Ruínas, duração e patrimonialidade

Autores

  • Cybelle Salvador Miranda Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v22i2.8647942

Palavras-chave:

Patrimônio. Memória. Ruínas

Resumo

A construção do conceito de patrimônio na cultura contemporânea nos convida a uma reflexão sobre os contextos de recepção dos bens a serem preservados. Neste panorama, as ruínas assumem significados distintos, acentuando a disparidade entre as noções de duração e o papel do patrimônio edificado para a constituição das singularidades locais. Considerando as ruínas como fenômenos característicos da modernidade, arquiteturas da Belém histórica dialogam com outros artefatos no Brasil e em Portugal para fazer pensar no sentido antropológico da duração

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Biografia do Autor

Cybelle Salvador Miranda, Universidade Federal do Pará

Doutora em Antropologia, Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, coordena o Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO), na Universidade Federal do Pará. Endereço Institucional: Cidade Universitária Prof. José da Silveira Netto, Atelier de Arquitetura, Guamá, Belém, Pará, Brasil.

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Publicado

2016-12-15

Como Citar

MIRANDA, C. S. Ruínas, duração e patrimonialidade. RUA, Campinas, SP, v. 22, n. 2, p. 407–424, 2016. DOI: 10.20396/rua.v22i2.8647942. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8647942. Acesso em: 18 maio. 2022.

Edição

Seção

Estudos