de Recursos Hídricos (FEC-Unicamp). Coordenador do Labore (Unicamp). Campinas [SP] Brasil.

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Publicado
2015-03-09
Como Citar
Nogueira, D. M. de A., & Ferrão, A. M. de A. (2015). Hidrelétricas no desenvolvimento urbano e territorial de São Paulo. Labor E Engenho, 9(1), 19-36. https://doi.org/10.20396/lobore.v9i1.2091
Seção
Artigos