Reportagem e folhetinismo: narrativas infames como poder finalista

Autores

  • Rodrigo Marcelino Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v21i1.8637524

Palavras-chave:

Imprensa. Análise do discurso. Espaço disciplinar. Corpo infame

Resumo

A partir de um deslocamento da crítica à literatura pela ciência sociológica e da história pelo critério etnológico, traços típicos do jornalismo e do folhetinismo passam a concorrer com a reportagem. Desde Brito Broca (1956), a tese do encontro do cronismo de Paulo Barreto (1881-1921) com a reportagem é vulgarizada. Atribuímos essa aproximação à reportagem de Ernesto Senna (1858-1913), por meio da qual o espaço disciplinar e o corpo do povo são analisados como uma ordem finalista do discurso.

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Biografia do Autor

Rodrigo Marcelino, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (2013), licenciado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010). Atua como professor de língua estrangeira na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

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Publicado

2015-07-02

Como Citar

MARCELINO, R. Reportagem e folhetinismo: narrativas infames como poder finalista. RUA, Campinas, SP, v. 21, n. 1, p. 109–127, 2015. DOI: 10.20396/rua.v21i1.8637524. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8637524. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Estudos