O discurso ufanista materializado no corpo

  • Naiara Souza da Silva Universidade Católica de Pelotas
  • Stella Aparecida Leite Lima Universidade Católica de Pelotas
Palavras-chave: Imaginário. Gaúcho. Tatuagem. Sentido.

Resumo

Este texto visa a refletir, no âmbito da Análise de Discurso (AD) de tradição pecheuxtiana, sobre o imaginário que perpassa a representação de um sujeito gaúcho acerca do Estado do Rio Grande do Sul (RS). Este sujeito, afetado por um imaginário social sobre os valores de seu Estado, materializa um discurso ufanista em seu corpo, por meio da tatuagem da bandeira do RS. Entendendo as tatuagens como textos portadores de discursividade, nosso objetivo é produzir uma leitura a partir de sentidos que ela nos possibilita, levando em consideração a questão da constituição de sentido e a noção de memória discursiva. Com relação ao sujeito tatuado, em seu gesto simbólico de tatuar a bandeira, observamos a presença do político, em especial quando produz um discurso de grandeza de seu Estado.

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Biografia do Autor

Naiara Souza da Silva, Universidade Católica de Pelotas
Universidade Católica de Pelotas (UCPEL). Mestre em Letras (UPCEL). Doutoranda no Programa de PósGraduação em Letras: Linguística Aplicada (PPGL/UCPEL), atuando na linha de pesquisa: Texto, Discurso e Relações Sociais. Membro do Laboratório de Estudos em Análise de Discurso (LEAD/UCPEL).
Stella Aparecida Leite Lima, Universidade Católica de Pelotas
Universidade Católica de Pelotas (UCPEL). Licenciada em Letras (UCPEL). Especialista em Letras pelo Curso de Especialização lato sensu da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Mestranda no Programa de PósGraduação em Letras: Linguística Aplicada (PPGL/UCPEL), atuando na linha de pesquisa: Texto, Discurso e Relações Sociais. 

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Publicado
2017-07-04
Como Citar
Silva, N. S. da, & Lima, S. A. L. (2017). O discurso ufanista materializado no corpo. RUA, 23(1), 50-61. https://doi.org/10.20396/rua.v23i1.8649797
Seção
Artigo