O caso da Fazenda Ermida em Jundiaí [SP]: contribuição do café na configuração da paisagem cultural

  • André Munhoz de Argollo Ferrão Universidade Estadual de Campinas http://orcid.org/0000-0003-0687-3622
  • Berna Valentina Bruit Valderrama Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio
  • Débora Marques de Almeida Nogueira Mortati Universidade Estadual de Campinas
  • Evelyn Gregory Moraes Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Arquitetura rural, Patrimônio, Paisagem cultural.

Resumo

Focamos este artigo nas transformações da paisagem rural e urbana a partir da produção cafeeira e seus aparatos, com o objetivo de analisar como a linha divisória entre o território rural e urbano vai se diluindo na medida em que o café coloca a necessidade de uma base urbana para seu desenvolvimento. Neste processo, o urbano, como modo de vida, vai caracterizando e introduzindo novos paradigmas no espaço rural, que podem ser observados na arquitetura e nos meios de produção. Como objeto de estudos foi selecionado a Fazenda Ermida, localizada em Jundiaí [SP], cuja arquitetura rural será caracterizada, com base nas edificações, no patrimônio cultural e nas paisagens existentes. A caracterização arquitetônica de uma porção territorial leva ao reconhecimento do patrimônio cultural, porventura existente, como um bem de significativo valor econômico e também educativo. Quando este patrimônio está integrado a uma estratégia voltada à valorização da memória e sua importância para a identidade das comunidades beneficiárias poderá contribuir para reflexão a respeito de alternativas de ocupação e apropriação do bem. A análise a que nos propomos está fundamentada na metodologia de abordagem de Argollo Ferrão (2004), que apresenta dois vetores, o cultural e o produtivo, registrando a arquitetura da produção com base no ciclo do café, e apresenta também a possibilidade de abordar o objeto de estudo em quatro níveis: regional; unidade de produção; edificações e maquinário; e por fim o nível agro ecológico.

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Biografia do Autor

André Munhoz de Argollo Ferrão, Universidade Estadual de Campinas
Engenheiro Civil, Arquiteto e Urbanista. Mestre em Engenharia Agrícola, Doutor em Arquitetura e Urbanismo, Professor Livre Docente, Universidade Estadual de Campinas. Coordenador do Labore / FEC / Unicamp. Campinas [SP].
Berna Valentina Bruit Valderrama, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio
Doutora em Estruturas Ambientais Urbanas [FAU-USP], Arquiteta e Urbanista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas [PUC-Campinas]. Campinas [SP].
Débora Marques de Almeida Nogueira Mortati, Universidade Estadual de Campinas
Doutora em Engenharia Civil, Área de Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais / Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo / Universidade Estadual de Campinas (FEC-Unicamp); Mestre em Engenharia Urbana; Arquiteta e Urbanista da Prefeitura Municipal de São Carlos [SP].
Evelyn Gregory Moraes, Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Engenharia Civil pela Unicamp. Pesquisadora do Labore / FEC-Unicamp. Arquiteta e Urbanista. Jundiaí [SP].

Referências

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Publicado
2008-07-27
Como Citar
Argollo Ferrão, A. M. de, Valderrama, B. V. B., Mortati, D. M. de A. N., & Moraes, E. G. (2008). O caso da Fazenda Ermida em Jundiaí [SP]: contribuição do café na configuração da paisagem cultural. Labor E Engenho, 2(1), 52-61. https://doi.org/10.20396/lobore.v2i1.238
Seção
Artigos

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