Teoria kantiana do sujeito

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Palavras-chave:

Prolegomena, Kant

Resumo

Nos seus Prolegomena Kant afirma que a simples “idéia a priori” do sujeito do pensamento como uma substância imaterial, se não nos conduz a qualquer forma de    conhecimento sobre a natureza do nosso sujeito pensante, pelo menos serve para destruir as pretensões do naturalismo, do fatalismo e do materialismo, como as doutrinas segundo as quais o sujeito do pensamento seria parte integrante do mundo natural, submetido à causalidade natural como todas as coisas materiais.  Este artigo será consagrado ao esclarecimento e crítica dessa concepção kantiana do sujeito. Para isso seguirei aqui o seguinte itinerário. Em primeiro lugar, apresento sucintamente a origem da posição dualista em Descartes e o chamado problema mente/corpo que dele resulta. Em seguida, apresento a minha reconstrução estritamente proposicional do diagnóstico e críticas kantianas à mesma. No terceiro e último passo da minha exposição, analiso então a concepção kantiana resultante da sua crítica à posição tradicional. Ao final, com base em argumentos de Strawson e Tugendhat, pretendo defender contra Kant uma concepção naturalista do sujeito.

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Biografia do Autor

Roberto Horácio de Sá Pereira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor pela Free University, Berlim. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Referências

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Publicado

1996-04-30

Como Citar

PEREIRA, R. H. de S. Teoria kantiana do sujeito. Manuscrito: Revista Internacional de Filosofia, Campinas, SP, v. 19, n. 1, p. 69–95, 1996. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/manuscrito/article/view/8659582. Acesso em: 29 nov. 2022.

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Artigos