Hidrelétricas no início do século XX: tratadística e periódicos

Autores

  • Denise Fernandes Geribello Universidade Estadual de Campinas.

DOI:

https://doi.org/10.20396/lobore.v9i1.2096

Palavras-chave:

Usina de Itatinga. Patrimônio industrial. Patrimônio cultural. Usinas hidrelétricas

Resumo

As primeiras usinas hidrelétricas brasileiras surgiram em finais do século XIX respondendo a demandas impostas pelo setor industrial, então em processo de consolidação, e promovendo o aprimoramento da vida urbana por meio da iluminação pública e dos sistemas de transporte elétricos. Naquele momento, o projeto e a construção de tais empreendimentos constituía um grande campo de experimentação. Muitas foram as inovações técnicas e construtivas necessárias para adaptar esta nova tipologia ao solo nacional. Apesar das peculiaridades impostas pelo caso brasileiro, os exemplares nacionais compartilham com usinas ao redor de todo o mundo uma série de princípios construtivos e arquitetônicos. Tal semelhança decorre, dentre outros fatores, da disseminação de uma base teórica comum por meio de tratados de construção de usinas hidrelétricas, da tratadística relativa à construção civil e dos periódicos especializados em engenharia e construção. Buscando explorar estas fontes e compreender seu papel na concepção das usinas hidrelétricas brasileiras, este artigo trata do uso destes materiais no projeto da Usina de Itatinga, Bertioga [SP].

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Biografia do Autor

Denise Fernandes Geribello, Universidade Estadual de Campinas.

Arquiteta e Urbanista, Mestre em História e Doutoranda em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo no programa de Pós-Graduação da FAU-USP, bolsista CAPES. Campinas [SP] Brasil.

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Publicado

2015-03-10

Como Citar

GERIBELLO, D. F. Hidrelétricas no início do século XX: tratadística e periódicos. Labor e Engenho, Campinas, SP, v. 9, n. 1, p. 82-92, 2015. DOI: 10.20396/lobore.v9i1.2096. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/labore/article/view/2096. Acesso em: 27 out. 2020.

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