Campos do Jordão: a memória como campo de disputa

Autores

  • Valeira Zanetti Universidade do Vale do Paraíba
  • Maiara Sanches Universidade do Vale do Paraíba
  • Robson Oliveira Universidade do Vale do Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v23i2.8651147

Palavras-chave:

Estância de Campos do Jordão. Memória. História. Tuberculose.

Resumo

Este estudo visa analisar as memórias de seis pessoas, moradores e doentes, que viveram no município de Campos do Jordão - SP, importante estância de tratamento da tuberculose, no início do século XX. A análise distinguiu dois conjuntos de memórias sobre a estância, o que nos permitiu compreender a memória como um campo de disputa. O estudo valeu-se de referências baseadas nos conceitos de hegemonia de Antonio Gramsci, de Memória Coletiva de Halbwachs e nas Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino, cujo repertório de arquétipos de cidades estabelece uma relação entre Campos do Jordão e a “invisível” cidade de Irene.

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Biografia do Autor

Valeira Zanetti, Universidade do Vale do Paraíba

Dra e Mestre em História Social, professora do curso de História e do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade do Vale do Paraíba.

Maiara Sanches, Universidade do Vale do Paraíba

Mestranda em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba. Universidade do Vale do Paraíba/Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento.

Robson Oliveira, Universidade do Vale do Paraíba

Mestrando em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba. Universidade do Vale do Paraíba/Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento.

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Publicado

2017-12-05

Como Citar

ZANETTI, V.; SANCHES, M.; OLIVEIRA, R. Campos do Jordão: a memória como campo de disputa. RUA, Campinas, SP, v. 23, n. 2, p. 351–371, 2017. DOI: 10.20396/rua.v23i2.8651147. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8651147. Acesso em: 31 jan. 2023.

Edição

Seção

Artigo