A cicatriz da serra: reflexões sobre as adutoras da Usina de Cubatão

Autores

  • Gabriel Carlos de Souza Santos Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/lobore.v9i1.2094

Palavras-chave:

Agenciamento, Identidade, Intenções

Resumo

A Usina de Cubatão foi inaugurada em 1926 e era, à época, a maior hidroelétrica do país. Representou um enorme empreendimento industrial, o qual requeria o intenso uso de mão-de-obra. A partir de 1930, essa mão-de-obra passou a habitar a Vila Light, vila operária criada no entorno da usina para abrigar funcionários e suas famílias. O presente artigo pretende discutir um elemento em específico dessa usina, a saber, suas adutoras. O objetivo central é discutir o estabelecimento destas na paisagem cubatense e seu papel na alteração da visualidade e na criação de uma identidade comunitária da Vila Light. Assim, como se pretende demonstrar, as adutoras se inserem como marco simbólico, visual e material do enfrentamento do homem à Serra do Mar, elemento natural de grande importância para a constituição de Cubatão, e representam a complexa relação entre indústria e natureza no município.

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Biografia do Autor

Gabriel Carlos de Souza Santos, Universidade Estadual de Campinas

Historiador (IFCH-Unicamp); mestrando em História (IFCH-Unicamp). Pesquisador do grupo de pesquisa Patrimônios (CNPq) e membro do Projeto Temático Eletromemória II (FAPESP). Campinas [SP] Brasil.

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Publicado

2015-03-10

Como Citar

SANTOS, G. C. de S. A cicatriz da serra: reflexões sobre as adutoras da Usina de Cubatão. Labor e Engenho, Campinas, SP, v. 9, n. 1, p. 63-72, 2015. DOI: 10.20396/lobore.v9i1.2094. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/2094. Acesso em: 30 out. 2020.

Edição

Seção

Artigos