Cidade narrada, tempo vivido: estudos de etnografias da duração

Autores

  • Ana Luiza Carvalho da Rocha Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Cornelia Eckert Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v16i1.8638850

Palavras-chave:

Eidade. Memória. Narrativa. Etnografia da duração

Resumo

Para o estudo antropológico da memória coletiva no interior das modernas sociedades complexas propomos o desenvolvimento de uma etnografia da duração. Trata-se do estudo das imagens expresso nas narrativas dos habitantes das grandes cidades sobre seus territórios de vida em que constroem sentido de identidade em seus deslocamentos e pertenças. Filiamos-nos a uma antropologia das sociedades complexas, inspirada nos jogos da memória que orientam a fundação de comunidades urbanas em seus arranjos sociais. Problematizamos o ato da memória como ação no mundo temporal.

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Biografia do Autor

Ana Luiza Carvalho da Rocha, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Banco de Imagens e Efeitos Visuais, Laboratório de Antropologia Social, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Instituto Latino Americano de Estudos Avançados, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Endereço para correspondência: Rua Santa Terezinha 395 apto 11 - 90040180 - Porto Alegre RS

Cornelia Eckert, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Banco de Imagens e Efeitos Visuais, Laboratório de Antropologia Social, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Instituto Latino Americano de Estudos Avançados, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Endereço para correspondência: Rua São Manuel 1660 apto 902 Porto Alegre 90620 110 RS

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Publicado

2010-06-10

Como Citar

ROCHA, A. L. C. da; ECKERT, C. Cidade narrada, tempo vivido: estudos de etnografias da duração. RUA, Campinas, SP, v. 16, n. 1, p. 121–145, 2010. DOI: 10.20396/rua.v16i1.8638850. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8638850. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

Estudos

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