Rio de Janeiro: cidade para quem?

  • Angela de Aguiar Araújo Universidade Estadual de Campinas
  • Fátima de Carvalho Rocha Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil
  • Laurent Garcia
Palavras-chave: Rio de Janeiro - Ensaio fotográfico

Resumo

Acabamento Gráfico: Fátima Rocha
Fotos: Angela Aguiar, Fátima Rocha e Laurent Garcia
Texto: Angela Aguiar

Há muito se escutam vozes que a destacam por sua beleza natural muito embora também sejam postos em relevo os problemas desse espaço urbano: “cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos”[1]. Se o real da história é a contradição[2], a divisão dos sentidos e dos sujeitos é o ponto de partida para o estranhamento diante disso que nos acostumamos a sentir, a escutar, a repetir de forma tão óbvia: “cidade”, “beleza” e “caos”. Algo mais pode se apresentar a partir desse encadeamento semântico resultante de uma operação / superfície sintática[3]pela qual se escreve - e se reescreve (pela coordenação de sentidos aparentemente excludentes) - aquilo que é dado a sentir sobre o Rio de Janeiro[4]. Algo que, em sendo esquecido, nos é dado a saber como uma evidência: “cidade maravilhosa”[5]. Mas do que nos esquecemos? Do longo trajeto sócio-histórico de filiação dos sentidos. Isso nos leva ao reconhecimento do percurso pelo qual os sentidos se estruturam / se desestruturam / se reestruturam resultante do processo de inscrição e de (re)inscrição da língua na história[6].

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Biografia do Autor

Angela de Aguiar Araújo, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Linguística pela Unicamp, mestre em Memória Social pela Unirio e graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela UFMG.

Fátima de Carvalho Rocha, Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil
Professora do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil - Senai / RJ, mestre em Design pela PUC/RJ e graduada em Design pela UERJ.
Laurent Garcia
Jornalista e produtor independente (Paris - França)

Referências

ARAÚJO, A. Rio 2016: os nós brasileiros e a equivocidade do nós podemos / faremos / créu... Trabalho apresentado no IV Encontro de Estudos da Linguagem e III Encontro Internacional de Estudos da Linguagem, Pouso Alegre (MG), setembro de 2011. Texto encaminhado para publicação nos anais do evento.

COURTINE, J. J.. Metamorfoses do discurso político: derivas da fala pública. São Carlos, SP: Claraluz, 2006.

GUIMARÃES, E. Análise de texto. Procedimentos, Análises, Ensino. Campinas, SP : Editora RG, 2011.

OLIVEIRA, N. La ville de Rio De Janeiro et la conquête du rêve olympique:qui gagne à ce jeu? Disponível em http://www.ettern.ippur.ufrj.br/equipe/50/nelma-gusmao-de-oliveira, retirado em agosto de 2011.

ORLANDI, E. (2003) Análise de Discurso. Princípios e procedimentos. Campinas, SP: 2003.

PAYER, M. Linguagem e sociedade contemporânea — sujeito, mídia e mercado. In: RUA. Revista do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade da Unicamp XI. NUDECRI. Campinas: Unicamp, 2005, p. 9-25.

PÊCHEUX, M. O Discurso - estrutura ou acontecimento. Trad. de Eni P. Orlandi. Campinas: Pontes, 1999.

Publicado
2015-07-17
Como Citar
Araújo, A. de A., Rocha, F. de C., & Garcia, L. (2015). Rio de Janeiro: cidade para quem?. RUA, 17(2). Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8638832
Seção
Artes