Dos não-lugares à cidade senciente

  • Lucia Santaella Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Palavras-chave: Não-lugares. Cidade informacional. Cidade ciborgue. Cidade senciente

Resumo

Este artigo coloca em discussão a cidade e a urbanização como processos que se justificam por si mesmos e não como instâncias de algo outro. O que se visa especificamente são as transformações operadas nas formas de vida urbana pós revolução digital, naquilo que, no atual estado da arte vem sendo chamado de “cidade senciente”. Para isso, este trabalho passa em revista os não-lugares das megacidades e sua transformação em hotspots das cidades informacionais, destes para a cidade ciborgue até as condições emergentes da cidade senciente.

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Biografia do Autor

Lucia Santaella, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Professora titular da PUCSP, pesquisadora 1ª do CNPq. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009 e 2011), o prêmio Sérgio Motta (Líber, 2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010). Publicou 41 livros e mais de 300 artigos.

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Publicado
2015-07-24
Como Citar
Santaella, L. (2015). Dos não-lugares à cidade senciente. RUA, 20(2), 6-15. https://doi.org/10.20396/rua.v20i2.8638917
Seção
Estudos

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