Adaptação e resiliência do espaço comercial de rua: a 25 de março

Gabriela Krantz Cesarino, Valter Luiz Caldana Junior

Resumo


Este artigo propõe a discussão do conceito de resiliência adaptativa através de um breve estudo da rua 25 de Março, o mais importante centro comercial da cidade de São Paulo. Partindo do pressuposto de que esta rua é uma exceção ao esvaziamento contemporâneo dos centros tradicionais, procuramos compreender os processos de transformação e adaptação da 25 de Março, que garantiram a sua resiliência nos últimos 150 anos. O conceito de resiliência está presente nas discussões dos urbanistas há algumas décadas, com interpretações diversas que possibilitaram uma significativa evolução do conceito. Recentemente, o entendimento da resiliência como estado desejável a ser atingido por um sistema, tem incorporado as complexidades inerentes às suas transformações. Na cidade contemporânea, complexidades e contradições não impedem, mas ao contrário, contribuem para que o sistema urbano se sustente no longo prazo.

Palavras-chave


Rua de comércio. Comércio e cidade. Resiliência urbana. Adaptação e cidade.

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DOI: https://doi.org/10.20396/rua.v23i1.8649801

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