A língua, os museus e os espelhos

Autores

  • Larissa Montagner Cervo Universidade Federal de Santa Maria (UFSM – Santa Maria – RS)

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v21i2.8642480

Palavras-chave:

Língua. Museu. Espelho. Origem

Resumo

Neste artigo, propomo-nos refletir o Mundolingua, um museu parisiense dedicado à língua, às línguas e à linguística, observando o modo como o discurso religioso e o discurso de divulgação científica são confrontados no que tange a explicações sobre a linguagem verbal e a(s) língua(s). Faremos nossa análise em contraponto a algumas considerações sobre o Museu da Língua Portuguesa (São Paulo – SP), em especial, a respeito da presença de espelhos, algo comum a ambos e que produz o efeito de naturalização do sujeito como origem de si. Nossa perspectiva teórico-metodológica é a Análise de Discurso.

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Biografia do Autor

Larissa Montagner Cervo, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM – Santa Maria – RS)

Doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM – Santa Maria – RS) e professora adjunta do Departamento de Letras Vernáculas da mesma instituição. Pesquisadora do Laboratório Corpus. Endereço profissional: UFSM – Campus Universitário. Avenida Roraima, n. 1000. Prédio 16, Sala 3325A. Bairro Camobi. Santa Maria, RS, Brasil. CEP: 97.105-000. E-mail: laricervo@gmail.com

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Como Citar

CERVO, L. M. A língua, os museus e os espelhos. RUA, Campinas, SP, v. 21, n. 2, p. 363 –, 2015. DOI: 10.20396/rua.v21i2.8642480. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8642480. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Estudos